Notas iniciais
Bem, após longas semanas pensando, pensando, estudando, elaborando, finalmente tenho o primeiro capítulo de minha história! Espero que vocês gostem! ♥

L: Já está gravando?

T: Já, já pode começar.

Bem, me chamo Luce Georgievna, nasci na maravilhosa cidade de Sacramento, na Califórnia, e atualmente tenho 15 anos... Agora um detalhe importante sobre mim mesma: não sou humana, mas sou algo no meio disso. Sou uma espécie de personagem importante em toda a mitologia grega: filha de um deus com uma mortal, semideusa, meio sangue, os nomes são diversos. Mas o infortúnio passado por todas essas crianças não é, acredite, pois todos eles são causados por uma simples realidade: o sangue que corre em nossas veias.

E a história que você vai ouvir a seguir, é completa e totalmente real... Ok, talvez eu possa ter exagerado em alguns acontecimentos, mas a maioria é realmente fiel aos meus 13 anos. Mas, devo lhe avisar, que se você está em busca de uma história cheia de romance, aventuras bobas e muitas risadas, você definitivamente está ouvindo a fita errada. Então sugiro que você prepare uma caixa de lencinhos de papel, e mantenha ao seu lado muitos, muitos litros de água. E um lanchinho também cairia bem.

Sou filha de Elizabeth Georgievna e Hades. Sim, Hades, um dos três grandes, senhor supremo do submundo. Pode parecer um fato completamente excitante, mas não é, pois tudo o que recebi foi uma madrasta insuportável, uma avó que acredito ser louca, um pai mais frio que a Antártida e uma imensa habilidade por atrair monstros, muitas vezes mandados por Zeus ou por Poseidon.

É, isso aí, viva eu!

Minha mãe e irmã gêmea foram assassinadas brutalmente por um enviado de Zeus, onde eu fui a única a escapar com vida... Incrível, não? E desde esse dia, acho que Hades passou a manter um olho em mim, pois eu quase sentia como se ele estivesse me ajudando em muitas de minhas aventuras, o que era um fato meio reconfortante. Quer dizer, é sempre bom saber que estão te observando o tempo todo, certo? Não. Não é legal. É meio esquisito na verdade.

Minha avó foi a única que soube todo esse tempo o que eu era, e me ajudou até onde pode, mas apenas chegou um momento em que vi que não poderia depender dela pra sempre, que tinha que começar a lutar por minha vida sem envolver outras pessoas nisso. Principalmente pelo fato de que meu sangue atraia toda e qualquer criatura, e minha família não é forte como eu sou.

E bem... Acredito que Thomas queira falar um pouco também.

T: Obrigada, Luce.

Acho que devo me apresentar antes de tudo, certo?

Meu nome é Griffiths, Thomas Griffiths. (L: Tem certeza que acertou seu nome? Porque achei que você fosse James Bond, ou algo assim. T: Silêncio, Luce, não me interrompa no meio de minha gravação)

Nasci em Nova Iorque, que sem sinal de dúvida é o melhor lugar do mundo para um semideus. Quer dizer, lá as pessoas estão acostumadas com o incomum, e tudo o que você precisa e fingir estar ensaiando pra uma peça, musical ou algo do gênero que rapidamente será deixado de lado. E assim como Luce, também não sou humano, mais creio ser um tanto mais normal que ela. ( L: Idiota.) Como ia dizendo, sou filho de Ares, o deus da guerra, minha mãe foi enfermeira na guerra antes de explodirem uma bomba perto do lugar onde ela estava, tornando-a impossibilitada de realizar qualquer atividade.

E quem ficou responsável por seus cuidados? Euzinho aqui.

Na noite antes de minha mãe vir a falecer, ela me informou sobre ter mantido uma pequena caixa com antigos diários seus, que explicaria tudo aquilo que ela não havia sido capaz de me dizer durante toda minha vida. Claro, inicialmente eu ignorei tal coisa, mas logo após receber algumas visitinhas nada agradáveis em meu apartamento, comecei uma busca incansável por tais diários, sem ter muito sucesso. (L: Isso é porque você é um inútil, Thomas.) E no meio desta busca, conheci Luce, que parecia saber muito mais do que eu, e me juntei a ela em sua corrida pela sobrevivência.

Devo acrescentar que foi uma de minhas piores escolha.

L: Eu te mantive vivo uma boa parte deste tempo e você ainda diz que foi uma péssima escolha, Thomas? Ótimo, mas não me peça socorro quando estiver sendo devorado por algum monstro.

T: Você sabe que eu te amo, Lucinha, não sabe?

L: Não, não sei. Mas isso não importa agora, Thomas. Temos que contar ao mundo nossa história, lembra?

T: Definitivamente sim.

L: Então, ouvintes, peço a vocês que a partir de agora, tomem cuidado com tudo aquilo que está ao seu redor. Até mesmo aquele seu ursinho de pelúcia que te acompanhou durante toda sua vida. Principalmente ele.

Notas finais
Bem, essa foi a introdução da minha história, e eu espero que vocês tenham amado! Agora vou só dar uns avisos bem básicos:
1°- Essa história, apesar de ser Olimpiana, não tem nada a ver com Percy Jackson, talvez apenas o mundo em que ela se passa, mas nada além disso.
2°- No final de todo capítulo, vou postar uma espécie de extra, vocês irão entender melhor mais pra frente ♥
3°- Bem, como vocês devem ter percebido, essa história é gravada pelos personagens principais, e mais pra frente vocês irão entender exatamente o por que, então mantenham-se fieis!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.