Delirium...
14 Game Over :(
Notas iniciais
Estávamos todos no dirigível, eu já havia perdido a esperança, estava sentado, Quinnie estava com medo do que Drihaelle poderia fazer com seu povo. – Ela irá matar todos e destruir Mermaid inteira. – Quinnie falou. – Não vai não, lembra da profecia? – Audora falou. – lembro, mas estamos com três itens cada, tanto nós quanto ela. – Erinny falou, ela se curvou e sentou do nosso lado. – Ela não tem a chave, vocês sabem que precisa de uma chave né? – Audora falou. – Que chave é essa? – Perguntei. – A chave está perguntando que chave é essa. – Audora falou. – Você é a primeira parte, a segunda é seu irmão. – Audora falou. – Ajuste o curso para Lavandear. – Quinnie falou. – Só eu que não sabia desse irmão gêmeo? – Falei. – Nós quatro também não sabíamos, pra mim foi até uma surpresa, na verdade. – Narissa falou. – Ele nasceu pouco tempo depois de você, seu pai estava confuso, segundo o grande guia, você seria apenas um, iria se chamar Jhonata e ele iria trazer a paz que ele não conseguiu, claro que isso viria junto com a sua democracia, tudo iria desmoronar pra surgir uma nova era de paz e igualdade. – Audora falou. – Então Eyaw errou. – Falei. – Na verdade quem errou foi você, as pessoas de sua raça, geralmente tem um problema com as almas e a sua, foi dividida em duas.... – Audora falou. – Mas como assim? Raça? Eu sou uma pessoa igual a todas as outras. – Falei. – Não é não, você é um ser puro, tão puro quanto um raio de sol da manhã e todos precisamos de luz e de escuridão, o seu problema é que você era só luz, diferente de seu tio que era só escuridão então Eyaw o dividiu em dois.... – Audora falou.
— Pois bem, você já sabe o que é, mas sabe onde devemos ir? – Quinnie me questionou. – Se você pegar o The Hunger Games, atrás dele tem uma etiqueta de uma loja, segundo o Google da última vez que consegui burlar a falta de sinal e de portais, consegui descobrir que o hotel de meu avô e do lado dessa pequena livraria, meu pai deve estar lá. – Falei. – Então sabemos pra onde vamos... – Quinnie perguntou. – Primeiro rumo a meu irmão e depois, para A Quinta Avenida com a Parker. – Sai correndo e me joguei do dirigível e consegui provar a teoria de Audora, eu estava voando, Asas Gigantescas e de plumas rosa pêssego. – Lavandear estamos chegando. – Gritei.
Horas depois entrei no dirigível e já estamos chegando a Lavandear, a paisagem lá em baixo e escura e cheia de árvores enormes e algumas são até retorcidas e feias, o frio e o medo tomam meu esqueleto e meu ser. – Nessas horas eu acho maravilhoso ter pelos. – Raj falou sorrindo. – Ainda não aceitei que aquele conselheiro me traiu. – Quinnie falou se lamentando. – O Rei também caiu na mesma. – Erinny falou. – Não devemos fazer nada por enquanto, já caiu a noite e segundo meu Atlas, Lavandear é perigosa e as Criaturas do Battle Royal ficam aqui durante as horas noturnas, por isso os habitantes usam neblina artificial e antigos truques de magia negra pra se protegerem, além de antigas armadilhas para caçadores. – Raj disse. – Então sairemos pela manhã e daí não passa. – Narissa falou. – Mas é se Drihaelle chegou antes de nós e já o pegou? – Falei. – Você está sentindo um arrepio? – Audora perguntou. – Estou, além disso um imenso frio no estômago. – Falei. – Então ele ainda está por aqui, isso só vai parar quando vocês se encontrarem. – Audora falou...
Todos já estavam dormindo, levantei devagar e calcei as sandálias que encontrei, já que não consegui achar meus tênis, subi as escadas e estava indo pro deck do dirigível, estava quase ponto pra me jogar, mas quando olhei pra todos os lados, a névoa cobria tudo e não conseguiria enxergar nada, teria de encontrar meu irmão por nossa ligação e ela não é tão forte e ainda preciso de luz, se eu for voando posso bater em alguma árvore ou em alguma armadilha, a única alternativa é andar pela floresta. – Onde é que tu vai? – Ouvi uma voz e virei rápido. – A lugar algum Narissa, por que não volta a dormir? – Falei. – Sei que você vai pular e sair atrás de teu irmão. – Narissa falou. – Para de coisa Nari, você sabe até eu não faria isso. – Falei. – Hahaha, Jhonata acorda, eu te conheço muito bem, tão bem quanto me conheço. Você vai fugir e eu vou junto com você. – Narissa falou, ela pegou uma das lanternas brancas que iluminavam o deck do dirigível. – Vou pegar uma besta e partimos. – Nari falou. – Espere, não sei como irei lhe levar, não sou muito bom em voar. – Falei. – Não sei, mas de seu jeito. – Nari falou. – Vou tentar fazer uma coisa. – Falei, puxei uma das penas em minhas costas e peguei um pedaço de metal que eu tinha dentro do meu bolso. – Vire de costas e suba a blusa. – Falei quase deixando a risada escapar. – Isso é uma tentativa de estupro? – Narcisa perguntou. – É uma tentativa de magia, pelo menos espero que seja. – Falei, minhas mãos estavam brilhando e logo as empurrei nas costas de Narissa e uma bolha de brilho surgiu e das costas de Narissa brotaram duas asas, feitas de metal e penas. – Agora vê se para de reclamar que você é a única normal daqui. – Falei sorrindo. – Mas o que é isso? – Narissa perguntou. – Isso mostra sua verdadeira história, seu ser verdadeiro. Filha de Marina Diamandis, princesa de aço. – Falei, Narissa sorriu e uma lágrima escorreu por seu rosto, sendo levada pelo vento... – Isso é o que? Coroação? – Monna e Nonna falaram juntas e coçando os olhos com as mãos fechadas. – Não, estamos indo procurar o irmão de Jhonata. – Narissa falou. – Narissa cala a boca, porra. – Falei. – Então também vamos. – Nonna falou. – Nessa temporada de Battle Royal não dá pra irmos em bando. – Falei. – Então seremos de bom tamanho e serventia. – Nonna falou. – Vocês ainda não entenderam sobre a porra do Battle Royal. – Falei. – Então, não vamos desistir, ou vamos todas ou não vai ninguém. – Nonna falou.
— Então vocês irão precisar de asas... – Falei. – Mas a magia irá cobrar seu preço. – Monna falou. – Depois que fomos a Mermaid, senti que meio que fui renovado, só não consegui milhas lembranças de volta. – Falei. – Então, sei lá faça sua mágica. – As meninas falaram juntas. – Peguei nas duas e segurei, assim como fiz com Erinny e peguei minha lembrança, eu e meu pai, cachoeira das memórias, aprendendo a nadar, senti a lembrança se esvaindo... Até se apagar e restar apenas um borrão branco. – Jhonata você está bem? – Narissa perguntou. – Não sei talvez, eu só não lembro quase nada de um dia que tive com meu pai. – Falei, as asas das meninas estavam lá, as varinhas em suas mãos, o brilho de uma era o resplandecer da outra e eu sentia minha mente fixando o tempo, ficando leve, leve, leve e depois pesou.
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