Notas iniciais
Ok, esses capítulos estão muito monótonos, e eu não curto coisa monótona, mas é preciso, não me matem! >:
Postei agora pra ver se o humor da Frank Jr melhora um pouquinho, tadinha Ç.Ç Queria te ajudar, sério... Mas não somos tão próximas pra você me contar seus problemas e tudo mais... Então, to fazendo o que posso, ok? )):
Enfim, espero que gostem e bla bla bla -q

Era uma noite agradável. A rua estava bem iluminada, e não tinha quase ninguém lá.

Meus pais tinham deixado o carro, e como eu já sabia dirigir, o peguei. Não me importava se eu poderia ser preso, já tinha feito isso tantas vezes, e nunca fui pego.


–Você sabe dirigir Ge? – Frank me perguntou com um ar de preocupação.


–Sei, relaxa. – sorri tentando passar segurança, mas ele ainda estava um pouco preocupado.


O carro estava ali com esse propósito. Meus pais confiavam em mim, e sabiam que eu não iria dirigir bêbado, ou algo assim. Eu só traí a confiança deles, quando eu estava naquele hospital, drogado, mas depois disso, eles sempre confiaram em mim.


–Ge, podem nos pegar! Falta um ano pra você completar dezesseis! Você ainda não pode dirigir! – ele estava com o olho arregalado no banco do passageiro. Passei a mão sobre seus cabelos antes de girar as chaves e pegar no volante.


–Frankie, já disse, relaxa! Eu sempre fiz isso, nunca me pegaram! E agora eu tenho meu amuleto da sorte! – pisquei pra ele, e o mesmo entendeu que era dele que eu estava falando.


–Confio em você. – passamos os cintos, liguei o carro, e saí.


Estávamos passeando pela cidade. Eram umas oito da noite, e eu não estava me importando com mais nada, que acabei esquecendo tudo. Agora, pra mim, era só eu e ele.

A cidade estava muito iluminada. Era sábado, e muitos estavam saindo para se divertir. Estava um silencio no carro, mas não era desagradável, pelo contrário, era bom. Eu estava realmente muito feliz por tê-lo ali comigo, que mesmo o silencio começou a se tornar algo divino para mim.


–Frankie? – eu tinha que cortar aquele silencio, não porque eu queria, mas porque eu não sabia que tipo de comida ele gostava.


–Sim? – me olhou, colocando a mão na minha perna.


–Que tipo de comida você mais gosta?


–Estou com vontade de comer pizza... Vamos? – o vi morder o lábio. Como aquilo era tentador! Não pude discordar.


–Vamos sim! Sei uma pizzaria muito boa! Mas é um pouco longe, tudo bem?


–Pra mim, melhor ainda! Cada segundo que passo contigo é maravilhoso! – começou a acariciar minha perna. – Tem algum CD aqui? Ouvir música seria uma boa, não?


–Ah sim! Tem alguns ali atrás, embaixo do banco.


–Ok. Vou ver se seu gosto musical é bom! – riu


O vi se virar para trás para tentar achar os CDs. Depois só deu para ver a bunda dele virada para frente. O corpo do pequeno estava todo curvado para trás.


–E essa bunda ai? – ri, debochando da cara dele.


–Eu sei que você está gamado nela, então trate de ficar calado aí! – após falar, se virou e sento-se novamente. Estava com as mãos cheias de CDs, nem sabia onde eu arranjara tantos!


–Hm, The killers, Arctic Monkeys, Radiohead, Smashing Pumpkins, caramba! Só tem indie rock e rock alternativo? – riu, e eu o acompanhei.


–Ah, fazer o que! É bem legal! – nem pude prestar tanta atenção nele, pois estava tentando lembrar o caminho da pizzaria.


–Vamos ouvir Radiohead então... Esse álbum é muito bom! – percebi que o álbum que ele falava era o Pablo Honey, e logo soltei um sorriso largo. Amava aquele som!


Ficamos ouvindo Radiohead até chegarmos lá.

A pizzaria ficava em uma rua bem movimentada, cheia de restaurantes. Ela tinha as portas e janelas bem grandes de vidro, possibilitando ver o que tinha dentro. Tinha mesas do lado da janela, e do lado de fora, muretas com rosas. Era um lugar muito agradável, e eu amava lá.


–Lembro-me da primeira vez que vim aqui. Eu, meu irmão e meus pais, não tínhamos ideia de onde comeríamos. Era uma data especial, se não me engano, aniversário de Mikey. Aqui, como é uma rua cheia de restaurantes, lanchonetes, sorveteria e bares, passou de primeira em nossas cabeças.


–Pizza é sempre uma boa, não é? – riu


–Pois é. Esse lugar nos atraiu mais. É simples, mas é muito bom!


–Aquele dia deve ter sido muito bom... Pra você guardar até hoje na memória... – sorriu


–Ah, sim. Foi uma noite muito agradável. Lembro até hoje que o Mikey acabou tomando sorvete demais depois de comermos pizza. Passou a madrugada no banheiro. – ri um tanto alto, fazendo todos que passavam dirigir o olhar para mim. Frank fez o mesmo, e então, olharam mais ainda.


–Bem inesquecível... – não nos contemos e acabamos rindo mais.


Depois de limpar as lágrimas de tanto rir, entramos naquele lugar. Era quente, mesmo tendo ventiladores ali. Tinham uns casais e umas famílias nas mesas, mas ainda tinha umas sobrando. Encontramos uma do lado da janela. Sentei de um lado, e ele do outro.


–Qual é a tua pizza preferida? – perguntei pegando o cardápio em cima da mesa que o garçom tinha deixado.


–Hm, qualquer uma, tudo é pizza! – riu – E não, eu não sou gordo!


–Não mesmo. Você é o ANÃO gordo. – ri mais ainda da cara de deboche que ele fez quando eu disse aquilo – Estou zoando – tentei me fazer de sério, mas não consegui conter a risada. Logo ele começou a rir comigo.


–Estamos rindo demais hoje, não acha? – falou um tanto ofegante.


–É... Veja, em meio de tantos problemas, conseguimos nos fazer rir. – sorri feliz.


–Você é o único que pode fazer isso comigo... Não me lembro da última vez que ri desse jeito. – corei no mesmo instante, e ele fez o mesmo.


Ficamos em silêncio até o garçom chegar pra perguntar de qual sabor de pizza queríamos. Pedi uma de frango com catupiry, e outra de calabresa. Quando o garçom se retirou, ficou aquele silêncio novamente.

Comecei o encarar. Como ele era lindo... Ele estava totalmente entretido olhando pra fora da janela. Seus olhos brilhavam, e era por aqueles olhos que eu me apaixonei quando o vi a primeira vez. De repente, toda aquela cena me veio à cabeça e comecei a sorrir inesperadamente. Enquanto lembrava, fiquei o vendo, e fiquei falando pra mim mesmo o como ele era lindo, e como eu estava feliz por tê-lo ali comigo. Aquele cabelo bagunçado, o piercing no lábio, suas tatuagens, seu nariz, sua boca. Tudo nele era irresistível.


–Frank... – ele saiu de seus devaneios e me olhou rapidamente. – Estou apaixonado... – ele abaixou um pouco a cabeça, mas logo a levantou e voltou a me encarar. – Por você... – corei, e não pude olhar em seus olhos, pois a vergonha não deixava.


–Eu jurava que você iria me dar um fora... – consegui o olhar novamente, e pude ver que ele estava com os olhos cheios de lágrimas.


–Ah, desculpa! Não foi por mal... Eu só queria te dizer, antes de ser tarde demais... – antes que eu pudesse completar, ele interferiu.


–Eu também estou apaixonado por você. Nunca é tarde demais se nós dois estivermos apaixonados! – ele deu ênfase no ‘nunca’, e eu não pude resistir. Levantei, sentei-me ao seu lado, e o beijei.


Não me importei muito com quem estava em volta. Eu necessitava de seus lábios. Necessitava dele.


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Depois de comer muita pizza, tomamos sorvete. Cereja e chocolate, a combinação perfeita. Andamos pelo parque que tinha ali perto, mas logo tivemos que ir embora, pois o sono estava nos consumindo.

Foi um dia muito bom para mim, e creio que foi pra ele também. Chegamos em casa, e como previsto, nenhum policial nos pegou.

Meia noite e quarenta.


–Hm, Gee? – me chamou, entrando em casa.


–Sim? – parei de andar e olhei para ele.


–Eu acho... Acho que eu deveria ir pra casa, sei lá... Sinto que estou incomodando... – olhou para baixo. Fui a sua direção, levantei sua cabeça com delicadeza.


–Frank, você não incomoda, ao contrário, você me acomoda. Sinto-me melhor com você aqui comigo... – olhei diretamente em seus olhos. O mesmo não respondeu, e logo completei – Fique comigo. Pelo menos por essa noite...


–Eu te amo Gerard Way, eu simplesmente te amo. – ele falou rouco, e sorriu fraco. O abracei, e o mesmo logo começou a chorar no meu ombro. Entendi que ele estava muito mal e eu sabia que ele tinha seus problemas, e que não aguentava mais guardar só pra ele, como eu naquele dia. Não vou mentir, éramos parecidos em alguns aspectos, e ambos tínhamos problemas e os guardavam para nós mesmos. Eu estava ali para ajudá-lo, como ele fez comigo. Ninguém é cem por cento forte, e todos nós temos problemas, e eu sabia que um dia, ele iria desabar. Mas eu também sabia que era eu quem estaria ali, pra ele.


– Nunca vou te deixar. – sussurrei no seu ouvido.


–Promete? – se afastou de meus braços e olhou em meus olhos.


–Prometo. – o abracei novamente. – Frank?


–Sim? – falou rouco, com a testa apoiada em meu ombro.


–Eu também te amo. Muito.


Notas finais
Bom, é isso! Espero que tenha ficado bom. Qualquer errinho, me avisem aí u-u
~Espero também, que tenha ajudado ):~
Mil beijos da Emy pra vocês ;*****