Delírio
2 Encanto
Eu te odeio, tanto quanto te amo. E intensamente amo, porque anseio que dure meu amor até consumação da eternidade. Que se torne existente essa realidade, só viva em meu seio! Porque me tornei serva de teus olhos, e escrava de teus verdes mares, estes que se fazem presentes em teus orbes labirintados em mistério. Aguardo em desconcerto minha resposta: uma mísera faísca de amor brotar de teu peito, e que esta me pertença. E vem veracidade afirmo que espero como pagamento o teu amor. E porque anseio teus lábios mais que o nascer do sol, o encerramento da escuridão e o emergir do esplendor dos raios destre tão grandioso astro que ilumina a terra, e porque um beijo teu seria como a conclusão arrebatadora de meu insensato desejo. Porque queria ter a ti e a teu amor como tens o coração que incessantemente bate em teu peito, e que sem ele não vives, este que leva a vida por tuas veias para que chegue a cada parte de teu corpo, para que cada membro teu não desfaleça, mas viva com toda sua vivacidade. Que sonho! Seria eu para ti como um amor que não cessa, que não morre. Que delírio!
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