Demon's War - Fanfic Interativa
2 Plano
Notas iniciais
Os passos ressoaram no piso de mármore, ecoando em todo o ambiente. O salão era excentricamente grande e inútil. As grandes janelas, que iam até o teto, estavam agora tapadas por grossas e pesadas cortinas violeta avermelhado. A mobília antes sempre encerada e brilhante agora tinha um aspecto puído e recoberto de poeira, também pelo sol não adentrar no salão há tempos. O longo tapete antes escarlate, estava sujo e rasgado e a antiga poltrona real, talhada a ouro e recoberta com o melhor estofado de todos, feito pelo melhor artesão de Greeta, agora estava arranhado pelas garras de Crow, que se instalara exatamente onde o seu antigo rei passava horas e horas a fio, ordenando em seu reino por direito. O demônio-rei agora estava sentado extremamente relaxado, um prato de petiscos – sabe-se lá do que – estava vazio em cima de um dos braços da poltrona.
Aria foi arrastada para dentro do salão apenas duas semanas depois. Estava fraca, se alimentando dos enlatados que lhe fora enviado e umas sopas muito mal feitas por alguém que parecia estar sendo obrigado a cozinhar. Quando, em uma de suas tentativas de dormir no chão duro e frio da masmorra, um dos demônios que estavam servindo a Crow empurrou seu guarda de metal e abriu a fechadura da cela, puxando-a para fora com arrogância e sem dar satisfações, mesmo depois de Aria ter gritado diversas vezes para ele explicar aonde iriam. A moça estava com profundas marcas escuras embaixo dos olhos e parecia mais magra e pálida. Também, duas semanas trancafiada direto, ouvindo os camponeses trabalharem arduamente para Crow ao longe, nos moinhos, nas fazendas e nas plantações, coisas que já faziam antes, mas dessa vez forçados, apenas para o divertimento dos demônios, que exigiam a colheita o mais depressa possível.
Vez ou outra seu guarda de metal recebia notícias de outros guardas e passava-as para Aria. Pelo que parecia, sempre que alguns dos camponeses se rebeldiava, eles o apunhalavam, enforcavam – Dependendo da ocasião, em praça pública -, e então devoravam, para mostrar aos outros o que acontecia se não fizessem tudo de acordo com o script.
Aria engoliu seu desgosto com fúria enquanto caminhava em direção ao feitor de tudo aquilo. Suas mãos estavam atadas para trás e seguradas pelo demônio que a levara até ali.
Á cinco metros de distância de Crow, o demônio forçou-a a se curvar diante dele, que a olhava com desprezo, um sorriso delinquente em seus lábios, que lambiam os dedos um por um depois do lanchinho.
– Ah... – Sua voz fria e esnobe dava arrepios quando ecoava no ambiente silencioso – a nossa querida rainha! Estou até honrado, ora, se estou!
Aria não acreditava como ele ainda tinha cara de pau de falar aquelas coisas para ela enquanto se respaldava na cadeira de seu pai!
– Você me dá nojo! – Cuspiu, inclinando pra frente, pronta pra desferir um soco no meio de sua cara, lembrando-se logo depois que estava presa. Olhando para o chão, ela conseguiu ouvir a risada do demônio. Então ouviu mais risadas ao fundo e percebeu que o salão estava repleto deles. Encostados, cochichando entre si. Aria engoliu ainda mais seu desprezo que rasgava sua garganta, implorando para explodir com suas palavras na frente dele, mas se concentrou, a certeza de que tudo aquilo no final não daria nenhum pouco certo.
– Nojo? Bom, sinto muito, mas não chamei vossa rainha até aqui pra ouvir desaforos. Se quiser, posso levá-la de volta a qualquer instante.
A garota tentou por tudo esconder, mas seu desespero foi impossível de ser contido. Ele viu no fundo de seus olhos que não fora agradável estar naquela cela dia e noite. E riu mais um pouco.
– Senhorita Transguard, chamei-a aqui por motivos óbvios, que a senhorita já deve ter imaginado – Ele disse, batendo o pé impaciente no chão, meio deitado na poltrona, como se aquela conversa fosse extremamente sem graça.
Sim, Aria imaginara. Ele podia querer que ela trabalhasse junto com os outros, ou então que servisse a ele, mas a proposta que saiu dos lábios de Crow foi totalmente diferente.
– Quero que vá a aldeia do vale e me traga dois magos. Dois magos bons e úteis, que possam fazer venenos e poções de cura tão rápido como uma sopa. Podia mandar qualquer um dos meus demônios fazer isso, mas esses magos são astutos, se são. Se a senhorita ousar voltar em mais de cinco dias com as mãos vazias, farei questão de queimar seus servos na fogueira, bem na sua frente. Incomoda, não é?
Aria aguentou suas ameaças e permaneceu olhando pra baixo. Mas que tarefa estúpida. Bom, se era isso, assim seria feito.
– Tá bom – Murmurou.
– “Tá bom” – Ele imitou com uma voz fina e estridente – Não quero um “Tá bom” sua tola insolente! Curve-se diante de mim, que tomei o trono de seu pai e o seu trono. Não tem vergonha? De ser inútil assim para todos os seus servos?
Ela enrubesceu com o comentário, e dobrou-se nos joelhos lentamente em frente dele, reprimindo o ódio e a repulsa. Então murmuou baixinho.
– Como quiser... vossa majestade.
Os olhos do demônio se estreitaram e de seu rosto surgiu um sorriso de satisfação rude, como se tudo não pudesse ser mais tão malignamente perfeito. Com um aceno de mão entendido pelo demônio que segurava Aria, este empurrou-a para dar meia-volta e fizeram seu caminho de novo para a masmorra, até que aguardasse que fosse chamada novamente para partir.
* * *
– Você está apontando pro lado errado!
– Mas você nem me disse o que eu devo acertar!
– Vê aquele pássaro ali?
– Quer que eu acerte o pássaro? Pra quê?!
Soren revirou os olhos e encostou-se na árvore ao lado, enquanto Lanoria puxava a flecha pra si cada vez mais nervosa. Ela estava assim desde que encontrara o sátiro pela floresta, onde correra para se esconder dos ataques, pois seu pai a forçou a fugir. Lanoria tentou por tudo força-lo a vir também, mas ele apenas sacudiu a cabeça, meio abalado, e fechou a porta.
Soren, apesar de um sátiro, parecera confiável o suficiente para ajudar Lanoria, mesmo que esta ainda esteja muito desconfiada sobre ele, o que foi notável, já que Lanoria não permitira que ele a ajudasse em nenhum momento.
– Vamos lá, não podemos ficar aqui o dia inteiro, não é? – Ele ralhou, impaciente.
A garota abaixou o arco e flecha e suspirou cansada.
– Mas aonde pretende ir, Soren?
– Arrancar umas cabeças de demônios!
Lanoria pareceu temerosa e sentou no chão de grama e terra da floresta, afastada do Reino. Ela conseguiu, com a ajuda de Soren, uma mochila de couro não muito grande, onde conseguiram guardar alguns alimentos enlatados, água do riacho e alguns fósforos para fazer fogo. Lanoria conseguiu ainda apanhar depressa em sua casa no meio da noite um de seus livros favoritos, depois de choramingar com saudade de sentir suas páginas. O sátiro não recusou nenhum dos pedidos da moça, sendo ágil e habilidoso enquanto a encobria para passarem sem nenhum dos guardas demônios perceberem. O que realmente preocupou a garota fora que a casa estava extremamente vazia, o que a fazia pensar que seus familiares foram obrigados a trabalhar forçado. Nessa noite, ela debruçou-se sobre os joelhos e só dormiu quando Soren, meio atrapalhado, leu o livro para ela.
– Ou talvez possamos descer o riacho e passar a morar dentro de cavernas debaixo da terra – Murmurou Lanoria, abrindo a mochila e procurando um pacote de biscoitos prontos que certa noite Soren trouxera de uma de suas saídas noturnas.
Soren quase nunca dormia uma noite inteira. Não conseguia ficar quieto por muito tempo, sempre levantando e caminhando pra lá e pra cá, enquanto a garota observava, rindo consigo mesma.
– Hum... Se quiser, pode ir sozinha, porque eu não vou ficar debaixo da terra até morrermos. Se não fizermos algo contra eles, nada vai tirá-los de lá! – Exclamou o sátiro, pegando um dos biscoitos que Lanoria oferecera.
– Com certeza a princesa Transguard fará alguma coisa, você vai ver.
– Ela está trancafiada nas masmorras, Lanoria! – Ele disse lentamente, como se ela fosse burra – É o que dizem! E quem vai tirá-la de lá?
* * *
Greeta do lado de fora do castelo estava ainda mais devastadora do que apenas dentro do salão. Muitas casas estavam destruídas, o solo estava quente como a lava que era comandada pelos demônios, e só se ouvia o som crepitante de fogo em algum lugar, dos chicotes que amedrontavam os moradores e dos machados que cortavam as árvores em volta. Aria sentiu, acima de todo o desgosto, vergonha por não conseguir ter feito nada para ajudar aqueles que serviam obrigatoriamente.
O próprio Crow a levava até a fronteira, onde começaria sua jornada.
– Vossa majestade. Desejo que um cavaleiro me acompanhe – Pronunciou Aria para o demônio. Crow riu com desdém e parou de caminhar.
– Deseja, é? Não estou nem aí.
Voltaram a caminhar.
– Por favor, vossa majestade, eu lhe imploro. A floresta é perigosa, e sei como vossa majestade precisa desses magos, vossa majestade.
Demônios podiam ser bons de briga, mas de conversa... era extremamente simples convencer um demônio, ainda mais um idiota como Crow.
– Quem você pretende chamar, Transguard?
Aria tinha vários cavaleiros competentes, todos que ainda estavam vivos, aprisionados nas masmorras. Poderia chamar Wend, mas ele era metido demais para isso.
– Hã... Niklaus VinRison, vossa majestade.
* * *
– Klaus! Klaus! – Aria chamou, tentando acordar o cavaleiro atrás das barras. Ele levantou-se depressa quando viu quem chamava.
– Rainha! Como a senhora escapou?!
– Não há tempo pra isso, Klaus. Escute. Crow quer que eu vá pro outro lado da fronteira para trazer dois magos pra ele. Eu acho que ele vai envenená-los. Você vem comigo – Ela sussurrou tão depressa que o jovem teve que raciocinar tudo em sua mente até compreender.
– A-Agora?
– Já.
– Claro, senhora! – Klaus exclamou, recompondo-se depressa. Logo, um dos demônios desceu as escadas da masmorra com um grande molho de chaves, e escolheu uma delas para abrir a cela do cavaleiro escolhido. Ele felizmente já vestia uma de suas roupas de batalha, então seria melhor. Qualquer coisa era só conseguir um artesão de beira de estrada que forjasse mais um colete de guerra para ele.
Aria não sabia exatamente pra que precisaria de um cavaleiro, mas estava com o melhor da equipe pelo que sabia, então poderia formar um pequeno grupo de batalha no caminho de volta, para, de algum modo, ao retornarem, poderem derrubar Crow e seus demônios nojentos do caminho.
Quando chegaram a saída da cidade, Crow tirou as amarras presas nas mãos deles e os dois demônios que cuidavam da fronteira abriram o portão para passarem e fecharam logo em seguida, um sorriso gélido no rosto. Crow passou a conversar com eles tranquilamente, observando Aria e Klaus se afastarem ainda mais e logo depois sumirem na estrada de terra a frente.
– Klaus, é o seguinte. Vou tentar reunir qualquer pessoa de fora que consiga, para derrubá-los na volta. Entendeu?
Ele olhou para Aria preocupado.
– Mas senhora... isso é muito arriscado! Quantos dias temos?
– Três.
– O que? Eles são mais de cem! Tem certeza disso, vossa majestade?
– Tenho, Klaus, tenho toda a certeza. Se eu não tentar, não terei outra ideia melhor e agora que o imbecil me deixou livre aqui desse lado, eu posso tomar o rumo que quiser, apenas preciso dos dois magos, evidentemente eles podem me ajudar ainda mais, fingindo trabalhar para eles. Vou bolar um plano no caminho – Disse Aria, decidida, apesar de certo medo estar se escondendo dentro de si cada vez mais, ela teria que arriscar. Não conseguiria olhar novamente seu povo daquele jeito. Tinha que tomar providências. Anjos, cavaleiros, magos. Eles a ajudariam naquele momento.
– Se a senhora quer assim... assim será – E voltaram a caminhar.
Ao anoitecer, quando o silêncio começou a tomar conta da floresta, e só ouvia as folhas secas em que pisavam embaixo de seus pés, Aria achou melhor descansarem debaixo de alguma árvore. Sabia que, por aquela área, não haveria nenhum animal para devorá-los, já que ela, quando menor, sempre ia caçar para o outro lado.
Antes que Aria sequer falasse com Klaus, ouviu um zunido vindo em sua direção e mal conseguiu raciocinar. Apenas quando Klaus empurrou-a para o lado que ela percebeu que sua cabeça quase fora acertada por uma flecha.
– Assim que se faz! – Ouviu á uns 10 metros de distância – Viu como quase acertei a cabeça daquela mulher, Lanoria?
– Soren, aquela é a rainha! Dê-me meu arco logo, por favor antes que acabe matando alguém da realeza! – Dessa vez uma voz feminina.
– A-Alteza? Ai, caramba, por todos os deuses, era mesmo a Srta. Transguard!
O sátiro se aproximou da clareira onde estavam Klaus e Aria, caminhando em cima de suas patas de bode, e então curvou-se exageradamente.
– Perdoe-me, vossa majestade, não foi intenção, juro.
– Não se preocupe com isso, caro herói! – Exclamou Aria, rindo – Você é um ótimo atirador, como vejo. Se não importar, desejo que fique conosco durante nosso trajeto, você e a garota ali.
– P-Puxa, valeu mesmo hein! Sim, nós vamos! Não vamos, Lanoria? – Ele olhou para trás, e só então puderam notar a moça estonteantemente bela logo atrás deles.
Seus cabelos são relativamente longos, ondulados nas pontas e brancos como a neve, embora não se saiba se é por deficiência genética de fato ou pela descendência dos deuses — e ela nunca se importou realmente com isso, apesar de muitas vezes ser olhada com desconfiança por pessoas leigas que a consideram "doente" e amaldiçoada. Os olhos de um belíssimo tom azulado, herdado do pai. Seu rosto possuir traços femininos, um nariz delicado e lábios naturalmente vermelhos como sangue. Também tem um corpo bonito, exatamente proporcional e condizente com sua idade, apesar de estarem escondidos atrás de um longo e folgado vestido branco, com detalhes perolados difícil de serem notados.
Aria notou como Klaus ficara meio estarrecido com o a beleza de Lanoria, e então contou o que acontecera para eles estarem ali aquela hora, fora do castelo e bem longe dos olhares dos demônios para o sátiro e para a garota, que parecia estar bem mais tranquila com a presença de Aria ali.
Soren apressou-se para abrir a mochila e tirar os fósforos de lá, juntando alguma lenha que encontrara em uma caminhada de meia hora logo depois que Aria terminara sua narração. No minuto seguinte, eles estavam esquentados pelo fogo, e comendo alguns dos lanches de Lanoria e Soren, que foram oferecidos a eles.
– Vocês conseguiram fugir? Isso é de grande consolo para mim, de verdade – Murmurou Aria – Na verdade... Mal consigo dormir a noite pensando no trabalho que eles devem ter, tem me atormentado o tempo todo. Sabe, não é como se eu quisesse, mas... simplesmente não sei o que devo fazer. E é por isso que preciso que vocês me ajudem a combatê-los. Lanoria tem o arco, e Soren também sabe usá-lo muito bem. Preciso de vocês.
– Pode deixar, majestade. Estamos aqui para servi-la do modo como desejar – Disse Soren, deitando-se na grama, parecendo, pela primeira vez durante aquelas semanas, extasiado. Todos na verdade pareciam. Klaus, que não dera muita palavra durante a conversa, estava mais afastado da fogueira, próximo a um riacho, e parecia olhar para o longe.
– Saudades de casa? – Perguntou Aria, sentando-se ao seu lado, quando Soren entrou em uma conversa divertida sobre tipos de plantas com Lanoria.
– Ah... na verdade, sim. Muita. Saudade dos meus irmãos, dos meus pais...
– Onde eles estão?
Klaus apoiou-se na grama com as mãos.
– Não sei...
Aria ficou calada por um tempo, se provendo da tristeza dele, apenas olhando-o pensar.
– Alteza, a fogueira vai apagar logo! – Avisou Soren da clareira, e ela e Lanoria olhavam para eles.
– Ah, claro, vamos dormir por aqui mesmo. Vamos acordar bem cedo amanhã, sim? – Avisou Aria, se juntando aos outros. Cansados, eles procuraram as melhores árvores para se encostar. Depois daqueles dias na cela, ela viu que qualquer solo era melhor do que aquele frio e acimentado.
* * *
Em um lugar bem mais longe de onde eles estavam, a garota andava impaciente de um lado para o outro, mesmo que lentamente, quase espumando de fúria.
– Qual é a dele, afinal? Sempre me admirou, e, quando deseja partir para devorar aqueles cabeças ocas quase humanos me deixa aqui?! Ele mal avisou-me dias antes!
Um outro demônio estava sentado olhando-a se estressar e parecendo se divertir. De maneira relaxada, ele balançou uma das mãos, como quem espanta uma mosca.
– Sabe o quanto eles são ignorantes, madame.
– Cale a boca você! – Ela exclamou, virando-se para o demônio – Sentado ai o dia inteiro! Não tem mais o que fazer? Eu posso acabar com essa sua mordomia num instante, sabe? – Marceline esticou o braço em direção ao pescoço do demônio e ameaçou-o cortar a garganta. Bom, as mãos não eram propriamente mãos, mas sim mãos de dedos compridos e feitos feita de aço assim como sua palma, seu toque é como o de agulhas e sua perfuração como a de uma espada, o que fez o demônio no momento seguinte parecer amedrontado e encolher-se, como se isso pudesse salvá-lo.
Sabia que Marceline era a mais reconhecida lutadora de lá. Todos sabiam. Em qualquer lugar que passasse, os outros demônios estavam sempre ou a invejando, ou morrendo de medo. A única posição que não lhe fora cabível, fora a de rainha. Ou ainda não fora. Faltava um tiquinho de nada para Marceline ficar realmente furiosa e usar toda sua força contra Crow. Ela realmente nunca parecia satisfeita.
Começou a caminhar em círculos novamente, as botas pretas batendo com determinação no chão.
– Se eu for... ah, se eu for atrás dele, é bom que esteja preparado. Porque quando piscar, não vai ser o rei de nada! Nem daqui, nem de Greeta. Entendeu? – Ela olhou ameaçadoramente para o demônio sentado, e ele afirmou exageradamente com a cabeça. Marceline sorriu debochadamente e voltou a caminhar. Tinha um plano.
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