Delirium...
6 Alguém te conhece?
Notas iniciais
— O sol estava quente, o vento soprava forte, saiamos de Fairy City e as fadas ao longe andavam e tentavam invadir a casa das irmãs, mas por conta do feitiço, não conseguiam. – Meus deuses, eu não acredito que as fadas se tornaram burras assim. – Erinny falou. – Se tornaram minha rainha, se preocupam apenas com elas mesmas... Depois que Aritza tomou seu lugar. – Monna Falou. – Eu sabia disso, mas não podia interferir, Mas ela protegia o povo e eu prometi não deixar ninguém machucar eles, ainda mais sem o muro. – Erinny falou. – E onde a senhora se escondia? – Nonna perguntou. – Abaixo da prefeitura é meu antigo palácio da Justiça, as paredes e o piso, são muito finos e eu consigo ouvir tudo. – A Rainha falou. – Então você ouviu a gente conversando com a falsa rainha? – Narissa perguntou. – Sim, além do mais fiquei imaginando se ela aceitasse o que iria acontecer... Ela não tem o que vocês precisarão pra abrir o portal. – Erinny falou. – Entendi então. – Falei. Fairy City ficou pra trás, íamos rápido já que estávamos indo na direção do vento que estava forte, a Rainha estava folheando o exemplar de Hunger Games e Narissa estava conversando com Nonna. – Meus deuses, então você é a última fada do Sol do mundo? – Narissa perguntou pra Nonna. – Sim, as outras que não morreram sumiram, as que não sumiram ou morreram foram levadas a sacrifício por Aritza para manter o poder da Barreira. – Nonna falou. – E como vocês se esconderam? – Perguntei a Monna. – Nossa mãe antes de morrer, nos ensinou que fadas comuns tem apenas um legado, o do seu poder, mas fadas do Sol não, podemos ter vários, visto que somos adaptáveis, nós mudamos conforme a situação e nos tornamos Fadas do ferro, assim poderíamos manipular ouro e luz. – Monna falou. – Vocês não são nas únicas da lista de raridades meninas, eu mesma sou uma Fada do tempo, por isso sou a Rainha, represento o novo, controlo o tempo de maneira geral, sou dona dele. – Erinny falou. – Achávamos que Parlek havia matado todas vocês, no primeiro ataque. – Monna falou. – Ele tentou, mas sobraram duas, eu e sua mãe, seu pai era uma fada da luz e sua mãe uma do tempo, eu era uma das melhores amigas dela. Lembro até hoje do dia que eu conheci Jullyenim. – Erinny falou.
Brizard — 2013. Palácio de Vidro.
— Christopher? – Arrien chamou o rei. – Oi Amor? Estamos aqui na Biblioteca. – O rei respondeu, eu era uma das fadas que ajudaram a implantar as Bibliotecas em Brizard, eu e o rei, começamos a trazer livros de um por um, humanos começaram a contribuir, porém tive de usar meus poderes e acelerar o processo. – Erinny amiga, vá por favor ao quarto anexo e chame meus filhos. – Christopher pediu arrumando um dos últimos livros nas prateleiras de vidro. – Estou indo Senhor. – Falei. – Erinny você não é minha serva, aliás ninguém nesse mundo é, estamos tentando sair da monarquia, dando pequenos passos, já tivemos monarquia demais está na hora das pessoas terem mais poder do que magia, estou lhe pedindo um favor de amiga, somos amigos não? – O rei perguntou. – Somos sim majestade. – Falei. – Meus deuses, Erinny se você me chamar de majestade novamente juro que irei dar na sua cara. – Christopher falou sorrindo. – Estou indo Chris. – Falei. – Chegando no quarto os meninos estava lendo, bagunçando, Marle estava sentada como uma dama lendo, Caleb estava num computador...
— Meninos venham, seus país estão chamando vocês na Biblioteca central. – Falei, sai andando enquanto as crianças corriam pelo palácio. – Meus deuses olha essas unhas totalmente roxas, preciso trocar a cor. – Pensei olhando para meus pés quando “Poow” eu esbarrei em algo ou melhor, alguém. – Mil desculpas. – Falei levantando a fada de asas triangulares. – Imagine. – Ela falou. – Eu estava distraída olhando minhas unhas. – Falei. – Eu também. – A fada falou enquanto risos ecoavam pelo salão. – Venha a cozinha, vamos tomar um chá comigo? – Perguntei a fada. – Aceito o chá, mas agora preciso falar com o Rei. – Ela falou. – Podemos tomar na Biblioteca central, Christopher sempre gosta de companhia. – Falei passando meu braço enlaçando nós duas. – Pode ser então. – Ela falou sorrindo. – Ótimo, vamos. – Saímos andando até a biblioteca central, o caminho dos corredores passamos conversando sobre unhas e o reino das fadas, ainda mais sobre a família real, mas o que a menina não sabia era que eu era a Rainha, já que eu uso magias de beleza pra sair. – Erinny, vi que você conheceu minha amiga. – Ele falou. – Erinny? – A jovem fada falou. – Sim é ela que está ao seu lado. – Christopher soltou a língua grande. – Meus deuses, eu estou na frente da rainha? Não acredito. – A Jovem fada falou. – Me chame de Erinny... Rainha está tão batido. – Falei.
Flashbacks Off.... (Fim da Narração de Erinny)
— A Lembrança se desfazia nos olhos de Erinny. – Pensei olhando pra ela – Nossa depois disso, eu me tornei uma das melhores amigas de sua mãe, vocês Não lembram de mim, mas eu estive lá em casa pequeno momento de suas vidas. – Erinny falou. – Eu lembro de você... Tia Lucy, tia Mary, tia Donna. – Nonna falou. – Meus deuses, não sei o que é pior, Brizard ou o país das Maravilhas. – Falei em afirmativa, o rei Arrien já havia me levado lá uma vez quando eu tinha exatamente oito anos, ele me levou pra conhecer a Rainha Branca, ela é linda. – Falei enquanto voava em meus pensamentos. – Raj começou a dar risada da minha cara. Estávamos viajando a horas, nunca Pensei que Clouds fosse tão longe, ainda passaríamos pela floresta da solidão e por Toy City uma cidade relativamente nova que ninguém se aventurava muito, brinquedos e pessoas de porcelana são muito reservados, eles são protegidos por uma magia antiga que o próprio Rei lhes deu e eles não foram atingidos em nada que veio durante a Era Drihaelle. – Gente, Digo, pessoas, Tigris e fadas, vocês perceberam que Toy City não foi atingida, não tem como. – Falei. – Tem sim meu querido. – Erinny falou. – Como? – Perguntei. – O rei Christopher deu a eles uma magia muito grande e ela só seria morta se um dia ele morresse, significa que ele ainda está vivo e está protegendo eles, ainda há esperança na nossa jornada. – A Rainha falou. – Mas você veio sem esperança? – Perguntei. – Claro que não, meus deuses, vim com toda a minha confiança, eu preciso ter meu reino nas minhas mãos, cansei de ficar vendo Aritza fazer o que bem entender com o reino e com os habitantes, minhas fadas não são brinquedos pra serem controlados assim, minhas fadas são cidadãos que me escolheram perante vários candidatos, Aritza só me usurpou por culpa dos anciãos. – Erinny Falou.
— A rainha estava olhando para trás. – Todos temos problemas Erinny, mas só poderemos resolver se o rei retornar, ele pode salvar todos nós. – Falei tocando no ombro da fada que estava tremendo histérica*. – Mas e se não encontrarmos ele? – Vamos encontrar, tenho certeza, assim que o portal se abrir iremos encontrar ele...
Fale com o autor