Demônios

6 Revelações.


Notas iniciais

Arco: 1998 - Mistérios.

- ‘’Despistamos ela‘’– falou William na mente de Daniel.

- Ainda bem – Disse o outro.

Já era de manhã. O garoto de cabelos cacheados permaneceu agachado no chão com suas mãos tapando os olhos. Sentia uma ardência neles devido a que a entidade fez anteriormente.

- Droga! William, isso arde – Reclamou a criança – Depois dessa, acho que não volto mais a ver.

- ‘’Para de fazer Drama, Daniel. Logo você vai voltar a enxergar’’.

- Quanto tempo falta para melhorar?

- ‘’Se Deus quiser, ou hoje mais tarde, ou amanha’’.

- Certo.

Numa tentativa ousada, a criança abriu os olhos ainda doloridos, podia enxergar melhor que antes, e semelhante ao que viu quando William controlava seu corpo. Não era 100% perfeito, mas via muito bem os detalhes.

- ‘’Se eu não forçasse a visão’’ – a entidade comentou – ‘’Eu não teria ganhado do Apáte, e você estaria morto. No mais, a sua cegueira não é irreversível, e você nem se quer nasceu com ela, então ela vai voltar, só espere’’.

- Eu sei – Daniel afirmou.

A imagem de uma menina de cabelos cor de fogo passou pela mente de mente de Daniel, ele estava preocupado com Clara.

- ‘’Bom, nós poderíamos ter trazido ela conosco..’’. – Comentou William enquanto via as imagens da garota.

- Mas não quero ver ela em risco... Não ainda. Vamos nos mover, anda temos o que fazer.

- ‘’Para um hospital\'\'?

- Bem... Sim. Agora que eu sei onde meus pais estão.

O Garoto tentou se levantar, mas teve dificuldades, pois os pés estavam doendo devido ao fato de ter corrido por algum tempo.

Ao chegarem numa cidade, que era muito movimentada. Daniel teve problemas em se locomover por lá, várias pessoas tombavam nele e quase que é atropelado por um carro no meio da estrada.

Quando chegou ao outro lado, William pediu para que ele parar e observar uma vitrine de uma loja ao seu lado. Na tela da TV, mostrou uma reportagem num hospital.

A entidade traduziu o que a repórter dizia.

- ‘’Duas pessoas morreram no hospital hoje de madrugada. Morte indefinida... Acredito que sabe de quem eu estou falando’’.

Daniel não respondeu, apenas se conteve para não chorar. William sentiu a mesma coisa. Queria comentar algo, mas não era aconselhável.

- E agora? – Perguntou a criança.

- ‘’Voltar para a casa e ver se Marina ainda está lá’’?

- Não... Não agora.

- ‘’Bom... você queria ir no hospital, mas pelo visto você não vai, então, sugiro você ir para casa’’ – Disse a entidade. Sabia o que a criança queria fazer mesmo naquela situação – ‘’Vamos voltar para casa Daniel. Sério’’.

Por dentro, o garoto, queria ver seus pais, mas sabia que não poderia nunca mais.

Notas finais

Bom, como sempre, reviews bem vindas.