Notas iniciais
Olá pessoas Depois de ter demorado sei lá quantos anos, eu resolvi postar pra vocês. Não deu tempo de revisar por que eu tô meio que com pressa, mas o próximo eu reviso, ok? Espero que gostem.

– Dessa vez vai ser assim: — Começou Lily. – eu e Ian seremos os Canibais e todos os outros serão as vítimas. Por todo o território do Acampamento Hydra, nós espalhamos canetas encantadas. O objetivo é vocês acharem todas as cinco cores e riscarem seus pulsos com elas. Tem azul, verde, rosa, amarelo e laranja. Se um de vocês for pego por um de nós, as cores serão riscadas de preto e vocês estão fora. Nem adianta tentar esconder a cor ou guardar pra alguém, por que assim que você se risca, ela desaparece e reaparece em outro lugar.

Os dois filhos de Hades sorriram e Sebastian pediu para eles irem se preparar. Daniel foi até Bianca, que era a pessoa que ele conhecia mais próxima. Ela conversava com uma garotinha de uns catorze anos. Morena, pele clara e olhos castanhos esverdeados.

– Bianca? – Chamou. As duas olharam para Daniel, e a garotinha sorriu de canto.

– Oi, garotão! – A loira cumprimentou beijando a bochecha de Daniel. – Essa aqui é a Mia. Ela é filha de Atena. Mia, esse é o Daniel.

A morena o cumprimentou assim como Bianca, timidamente.

– Então você é o filho do Um? – Sorriu de canto. – Seus poderes devem ser muito legais.

Daniel sorriu meio acanhado. – Tecnicamente eles ainda não se desenvolveram.

Mia sorriu e olhou por cima do ombro de Daniel. Seu sorriso diminuiu e ela desviou o olhar para o chão.

– Ora, ora... – Disse uma voz. – Nem apresenta os amigos, né Bianca?

Daniel se virou e deu de cara com olhos castanhos intensos. Uma garota de uns dezesseis anos, morena, olhos intensos, pele clara, com uma calça jeans, uma regata preta e uma blusa xadrez camuflada, o fitava com um sorriso sacana. Bianca endireitou a postura e arqueou uma sobrancelha. Mia se encolheu um pouco mais e fitou seus sapatos muito interessantes.

– Eu sou Isabelle, filha de Ares. E você deve ser Daniel? O novo astro do Acampamento, né?

– Acho que sim.

Isabelle sorriu, mas um sorriso com segundas intenções e começou a falar sobre o Canibal. Daniel tentava prestar atenção, mas alguma coisa atraia sua atenção para olhar para trás. Quando o fez, encontrou os olhos castanhos de Lily, com uma expressão assassina.

– Vamos lá, cambada! – Charlie apareceu do além passando um braço pelo ombro de Bianca e outro pelo ombro de Isabelle. – Temos que acabar com a invencibilidade dos dois filhinhos da morte!

– Vai nessa, babaca! – Responde Lily, batendo no ombro de Charlie com o dela. – Nós nunca perdemos!

– Talvez esteja na hora de acabarmos com isso!

– Muito bem! – Disse Sebastian. – Lily e Ian, fiquem aqui no meio. Vou dar quinze segundos de vantagem enquanto vocês invocam seus guerreiros ou sei lá o que eles forem. Os novatos ficam com os calouros. – O Conselheiro sorriu para Daniel, Lena e Sophie. Que apareceram seguidos de Mason.

Daniel foi para perto de Bianca e Charlie, mas uma mão o puxou pelo braço e ele deu de cara com a filha de Ares.

– Não se preocupe, bonitão. Fique perto de mim, e eles não vão te pegar.

Daniel engoliu em seco e desviou o olhar para Lily, que o encarava com chamas nos olhos. Ian deu uma cotovelada na meia irmã e ela desviou o olhar. A morena estendeu as mãos e começou a recitar baixinho, enquanto Ian mantinha uma das mãos sobre a terra e fazia algumas caretas. O chão se abriu aos pés de Lily e um pequeno exército de esqueletos com roupas camufladas saiu de dentro da terra. Aos pés de Ian, uma pilha de armas ia se amontoando. Assim que Lily parou de recitar, ela deu um passo para trás e se apoiou nos joelhos, abaixando a cabeça.

Daniel soltou seu braço da mão de Isabelle e correu até a morena.

– Você está bem? – Perguntou estendendo a mão para ela.

– Estou... É só que usar os poderes de Hades usa boa parte da minha energia. — A morena estava com as bochechas vermelhas e a testa molhada. Assim que se recompôs, os dois olharam em volta, recebendo olhares maliciosos de seus amigos e alguns olhares assassinos de Isabelle e Max.

– O jogo começou, novato! – Falou Max, com certa raiva na voz. – Corra!

Daniel fuzilou o loiro. Mas sentiu uma mão tocar seu braço e Lily sorriu delicada.

– É melhor correr, bonitão. Não sou boazinha com ninguém. Nem com você.

Daniel sorriu e sentiu o toque da morena sobre seu braço.

– Boa sorte! – Ela desejou.

Daniel sorriu e agradeceu. Correu para perto de Bianca e de Charlie. Os três saíram correndo em direção aos Chalés. Daniel não sabia pra onde estava correndo, só seguia de perto Charlie e Bianca. Deram a volta no Chalé de Dionísio, mas caíram em uma emboscada. Ian fez com que uma parte do exército viajasse pelas sombras e aparecessem ali.

– As primeiras vítimas. – Sorriu malicioso.

– Qual é! – Resmungou Bianca. – É sempre você que nos acha, né babaca?

– Respeito é bom e todo mundo gosta, bêbada.

A loira ergueu uma sobrancelha e cruzou os braços. O filho de Hades revirou os olhos e murmurou um “Vamos logo com isso”. Investiu primeiro contra Bianca, que estava á sua frente, mas a loira foi rápida e deu uma cambalhota por baixo dele, chutando suas costas assim que se levantou.

Charlie, que usava um cinto cheio de divisórias, tirou duas espadas de lá. Jogou uma delas para Daniel enquanto atacava Ian.

– O que eu faço com isso, meu Deus? – Gritou assustado.

– Luta! – Gritou Bianca de volta.

No mesmo instante, o exército de mortos vinha pra cima de Daniel. O garoto desesperado empunhou a espada, trêmulo, e investiu contra o ar. Os mortos se afastaram um pouco, mas logo voltaram a se aproximar.

“Vamos lá, Daniel, quantos filmes de lutas com espadas você já viu?” Pensou. “Você dá conta desse pequeno exército!” Os mortos investiram contra Daniel, mas ele foi rápido, desferindo o golpe e cortando o braço do morto. Outros investiram, mas tiveram o mesmo destino.

Charlie brigava acirradamente com Ian, mas quando viu, pelo canto do olho, o novato destroçando os esqueletos, ambos pararam. Dan era rápido. Assim que se livrava de um, já desmembrava o outro. Aquilo não era um simples jogo, era vida ou morte. Pensou consigo mesmo. Cravou a espada no coração de mais um morto, que se desfez em poeira negra. Ian o olhava curioso enquanto Charlie estava boquiaberto. Apenas Bianca, que estava do outro lado do Chalé gritava entusiasmada.

– Ele conseguiu! É, é, é! Ele conseguiu! Vai Daniel, vai Daniel, vai Daniel!

Ian se recompôs e tratou de invocar mais um exército. Charlie rapidamente empurrou Daniel para correr. Os dois e Bianca correram até os fundos do Chalé de Artêmis, mas quando Daniel chegou aos fundos do Chalé de Apolo, estava sozinho. Bianca e Charlie haviam desaparecido.

O filho de Zeus ouviu passos se aproximando e olhou em volta, procurando um esconderijo. Atrás dele, um pinheiro alto crescia. Por incrível que parece, aquele pinheiro estava carregado de cachos de banana. Rapidamente, o garoto começou a escalar. Chegou ao galho mais alto e se apoiou em pé contra o tronco. Os passos foram se aproximando cada vez mais e o coração de Daniel saltitava em seu peito. Dois segundos depois Sophie aparece de trás de um arbusto, com uma linha azul e uma linha laranja riscadas no braço. Daniel olhou para seu próprio braço e viu que esteva sem nenhuma risca.

– Droga! – Sophie murmurou olhando para os lados. – Lena? Mason? – Chamou, mas nada se ouvia.

De repente, Ian apareceu seguido de cinco soldados mortos. Assim que viu a morena, seus olhos brilharam.

– Ei, a nova filha de Atena! – Sorriu gentil. – Pensei que não estaria jogando. Já marquei quase todos seus amigos.

– E? – Ela perguntou, tentando bolar um plano rápido e prático. – Eu continuo aqui.

– Não por muito tempo.

Em um movimento rápido, que nem Daniel conseguiu ver, Ian puxou o braço de Sophie para trás e riscou de preto as duas cores, que sumiram. Como estava atrás da morena, o filho de Hades sorriu ao ver a cara de espanto dela.

– Está fora. – Falou, deu um beijo na bochecha dela e a soltou. – Vamos procurar o filho de Zeus, ele não está tão longe.

Ian correu seguido por seu exército de confederados mortos. Sophie olhou um pouco pasma para o braço marcado de preto e depois bufou, saindo dali com raiva.

Daniel já estava se preparando para descer dali, mas passos o fizeram ficar onde estava. Aos pés do pinheiro, Isabelle e Mia apareceram esbaforidas com um garoto loiro. Os três pararam e se apoiaram nos joelhos, recuperando o fôlego.

– Não é melhor procurarmos um esconderijo? Sebastian sempre diz que isso é o melhor a se fazer. – Diz o garoto loiro.

– Não, Liam. Não vamos nos esconder. Quero lutar dessa vez. E espero que Lily nos encontre.

Mia abaixou a cabeça, com medo de Isabelle. A filha de Ares percebeu e se aproximou dela.

– Por que está abaixando a cabeça? Guerreiros nunca baixam a guarda.

– Só estava pensando se... – Mia respondeu incrivelmente baixo.

– Se...

– Se, dessa vez, não poderíamos deixar de provocar a Lily. Ela não fez nada de errado.

Isabelle analisou a garota de cima a baixo, com uma expressão quase demoníaca.

– Está com dó daquela vaca? Não se lembra do que ela fez, Mia? Não se lembra de Max? Você é filha de Atena, trate de agir como tal.

Daniel assistiu tudo intrigado. Isabelle não era tão legal como ele tinha pensado. O filho de Zeus assistiu à Mia baixar a cabeça sem ao menos se defender e o garoto loiro, Liam, simplesmente olhou para o lado como se nada tivesse acontecido. Segundos depois quatro confederados aparecem, cercando os três. Lily sai de trás do mato com um sorriso no rosto, mas que logo some quando vê Isabelle.

– Torcia para que Ian te encontrasse. – Falou. Os confederados empunhavam espingardas com uma lâmina na ponta, e diminuíam cada vez mais o espaço entre os três.

– Por quê? – Perguntou Isabelle. – Tem medo de me riscar com uma caneta? Todos sabem que eu sou mais forte que você, mas não precisa se assustar, querida.

Lily a encarou com chamas nos olhos. Daniel deveria se assustar com esse olhar, mas estava fascinado com a garota. A calça jeans que ela usava estava suja de terra, a blusa preta de mangas cumpridas estava arregaçada até a altura dos cotovelos e os cabelos soltos e um pouco bagunçados. Isso, contrastando com a expressão ardente no rosto, fazia com que Daniel gostasse mais e mais da morena.

– Sinto muito, Mia e Liam, mas vocês perderam. Ela riscou o braço dos dois, que saíram do circulo. Isabelle custou para dar o braço. Um dos confederados segurou-a enquanto a filha de Hades, sem nem um pouco de delicadeza, riscava seu braço com quatro cores.

Os confederados se afastaram e formaram uma linha de frente atrás de Lily.

– Vamos, tem mais alguns semideuses para capturarmos. – Comandou o exército até sumirem de vista.

– Essa desgraçada. Quem ela pensa que é? Eu vou acabar com aquela vagabunda!

– Isabelle! Chega. Você perdeu, deixa ela ir! – Mia levantou a voz, o que fez com que Daniel respeitasse a mais nova e Liam a olhasse admirado.

– O que disse? – A filha de Ares perguntou entre os dentes.

Toda a coragem de Mia se desfez e ela só olhou para o chão enquanto Isabelle a encarava de cima.

– Foi o que pensei. Vamos. Já perdemos essa droga mesmo. – Dito isto os três sumiram de vista.

Daniel ficou mais um tempinho em cima da árvore. Quanto mais tempo ele ficava sentado lá, mas uma sensação ruim tomava sua consciência. Como se estivesse fazendo algo muito errado. Depois de exatas meia hora, ele desceu. Andou por trás dos Chalés e não achou nenhuma alma viva. Então se dirigiu à fogueira. Ao longe já podia ouvir a voz do Conselheiro Sebastian parabenizando Lily e Ian por mais uma vitória.

– Mais uma vez nossos Canibais venceram. Todos os semideuses foram encontrados e marcados.

Daniel passou pelo meio de todos e falou para que ele pudesse ouvir.

– Na verdade... Eu não fui.

Sebastian o olhou com o cenho franzido e pediu o braço do garoto. Todas as cores estavam riscadas em seu braço e brilhavam com vida.

– Impossível... – Ian resmungou.

– Parece que os Canibais finalmente perderam! – Disse sorrindo e piscando para Daniel. – Parabéns, filho de Zeus. Você destronou os filhos da morte!

Todos bateram palmas e assoviaram. Bianca e Charlie estavam sujos de terra, mas sorriam e batiam palmas exageradamente. Lena e Sophie sorriam orgulhosas e assoviavam para o amigo, até Mason o olhava com uma cara de “Bom trabalho, cara”. Mas Daniel procurava um sorriso em especial. Mas ele nunca encontrou. Lily o olhava com as mesmas chamas nos olhos e nenhum sorriso nos lábios.

Notas finais
reviews?