Demolition Lovers
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Enfim, tá aí. Espero que gostem *-*
Meu corpo começou a tremer, e a voz do sonho voltou a perturbar minha mente. Fiquei parado, observando o garoto que estava a metros distantes de mim. Eu não sabia se iria até ele, ou se ficaria apenas o observando de longe. Uma parte de mim queria poder ir, e conversar com ele. Mas a outra parte, apenas queria ficar distante.
Muitas situações começaram a se formar e se desenvolver na minha cabeça, e assim, consequências também. Se eu ia, uma situação se formava, e junto, a consequência desse ato. Mas se ficava, era algo totalmente diferente.
Fechei os olhos, respirei fundo e contei até dez. Já obtinha a minha escolha, e assim fiz. Comecei a caminhar em direção ao garoto, pouco me importando no que ocorreria no final.
A cada passo, as situações iam se modificando nos meus pensamentos, e assim, as consequências também.
A cada passo mais perto, um sentimento estranho ia aparecendo, e ia fazendo meu coração acelerar. Minhas pernas estavam bambas e meu corpo todo começou a tremer mais do que já estava tremendo antes. Isso me dava medo. Esse sentimento atrapalhado que eu não conseguia identificar me dava agonia, e eu não estava mais suportando senti-lo.
Seis passos de distancia; Medo.
Cinco; Insegurança.
Quatro; Nervosismo.
Três; Atração.
Dois; Paixão.
Um; Duvida.
–Frank!? – perguntei um tanto desesperado.
No mesmo instante, acompanhei seus olhos até se encontrarem com os meus. Pude sentir meu coração no mesmo momento bater mais rápido do que antes. Meu corpo cambaleou, e eu não consegui sentir minhas pernas. Eu realmente não sabia o que fazer. Sorrir? Apenas encarar? É, as situações começaram a mudar insanamente na minha cabeça. Se eu sorrisse, talvez ele sorrisse também, mas poderia achar que estou afim dele. Ah meu deus! Não farei nada. Irei esperar ele falar algo. É, é isso.
–Huh? Gerard? Que bom te ver novamente! Eu pensei que nunca nos falaríamos depois daquele dia... – me olhou um tanto triste, mas logo sorriu, e eu repeti o ato rapidamente, inconsequentemente.
–Nada é impossível, não é mesmo? – ri
–É verdade. E você me faz acreditar nisso á cada momento que me surpreende assim.
Meu rosto ficou quente, e eu não pude evitar sorrir a cada palavra que ele pronunciava.
–Er.. Posso me sentar com você? – eu não me sentia confortável conversando em pé, porque eu teria que olhar para baixo para falar com a pessoa.
–Fique a vontade! – ele apontou para o lado, sorrindo para mim novamente.
*AH MEU DEUS!!! Ele está sorrindo! E para mim! Faz tempo que alguém não sorri desse jeito para mim! Estou tão feliz, e só por um simples sorriso que ele me deu. Não consigo acreditar que depois de tanto tempo, alguém me fez sorrir várias vezes, em apenas alguns minutos. * ‘’CALMA GERARD! Isso é só coisa da sua cabeça! Ele está sorrindo por gentileza. Só isso. ’’
Percebi que estava um tempo ali, pensando e brigando comigo mesmo. Olhei para Frank, e o mesmo estava me encarando com um ar de duvida e curiosidade.
Naquele momento, senti tanta vergonha, que mal conseguia olhar pra ele. Ficava desviando o olhar quando nossos olhos se encontravam. E provavelmente, ele percebeu.
–Não vai sentar? – me olhou sério.
–Ah sim! – me joguei de qualquer jeito ao lado dele, o fazendo rir.
Depois de um tempo, paramos de rir, e começamos a nos encarar.
Ficamos desse jeito por um tempo, até que ele cortou o silêncio, já que estava começando a incomodar.
–Estava chorando Gee? – me olhou preocupado, falando com um tom triste. – Er.. Quer dizer, Gerard. – logo percebi que me chamara de Gee, e abri um sorriso largo, mas vi que ele me encarava sério, esperando uma resposta, e não um sorriso. Olhei para baixo, e fiquei pensando nas palavras certas para me expressar, mas nada veio à mente naquele momento, e apenas fiquei olhando para baixo, enroscando os dedos. –Hm, minha próxima aula é Física, e eu não me importaria de matar aula para poder te escutar... Se quiser, estou a sua disposição. – olhei para ele surpreso, e o mesmo sorriu para mim novamente.
–Tem certeza? Não sei se deveria gastar seu tempo comigo... Não sei se deveria te entediar falando dos meus problemas chatos e bobos. – senti sua mão tocar a minha rapidamente, acariciando-a levemente.
–Ah Gerard, todos nós temos problemas! Se eles te perturbam, e te deixam mal, é porque não são bobos nem chatos. Eu me importo contigo, e quero que você fique bem. Eu sei que você está guardando-os dentro daqui – colocou a mão sobre meu peito, indicando meu coração – e finge que está bem, só pra ninguém se preocupar. Isso não é nada bom. Você precisa falar o que sente para alguém, porque guardar pra si mesmo não é bom. Seus amigos não perceberam que você anda mal? Até eu que falei apenas uma vez contigo, já sei que está mal, e não está mal há pouco tempo. Como não conseguiram perceber? Ou não sabem como te ajudar? – me olhou inconformado, esperando minha resposta. Mas tudo o que eu fiz, foi chorar. Caí em seus braços, e chorei mais do que nunca.
Mesmo cheio de problemas, só por estar com ele, já me deixava melhor. Parecia que o conhecia faz tempo, e parecia que éramos melhores amigos. Nunca alguém entrou tão de repente na minha vida, e me entendera tão bem quanto ele, e eu estava feliz por tê-lo encontrado, e por tê-lo ali comigo naquele momento. Não me sentia assim há muito tempo, muito tempo mesmo!
–Pode me contar. Eu juro que não vou ser que nem eles... Juro que não vou só fingir me importar, e não vou ficar tentando achar um meio para você ficar feliz. Vou te entender, e vou FAZER você ficar feliz. Amigos pra isso servem, não é mesmo? – começou a passar os dedos sobre meu cabelo – Vai, desembucha.
–Sabe Frank... – falei ainda deitado nele – faz um tempo que eu não levo uma vida agradável. Dia após dia é a mesma coisa! Eu tentei lidar com isso, tentei me acostumar, mas realmente não dá. Acho que fazendo isso, acabarei ficando louco. Não é uma coisa que eu quero, entende? Não quero me acostumar com a vida monótona e triste que eu levo. Quero ser feliz!
Meus amigos não conseguem me entender. Eles sabem que eu sou uma pessoa triste, e já me perguntaram o motivo para eu ser assim. Mas tudo o que fizeram, é me olhar com aquele olhar de pena que eu odeio, e falar que um dia tudo vai dar certo. Um dia vai tudo dar certo, se alguém fizer isso. E eles não levantaram um dedo pra me ajudar, e palavras não ajudam em nada.
Tudo o que eu peço, é que exista uma pessoa que possa me entender, e que ela um dia apareça na minha vida. Só isso. Mas cada dia que passa, começo a acreditar que não existe uma pessoa assim, e que ela nunca vai aparecer para me ajudar. – olhei para baixo, mexendo a cabeça negativamente – É muito difícil botar um sorriso falso no rosto, e falar que está tudo bem, enquanto tudo o que você quer, é morrer.
Meus pais viajam quase todo dia por causa do trabalho, e às vezes meu irmão vai junto. Mesmo que ele não vá, nem faz diferença alguma. Ele é outro que não consegue me entender.
Ninguém consegue entrar no meu mundo – bati com o dedo na cabeça – Às vezes só o que eu quero é desaparecer. Mas eu tenho medo de não fazer falta alguma... – comecei a chorar novamente, e sai do colo de Frank. Pude vê-lo chorar também. Balancei a cabeça para os lados lentamente – Olhe para mim... Sou um desastre. Só me fodo!
–Gee, a vida está cheia de altos e baixos. Sei como você se sente, e sei que lidar com a solidão é a pior coisa que tem. Eu não vou te deixar fazer isso, porque eu não vou te deixar sozinho. Vou te ajudar. Vou ser a pessoa que vai te fazer sorrir, e não importa mais nada! Vou ser seu amigo de verdade, e vou cuidar de você. – falou as últimas palavras sussurrando no meu ouvido, e não pude evitar me arrepiar ao sentir seu hálito quente, e suas mãos geladas apertando meus braços. – Não vou te abandonar. – nesse momento, cai em seus braços novamente, e ficamos ali por um longo tempo.
Estávamos parecendo namorados. Eu estava deitado entre as pernas dele, e ele estava mexendo no meu cabelo. Mas creio que nem eu e nem ele éramos gays.
O sinal pra sairmos tocou. Levantamos, e ficamos nos encarando. Cortei o silêncio que já estava se tornando constrangedor.
–Ei, me desculpa por ter feito você matar todas as aulas depois do intervalo.
–Ah! Que isso! Se eu matei todas as aulas, foi porque eu quis! – deu de ombros.
–Ok, então. – sorri
Andamos até a rua quietos. Tudo o que ouvíamos eram os alunos que estavam ali presentes.
Ao chegarmos lá, ele implorou pra me levar em casa, mas eu realmente não queria atrasar mais o menino, e nem ser um estorvo. Trocamos os números de celular, e os e-mails. Viramos para nossos lados, e fomos embora.
Um passo de distância; Insegurança.
Dois; Coração acelerado.
Três; Borboletas no estômago.
Quatro; Lembranças.
Cinco; Sorriso.
Seis; Paixão.
Notas finais
Mereço review's? Não? Ok ):
Tentei fazer o meu melhor ... Eu realmente espero que tenham gostado *-* Fiquei dois dias escrevendo isso aí, não foi escrito de qualquer jeito ù_ú
Anyway, o próximo não sei quando vai sair xD Depende muuuito do dia.. Eu estou sem criatividade : Então, não sei falar se demorarei ou não SS; Mas espero que não xD Até eu to curiosa com o desenvolvimento da história, sério! HDIASJAOKDAOSKADH
BeijosBeijos ;* ♥
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