Delicadamente Intocável
22 Nem sempre tudo fica bem!
Notas iniciais
--*--*--*--
"AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E aí Jáh! Eu vou escrever aqui como se fosse um texto para tu entender o que estava pansando comigo, okay?
A garota de cabelos castanhos-alaranjados, prendeu os cachos e sentou-se para ler mais um capítulo de uma fanfic que ama, assim que viu que o bônus era Albus e Alyss ficou feliz. Ela colocou a música para carregar e começou a ler.
Ao chegar na parte que o Albus diz que tenta terminar com a Alyss, ela ficou doida, dizendo:
"Não! Ele não vai fazer isso!"
Depois deixou que seus olhos percorressem o restante da página para simplesmente ver que as lágrimas já estavam formando-se em seus olhos, e a música não ajudava nenhum um pouco, ela continha-se, não iria chorar logo pela manhã.
Assim que Alyss contou a sua história ela ficou desesperada para saber o que o (seu) Albus(desculpa, não consegui controlar essa vontade kkkk') iria fazer, quando ele falou que iria continuar ao lado da loira, um sorriso abriu-se em sua face, ela não podia conter a felicidade, e se perguntarem para ela:
"Porque está feliz?"
"Porque o Albus e a Alyss estão juntos, mesmo ela sendo filha do Voldemort" ela responde feliz. A pessoa irá a encarar como se está fosse doida.
"Mas eles são persongens, certo?"
"Querido, se você quer acreditar nisso, só posso te dizer uma coisa: Trouxa!"
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Foi mais ou menos isso que eu senti ao ler isso.
Kisos,
- Jay"
POV Scorpius
Eu sabia que tudo aquilo ficaria mau para o meu lado. No momento em que ouvi Alvo dizendo que o meu pai estava envolvido, eu sabia que no final, o sozinho seria eu. Sempre fora assim.
Quando comecei a contar essa história, passei a idéia de que era popular. Grande engano de quem leu. Meu sobrenome nunca foi bem visto, amigos eu pouco tinha, na realidade o que eu mais tinha era pessoas que me serviam. Medo. Isso era o que movia as pessoas a se aproximarem ou se afastarem de mim.
Amigo mesmo só o Luke e acho que é porque crescemos juntos. Talvez nem ele fosse meu amigo se tivesse me conhecido só depois em Hogwarts. Ou talvez fosse. Agora, Rose era minha amiga, antes de ser minha namorada. Gostava de compreendê-la como ninguém mais conseguia e eu sabia que ela tinha o poder de me confortar quando e sempre que eu precisasse.
Mas agora havia um porém, dependendo do que saísse da boca do Potter, o peso entre nossas famílias, nossos sobrenomes, iriam crescer de volta. Talvez ela ainda não houvesse pensado nisso, mas eu havia pensado muito sobre o ódio que pairava entre os Weasley e os Malfoy.
Mas o que eu podia fazer? Tudo o que ele podia dizer, talvez fosse verdade, talvez não. Era o motivo pelo qual eu estivera com receio do meu pai nos últimos dias.
De alguma maneira eu sei que a essa história está se encaminhando para o final, mas não consigo prever se esse final é bom ou ruim.
– Por que não conta para nós Malfoy, o que você fez em todos esses anos da sua vida na Mansão Malfoy? – Alvo desdenhou
– Não sei do quê está falando! – eu dei de ombros, o cenho franzido, eu estava visivelmente confuso
– Ele não deve saber Alvo,fui criada longe daqui, nunca conheci ninguém! – Alyss se intrometeu – Nem mesmo sei se alguma das mansões que visitei era dele!
– Você quer parar de enrolar? – Lylian se exasperou – Conte de uma vez!
– Alyss tem os genes de Lord Voldemort e foi criada pela medicina trouxa! Nasceu de uma barriga de aluguel e quem cuidou dela até agora foram ex-comensais para que ela se infiltrasse na minha vida e acabasse com a minha família! – Alvo disse tudo de uma vez e continuou olhando para mim
Todos ficaram em silêncio, como se fosse revelação demais para compreenderem na hora. Era tudo muito pesado, estúpido. Era como se os bruxos fossem idiotas, porque eles sabiam que mesmo que ela fosse filha de Voldemort, ela não seria necessariamente má. Depende de como a pessoa é criada, de quais idéias acredita e no que quer para a vida. Porém, se ela foi criada por ex-comensais...
– Meu pai não faria isso. – eu disse de repente, ainda encarando o moreno
– Tem certeza Malfoy? – ele se adiantou – Por que eu acho a cara dos Malfoy fazerem isso! Não foi exatamente assim que aconteceu com seu avô? Fingiu ser comandado pelo Imperius e ameaçado para seguir Voldemort uma primeira vez, depois quando ele retornou voltou a segui-lo!
– Isso se chama medo. – eu retruquei – Você não consegue entender! Não sabe o que é ter um sobrenome Malfoy! Até concordo que a primeira vez que meu avô o seguiu, foi por puro idealismo ao sangue puro, idealismo idiota esse, mas na segunda vez, foi por medo de perder a família que tinha! Na primeira vez ele não era casado, meu pai não tinha nascido também! O que ele fez foi para proteger a minha avó e o meu pai!
– E por que seu pai está agindo assim agora? Para proteger sua mãe? Eles nem se amam! Foi um casamento arranjado e você é só mais um herdeiro Malfoy! Além do mais, você está em Hogwarts, está seguro! – nós dois estávamos frente a frente agora, encarando-nos
– Você não sabe nada da minha vida para falar isso! – eu vociferei
– O que eu sei é que você pode muito bem estar com a Rose para machucá-la! Como a Alyss estava comigo!
Ele disse isso muito calmamente, como se estivesse pensando há muito tempo naquilo. O ciúme me dominou na hora, pensei em acabar com ele, em atacá-lo com algum feitiço, mas a dúvida em meu ser ainda predominava. Meu pai realmente fizera aquilo?
– E sabe o que eu acho? – perguntei, respirando fundo, ele permaneceu em silêncio – Que você está criando toda essa confusão para o meu lado, jogando toda essa discórdia, porque você ainda gosta da Rose e me quer longe dela.
Ele pareceu levar uma bordoada na cabeça com essas palavras, eu não queria ter dito elas eu acho, mas agora já era tarde.
– E o que você acha Rose? – eu me voltei para a ruiva
A raiva ainda me dominava completamente apesar de eu parecer muito calmo, mas se eu a compreendia por um olhar, ela também deveria compreender.
– Vocês discutem e querem que eu resolva? Isso era um problema da Alyss, não era para eu escolher entre um e outro! – ela me encarava incrédula
Eu engoli em seco. Precisava sair dali, ficar sozinho, pensar.
– Talvez o Alvo tenha razão então. Eu só vou te machucar, não sou bom o bastante para você!
– Scorpius...
Mas eu virei às costas e saí andando. Eu não queria ouvi-la, nem ninguém na verdade. Eu só queria pensar, pensar que talvez o herói que eu criei na infância, nunca houvesse existido. Talvez meu pai não fosse quem eu acreditava ser.
Andei a deriva por um tempo, depois adentrei a pequena floresta que ficava entre Hogsmeade e Hogwarts. Estava escurecendo e esfriando cada vez mais, mas ali era o mais isolado que eu imaginei que ficaria.
– Scorpius? – sua voz invadiu o ar
Era doce e eu sempre gostei de ouvi-la, ainda mais quando ela começou a falar meu nome. Era perfeita, ela me lembrava o sabor de cerejas que tinha sua boca. Eu precisava seriamente parar de sonhar com Rose Weasley. Eu estava ficando apaixonado demais por ela.
Recriminei-me por dentro por não ficar escondido e deixá-la ir embora, mas eu sabia que ela estava com medo de estar ali sozinha. E eu a amava. Fato.
Aproximei-me da clareira mais a frente de onde ouvi que vinha sua voz, foi quando ouvi o barulho de alguém aparatando. Estremeci por dentro enquanto acelerava os passos.
– Scorpius? – ela chamou de volta, com mais urgência
– Estou aqui. – eu respondi chegando pelo mesmo local em que ela havia chegado, vi ela se voltar para mim, mais aliviada, mas eu continuava preocupado – Não se mova.
– Por quê? – ela estranhou e não deixou de me encarar enquanto eu me aproximava
– Pegue sua varinha e fique atenta. – eu tentei ser claro
Aproxime-me dela e a virei de costas para mim, meu braço livre passando firmemente por sua cintura e a fazendo ficar grudada em meu corpo.
– O que está fazendo? – ela perguntou estranhando a situação, mas não se afastou
– Protegendo você. – eu dei de ombros – Acho que o plano não era para Alyss contar ao Alvo.
– Acha que é verdade? Que eles já podem saber que ela contou? – sua mão livre deslizou pela minha em sua cintura e ela entrelaçou nossos dedos
– Tenho certeza que sabem. – eu fui convicto – Mas quem aparatou agora a pouco é meu pai.
– Como consegue saber? – ela virou o rosto para mim
– Eu posso senti-lo. – dei de ombros e indiquei a frente
Draco Malfoy estava encostado em uma árvore, os braços cruzados e um leve sorriso no rosto. Ele sabia de tudo já. Eu o conhecia bem demais.
– Então é verdade, você realmente está envolvido nisso? – eu estiquei minha varinha bem à frente, mas minha mão tremia
– Não tenho como não estar. – ele se aproximou andando calmamente, as mãos nos bolsos
– Como apareceu aqui? – eu mexi a varinha para que ele parasse de se aproximar
– Sabe aquele rastreador da época da guerra? Aquele que se falasse o nome de Voldemort, todos saberiam onde estava a pessoa? – eu acenei confirmando – Alyss não deveria ter contado a história ao Potter.
– Você iria deixá-la ir com essa história até o final, não iria? – eu senti meus ideais se desmoronarem, Rose apertou de leve minha mão
Por mais perigo que pudéssemos estar correndo, eu me senti reconfortado por ela estar ali comigo.
– Não tive escolha. Era seguir eles ou perder...
– Quem? Minha mãe, acho que não! E eu estou seguro aqui! – eu retruquei, a raiva me dominando novamente
– Eu amo sua mãe e ela também me ama! Nosso casamento pode ter sido arranjado, mas nos amamos Scorpius, sempre foi assim! – eu fiz uma cara de descrente – Vou contar tudo para você quando isso acabar, mas agora vocês dois precisam voltar a Hogwarts e contatar Harry Potter.
– Por quê? – esse porque não era simples, era para tudo, era por que ele estava ali, por que fez tudo aquilo e por que me fez acreditar nele todo esse tempo
– Eles ameaçaram você Scorpius. – ele falou calmamente – Foi por isso que deixei que se aproximasse dos Potter e dos Weasley, porque você está mais protegido com eles do que comigo.
E já sentiram a sensação do mundo desmoronando mais uma vez? Eu senti de novo. Mas agora por algo bom.
– Não quero que você escolha o lado errado como eu escolhi uma vez. – ele deu de ombros
– Pai...
– Vocês têm que ir! Agora! – ele suspirou – Vou cuidar para que cheguem bem na escola.
Eu acenei afirmativamente e soltei Rose, apenas para pegar em sua mão de volta e a puxar para fora dali.
– Rose? – ouvi meu pai chamá-la
A ruiva parou e olhou para trás, ela estava pensativa demais.
– Se meu filho disse que a ama, é porque ele realmente a ama. Então cuide dele por mim?
Ela acenou e ele desaparatou no mesmo instante. A confusão toda continuava, a briga com Alvo ainda estava em minha mente, mas uma coisa estava melhor. Uma única coisa. Eu tinha certeza que meu pai me amava.
– Scorpius? – ela me chamou baixinho enquanto caminhávamos de volta a Hogwarts
– O quê? – eu não parei, muito menos a olhei
– Talvez você tenha razão sobre o Alvo...
Eu me surpreendi. Ela estava me dando razão sobre o primo?
– Você está do meu lado e não do dele é isso? – eu arregalei os olhos e a parei para olhá-la bem
– Na verdade, estou dizendo que pode sim ser o que você disse, mas acho que ele está com medo de perder a Alyss ou de que ela nunca o tenha amado como ele a ama.
E ela tinha certa razão. Como sempre.N/
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