Delirium...
10 Meu novo amigo, um anjo.
Notas iniciais
Estacionamos ao lado de uma das nuvens que estava sendo segurada por cabos de aço e ouro, ela estava realmente quase caindo, aliás o país estava em crise extrema em um estado de emergência mais extrema ainda. Tudo estava acabado de uma forma estranha e impressionante, mas tudo que eu fiz foi soltar um grunhido, meio que um gemido. – O que aconteceu Jhonata? – Narissa perguntou. – Ver os países se destruindo assim é difícil pra mim, se a cidade de vidro já era difícil imagine tudo que meu pai cultivou, tudo que meus avós, meus antepassados criaram todo esse país, esse mundo, os anjos, os habitantes, tudo tem o dedo mágico da minha família, você sabe disso… — falei jogando as palavras no ar… — Estamos perto de conseguir salvar, estamos mais perto que longe, o rei dos anjos vai nos ajudar, eles não tem saída, estão morrendo aos milhares… — Narissa falou. – Mas mesmo assim, anjos são muito difíceis, são criaturas semi-puras ainda mais os brancos, são filhos dos reflexos de Luiin a rainha. – Falei. Enquanto Narissa ria. – Tudo isso está acontecendo pra você tomar seu lugar ao lado do trono meu irmão, tudo isso, você ser abandonado como um bastardo e seu pai precisa de um bom pedido de desculpas…. – Nari falou. – eu apenas sorri…. – Tudo bem, sei disso.
— Galera, precisamos entrar e sair urgente, esse país vai cair no oceano do esquecimento se não pegarmos a coroa com toda a urgência que tivermos. – Raj falou, ele estava totalmente de olhos quase arregalados ou seja, não estava pra brincadeira.
Eu apenas olhei pro lado e vi que realmente o país não iria se sustentar no céu por muito tempo, parar no oceano do esquecimento seria horrível, mas o mais horrível seria se caíssemos junto com ele… — Pensei. — Vamos sair desse país o mais rápido possível. – Falei.
A essa altura já havíamos saído do balão e estávamos na estrada de tijolos prata, andando e andando até chegar ao centro e a região do palácio, o melhor é que o centro ficava próximo a borda que tínhamos parado, tudo que meus olhos viam era de prata e gesso em tons Marfim, tão lindos e brilhantes que o sol apenas acentuava os formatos das coisas, a beleza do país dos anjos, a delicadeza de tudo, a simplicidade tão minimalista.
— Vamos gente, esse país tem poucas horas, eles estão caindo. – Raj falou. – Como você sabe disso? – Narissa perguntou. – Meus sentidos estão avisando, meus sentidos, minha magia, meu tudo está avisando. – Estamos chegando perto do palácio. – Erinny falou. – Lembro da primeira reunião da corte dos Anjos Sallisaw e das criaturas voadoras, foi aqui nesse país nesse mesmo país, ainda não creio que os anjos e as fadas brigaram, depois que Christopher se foi o tempo aqui começou a se acelerar, Drihaelle não deveria ter sido a comandante dos reinos, os prefeitos deveriam ter ficado no comando. – Erinny falou. – Erinny não é hora de discutir política e sim de salvar o nosso mundo e o Outromundo, se ela conseguir chegar a sugar toda a magia desse mundo e do outro as criaturas negras irão destruir todas as dimensões possíveis. – Falei.
— E eu já sei até como fazer isso. – Ouvimos uma voz, ao virar pra trás, lá estava Drihaelle, ao lado de algumas sombras e Goblins a apenas alguns metros de distância. – Sabe como fazer o que? Acabar com a magia de Brizard? – Falei. – Vou sim, sugar cada gota de magia que houver nesse mundo e vou dominar o Outromundo, vocês que me aguardem, agora me entreguem as coroas, me entregue e eu apenas deixarei vocês irem, caso não entreguem as coroas vocês serão jogados no oceano do esquecimento. – Ela falou. – Eu segurava as coroas que já havíamos conseguindo e do nada elas começaram a brilhar o brilho era cegante, senti as coroas se mexendo e do nada elas diminuíram e se tornaram pulseiras, cada uma agarrando uma parte do meu braço direito. – Entregue as coroas agora. – Drihaelle cuspia as palavras. – Não, não irei devolver nada, elas pertencem aos prefeitos e foram dados a mim por eles. – Falei. – Guardas peguem eles! – Drihaelle gritou. Sombras correram em nossa direção, Monna e Nonna puxaram as varinhas, Raj pegou uma caneta e logo ela se tornou um cajado metálico cheio de detalhes, Erinny sacou duas adagas, Narissa uma faca de dois gumes e Lancy pegou um chicote enorme, eu não sabia o que fazer, sentia meus braços pesados como se eu estivesse segurando barras de ferro. – Então já que estão todos ocupados eu cuido do bastardo do rei. – Drihaelle falou com um enorme sorriso no rosto, eu estava paralisado, não sabia o que fazer quando ela correu pra frente em minha direção, como o vento ela vinha pra cima de mim. – Por Brizard. – Gritei, porém eu não conseguia sair do lugar, eu estava paralisado dos pés a cabeça. Drihaelle estava vindo com tudo pra cima de mim e parecia se mover em câmera lenta, tudo se movia devagar, Lancy estalava o chicote novamente, a varinhas das gêmeas estavam falhando e do nada um vento forte começou a soprar e eu pude ver bem, um anjo em minha frente, seis pares de asas, penas brancas e douradas, um cetro de ouro enorme, o outro tinha penas avermelhadas, esse jogou um par de adagas marinhas para as gêmeas e eles estavam ajudando. – Você está bem? – Ouvi uma voz falando em minha mente. – Sim. – Respondi, assim que ele virou o rosto pra me olhar pude perceber que sua boca era costurada com linha dourada, uma longa e dolorosa costura, as roupas simples e bem moldadas ao corpo enorme que eles tinham. – Vamos tirar vocês daqui. – O anjo que estava na minha frente falou. – Só que eu não estou conseguindo me mexer. – Falei. – São os efeitos das coroas, você tem que aprender a dominar a magia delas é moldar dentro de você, por isso elas foram entregues apenas aos prefeitos, elas são os últimos recursos de magia a única coisa que está segurando nosso mundo pra que ele não se abra para outras dimensões. – O anjo começou a mentalizar uma imagem, algo fino e parecendo um grande anel só que esse anel tinha videiras de outro e essas videiras pareciam pequenas asas de ouro. – Essa é a coroa de vocês? – Sim, ela está escondida no meio do território norte, junto ao prefeito que cuida dos anjos que estão feridos ou morrendo... – Ele falou. – Ouvi dizer que vocês são feitos de magia e paz e sem qualquer dos dois elementos vocês morrem. – falei em um tom um tanto uníssono. – Sim, somos feitos dos primeiros raios de luz do primeiro dias das dimensões, somos uma das mais fartas criaturas das dimensões, depois das fadas claro. – A boca dele não se mexia e não sei se esse era o fato mais estranho, mas o mais estranho ver a boca de uma criatura tão bela costurada com o que poderia ser uma corda pra tortura.
— Vamos sair daqui enquanto estamos ganhando. – O anjo falou, do nada uma grande nuvem de vapor cobriu tudo é estávamos voando junto com eles, dois anjos conseguiram levar muitas pessoas e eu ainda não conseguia me mover. – Jhonata você está bem? – Erinny perguntou. – Estou Erinny, estou com um pequeno probleminha de locomoção. – Falei. – Como assim? – Erinny perguntou. – As coroas estão testando ele. – O anjo falou. – Um anjo salvando uma fada, não estou conseguindo acreditar... – Erinny falou. – Estamos por tempos difíceis, até mesmo uma fada e de ajuda. – Um dos anjos falaram. – Precisamos saber como surgiu essa rixa entre os anjos e as fadas. – Falei. – Quando chegarmos ao palácio dos ventos eu conto a vocês.... – O anjo falou. – Rayern, eu quase não lhe reconheci. – Erinny disse. – Fazem anos desde que eu te vejo, muitos anos mesmo, acho que desde o banimento de Audora.
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