Demon Souls

2 Capítulo 1 - Onde o poder renasce


Notas iniciais
Segue mais um capítulo, desta vez, Kami descobre seus poderes e define um objetivo para sua vida. Que objetivo é esse? Leiam a Fanfic. o/

Capítulo 1 – Onde o poder renasce


A garota estava sentada na cama que ficava ao centro do quarto, de frente para uma enorme janela, já era pôr-do-sol, e luz que adentrava o quarto iluminava a triste face de Kami, que mostrava além de tristeza, desgosto e ódio. As aulas estavam se encerrando, Kami não estava se sentido bem e por isso achou melhor faltar o dia de aula. Ela quase nunca ia a escola, e ficava ali por obrigação, por não ter para onde ir. Muitas coisas passavam sobre sua cabeça, e à que ficava lhe remoendo por dentro, porque ela era rejeitada? Afinal, ela nunca havia feito nada para ninguém.

Enquanto Kami estava pensando na vida, já era possível ver o berro de todas as garotas do dormitório voltando da aula prática de Volleyball, uma delas entrou no quarto se despedindo das amigas, que ficaram do lado de fora.


– Ei, o professor perguntou de você hoje. Disse que se faltar a mais uma aula, vai estar reprovada. – A garota abriu a porta do banheiro, e começou a preparar seu banho.

– Eu não me importo. – Kami deitou-se puxando o edredom que estava aos pés da cama. – Aliás, nada importa mais pra mim.

– Você é muito bizarra, garota. – Falou a menina, mergulhando seu belo corpo em uma enorme banheira. – Se não quer estudar, porque está aqui então?

– Eu não te devo satisfações, e também não cobro que me de avisos. – Kami fechou os olhos, e se virou para o lado da janela.

– Não precisa ser grosseira. Mas tudo bem, não lhe incomodo mais. – A garota saiu da banheira e foi até o guarda-roupa, tirando algumas peças do mesmo. Ela se vestiu, e saiu do quarto sem dar satisfações.


Kami continuou na mesma, dormiu por algumas horas, e sua colega de quarto ainda não havia chegado. Já era tarde da noite, passavam das dez horas. Kami se levantou com sede, olhou para a janela como de costume, a lua estava cheia e uma luz brilhante invadia o quarto, chegando ao banheiro, ela se apoiou na pia branca de mármore, onde lavou seu rosto e bebeu um pouco de água. Ao levantar o rosto, o espelho limpo e brilhante mostrava seu reflexo, a garota olhou por alguns instantes, parecia estar em um transe profundo, fora de si. Ela estava sem noção, tendo alucinações. Ela olha para os lados e vê uma fita vermelha no canto da pia, e ao pega-la, esta se transformou em uma espada de chamas negras. Ela balançou sua cabeça freneticamente de olhos fechados. Ao parar de balançar sua cabeça, a garota abre os olhos e observava apenas a fita.

– Acho que estou começando a enlouquecer... – Ela saiu do banheiro com a fita nas mãos,e então, uma voz começou a sussurrar em seus ouvidos.

– Aperte-a. – A voz ecoou dentro da cabeça de Kami, que não entendeu. Ela assustou-se e ao sentar-se na cama, analisava a fita por alguns segundos quando a porta do quarto se abriu. Era sua colega de quarto. Ela entrou no quarto sem dizer uma única palavra, apenas olhava fixamente para Kami, que guardou a fita no criado-mudo que estava ao lado da cama.

– É uma bela fita. – A garota falou com um ar de sarcasmo.

– Obrigada. – Kami começou a retribuir o sarcasmo da garota, encarando-a.

– Me lembro como se fosse hoje, 22 de Outubro de 1996. Essa fita estava junto de você, no monastério Van-Hallen. O lugar em que o meu senhor lhe criou. – A garota soltou um leve sorriso pelo canto da boca, escondendo sua face no escuro.

– Do que você está falando? Eu fui deixada na porta do orfanato assim que nasci, isso é... – Ela foi interrompida pela garota.

– Não, minha cara. O que lhe contaram foi uma simples mentira inventada pela Angellika Organz.

– Angellika Organz ? Do quê você está falando?! – Kami se levantou da cama.

– Acho melhor eu te mostrar. – A garota mostrou sua bela face, e seus cabelos loiros soltos ao ar, estalando seus dedos, ao ouvir aquele estalo, Kami caiu em um transe, e começou a ter visões do passado.

Ela viu as almas de todos os Darkus Ínima serem retiradas, dando origem a uma nuvem de fumaça, que se comprimiu e se transformou em uma criança, envolta em um manto preto, com uma fita vermelha amarrada por cima do manto. Logo em seguida a Angellika Organz chegou no local, e constatou que sim, era uma obra demoníaca. Eles receberam ordens de executar a criança, porém, era apenas um bebê. Eles não podiam simplesmente matá-la. Então levaram a garota até o orfanato de CityVille, onde lá ela ficou, e cresceu, sendo dada como morta para os superiores da Angellika Organz.


Kami parou de ter as visões saindo do transe.


– Não é necessário mostrar mais nada – O sorriso sumiu. – Foi eu, Leina Barona , a primeira Guardiã do Inferno, quem te salvou aquele dia. Se eu não tivesse usado meus poderes de persuasão, você estaria morta há tempos! — Kami estava em choque, aos poucos ela abria a gaveta, e de lá retirou a fita e ficou observando, se lembrando do que Barona havia lhe mostrado.

– Veja-à ! Ele é excelente em persuadir alguém. – A voz continuava.

– Quem é Luxuria? Do que eles está falando? – Pensou Kami, confusa.

– Aperte a fita, não deixa que ela a leve de você. – A voz voltou a falar na cabeça de Kami.

– Levante-se daí, e venha logo. O Imperador não tem todo o tempo do mundo. – A garota virou as costas, indo na direção da porta.

– Aperte. – A voz continuava – Antes que seja tarde!

– PARE COM ISSO! PARE DE FALAR! – Kami gritou, movimentando a cabeça, e apertando a fita com força que a faz se desintegrar. Leina observava a fita se desfazer, sua expressão foi mudando aos poucos.

– Você desfez o selo. Estragou tudo, sua idiota! – Luxúria estava nervosa, olhando fixamente para Kami. Não demorou muito, e a mão de Kami foi tomada por chamas negras, criando assim uma Lâmina de Chamas Negras.

– Você libertou a Kamigari! Esse poder só pode ser liberado no inferno! Como seu corpo está agüentando?! – Luxuria estava assustada, os longos cabelos vermelhos de Kami estavam enfurecidos, a chama estava tomando conta do seu corpo, até que fez um enlaço em seu pescoço, criando uma espécie de colar, com 7 fragmentos transparentes.

– Baldor, traidor! O mestre satã confiou á você a guarda da espada, e agora você está o traindo? – Leina falava olhando para cada quanto do quarto – Vamos, APAREÇA! Não me deixe mais irritada ainda!

Uma sombra surge atrás de Kami, se dispersando em fumaça, e se comprimindo novamente formando um ser encapuzado.

– Satã deve ser detido. Ele quebrou o nosso tratado quando me selou dentro de um bebê. Eu falei que queria um corpo saudável e adulto. – A voz estava se movimentando aos poucos, Kami estava imóvel. – Sabe, eu odeio corpo de crianças, porquê eles não tem vontade própia. Eu fiquei preso por 15 anos, Leina. – Baldor estava rodeando Luxuria, a mesma estava imóvel.

– Acho que ele não contou esta parte à você, não é mesmo, Luxuria? Aliás, ele não contou isso para nenhum outro guardião. Apenas eu, seu emissário, sei do nosso tratado, e agora você sabe também. – Baldor voltou para atrás de Kami. – Volte e avise para seu amado mestre, que aquilo que ele ousou chamar de esposa, irá destruí-lo. – Baldor desaparece rapidamente, a espada que estava na mão de Kami também, somente o colar havia permanecido. Luxúria estava assustada, somente virou as costas e saiu do quarto. Kami estava confusa com tudo que havia acontecido, aconteceu tudo muito rápido. Ela apenas deitou-se em sua cama, e agarrou o edredom, abraçando-o, ela chorava sem parar, não sabia o que fazer. O que ela teria que fazer, agora? Quais seriam seus objetivos? Tudo isso passava por sua cabeça. Mas, de uma coisa, ela tinha certeza: Ia acabar com satã custasse o que custasse. Afinal, ela passou a vida inteira sofrendo, tendo transes e até mesmo matando colegas de seu antigo orfanato por culpa de ele ter simplesmente a criado. Porquê ele tinha que criá-la, simplesmente para sofrer ? Eram muitas perguntas sem respostas. E quem poderia responde-las? Sim, Baldor poderia. Mas, Kami não fazia a mínima idéia de como invocá-lo novamente, sem ter que usar a Fita. Ela se levantou da cama, em possa da fita nas mãos enxugou suas lágrimas, e em seguida a amarrou com toda a força em seus cabelos, colocou uma bolsa transversal, uma calça e uma camiseta, ambos justos. O decote na camiseta dava destaque ao colar que Baldor havia entregado para ela. Sua expressão era de vontade, força, determinação.

– Então, é isso mesmo o que quer, garota? Devo alertar que é um caminho sem volta. — A voz de Baldor falava com Kami.

– Não tenho a menor dúvida. – Kami sorriu com o canto da boca.

– O primeiro passo é sair daqui, no caminho eu te explicarei tudo. – A voz de Baldor ecoou mais uma vez.

Ela andou até a janela, e abriu a mesma com toda a força, saltando para fora do dormitório, e indo na direção da saída que ficava nos fundos do colégio.


Kami agora estava livre, determinada a viver por seu para alcançar seu objetivo, fará de tudo para cumprí-lo.



[FIM DO CAPÍTULO 1]

Notas finais
Bom, quem ler não esqueça do Review ! Ajuda muito e incentiva, e se gostou, não esqueça de recomendar.
Obrigado, Leitores. o/