Demons
6 Capítulo 6- The Darkness Hath Covered Me.
Notas iniciais
– Cara, eu sei que você quer descobrir a causa desse seu "problema" mas tem certeza que quer rever esse lance da morte da sua mãe?- Ele pergunta e logo depois sussurra.- Faz quase tres meses e ninguém sabe como ela morreu.
– Eu me lembro pouco da morte dela, mas pense comigo.- Eu disse.- Eu estou nessa "situação" a quase dois meses, minha mãe morreu a três. Isso não pode ser alguma coincidência.
– Bem, estamos no hospital. Com certeza tem alguém aqui que pode te ajudar.
– Tyler eu não posso, se meu pai descobrir..- Fui cortado com o barulho da porta se abrindo, ao olhar percebo que é meu pai e Luísa.
– Se o seu pai descobrir o que, Roland?- Meu pai pergunta e eu fico sem saber o que responder.
– Ele está tentando fugir desse hospital Sr. Lenz. Confesso, eu ia ajuda-lo.- Tyler disse levantando suas mãos em sinal de rendição. Nossa, muito obrigado Tyler, te devo uma.
– Fugindo? Acabou de acordar e já quer ir embora?- Meu pai perguntou brincando mas logo ficou sério.- Você está bem agora, filho? Você está devendo uma para essa sua amiga aqui.
– Claro, te devo uma Luísa, obrigado pelo que você fez e desculpe pelo transtorno.- Agradeço e ela mexe a cabeça falando não, como se eu realmente não tivesse dado nenhum problema.- Sim pai, eu estou bem, acho que deve ter sido o Sol que está muito quente.- Eu arrumo uma desculpa, olho para janela no mesmo momento que ele e vejo que está chovendo. Dou um pequeno sorriso.- Ou não.
– Estou falando sério, Roland. Mesmo sendo bem grandinho, tem que me contar se não estiver se sentindo bem.- Ele diz e eu concordo.- Bem, vou avisar ao médico que você já acordou.
– Eu vou com você Sr.Lenz.- Tyler diz e eles saem do quarto.
– Está se sentindo bem mesmo?- Luísa pergunta se aproximando de mim.
– Claro, não se preocupe. Me desculpe por te fazer passar por aquilo.- Eu peço.
– Tudo bem, você não precisa ficar agradecendo e se desculpando, nós não nos conhecemos bem mas podemos ser amigos certo?- Ela pergunta e eu concordo sem nem hesitar.- Vou te revelar uma coisa, não foi nem um pouco clichê.- Ela termina de dizer e nós rimos.
Ficamos conversando por um tempo, o médico chegou e disse que seria bom eu passar a noite no hospital para recuperar minhas energias. Tyler não quis mas falar comigo o assunto da minha mãe e eu de jeito nenhum perguntaria para o meu pai, ele foi o que mais sofreu com a morte dela e sempre fica mal ao se lembrar.
A noite chegou rapidamente e graças a ela e aos remédios, o meu sono também. Luísa tinha ido embora para casa dela, meu pai e Ty ainda tinham ficado. Tyler me ajudaria a passar essa noite sem ter nenhuma vítima, ele sabia que eu podia machuca-lo e eu o implorei muito para não ficar a noite comigo, mas ele fez questão.
– Pode ir Sr. Lenz, eu ficarei de olho no Roland.- Disse Tyler para o meu pai que fazia questão de ficar comigo.
– Pai, vai descansar. Tyler pode te ligar se algo acontecer comigo.- Eu digo.- O senhor precisa descansar, ultimamente tenho te dado muito trabalho.
– Filho, todo trabalho que você me da é um prazer. Eu irei para casa mas de manhã bem cedo, prometo voltar.
– Tudo bem.- Concordo e nos despedimos.
Meu pai vai embora e ficamos eu e Tyler conversando.
– Tyler...- Começo a falar mas ele me interrompe.
– Não. Você não vai me convencer que nem fez com seu pai. E outra coisa: não tenho medo de um frango que nem você.- Ele diz e começamos a rir.
Alguns minutos depois meus olhos vão se pesando e a escuridão me cobre.
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