Notas iniciais
Oieeee genteeeeee S2 S2 S2 S2 Sentiram saudades de mim? Não né? :v beleza.... Primeiramente sinto muito por ter demorado (já estão cansados de ouvir) e também por não ter respondido todos os comentários de vocês T-T Vou explicar pq. Meu pc quebrou e o teclado não está mais funcionando, tinha que ficar usando teclado virtual. E é um saco responder comentário usando teclado virtual. Mas agora eu consegui outro pc e escrevi um novo cap, mas deixei acumular os comentários e agora vou levar um tempo pra conseguir responder todos ç.ç Mas quero que saibam que eu li todos e amei cada palavra de vocês S2 E juro que um dia tiro um tempo para responder todos Demorei, mas em compensação escrevi um cap enorme e-e Enfim... sem mais delongas, espero que gostem *u* Nos capítulos anteriores da história 3: Hoshiro pareceu demonstrar ciúmes de Yuu, com as garotas fazendo-lhe elogios. E como se não bastasse, acabou não resistindo e beijando-o em frente a escola...

/História 3/Hoshiro´s POV/

Já havia um tempo desde que tinha chegado em casa. O dia tinha sido estranho e minha cabeça não parava de rodar. Eu tinha beijado aquele diabo em forma de criança no meio da rua! E na frente da escola! O que tinha dado em mim?

Estava jogado no sofá da sala assistindo televisão para ver se me distraía. Estava prestes a me levantar para ir para o chuveiro esfriar a cabeça quando ouvi a campainha tocando.

"Não pode ser..." Pensei, sentindo o coração começar a acelerar.

Abri a porta e lá estava Yukira, me olhando com aquele jeito tímido que ele sempre tem. Olhei-o de cima a baixo e perguntei, de um modo até meio rude:

– O que está fazendo aqui? De novo!

– Ah... — ele ficou nervoso e desviou o olhar — Eu... Precisava ver você...

Revirei os meus olhos e me afastei da porta, me jogando no sofá de novo. Fiquei com pena de fechar a porta na cara dele de novo, então simplesmente deixei a porta aberta para que ele entrasse. E assim ele o fez, fechando a porta atrás de si.

– Você tem que parar de aparecer aqui do nada — Me pronunciei assim que ele se sentou em uma cadeira perto do sofá.

– Ah... Desculpe, achei que quisesse me ver também...

– E o que te fez pensar isso? — olhei para ele com uma cara de tédio.

– Bem... Você me beijou de repente... E eu não estava falando nada...

Suspirei pesadamente, fazendo-o parar de falar e então disse, sem desgrudar os olhos da TV:

– Eu sei lá porque fiz isso... Eu te achei... Bonitinho. Só isso! Não leve muito a sério.

– Me achou bonitinho? — ele levantou as sobrancelhas, parecendo não acreditar muito que aquele era o único motivo.

– É... — respondi apenas

Achei que ele já ia fazer drama ou começar a chorar, mas ele apenas riu e começou a falar sobre coisas aleatórias. Eu mal prestava atenção nas inúmeras palavras dele, quando de repente ele fez uma pergunta:

– Ei! Kioshi-san! O que você gosta de comer?

– Sei lá... — respondi apenas, sem olhar para ele

– Gosta de algum doce? Bolo, biscoito, pudim..?

– Biscoitos são aceitáveis... — realmente não estava interessado naquela conversa

– Ah! Então um dia eu vou fazer biscoitos para você! — ele disse animadamente

– Uhum... — respondi apenas para ele ficar calado.

E parece que funcionou. Ele não falou mais nada, apenas ficou assistindo ao jornal tedioso que estava passando na TV, balançando os pés de um jeito infantil.

De repente meu olhar caiu sobre uns papéis que deixei em cima da mesa de centro. Olhei para um envelope e me lembrei de que tinha que pagar uma conta hoje, senão ia pagar uma multa de atraso e o banco fechava logo.

– Preciso ir pagar uma conta. — eu disse, me levantando e indo até a porta.

Ele me seguiu até a saída e ficou apenas me observando enquanto eu trancava a porta. Quando eu estava prestes a ir embora, ele disse:

– Eu vou ficar te esperando aqui fora até você voltar...

– Por que não vai pra sua casa? — disse após parar de andar e me virar para ele

– Não posso voltar agora. Não tem ninguém lá e estou sem as chaves.

Bufei, resmungando algumas coisas para mim mesmo. Eu não podia deixar ele lá fora no frio enquanto me esperava voltar.

– Ah... — suspirei — Então fique aí dentro, mas não faça bagunça! Volto em alguns minutos...

Entreguei as chaves para ele, que apenas disse "ok" sorrindo bastante. E então saí rumo ao banco.

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/Yuu's POV/

Hoshiro-sensei tinha acabado de descer as escadas indo rumo ao banco, então voltei para dentro da casa para esperar ele voltar. Ainda não conseguia acreditar que ele tinha me deixado ficar na casa dele sozinho! Ele estava me tratando um pouco melhor, e além disso, ele tinha me beijado!

De repente uma ideia me passou pela cabeça. Uma coisa um pouco constrangedora, mas eu definitivamente precisava fazer aquilo! Andei até o quarto dele, abrindo a porta lentamente sem saber o que me esperava do outro lado.

Era um quarto bem normal. Uma cama de casal no meio, uma escrivaninha à direita e um guarda-roupa à esquerda. Tudo estava perfeitamente arrumado, porém estava um pouco escuro, pois as cortinas estavam fechadas.

Lentamente me aproximei da cama dele e me sentei, passando as mãos e sentindo o macio edredom. E enfim deitei, tomando cuidado para não colocar os pés na cama e acabar sujando algo. Afundei meu rosto em um dos travesseiros e respirei bem fundo.

Ah... O cheiro dele era tão bom! Fiquei me imaginando como seria estar com ele naquela cama, abraçados, sentindo o cheiro direto do corpo dele. Eu definitivamente precisava fazer com que ele gostasse de mim!

E então tive outra ideia. Levantei-me da cama, arrumando o edredom para esconder as provas que eu estive ali, e então parti para a cozinha.

Ele tinha dito que gostava de biscoitos, então ia preparar biscoitos para ele. Bem, ele disse que eram aceitáveis, mas eu sabia que aquele era o jeito dele de dizer que gosta de algo.

Eu não precisava de receita, já havia feito biscoitos para a minha irmã várias vezes e sabia com fazê-los. Abri a geladeira e comecei a procurar os ingredientes. Peguei o que precisava e abri os armários procurando o que faltava.

Olhei para cima e vi que a farinha estava em um armário lá no alto, onde eu não conseguia alcançar. "Droga! E agora?" Pensei, frustrado. Mas eu não queria desistir! Queria que ele chegasse e os biscoitos já estivessem quase prontos! Talvez isso fizesse ele gostar um pouco mais de mim.

Peguei a cadeira mais próxima e aproximei-a dos armários. Subi em cima dela e estiquei os braços para alcançar o pote de farinha. Mas mesmo eu estando nas pontas dos pés, eu não consegui pegar o pote.

"Merda! Por que eu tenho que ser tão pequeno?" Reclamei, enquanto dava alguns pulinhos para ver se alcançava o pote. Meus dedos começaram a esbarrar no pote e sentia que ia conseguir pegá-lo, eu só precisava pular um pouco mais alto.

Estava quase conseguindo, porém assim que consegui segurar o pote com as duas mãos, pisei em falso e me desequilibrei da cadeira. Segurei-me no armário mais próximo para não cair da cadeira e acabar me machucando, mas consequentemente deixei cair o pote de farinha.

Meu corpo se petrificou ao ver todo aquele pó branco espalhado pelo chão. Desci da cadeira imediatamente para tentar arrumar aquilo.

– Caralho! Ele vai me matar! — exclamei em voz alta, enquanto levantava o pote para tentar salvar um pouco da farinha que não tinha caído no chão.

Assim que coloquei o pote na bancada, ouvi alguém gritando atrás de mim:

– Mas que porra aconteceu aqui???

Meu coração disparou e meu corpo congelou. Achei que ele não voltaria tão rápido e que daria tempo de limpar tudo. Eu estava completamente envergonhado.

– M-me desculpe... — Tentei dizer sem gaguejar muito. O medo me consumindo — Foi um acidente!

– O que você pensou que estava fazendo? — Hoshiro gritou, se aproximando e colocando o pote de farinha no alto de novo — Ficou maluco? Eu mandei não fazer bagunça!

– Eu... Ia fazer biscoitos — comecei a explicar, sem ter coragem de olhar para ele — mas a farinha tava muito alta e...

– Puta que pariu, Yukira! — ele gritou e apontou para o chão — Olha a merda que você fez! Sujou a casa toda!

Eu fique me sentindo muito mal. Tudo que eu queria era que ele gostasse de mim, queria agradar ele. E agora ele estava gritando comigo. Nunca deveria ter tido a ideia de fazer biscoitos! Sem conseguir me segurar, acabei deixando as lágrimas escorrerem pelo meu rosto.

– Ah, por favor! Não começa a chorar! — ele revirou os olhos e apoiou o corpo na bancada, cruzando os braços.

Coloquei a mão no rosto para tentar de alguma forma esconder as lágrimas. Eu precisava desabafar, então tentei dizer entre soluços:

– Você tem razão... Eu só faço merda! Eu só queria fazer algo pra te agradar, mas eu sempre estrago tudo!

– Ei... Calma... — o tom da voz dele mudou de irritado para preocupado.

– Me desculpa por chorar... — ainda cobria meu rosto — mas eu não aguento mais! Todo esse tempo eu tenho me segurado pra não chorar na sua frente, mas eu não consigo mais...

– Por que estava se segurando? — ele franziu as sobrancelhas, parecendo que realmente se importava.

– Porque você me disse que chorar era fraqueza. — enfim olhei para ele — Eu... Só queria fazer com que você gostasse de mim. Mas eu sou um fracote inútil! Eu te dou todo o motivo do mundo para me odiar!

Depois dessa última frase eu realmente caí em prantos. Novamente trouxe minhas mãos pro meu rosto e eu soluçava alto. Provavelmente ele iria reclamar por eu estar chorando, mas eu simplesmente não conseguia segurar.

– Ei... Pare com isso — disse ele segurando minhas mãos para descobrir o meu rosto.

O que mais em surpreendeu foi o tom de voz que ele usou. Não era rígido e ameaçador como sempre, mas sim calmo e consolador. Olhei para o rosto dele e vi que ele me olhava fixamente, parecendo preocupado.

– Eu não te odeio! — disse ele, de novo usando aquele tom sereno.

– Mas eu sou um idiota... — disse eu, sentindo mais lágrimas caírem do meu queixo

Eu esperava que ele bufasse e dissesse "então pare de ser idiota", mas ele fez algo que me deixou realmente muito surpreso. Ele me abraçou. Um abraço apertado que me fez ficar paralisado. Senti que as lágrimas pararam de descer enquanto apoiava a cabeça no peito dele.

– Não, você não é idiota. — disse ele baixinho, sem sair do abraço — E você não é fraco! Você é a pessoa mais corajosa que já conheci. Não tem medo de se arriscar e correr atrás do que quer. Demonstrar seus sentimentos não é fraqueza, só mostra o quão forte você é.

Ele saiu do abraço e então me encarou. Não conseguia dizer nada, apenas o olhei atentamente. E então, ele prosseguiu:

– Eu que sou um covarde! Tenho medo de me arriscar por qualquer coisa. Sempre quis ter sua coragem...

Fiquei completamente perplexo pelo o que ele disse. Nunca imaginei que ele diria aquelas coisas para mim, e me sentia bem melhor de alguma forma. Não conseguia achar as palavras certas para responder àquilo, então penas sussurrei:

– Hoshiro... — abaixei a cabeça, sentindo meu rosto enrubescer.

Ele arregalou um pouco os olhos e se afastou, dizendo:

– Me desculpe ter gritado com você, eu falo muita merda sem pensar às vezes...

Pela voz dele dava para perceber que ele ficou um pouco ofegante. Será que era só impressão minha ou ele ficou nervoso pelo modo que eu o chamei?

– Vamos limpar isso juntos? — ele propôs antes que eu pudesse pensar mais sobre aquilo.

– Sim! — respondi sorrindo

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/Hoshiro's POV/

Estava surpreso comigo mesmo com o que tinha acontecido. A raiva que eu senti quando vi a bagunça tinha ido embora tão rápido, e além disso, eu falei aquelas coisas para ele... Definitivamente estou ficando maluco.

Decidi parar de pensar nisso e me concentrar em limpar aquela bagunça. Peguei a vassoura e fui varrendo toda a farinha derramada, enquanto Yukira segurava a pá.

Quando não dava mais para varrer as coisas, decidi passar um pano para que o chão ficasse brilhando novamente. Eu sou meio maníaco por limpeza quando se trata de coisas no chão.

Yukira também estava me ajudando a limpar o chão. Eu estava agachado e ele estava bem na minha frente, esfregando o pano no chão com força, para tirar uma mancha que havia ficado grudada. Ele estava de quatro, e mal sabia que daquele ângulo eu podia ver perfeitamente a bunda dele.

Sem aguentar, soltei um riso baixo. Ele era tão inocente! Eu precisava caçoar um pouco dele, então peguei o pano que estava usando, torci um pouco e usei o para chicotear a bunda dele, mas não com muita força.

Ele deu um gemido de susto e me olhou completamente corado. Ele se sentou no chão para que eu não fizesse de novo, ainda com aquele rosto tímido. Ri um pouco mais alto dessa vez e ele percebeu.

Já estava prestes a brincar com ele de novo quando senti algo molhado batendo na minha cara. Tirei aquela coisa do meu rosto e vi que ele tinha atirado o pano em mim. Quando olhei perplexo para ele, ele riu alto.

– Ah, você quer guerra, é? — falei brincando, já me levantando para ir atrás dele.

– Não! — ele gritou e se levantou, ainda rindo.

Peguei a vassoura, apenas para ameaçá-lo, então ele correu para a sala. Eu sempre fui de ameaçar as pessoas por qualquer coisa, mas desta vez eu estava apenas brincando, e ele sabia disso, pois não parava de rir e correr.

Normalmente eu o mandaria parar de correr para não quebrar nada, mas eu nem estava me importando com isso. Eu também dava motivos, pois não parava de correr atrás dele com a vassoura.

– Sai daqui! — ele gritou rindo, começando a atirar almofadas em mim.

Defendi-me das almofadas com o antebraço e fui me aproximando dele. Antes que ele corresse para mais longe, joguei a vassoura no chão e pulei em cima dele, derrubando-o no sofá.

Montei em cima dele para imobilizá-lo e comecei a fazer cócegas por todo seu corpo para torturá-lo, fazendo-o rir ainda mais alto e gritar para que eu parasse.

De repente eu me rendi e parei de fazer cócegas nele. Assim que ele percebeu a trégua, tentou se livrar o mais rápido possível. Ele inverteu as posições, me empurrando no sofá. Ele montou em mim e já comecei a me preparar psicologicamente para levar alguns tapas.

Porém, ele apenas me olhou, deu uma risada e se deitou sobre o meu corpo, apoiando a cabeça no meu peito. Vi que ele estava ofegante e cansado para continuar com a brincadeira. Eu também estava, por isso resolvi relaxar também.

Ficamos assim por alguns segundos, até que ele levantou a cabeça para me olhar. Ele abriu um grande sorriso enquanto me encarava com os olhos brilhando. Não consegui evitar e sorri de volta.

– Seu sorriso é tão lindo! — ele disse, deitando novamente a cabeça no meu peito — gostaria de vê-lo mais vezes...

Meu coração deu um leve pulo e só então eu me toquei do que havia acontecido. Eu estive sorrindo esse tempo todo. Eu nem lembrava qual era o som da minha risada. Nem sabia quantos anos faziam desde a última vez que sorri de verdade. E aquela criança havia mudado tudo.

– Então fique ao meu lado — respondi

Eu sabia que ele era o motivo de eu ter finalmente sorrido depois de tanto tempo. Não sei de onde tirei coragem para dizer aquilo, mas eu simplesmente disse.

Ele novamente levantou a cabeça, me olhando completamente surpreso. Os olhos dele brilharam mais ainda, e então ele não hesitou em me beijar. Eu retribuí o beijo. Não sabia o que tinha acontecido comigo, mas eu queria mesmo continuar o beijando.

Porém, de repente eu me lembrei de todo o meu passado, e do motivo por eu ter sido mal-humorado por tanto tempo. Eu definitivamente não podia continuar com aquilo.

– Já chega... — eu disse, empurrando-o um pouco para que eu pudesse me levantar.

Sentei-me no sofá e ele fez o mesmo, me olhando com um misto de confusão e decepção. Suspirei, passando uma mão pelos cabelos e continuei:

– Me desculpe, eu não posso continuar com isso.

– Por quê? — ele perguntou. A voz parecendo triste

– Não posso ficar com você, Yuu... — disse apenas

Não sabia por que tinha o chamado pelo primeiro nome novamente. Simplesmente saiu.

Ele ficou um tempo pensativo, com a expressão meio magoada, até que ele perguntou:

– É porque eu sou um menino?

– Não... — bufei, deitando a cabeça na cabeceira do sofá — Eu nem ligo pra isso.

– É por que sou seu aluno ou sou muito novo? — ele continuou tentando encontrar um motivo — Eu já disse que posso manter segredo e...

– Também não é isso! — o interrompi — Bem, isso é um problema também, mas tem algo pior...

– O que é? — ele insistiu

Respirei fundo e então decidi falar logo:

– Eu não sou capaz de me apaixonar!

Ele me olhou meio confuso, como se achasse estranho o que eu disse. Mas ele não desistiu de achar um motivo:

– Mas por quê? Me conta, por favor!

– É uma história estranha... — falar sobre aquilo não me fazia bem

– Mas eu quero saber! — disse ele, aumentando um pouco o tom da voz

Suspirei de novo. Eu sabia que precisava dar alguma satisfação se fosse rejeitá-lo daquela forma. E então comecei a explicar, sem olhar para ele:

– Sabe... Eu nem sempre fui assim, mal humorado e cruel. Sempre fui reservado, mas... Eu sabia sorrir...

Ele me olhava atentamente, então prossegui:

– Há três anos eu namorava uma mulher... Eu a amava muito. Estávamos namorando há bastante tempo e até morávamos juntos. Já tinha tomado a decisão de pedi-la em casamento. Já tinha até comprado um anel. Mas um dia cheguei em casa e peguei ela transando com meu suposto melhor amigo... Na minha própria cama...

– Que horror... — disse ele, bem baixinho

Quando dei por mim, já estava desabafando para ele:

– Aquilo foi demais para eu aguentar, sabe... Naquele momento jurei que nunca mais ia amar de novo para nunca mais sofrer daquele jeito. Me desencantei totalmente com o mundo. Me fechei totalmente para afastar as pessoas de mim. Então, eu não sei se sou capaz de me envolver com uma pessoa novamente. Não quero acabar te magoando por causa disso...

Ele desviou o olhar de mim e ficou encarando o teto, pensando. Ele não parecia magoado e nem convencido. Pela primeira vez a expressão dele estava indecifrável. Mas então ele disse, voltando a olhar para mim:

– Sabe o que eu acho? Acho que você é capaz de se apaixonar de novo sim. Apenas tem medo de que te machuquem de novo. Esse seu jeito malvado é apenas uma barreira para se proteger das tragédias do mundo... Acho que não gosta de demonstrar o que sente para não te acharem fraco e quererem abusar disso. Mas você mesmo me disse que demonstrar sentimentos não é fraqueza!

– Quantos anos você tem mesmo? — foi tudo que consegui dizer

– 15! — respondeu ele, ignorando a mudança repentina de assunto

Fiquei impressionado com a maturidade dele. Aquele garoto tinha apenas 15 anos e conseguiu me decifrar completamente em alguns segundos. Eu mesmo tentava entender o que me tornou daquele jeito por três anos, e ele descreveu tudo que estava acontecendo. Coisas que nem eu tinha entendido.

– Por que você se apaixonou por mim? — perguntei o que sempre quis saber — Sempre fui tão cruel com você...

– Hm... Eu não sei... Acho que consegui ver que por trás daquele jeito carrancudo existia um cara bom... — ele tocou meu peito — Um cara que só precisava de um pouco de amor para derreter esse coraçãozinho gelado.

Dei uma leve risada por causa daquilo. O mais incrível era que ele tinha razão. Por causa dele eu estava me livrando daquele meu jeito mal-humorado.

– Ela estava realmente muito errada em te trair. — ele continuou — Mas sabe de uma coisa? Eu não sou ela! Posso ser apenas um garoto, mas... Estou realmente disposto a te fazer feliz...

Talvez eu estivesse muito carente, ou louco, mas eu acreditei nas palavras dele. Precisava admitir para mim mesmo que de alguma forma ou de outra, ele fazia eu me sentir... Importante, especial.

Sem dizer nada, deitei minha testa em seu ombro, e ele me abraçou, acariciando meus cabelos.

– Shiro-san... — sussurrou ele

Meu coração deu um pulo ao ouvir ele me chamar daquela forma. Fazia muito tempo que alguém tinha me chamado de forma carinhosa, e aquilo fazia eu me sentir bem.

Levantei meu rosto para olhá-lo. Ele sorriu para mim, e então não consegui resistir. Segurei seu rosto com uma mão e o beijei. Ele retribuiu o beijo, colocando suas mãos na minha nuca.

Até então estávamos sentados no sofá, mas aos poucos fomos caindo, até que eu estivesse deitado por cima dele. Yuu entrelaçou suas pernas em volta do meu quadril, para ficar mais confortável.

Eu nem sei por quanto tempo ficamos nos beijando. Eu sabia que ele não era experiente naquilo, mas mesmo assim beijá-lo era tão bom! Parávamos apenas para respirar e depois voltávamos a nos beijar. Yuu alternava entre apertar minha nuca e deslizar as mãos pelas minhas costas, já eu acariciava seu rosto.

Em mais uma das vezes que paramos para respirar, fui depositando beijos pelas bochechas dele. Já ia descendo para o pescoço quando um ruído alto de música me despertou.

Era o celular dele que tinha tocado. Saí de cima dele, mas continuei deitado ao seu lado. Ele resmungou algo e tirou o celular do bolso. Pude ver na tela que estava escrito "mãe".

– Alô — ele atendeu. Ouvi alguns ruídos vindo do outro lado da linha, mas não sabia o que significavam — Aham... Vocês já estão em casa? Ah... Tenho que voltar agora? Tudo bem... Uhum... Uhum... Tchau...

Ele desligou e bufou, colocando o celular de volta no bolso.

– Sua mãe está mandando você voltar? — perguntei

Ele assentiu com a cabeça e se deitou de lado, ficando de frente para mim. Ele colocou a cabeça no meu peito e disse, de um jeito manhoso:

– Eu não quero ir embora agora.

Passei uma mão pela cintura dele na intenção de abraçá-lo, mas ele levantou o rosto e me olhou de uma forma carente, como se pedisse para que eu o beijasse.

E assim o fiz. Dessa vez, nos beijamos com mais intensidade, como se quiséssemos logo repor o tempo que ficaríamos sem fazer aquilo de novo. Porém, antes que não conseguisse mais parar, me afastei um pouco dele e sussurrei, com os lábios ainda próximos aos dele:

– Você tem que ir...

– Eu sei... — sussurrou de volta.

Afastei-me mais um pouco para que ele pudesse se levantar, e me levantei logo depois dele. Ele recolheu a mochila que tinha trazido e foi caminhando até a saída.

Eu o acompanhei até a porta, e antes de fechá-la, ele perguntou sorrindo.

– Te vejo amanhã na aula?

Assenti com a cabeça e me aproximei para der-lhe um selinho de despedida. Depois disso ele apenas sorriu e foi embora.

Fechei a porta atrás de mim, e finalmente pareci assimilar o que tinha acontecido. Levei minha mão até meus lábios e toquei-os, parando para pensar no que fiz pouco tempo atrás.

Definitivamente, eu estou ficando louco...

Notas finais
Foi isso *u* espero que vocês tenham gostado. Imploro que comentem D: Mesmo eu não conseguindo responder, eu leio todos os comentários e eles me estimulam muito a continuar com a fic XD Enfim... Até mais ^^ Kissus *3*