Delicadamente Intocável

20 Cotidiano -- Bônus -- Luke e Lylian


Notas iniciais
N/A: Oláááá! Decidi fazer esse bônus um pouco diferente. Como as coisas vão mudar para o nosso querido casal preferido, eu quis fazer com que isso viesse de fora, de outras pessoas e se entrelaçasse na vida deles, gerando desconforto e desconfiança. Vocês me entenderão quando rolar os próximos capítulos na visão da Rose e do Scorpius. Eu espero que gostem desse bônus, eu achei ele fofo já que mostra o cotidiano que será a realidade do Luke e da Lylian juntos, porem, espero que o final gere dúvidas, porque eu quis deixar bem confuso mesmo. Quero dizer que o próximo bônus, do Al e da Alyss terá uma dedicatória especial! *-* E esse bônus dedico as minhas vinte e cinco recomendações! Obrigada a: Luna, Little Malfoy, Laly e Matt e Jull Ieggle, Cássia Gil, Nana Mont, JackieLima, Loreline Potter, ÁdriaBlackWeasleyPotter, Eu Sou Uma Jujuba Roxa, CamiEvansPotter, Elfa Hp, LittleBlackStar, Daniela Potter, lari diângelo, Draco_Hermione, Luna Lovegood, Carter, stefanie-chan, LiviaWeasleyPotter, Leila Black, Lady, msmellark, Jean Carlos, ApenasLetras e Júlia Malfoy. Beijos

POV Luke

Existe uma música brasileira que tem uma estrofe que condiz exatamente com a minha situação, ela diz “Te ver e não te querer, é improvável, é impossível. Te ter e ter que esquecer, é insuportável, é dor incrível.” . É assim que me sinto toda vez em que ela passa fingindo nem me ver.

Eu sei que errei ao ficar conversando, no melhor jeito que isso possa parecer, com aquelas garotas, mas eu sei também que eu fiquei louco quando a Rose me disse que ela havia passado mal. É nesses momentos que percebemos o quanto nos importamos com alguém que fingimos não gostar depois de uma briga.

E eu me importava com ela. Sabem por quê? Porque eu a amava, mas ainda era criança demais para saber demonstrar.

A maior parte do tempo eu passei procurando-a, tentando fazê-la, ao menos, me dirigir um olhar, mas eu conheço a minha garota, ela não se rebaixa, nem mesmo para mim. Os hormônios foram os únicos que a fizeram chorar.

A única coisa que eu não aceitaria, nem que eu tivesse que implorar, é que ela me privasse de ir a consulta do meu filho. Ela não podia fazer isso comigo. Não podia mesmo. E é claro que eu implorei, mas foi mais porque eu a queria desesperadamente, do que por estar bravo ou magoado com ela. Eu só a queria de volta. Alguém pode culpar um homem por se rebaixar para ter a mulher que ama de volta? Eu não culparia, não agora que já fiz isso.

Agora estávamos ali, lado a lado, em frente a uma porta que daria para uma sala improvisada de consulta. Só quem está a espera de ver seu filho pela primeira vez consegue entender o medo e a ansiedade que sentíamos. Eu queria desesperadamente vê-lo, mas tinha medo que houvesse algo errado.

Vendo ela, a minha ruiva, ali ao meu lado, eu percebi o quanto tinha medo de perdê-la, de qualquer maneira. Eu nunca imaginei que se apaixonar é depender da pessoa para viver, para respirar.

- Temos que entrar. – ela apertou minha mão, trêmula

- Lylian? – chamei-a, só para ver seu rosto se voltar para o meu – Eu amo você demais!

Ela sorriu, fraquinho. Depois me abraçou de lado e bateu na porta. Eu ainda esperava ouvir um “Eu também te amo”, vindo dela. Juro que espero até o fim da vida, desde que ela esteja ao meu lado.

Uma enfermeira loira de cabelos amarrados atendeu a porta e nos convidou a entrar, ela parecia já estar acostumada a fazer coisas desse tipo meio escondida, porque agiu normalmente. Isso só me fez perceber que não éramos os primeiros alunos a passar por aquele consultório improvisado.

- Ela pode entrar ali e trocar de roupa! – ela mostrou uma salinha anexada, Lylian apertou mais forte ainda a minha mão

- Você vem comigo. – não era um pedido, mas sim uma ordem, eu soltei um risinho irônico

Puxei-a pela salinha e tranquei a porta ao passar. Ela se voltou para mim, os olhos me fuzilando sem eu ter feito nada. Sorri.

- Pronto meu amor, vamos começar tirando qual parte da roupa? – eu a encarei maroto

- Vire-se! – ela exigiu, olhando o chão

- Mas...nós já passamos disso não acha? – eu fiquei indignado, ela estava com vergonha de mim?

- Eu sei, mas...

- Espera aí, o bebê que está dentro de você também é meu! Já vi você sem roupas Lylian! – eu sorri, divertido, só para vê-la corar

- Mas já faz tanto tempo... – ela resmungou – E eu já mudei apesar de ninguém notar por causa das roupas da Rose!

- Eu notei.

Ela ergueu os olhos para mim, surpresa e ainda mais vermelha.

- Sua cintura aumentou alguns centímetros, seu rosto está um pouco mais inchado e seus seios...bom, eu estou louco para...

- Não se atreva! – ela colocou dois dedos sobre os meus lábios e eu sorri beijando-os calmamente – É sério Luke, por favor, vire-se!

- Sério, você me odeia? – eu fiquei ainda mais indignado – Eu passei todo esse tempo sem ter você e agora que posso ao menos apreciá-la, você não vai deixar?

- Você não está ajudando Luke! – ela resmungou e cruzou os braços

- Está bem. – eu me dei por vencido e me voltei para a porta

Ouvi ela suspirar de forma audível e começar a tirar a roupa. Eu queria vê-la, mais para ver se sua barriga tinha crescido como eu imaginava, para sentir o toque do meu filho sob sua pele. O resto...bom, eu também queria, mas isso eu a convenceria mais tarde, de um modo diferente, ser é que me entendem.

- Lylian? – chamei-a baixinho

- O quê? – ela suspirou, calma

- Acha que vai dar tudo certo?

- Você jamais pareceu vulnerável para mim. – ela sorriu, inconscientemente eu sabia disso

- Achei que podia demonstrar isso para você. – eu dei de ombros

- Acho que somos duas crianças a espera de uma nova criança! – ela foi sincera – Vamos!

Eu me voltei para ela, sorrindo apesar de tudo. Ela vestia uma camisola de hospital azul e estava descalça. Ela me parecia sexy, mas não era o momento para eu dizer isso para ela. Estendi a mão e senti ela entrelaçar nossos dedos, nos segundos seguintes estávamos em outra sala com ela deitada em uma maca comprida. Sua barriga agora estava a mostra e eu podia contemplar sem ela sentir vergonha nenhuma.

O médico era de poucas palavras, usava equipamento trouxa, mas pelo que a Rose havia pesquisado dele, era um dos melhores doutores.

- Querem ver o bebê de vocês? – ele pediu virando um monitor, Lylian pareceu ansiosa, mas fechou os olhos

- De quanto tempo ela está? – perguntei instantaneamente já que eu mal via um borrão na tela, aquilo não era estranho, era?

- Pelo que vejo do crescimento do feto, ela engravidou no final de novembro ou início de dezembro. Condiz com a conta dos senhores? – ele perguntou sério, parecia estar acostumado com casos em que não condiziam as contas, ou seja, traição

- Condiz sim. – eu confirmei, na real, nem fiz conta nenhuma antes disso, porque eu sempre confiei nela, mas agora, pensando bem, condizia perfeitamente com os últimos dias em que fizemos amor

- Ainda não consigo ver o que é, mas se quiserem posso realizar um feitiço de identificação. – ele pegou a varinha, seu semblante calmo

- Você quer saber? – Lylian apertou minha mão, seus lábios se curvando em um sorriso

- Eu acho que não. – mordi o lábio inferior

- Então vamos esperar, até nascer! Promete? – ela pediu

- Prometo. – sorri de volta levando sua mão até meus lábios e beijando-a

- Teremos de consultar frequentemente, sua gravidez está no início e é bom cuidarmos! – ele se levantou – Pode trocar-se agora, a consulta ocorreu normalmente e seu filho está ótimo!

- Obrigado. – eu agradeci de forma educada e acompanhei Lylian para a outra sala

A porta ficou entreaberta, eu pude ver outro casal de Hogwarts entrando no consultório improvisado. Grande surpresa em saber que eu não era o único descuidado aqui.

- O que achou disso? – Lylian perguntou, de repente

- Do quê? Da consulta? – eu me voltei para ela sem querer, ela mal tirara a camisola

Eu sorri, maroto. Lylian vermelhou na hora.

- Ok, desculpa! – eu fechei os olhos rapidamente, mas foi o suficiente para que ela estalasse a mão contra meu braço – Sério, vamos ficar nessa de fingirmos que nunca aconteceu nada?

- Só deixa eu me acostumar ok? – ela pediu chorosa – As coisas estão mudando para mim!

- Acho que nunca tive paciência com outra pessoa, a não ser com você! – suspirei e me dei por vencido

- Pode abrir os olhos. – ela falou baixinho

Eu só me voltei para a porta e a abri passando por ela, Lylian me seguiu para a viela por onde entramos. Depois já estávamos em frente a loja de doces, onde eu comprara numerosos chocolates para acalmá-la.

- Posso pedir uma coisa? – mordi um pedaço do seu chocolate

- Você nunca pede, você faz. – ela eu de ombros

- Você quem manda chefinha. – eu brinquei e a puxei para mim, beijando-a

Era bom sentir seu gosto de novo. Era bom tê-la em meus braços de novo. Eu só não imaginei que toda aquela confusão estouraria justo ali, naquela hora e no meio da rua.

- Alvo, você prometeu! – a voz da Alyss saiu meio estridente

Lylian se separou de mim e olhou para a loira que era praticamente puxada pelo Alvo. Rose e Scorpius estavam mais atrás. Algo acontecera e era sério.

- Eu não prometi que não contaria, só prometi que não te julgaria! – Alvo se voltou para a loira, ela parecia pequena demais nessa hora, frágil

- Você não gosta de mim mesmo não é? – Alyss deixou os braços caírem ao lado do corpo, parecia abatida, cansada

- Eu não gosto de você? Se eu não gostasse, não estaria fazendo isso! – Alvo pareceu indignado, Lylian se adiantou para ele, mas eu a impedi puxando-a pela cintura

- As pessoas vão me odiar, todo mundo! Vão me prender, Al! – Alyss sussurrou, o rosto ficando molhado de lágrimas

- Quem fez isso tem que pagar! Eles te fizeram para o...

- Te fizeram? – agora eu me indignei, o que ele queria dizer com isso?

- Ela tem os genes de... – Alvo mordeu o lábio, sem conseguir falar – Os ex-comensais a fizeram! Seu pai está envolvido com isso, Malfoy!

- Ninguém está entendendo nada, Alvo! – Rose suspirou, cansada – O que o Scorpius tem haver com isso?

- Por que não pede ao seu namoradinho? – Alvo desdenhou – Ok, eu vou contar. Tudo o que ela me contou. – ele indicou Alyss com a cabeça, a loira estremeceu, chorando, sozinha

Apertei Lylian contra mim. Seja o que fosse, nada me tiraria minha ruiva agora, nem mesmo ela própria. Perdê-la por alguns dias já foi suficiente para que eu nunca mais a soltasse. Mas essa história estava intrigante, eu queria saber o que era. Todos nós queríamos.

Notas finais
N/A: Comentem! XD