Demons

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Notas iniciais
Boa noite/ tarde e/ ou bom dia!!! Mais um capitulo pra vocês!!!!

Depois de comprar mantimentos num mercado próximo, enquanto voltava, pensava que Graham era um cara legal e se talvez Neal não estivesse vivo eles deveriam sair mais vezes juntos.

Assim que chegou, encontrou com Hook sentado à mesa a fitando com olhos. O cheiro forte do rum no ar deixava claro que estava bêbado apesar dele não demonstrar fisicamente os sinais de embriaguez.

– A gente pode conversar? -Falou o homem pondo -se em pé.

– Você está alto e não converso com pessoas assim... — Disse ela sem olha -lo nos olhos.. — E não quero que o meu filho nos ouça brigar.

– Regina passou aqui e levou o garoto pra brincar com Rolland e Robin. — Ele se se apoiou na bancada de mármore da ilha. -E por sorte vai acampar por uns 3 dias. E não estou bêbado, princesa. -Ela o encarou. — Por que Graham te beijou?

– Como você sabe disso? Acho que não é da sua conta pirata... – Ela cruzou os braços vendo -o se corroer de um possível ciúmes. Ele se aproximou . — Porquê você está fazendo...

– Quero te contar uma coisa...

Ele então começou a explicar : O tempo que havia sumido havia sido por causa da briga de seu pai com a mãe de Ruby e por raiva, ela não falou nada todos esses anos. Aos 18 fugiu de casa e acabou sendo acolhido por uma extensão da máfia e que, por ser bom no que fazia, fora transferido para Nova York um pouco mais de 3 anos. Lá se apaixonou por Milah, a esposa de Gold e se tornar amigo de Neal. Um dia, o Crocodilo descobriu o caso que tinha e matou a esposa e que se quisesse ter sua vida de volta teria que matar a Emma e pegar o garoto para inicia -lo.

– Porque não me matou, Hook? -Sussurrou Emma.

– Por que eu e Neal fizemos um plano para salvar você e Henry do Crocodilo, querida- O tom de voz dele era pensativo como se fizesse força para lembrar -se — Desde quando vocês fugiram ele me fala de você e achei que seria bom vocês terem um final feliz, já que o meu não veio… Bae disse que estariam no Coven e que seria uma boa ideia tentar prender Gold, mas acho que o monstro descobriu primeiro e acabou te dopando com a garrafa de vinho.

– Entendi... -Ele tirou uma mecha do cabelo loiro dela e colocou atrás da orelha dela. — Então você é um agente duplo?

– Aye — Ele deu um sorriso torto olhando para seus olhos.- Prefiro dizer que sou um sobrevivente...

Eles se fitaram. Seus olhos se encontraram e uma estática rodeou- os fazendo ficarem tão próximos, que poderiam sentir a respiração ficar pesada e trêmula vindo de seus pulmões. Era impossível aqueles olhos azuis passarem desapercebido.

– Emma Swan... — Foi a primeira vez que ele a chamara pelo nome completo.

– Sim...

– Não vai me agradecer por ter te contado a verdade? — Ele deu o sorriso diabólico.

– Acho que o meu simples obrigada está de um bom tamanho... — Ela sorriu.

– Acho que sou digno de algo a mais... Deveria me dar uma recompensa em troca. — Ele tocou com o o polegar seus lábios.

Emma pensou por um segundo tentando entender a confusão de sentimentos e a voz da sua consciência lhe acusando. E seguiu seu instinto puxando -o pela gola da jaqueta de couro e o beijando. Um beijo apaixonado e desesperado, que foi correspondido. Por um instante, se esqueceu que Neal estava vivo e se aproveitou cada segundo que pode saboreando o gosto de rum. Seu cheiro era levemente salgado assim como o mar o que pra ela era bom. Muito bom por sinal. Diferente do beijo de compaixão de Graham, aquilo era como se tivesse quebrado um feitiço de a décadas lançado sobre sua vida.

– Isso foi ... — Ele disse ofegante após ela parar para respirar. Sua pele pálida agora estava rubra e quente.

– Uma coisa momentânea... — Ela o soltou antes que ele voltasse a beijá -la. Ajeitou os cabelos e se afastou. Hook passou os dedos nos lábios e voltou a fitá -la.

A consciência voltou a acusá -la de ter traído seu companheiro. Ela andava de um lado para o outro tentando imaginar as consequências que poderia trazer. Como Henry ficaria ao saber que o pai estava vivo? E Neal ficaria quando contasse que havia beijado o amigo que lhe havia confiado a segurança de sua namorada? De uma coisa tinha certeza : alguém terminaria morto.

Ela então deu alguns passos e se jogou no sofá onde o filho jogava videogame, com as pernas encolhidas e escondendo o rosto nos joelhos. Hook sentou -se no lugar ao seu lado em seguida .

– Hey, amor... Não fica nervosa... — Ele chegou e tentou abraça -la, mas ela se esquivou sentando – se longe dele e continuou andar.

– O que vou fazer? Tem um monstro tentando me matar e raptar meu filho pra colocar na máfia, meu namorado que pensei que estivesse a sete palmos está vivo — Ela rodava os anéis prateados em seus dedos com os olhos vermelhos e lágrimas de raiva escorrendo. — E isso tinha de acontecer agora? … — Ela queria dizer outra coisa.

– Se acalme, não gosto de ver moças bonitas chorarem... -Ele chegou perto e limpou uma lágrima solitária que escorria em seu rosto. Ao olhar para os olhos azuis, ela pode de alegrar e dar um breve sorriso e ser retribuída com um olhar distante. Parecia que ele queria falar algo que tinha omitido e estava nervoso. — Vou procurar algo para jantarmos... — Se levantou e caminhou até a porta .- Já volto... — Ele sorriu e saiu.

Agora ela estava sozinha de novo. Fazia alguns dias que ela ficava com seus pensamentos lhe fazendo companhia. Mas o mais estranho, com certeza era que ela queria Killian ali com ela. Ou Neal. Ou Graham. Ou August. Ter Henry ali era bom mas precisava de mais faltava algo a mais.

Ela pôs -se em pé e foi ao banheiro lavar o rosto para espairecer e tentar não externar seu desespero. Encontrou na pia um elástico e prendeu seus cabelos loiros no topo da cabeça, formando um longo rabo de cavalo que a fez lembrar do tempo de colégio. Pensou em tomar um banho, mas antes que pudesse ligar a banheira, sua campainha tocou e ela foi atender.

“Hook foi rápido” pensou enquanto olhava pelo olho mágico confirmando sua hipótese. Ele viu que ele estava conversando com alguém mas não ouvia quem era devido ao isolamento acústico e a pessoa estava longe do observatório para ver sua aparência.

Ela abriu a porta mas uma corrente de metal impedia de abrir mas que quatro dedos. Uma precaução para o caso de um estranho tentar invadir seu apartamento, uma proteção para seu filho e para a própria segurança.

– Quem está com você, Jones ? — Disse Emma olhando para Hook.

– Alguém que você precisa ver... Por favor, Swan ... — Ele estava distante, como se não quisesse dizer aquilo, mas disposto a fazer. — Confie em mim...

Emma fechou a porta e ponderou. Será que devia confiar nele nesse momento? Por todos esses dias ela teve de aturar as mudanças de humor repentinas, ser drogada e estar envolvida com a máfia mais perigosa da região. Talvez fosse a hora de pegar o telefone e chamar pela polícia, mas dentro dela, algo pedia para confiar nele. Ela destrancou a porta.

– Entre … — Do outro lado da porta não esperava apenas o homem de jaqueta de couro, mas outra pessoa. Seus olhos arregalaram e sua voz demorou a sair -Neal?

– Olá, Emma... — o ex – namorado da moça segurava um ramalhete de gérberas tremendo e estático.

Notas finais
Obrigado por leem!! Comentem ok?