Delphi

8 Capítulo 8


Notas iniciais
O que? Dois anos e eu estou de volta? Pois é...rsrsrs. Isso que eu chamo de bloqueio gente. Ps: Nesse cap o travessão foi substituído por aspas por questões de que não consigo mais colocar os travessões como antes. Bjs!

Rodolphus Lestrange

Um comensal da morte. Discípulo de Voldemort. Praticante da arte das trevas. Defensor da supremacia do mundo mágico sob o mundo ordinário.

Esse era o homem jogado no chão frio e duro. Seus olhos eram turvos, como águas sujas de areia. Depois de anos sendo drenado e sugado pelas criaturas de Azkaban, tudo que ainda restava na mente do homem eram imagens de uma mulher. Sua mulher! Sua mulher gemendo nos braços de um monstro disforme e horrendo. Era um inferno sem fim. Nada, ele podia fazer para afasta-la dele, assim como nada ele pode fazer naquela época.

Tudo que restara em Rodolphus Lestrange foi malícia e ódio. Ele queria machucar e devolver em alguém o que sentia. E foi movido por esse sentimento que ele se juntou ao motim que aconteceu em uma tarde de domingo em outubro.

Saiu nos jornais: ”Criminosos a solta”. E Lestrange era um deles.

O homem tinha apenas uma ânsia e um objetivo para estar do lado de fora da prisão. E essa angústia desesperada o moveu, fazendo-o aparatar sem rumo em lugares aleatórios, correr, andar desnorteado. Foram no mínimo dois dias para que seus sentidos voltassem próximos ao que foram um dia.

Tantos anos em Azkaban obviamente não fizeram bem a sua saúde mental. Mas bastou dois dias. Dois. Assim, ele se recuperou. Suas poucas memórias boas voltaram, contribuindo para que ele se acalmasse em sua migração desesperada e sem rumo. No entanto, seu objetivo não foi esquecido: Ele precisava encontrá-la.

Quando Lestrange conseguiu se recordar da antiga casa de madeira no alto da colina, perto de uma vila trouxa, aparatou para o lugar imediatamente. Estava vazio, mas havia pistas. Ele seguiu os rastros. Todos eles, até se humilhou em fazer perguntas às escórias não mágicas. Ele poderia legilimenciar todo mundo, mas não queria chamar atenção para si após a fuga da prisão.

Seus esforços não foram em vão. Ele encontrou o que procurava. Sorrindo, aproximou da bonita casa de um sítio. De longe avistou uma garota brincando em um balanço. Não podia ser! Seu sangue ferveu de ódio e amor. Era ela, sua Bella. Linda Bella...Mas tão pequena para ser sua Bella.

Lestrange caminhou lentamente na direção da criança. A garota parou seu balançar, olhava diretamente para ele e segurava com força as correntes do balanço. Ele gostou de vê-la tremer de medo. Isso, Bella, tema seu castigo.

"Senhor?" A voz infantil chegou aos seus ouvidos trêmula.

"Augurey, miady" Rodolphus se curvou para ela em reverência amarga.

Ela o encarou confusa e nada disse. O homem trancou seu olhar no da menina. As orbes azuis eram brilhantes e curiosas, tão brilhantes que não poderiam ser.

"Não faça assim. Seu pai não gostaria, milady."

"Eu não tenho pai."

"Oh! Milady, não se preocupe. Juntos o traremos de volta." Ele percebeu que as palavras causaram extrema desorientação na menina "Você quer isso, não é?"

"Não sei do que está falando, senhor" Ela tremeu ao responder.

Lestrange logo percebeu: Augurey não sabia. Ele suspirou com ódio e a sede de machucar crescendo. Fechou os punhos, o olhar fixo na menina. Ela era tão perfeita com seus cabelos cacheados e escuros em contraste com a pele clara. Uma Black, sem dúvida. Uma aberração, também.

"Com sua licença, milady" Lestrange cuspiu as palavras e se curvou novamente diante dela.

Ele deu as costa para a pequena Augurey, voltou-se para o casarão. Andou determinado, cego de um ódio doentio. Invadiu a casa, e encontrou sua presa fazendo anotações na cozinha.

"O que…" A mulher deu um pulo de susto.

Lestrange avançou nela e lhe bateu com força. A mulher foi atirada contra o balcão da cozinha. Ele tirou sua varinha e berrou maldições atrás de maldições, fazendo a mulher se contorcer no chão até convulsionar e sangrar pelo nariz.

"ELA NÃO SABE NADA!" Berrou com a boca espumando "NADA! Avada Kedavra"

O lampejo foi rápido e em seguida havia um cadáver diante dele. O homem sorriu de satisfação. Ele pairou por um longo tempo, contemplando sua obra. Sua êxtase só foi interrompida por um soluço sufocado que veio do batente da porta. Lestrange se virou e ela estava lá. A menina encarava o corpo inanimado da mulher. Seus olhos brilhavam, em parte por causa das lágrimas e em outra parte era de prazer.

O homem caminhou na direção dela. Augurey não se afastou, ela nunca fugia. Ele sorriu, mostrando os dentes podres.

"Accio pingente."

As lembranças que Bellatrix deixou para Augurey voaram do pescoço do cadáver direto para as mãos de Lestrange. Ele brincou com o frasco em suas mãos, nele havia o brasão dos Blacks. Oh, sim! Boas recordações lhe acometeram. Ele passou tanto tempo afastados delas, mas os dementadores jamais o fariam esquecer. Nada o faria esquecer de sua Bella.

"Isso é seu" Ele entregou o pingente nas mãos da menina.

Ela examinou cuidadosamente seu presente, observando cada detalhe e por fim sorriu para ele. Ela era tão linda! Ele sorriu de volta.

"Obrigada!"

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.