Delirium...
2 A Minha (Nova) Jornada
Notas iniciais
— Primeiro de tudo tenho de encontrar os “Prefeitos” de cada uma das tribos de Brizard, pra assim podermos seguir a nossa jornada, pra sair de Brizard eu preciso de um par de assas da rainha das fadas, o cetro do rei dos elfos, uma pérola da rainha das sereias e uma barba do rei dos duendes, assim poderíamos sair de Brizard já que os portais domésticos foram trancados a dois anos e o rei Christopher prometeu que Brizard sempre seria um país conectado a todos os mundos, mas a primeira das ordens de Drihaelle foi fechar os portais domésticos e os humanos que ficaram continuam suas vidas, os que se foram não irão voltar. – Falei pra Narissa. – Jhonata, você tem certeza que quer se tornar um procurado do governo? – Narissa perguntou. – Não, mas entre enfrentar e morrer de baixo da opressão eu prefiro lutar. – Falei pegando minha adaga e colocando no cinto, Narissa me olhava fixamente e sorria com aqueles lindos dentes meio falhados. – Eu vou junto com você. Jhonata, não vou deixar você ir sozinho para os reinos. O mundo pode ser perigoso, ainda mais com essas ameaças do governo e o início da temporada de Battle Royal ai. – Narissa falou. – Mas imagine esse mundo para uma menina como você Nari, você nunca saiu das redondezas da cidade de vidro você é quase uma Doll. – Falei enquanto Narissa ria e pegava o Spiripho e colocava no cinto. – Se eu não for, você não vai conseguir falar com a Bell, ela não é muito fã de pessoas da cidade, mas eu conheci ela a muito tempo atrás... – Narissa usando o fato de que ela foi amante da rainha das fadas contra minha pessoa, não creio nisso. – Eu conheci o Rei Sokier e o rei Christopher, sou o herdeiro do trono e tenho sangue de Marina Diamandis, sou uma pessoa de posses na vida, mas o governo não ajuda as pessoas, vi pessoas morrendo sem poder ajudar, as fadas não podem mais praticar cura, passamos anos procurando luz, mas não conseguimos, acabou já deu pra mim. – Falei enquanto passava a mão na blusa e pegava minha mochila já arrumada. – E aí aceita minha ajuda ou não? – Narissa perguntou. – Sei que você já arrumou tudo pra ir junta então vamos. – Falei. – Peguei minha mochila, Narissa e eu saímos, eram mais ou menos meia noite, os trens estavam voltando pra suas estações, o vento assobiava pelos muros e pela floresta de vidro, os pássaros, as fênix, os Nouglis e os Nivlins cantavam.
Não poderíamos pegar o trem, nem mesmo os ônibus da meia noite, o governo iria ficar sabendo de nós antes mesmo de sairmos, não poderíamos alertar aos guardas, nem mesmo os Pólux que ficam guardando a cidade, estamos quebrando as regras e o toque de recolher, então iríamos num balão de ar quente do Raj, saímos correndo pela rua do comércio, nos lampiões as chamas dançavam e Narissa e eu corríamos pra podermos seguir nossa jornada, os Leões andavam pelas ruas com seus guardas, ouvimos uma sirene ao longe, não poderíam nos pegar agora, estávamos a duas ruas da casa do Raj, Narissa corria e sei que deve ter entrado uma pedra no meu sapato, estou sentindo algo machucar meu pé loucamente, as luzes de um purge estavam na nossa rua, pulamos um muro e estávamos dentro de uma casa. A luz passou e Narissa me olhou. – Sabia que essa foi por pouco? – Ela disse. – Sei sim, mas estamos chegando na casa de Raj. – Falei enquanto Narissa Respirava quase morrendo sem ar. – Vamos Nari, temos de sair. – Falei. – Chegamos a rua da fonte, as luzes já estavam na subida da rua dos Eggs, as luzes começavam a dar meia volta, vindo em nossa direção. Olhei pra trás e constatei que um dos leões havia nos visto e eles estavam voltando. – Ei parem aí agora. – Ouvi o guarda gritando. – Narissa vamos temos de começar a correr. – Falei. – Então vamos. – Narissa e eu saímos correndo, viramos a rua e estávamos a uns cinco ou dez metros de distância da casa do Raj. – Nari está vendo aquela casa de esmeraldas cor de peach? – Perguntei – Sim estou. – Corra pra lá que eu vou distrair eles e já chego lá. – Falei . – Nari saiu correndo para o lado e eu pra frente, um leão vinha bem atrás de mim, os guardas corriam com suas botas de sola de borracha duras que faziam um barulho estrondoso pela rua. Fim, estava sem saída, cercado três leões e dois guardas. – Não acredito que é você de novo Jhonata. – O Oficial Kelley falou. – Pois pode apostar que sim seu porco nojento, capanga de Drihaelle. – Falei. – Não deveria ter dito isso, olha quem está com três leões a zero de vantagem!. – O Guarda Kelley se gabou das suas posse. – Mas você não têm algo que eu tenho e isso se chama magia. – Falei enquanto os dois guardas começavam a abrir seus sorrisos. – Magia não existe mais, Brizard se tornou uma cidade sem magia a muitos anos. – O Guarda Oin falou. – Engano seu e erro de vocês mexerem comigo, sou descendente direto de Marina Diamandis, tenho magia mesmo que não queira, Ocos Pocus. – De repente, os guardas e os leões se transformaram em pombos e eu sai correndo enquanto a fumaça vermelha ainda encobria meu rastro, já que o feitiço só duraria alguns minutos. – Pernas pra quem te quero. – Falei pra mim mesmo e sai correndo, consegui chegar na casa do Raj e Narissa ainda estava do lado de fora. – O que estava esperando? – Perguntei. – Por você é claro, ele é seu amigo, não vou chegar na casa de um homem que não conheço e pedir ajuda. – Narissa falou. – Tem um Quê de verdade nisso mesmo.
— Raj? Raj? Preciso de sua ajuda agora. – Falei. – Quem é? – A voz atrás da porta perguntou. – É Ne'he, quem mais você acha que deve ser? Sou eu Jhonata, preciso de sua ajuda agora. – Gritei em meio as vozes . – Pensei que nunca chegaria. – Disse o homem tigre abrindo a porta.
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