Demon Souls

3 Capítulo 2 - Kamigari


Notas iniciais
Boa Leitura. o/

Capítulo 2 – Kamigari


Kami havia saído do colégio, e agora só ela sabia do que ia procurar. Baldor não havia falado com ela nas últimas horas, ela já começava a ficar confusa. A garota estava andando vagarosamente sozinha pelas ruas da cidade, eram quatro e meia da manhã e a garota passa em frente a uma loja de conveniência em um posto de gasolina que estava aberto vinte e quatro horas por dia, ela estava com fome, mais não tinha dinheiro para nada. Roubar é que não podia. Muitas coisas passavam pela sua cabeça, e uma delas era descobrir onde encontrar Luxúria, e, talvez o monastério onde ela foi criada, pudesse com certeza dar alguma pista. A distância era desagradável, muito chão para andar até chegar no monastério, mas sua vontade era maior que qualquer outro sentimento de cansaço, sono. Kami caminhava vagarosamente, e na medida do possível Baldor falava com a garota para evitar que ela dormisse ou se desvencilhasse do caminho, ela estava parecendo uma completa morta viva.

– Garota, acorde. Esse seu corpo de humana precisa se alimentar ou você vai estar bem encrencada. – A voz de Baldor surge na cabeça de Kami.

– Hmaa , gaah .... – Kami balbuciava, com sono. Seu corpo repuxou por um instante, fizendo com que ela se sentasse no chão. O espírito de Baldor aparecer em frente a garota, e soltou um esfera de fumaça negra das mãos, na qual se transformou em uma bandeja com pães, taças com suco, e alguns requintes para que Kami pudesse se alimentar. Ao sentir o cheiro da comida, a garota acordou rapidamente e começou a comer.

– Eu poderia lhe apelidar de Leão, mais não fica bem por que você é mulher. Quanto apetite... – Baldor ia desaparecendo aos poucos.

Kami ficou ali sentada até terminar de comer tudo, a fome e a sede com certeza estavam fora de pauta, mais o sono ainda castigava a pobre garota.

Ela andava em direção ao enorme portão metálico da cidade, toda a continuação da estrada já não tinha mais asfalto. Em meio aos arbustos que ficavam logo após o portão, era possível ver uma barraca armada, com uma fogueira iluminando.

– Obrigada, Baldor. – Kami estava batendo os olhos freneticamente.

– Disponha. – Retrucou Baldor.

A garota foi se aproximando do local, e ao chegar na barraca não fez mais nada além de se jogar no saco de dormir. Ali, dormiu quase sete horas, quando se levantou. Já passava das duas horas da tarde, e ela tinha que chegar ao monastério antes que anoitecesse. A caminhada não podia parar.


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Castelo de Abyss, Inferno


Um ser de olhos vermelhos trajava uma armadura envolta de chamas negras, seus olhos podiam ser vistos pela fresta que seu enorme capacete pontiagudo tinha, este estava sentado na cadeira mais alta de uma sala de reunião, onde existia uma enorme mesa redonda no centro da sala, e sete cadeiras em volta da mesma.

– Baldor será severamente punido. – O ser de armadura flamejante botou as mãos segurando seu queixo. Sua armadura era negra e constituída em sua maioria, por estacas pontiagudas.

– Isso é minha culpa, Imperador Satã. – Uma mulher de cabelos loiros, já vista anteriormente. Leina Barona, estava sentada na extremidade da mesa, de frente para o Imperador Satã. – Eu deixei que Baldor a levasse. Perdoe-me.

– Você só tem beleza, não é mesmo, Luxúria? – Um ser encapuzado com uma cabeça duas vezes maior que o normal estava sentado no lado esquerdo extremo da mesa, este tinha um lenço cobrindo sua boca. Sua voz era muito grave.

– E você só tem fome. Cale-se, Gula! – Outro ser encapuzado falou, este era grande, de forma que mesmo sentado, chegasse á altura do trono de satã, que ficava a um metro e meio de altura da mesa.

– O próximo que dizer uma palavra será desintegrado sem aviso prévio. – Satã levantou-se do trono e flutuou até o centro da mesa, onde ficou. – Estão todos dispensados. Voltem para seus portais na terra, e os guardem como sempre. Quanto a você, Luxúria, minha Imperatriz virá atrás de você. Traga-a para mim, e não a subestime, caso contrário acabará morta. – Satã desapareceu em seguida, se dispersando em uma nuvem de fumaça negra.

Seis guardiões riscaram o ar, abrindo uma enorme fenda dimensional, na cada qual redirecionava para um certo lugar do planeta. Lugares místicos, mais ao mesmo tempo, eram abandonados. Luxúria ficou imóvel por alguns instantes, e em seguida abriu a fenda assim como os outros, e a atravessou, se teleportando para o topo de uma montanha, ela estava de frente para uma enorme construção feita de pedras, era o monastério Van-Hallen, onde Luxúria guardava um dos sete portais que davam acesso ao inferno. Ela entrou no monastério, um enorme hall cheio de escrituras em suas paredes sujas e velhas podiam ser vistos. Luxúria sentou em um enorme trono que tinha no meio do salão, e fechou seus olhos.


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Já estava caindo a noite, Kami ainda estava caminhando, no horizonte, era possível ver um montanha, e em seu topo, o monastério. Não faltava muito para chegar, mais a garota já estava em seu limite.

– É tão longe... parece que nunca vou chegar! – Ela estava arcando as costas, quando ouviu um barulho entre os galhos de uma árvore. Ela se virou rapidamente para trás, quando se deu por conta, um homem estava parado atrás dela, esteve usava um roupão preto, era careca e tinha uma enorme espada nas costas, que era quase do tamanho do seu corpo. Na testa, ele tinha um L gravado. Kami encarou o ser, fixando seu olhar no mesmo.

– Quem é você?! – Kami deu um leve passo para trás.

– Sou Alvus Barona, primeiro capitão do exército de Leina Barona, Luxúria! – O homem pois sua mão na enorme espada, e a retirou com toda a força, batendo-a no chão, causando um enorme estrondo e abrindo uma rachadura na área.

– Ele é perigoso, mais ele subestima a todos, até mesmo a Luxúria. – Baldor falava com Kami. – Retire a espada e me deixe tomar conta do seu corpo. Eu irei te ensinar alguns truques, mas, é só desta vez. As outras você terá de fazer sozinha. – Baldor surgiu atrás de Kami, deixando Alvus assustado.

– Baldor, traidor! Vou te levar diretamente para Leina! Venha aqui, desgraçado! – Baldor soltou uma forte gargalhada. Kami levou as mãos até seus brilhantes cabelos vermelhos, de onde tirou a fita, enrolando-a na mão logo em seguida. — Venha! – Kami gritou, apertando a mão em que a fita estava, fazendo a mesma se desintegrar, criando uma espada de chamas negras, somente seu cabo era sólido, e era semelhante ao de uma Katana, porém era preto e na ponta do seu cabo, a fita vermelha ficava pendurada.

– Barona não mencionou o fato de você ter aprendido a controlar a Kamigari. Estou Surpreso. – Falou Alvus, recuando com sua enorme espada logo em seguida. – Mas, eu não me intimido. – Os olhos de Kami foram tomados por uma luz vermelha.

– Agora eu estou no seu comando, vou dançar um pouco com ele. – Baldor sussurou aos ouvidos de Kami. O corpo da garota se posicionou, ela ergueu seu dedo indicador, e chamou por Alvus, que se irritou com a arrogância da menina.

– Ora sua insolente! – Ele moveu sua espada, e o L gravado em sua testa brilhou, em seguida, ele arrastou sua espada no chão, fazendo uma imensa onda de energia se chocar contra o corpo da garota, levantando uma enorme nuvem de poeira.

– Você é muito fraco, eu esperava mais. – A voz de Baldor ecoou no campo de batalha.

– Baldor, então é você quem está controlando-a. – O capanga se intrigou, levando uma das mãos até o queixo. A poeira abaixou, o chão abaixo de Kami estava destruído, e ela não havia sofrido nenhum arranhão.

– Não estou surpreso por o corpo desta menina não ter sofrido danos, afinal, você foi o último que controlou essa espada, não foi ? – Alvus armou sua espada novamente. – Vou acabar com isso agora. – Ele avançou rapidamente para cima de Kami, visando destruir seu corpo com um único golpe.

– Hora de Dançar. – Baldor estava vendo o corpo de Alvus se aproximar, e então, quando este estava prestes a dar o golpe final, o corpo de Kami salta, fazendo dois giros no ar, e em seguida, desferiu um golpe com sua espada ainda no ar, fazendo um enorme corte nas costas de Alvus. Não era um corte comum, uma espécie de energia negra estava se esvaindo do corte.

– Seu maldito! – Alvus estava ofegante, e mal se agüentava em pé. – Ele pegou sua enorme espada, e então passou a mão por cima da lâmina. A espada começou a brilhar, e sua lâmina ficou fina e flexível, e podia se estender, semelhante a um chicote. Ele cortou o ar com sua lâmina, esta foi imediatamente para cima de Kami em uma velocidade incrível.

– Não vai ser tão fácil, você está lutando contra Baldor. – A voz de Baldor continuava, e este ainda em posse do corpo de Kami. Vendo a Lâmina se aproximar, Baldor imediatamente saltou, e desferiu um golpe no meio da Lâmina, que se partiu em dois pedaços, retornando a sua forma original. – Fraco, como eu já disse. Bom, irei acabar logo com isso. – Ele se aproximou de Alvus, e assim saltou. – Dark Dance! [NT: Dança das Trevas] – Assim, o corpo de Kami começou a girar envolto pelas chamas negras da espada, e assim, liberou uma enorme rajada de chamas negras que desintegraram o corpo de Alvus, apenas seus destroços sobraram no chão. Baldor ainda estava em posse de Kami, e se aproximou dos destroços do corpo de Alvus.

– Absorver! – Os pedaços do corpo se desintegraram se transformando em energia, logo em seguida eles se fundiram com a lâmina da espada.

– Já te ensinei o bastante, não vou fazer isso denovo. – Baldor saiu do corpo de Kami, liberando-a.

– É espetacular, o poder disso! – Kami estava empolgada.

– Para selar a espada novamente, arranque a fita do cabo. – Baldor apontou para a fita vermelha que estava pendurada no cabo da espada.

– Tudo bem. – A garota puxou a fita, ela se separou da espada, que se desintegrou. Ela amarrou a fita no cabelo novamente.

– O monastério está a quinze minutos daqui, só temos que subir as escadarias em direção a montanha, logo estaremos lá. – Baldor conversava com Kami.

– Vamos lá. – Ela começou a andar.


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– Acho que esperei demais do Alvus para este serviço. – Leina Barona estava sentada em seu trono, no monastério. – Vou eu mesmo acabar com isso. – Ela foi para o salão principal, e ficou apoiada entre duas pilastras que sustentavam o monastério. A porta principal se abriu logo em seguida. Kami estava dentro do monastério, Barona estava aguardando a garota.

– Seja Bem-Vinda, Kami. – Barona Sorriu. Kami não falou nada, apenas retirou a fita dos cabelos e amarrou na mão logo em seguida.

– Você me deve respostas, e eu vou tirá-las de você nem que seja na força.


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[FIM DO CAPÍTULO 2]

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.