Demônios

10 Violentada.


Notas iniciais

Arco: 1998 - Marina. Desta vez, o capítulo é com a Marina, e tem uma mudança: o capítulo dela é narrado em 1º pessoa.

Consegui escapar do hotel, mas quase encarei a policia. Se me pegassem, seria levada para um orfanato ou algo do tipo.

Fiquei escondida num beco, perto do local onde quase morri para meu irmão. esperei a poeira baixar um pouco antes de me aventurar sozinha novamente.

Daniel apagou as luzes do bairro. Perfeito, ele me ajudou na minha escapada.

Tomei fôlego antes de correr. Fitei os guardas, estavam concentrados no local dos assassinatos, era minha chance.

Sai em disparada, corri o mais rápido que podia para longe do daquele lugar. Ouvi os guardas falarem algo, entretanto, não entendi, não falo japonês.

Longe dali, parei para descansar um pouco. Estava cansada da batalha com meu caçula e de fugir como se fosse uma condenada. Encostei perto dos muros de um bar para respirar, e ouvi um estrondo que vinha do céu, era aqueles feixes luminoso que eu odeio na qual quase me levou para o outro lado da vida. Queria que não fosse meu irmão a fazer aquilo, afinal, ele não tem controle sobre aqueles ‘’poderes’’ dele.

Entrei no bar, sentei. Apenas queria esperar a tempestade de raios passar.

Algum tempo depois, me pediram para sair do estabelecimento, pois já iriam fechar.

Mais calma, e revigorada, andei pelas ruas noturnas daquela cidade. Coisa que, pra mim começou a ser corriqueira.

Andei por alguns minutos para onde meu destino me levasse, até que deparei com um grupo de jovens conversando em círculos. Alguns eram menores de idade, outros não. Estavam em oito.

O menor deles me fitou, sorriu para mim, virou para o grupo. Depois, todos olharam para mim sorrindo e se aproximaram. Sabia o que eles queriam.

O grupo fez uma roda em torno de mim, e me observavam seriamente com olhares malignos.

O mais velho deles chegou perto e me segurou pela mão, empurrou-me para perto de seu corpo e falou comigo como se eu entendesse o que dizia.

O restante chegou perto, iriam me violentar.

Precisei pensar rápido, levantei minha outra mão para o peito do meu algoz e disparei energia contra ele, tirando-o perto de mim.

Os outros apenas assistiram o cara me soltar e cambalear para trás.

Os violentadores partiram para cima. Puxei minha espada que guardei secretamente na minha calça e desferi o mesmo golpe que fiz contra meu irmão. Pelo menos uns quatro a minha frente caíram com o ataque, mas me esqueci dos três de trás. Um deles me agarrou e levantou por trás. Comecei a lutar para que me soltasse.Vi outros dois outros chegarem perto por frente e tentaram abaixar a minha calça. Fiquei Irada, mas sabia que eles queriam isso, sempre lidei com esse tipo de canalha no Brasil também.

Não podia fazer muita coisa, coloquei minha mão sobre o peito do agressor e usei meu dom. Ouvi barulho de ossos quebrando, acho que exagerei na dose.

O homem caiu bruscamente no chão já morto.

O grupo ficou irritado, correram para cima de mim, mas ataquei como fiz anteriormente com a minha arma, só que atingi o chão de propósito, mas fiz com muita força para espantar aqueles moleques. E foi isso que fizeram, fugiram.

Andei lentamente na direção que os garotos foram, eu já não os avistava mais, até que ouvi vários gritos, corri e observei todos os aqueles moleques desmaiados. Se estavam vivos ou não, eu não sabia... Bom, pelo menos um deles sim pois vi uma pessoa encravar sua espada no peito dele.

Fitei o desconhecido.

Era um homem de um metro e setenta, estava vestido de branco e tinha uma mascara. Caminhava até a mim usando aquela lamina como se fosse uma bengala.

- Você – Gritei – É Mefisto, o demônio do sexo.

Ouvi um riso dele enquanto chegava perto.

Não esperei, fui para ataque mano a mano, já estava cansada de usar meus poderes. Entretanto, no primeiro golpe que dei, o inimigo desviou e me agarrou por trás como o cara que eu matei tinha feito.

Senti meu corpo leve, estava perdendo a consciência.

- Calma menina – ouvi uma voz dentro daquele capacete que ele chama de mascara e senti algo frio nas minhas costas.

Fui solta pelo mostro, quando me virei, ele não estava mais lá. Alguma coisa foi feita comigo.

Recobrei minha consciência.

Ouvi outra gargalhada vindo mais a frente e chegando perto, reconheci a pessoa, quero dizer o demônio: Apáte, mas estava diferente do que tinha visto a dois anos atrás. As garras, corpo estavam tudo bem, mas tinha desenhos em seu corpo, um pentagrama em sua testa com uma pedra de quartzo no meio.

- Fez umas tatuagens no seu corpo, é? – Brinquei, sarcasticamente.

Ela não respondeu, só partiu para o ataque.

Dizem que não se pode subestimar o inimigo, principalmente um demônio, pior ainda era subestimar Apáte.

Comecei atacando ela na cabeça, deixei marcas nas bochechas dela, mas o ser nem sentiu dor, e me acertou com dois golpes nas minhas pernas.

Aquilo doeu pra valer, mas não podia ficar parada gemendo de dor, precisava acabar com aquela desgraçada.

Esperei a bicha atacar novamente para me esquivar. Para minha sorte foi exatamente isso o que fez, mas fui enganada,no momento que ia contra atacar, fui atingidana barriga.

Derrubei minha arma, cai de joelhos, coloquei minhas mãos sobre a ferida. Essa sim doeu.

Após a investida, tudo ficou no maior silêncio, Apáte não estava em lugar algum, mas ainda não acabou.

Quem eu havia mencionado apareceu de novo na minha frente só que desta vez estava alterada. Tinha varias patas ao lado da barriga, suas mãos se transformaram em duas foices bem afiadas.

Na verdade, essa era a habilidade de Apáte, podia se transformar no que quisesse, mas seu rosto nunca mudaria.

Ela começou outro ataque tentando me fazer em fatias, mas juntei um pouco mais de força e consegui desviar do ataque. Desta vez o oponente era bem mais rápido que antes, só pude ficar me desviando dos ataque dela sem chance de contra-atacar.

Novamente, o demônio sumiu.

Eu estava tonta e com ferimentos graves, aqueles arranhões na minha barriga eram insuportáveis.

Fui em direção a minha espada, até que senti uma mão gelada no meu pé, observei e percebi que era o meu rival, de novo.

Ela emergiu do chão, só que desta vez, tinha traços humanos. Nunca esperei ver aquilo.

Rapidamente, ela me pegou pelo pescoço e me levantou alguns centímetros do chão. Pude ver a outra mão de Apáte tomar a forma de uma lamina afiada, certamente a minha hora chegou.

Apáte me virou um pouco para direita, vi aquele braço em formato de espada chegando cada vez mais perto como se fosse em câmera lenta. Reuni um pouco mais de força e chuteia lamina, depois repeti o mesmo movimento na barriga do demônio, me soltando logo em seguida Peguei minha arma e encravei no abdômen do inimigo. Ela explodiu.

Duvidei que ela tivesse morrido ou ido para o inferno, aquela mulher faz jus ao seu nome.

Dei um leve sorriso de felicidade e cai no chão.

Antes que perdesse minha consciência, ouvi passos se aproximando cada vez mais perto do meu corpo.

Notas finais

N/A: criticas? elogios?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.