Delirium...
7 As Ruínas de um Delírio
Notas iniciais
— Resolvemos parar em Toy City, procurar o prefeito e saber se ele poderia nos dar algumas informações, conseguimos cruzar a grande redoma de energia que guarda a cidade, as florestas são estranhas, são de peças de montar e grama, plantas de verdade. – Creio que ninguém tem contatos com pessoas brinquedo, alguém? – Perguntei sendo sarcástico. – Não, mas podemos ir ao prefeito, ele é um grande amigo do rei. – Erinny falou. – Tudo bem, vamos chegar como comitiva legalista a favor do rei. – Falei. – Todos sorriram com a ideia de sermos uma comitiva do rei, não uma missão de salvamento do nosso mundo. – Falei.
— Boa tarde a todos. – Falei quando chegamos ao palácio da prefeitura, os guardas estavam lá olhando pra mim. – Boas tarde ô senhor. – Qual teu nome? – Um dos homens de porcelana me perguntou. – Sou Jhonata, Essa é Narissa, Monna, Nonna e a Rainha das Fadas Erinny. – Raj havia ficado no dirigível e nós estávamos passando por um corredor com um enorme tapete vermelho, um corredor ornamentado por quadros lindos e coisas de blocos de montar.... – Aqui é meio estranho não? – Monna perguntou. – Totalmente. – Falei. – Que horror esse castelo. – Erinny falou. – Totalmente e definitivamente. – Narissa falou.
A sala do trono, gatos de brinquedo, pessoas de porcelana e plástico, cavalheiros por todos os lados e no meio de um trono de ouro e seda vermelha um homem de verdade estava sentado. – Saúdem o rei de Toy City. – Um dos guardas falou. – Eu sou rainha também querido eu não vou me ajoelhar pra ninguém. – Erinny falou olhando para o Guarda e vimos de relance o rei, mas ele não era um brinquedo, ele era humano assim como eu. – Bom dia. – Falei.
— O que vocês querem no meu reino? – Ele perguntou. – Precisamos de você. – Fui direto ao ponto – Não você, você, mas o Rei original. – Falei. – Aqui não temos isso, eu sou o rei original e Erinny sabe disso antes de nos separarmos do resto do mundo, o seu pai o Rei, ele me deu esse reino, já que a Rainha Dolly estava morrendo e ela era minha mãe, ela me adotou e me ensinou tudo que eu precisava saber. – Ele falou.
— Então sabe que pra salvarmos Brizard, precisamos abrir um portal e encontrar ele né? – Perguntei. – Sim eu sei. Estava lá quando o rei Christopher criou esse último portal. – Ele falou levantando. – Mas você não precisa dos reis e rainhas e sim de suas coroas ou do objeto que as representa. – Ele falou. – Como assim? – Perguntei. – O rei sabia que criando a democracia cada reino teria seu governante, no caso chamado de prefeito assim como no Outromundo, então cada um iria cuidar de seu povo, eles recebiam um cetro, ou uma coroa, qualquer coisa que represente o Prefeito. Pra destacar eles dos magnatas e etc... Os objetos são extensão do nosso poder e uma chave para o portal. É isso... – Ele falou. – Nossa ele nunca me falou isso... – Falei olhando para o rei que estava bem perto de mim. – Por isso ele pediu pra reunir os reis, os objetos juntos levarão até o portal. – O rei falou. – A Propósito eu me chamo Jhonata e preciso de sua ajuda. – Falei. – Eu sei seu nome, sei que estava esperando esse dia a muito tempo, o rei me falou isso, Mirror me falou isso, Istiny e Audora me confirmaram isso. – Ele sorriu e começou a me tocar, ele tocou no meu cabelo, pegou nas minhas costas. – E acho que nem me apresentei ainda, sou Lancy rei de Toy City, segundo membro do ciclo, estou aqui a tanto tempo esperando por você.... – Ele falou. – Lancy? Lancy o filho da fada azul? – Perguntei ainda boquiaberto. – Sim, sou eu, o mesmo Lancy que seu pai salvou, estou aqui agora pra lhe ajudar. – Ele falou....
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