Delicadamente Intocável

16 Milagres De Natal Feitos Por Um Malfoy


Notas iniciais
N/A: Oii gente! Eu gostaria de justificar minha demora, eu comecei a trabalhar na segunda passada, começo às nove horas da manhã e parou as seis horas da tarde, depois vou direto para a faculdade e chego em casa a meia noite! Então não consigo escrever muito durante a semana, mas estou tentando conciliar meu tempo! Ainda mais porque estou sendo fotógrafa e eu adoooro isso! Não posso desperdiçar a chance! Então se não postar durante a semana, de certeza que o capítulo virá no final de semana ok?
E mais uma vez quero agradecer a todas que recomendaram a fic! As 22 recomendações são lindas e perfeitas, eu amo e releio cada uma delas todos os dias! Obrigada novamente a: Luna, Miss Momsen, Laly Lupin and Júlia Black, Cássil Gil, Nana Mont, JackieLima, Loreline Potter, ÁdriaPotter, Laurinha Potter Malfoy Chance, CamiEvansPotter, Elfa Hp, UmaPrincesaDaVidaReal, Daniela Potter, mrsvaldez, Draco_Hermione, Luna Lovegood, Carter, stefanie-chan, Naughty, Leila Black Potter e a Lady! Obrigaaada a todas vocês! Adooooro cada uma do fundo do meu coração! Beijooos

POV Rose

Eu olhei para aqueles olhos cinzas me fitando. Ele sorria de leve enquanto acariciava meu cabelo e esperava pacientemente que eu lhe contasse toda a minha história. Eu fiquei com medo naquela hora, não dele, mas do quê ele pensaria sobre mim. Tinha medo que ele me achasse idiota por ser daquele jeito pelo que aconteceu comigo há alguns anos.

- Você me ama? – eu perguntei de repente

Por algum motivo eu queria que ele me amasse pelo que sou e não pelo mistério que me envolvia. Gostaria de conseguir decifrar isso em seus olhos.

- Eu amo. – ele disse de forma simples, mas seus olhos estavam profundos, esperavam uma resposta

- Quando eu tinha nove anos, eu amava o Teddy! Um amor de criança, platônico, mas mesmo assim era um amor! O mesmo tipo de amor que o Al tinha por mim! Mas o Teddy nunca olharia para mim, ele gostava da Vicky, sempre gostou dela! Quando eles começaram a namorar escondido, eu era uma das únicas que sabia! Eu a odiei, mesmo ela sendo minha prima.

Eu respirei fundo, lembrando-me da cena. Daquela quarta feira que tudo acontecera. Voltei a fitar Scorpius, mas ele olhava a frente como se fitasse o além.

- Eu fazia de tudo para ficar o máximo de tempo com o Teddy, Vicky começou a ficar com ciúmes, não de mim, mas do tempo que ele desperdiçava comigo, uma simples garotinha. E eu me aproveitei disso para fazê-los brigar! Por isso que naquela noite, ela não estava junto com ele. Quando fomos à pizzaria eu ficava só em roda dele, e o Teddy cheio de atenções para mim! Mas eu era curiosa e passei por uma porta lateral, acabei em um beco escuro que ficava na parte de trás da pizzaria.

Scorpius me apertou mais junto a ele, eu estava com frio e estremeci em seus braços, mas eu me senti mais segura e acho que era isso que eu gostaria de sentir naquela hora, segurança.

- Havia uns garotos lá, eu os conhecia da plataforma para ir para Hogwarts, já havia ido lá algumas vezes, e eu sabia que eles estudavam com o Teddy. Eles decidiram me passar um recado, para que eu entregasse ao Teddy caso ele continuasse com a Vicky. Acho que o líder deles queria ficar com a minha prima. No início até pensei que fosse o Teddy, depois, com o tempo eu imaginei a hipótese da poção polissuco e só percebi que era verdade hoje quando o Al contou o que fez!

- O que eles fizeram com você? – Scorpius se voltou para mim, estava preocupado porque ninguém sabia do que ocorreu

— Comigo não foi tão forte, foi mais leve perto do que eles fizeram com a outra garota. Eles a tinham mais ao longe, por isso não a vi no primeiro momento. Eles e a pegaram na rua e a violentaram na minha frente, não sei o que foi feito dela depois, mas ela ficou mal, muito mal. Eu tinha apenas nove anos, aquilo mexeu comigo. Eles disseram que aquilo iria acontecer com a Vicky se ela não deixasse o Teddy...comigo eles...bom eu vou mostrar o que eles fizeram...

Eu só mostraria aquilo para ele. Sei que podia confiar de alguma maneira. Eu o amava e podia ver em seus olhos que eu era totalmente correspondida. Era o garoto perfeito para mim, e o medo sumira diante desse sentimento que ficava cada vez maior.

Sentei novamente e comecei a desabotoar o casaco, ele me encarava, os olhos atentos. Tirei peça por peça até ficar só com uma blusa branca de mangas longas. Eu hesitei, ele respirou com força e desviou o olhar. Eu voltei às costas e retirei a blusa também. Ele ofegou, não sei se pelo que viu ou por eu estar seminua na frente dele.

Senti ele se aproximar e tocar com a ponta dos dedos as cicatrizes longas e fundas que eu tinha. Avermelhadas agora por causa do frito. Ele desabotoou meu sutiã e eu o segurei na frente para que não caísse. Senti seus dedos percorrerem uma cicatriz de alto a baixo em minha pele.

- Como eles fizeram isso em você? – ele pediu baixinho, sua respiração me arrepiando

- Com uma garrafa quebrada! – eu suspirei

- Não se assuste. – foi tudo o que ele disse antes de se aproximar mais ainda e me beijar o ombro

Em seguida seus lábios desciam sobre cada cicatriz, enquanto suas mãos me seguravam pela cintura. Eu me deixei levar, como disse antes, o medo desaparecera depois de um tempo. Eu o queria agora, queria que ele me beijasse daquela maneira.

- Scorpius...

- O que foi?

Ele colocou meu cabelo para o lado e beijou meu pescoço, suas mãos deslizaram para minha barriga e ele me apertou mais forte contra ele.

- Quando aquela garota...quando eles... – eu prendi a respiração, suas mãos subiram até meus ombros e ele abaixou as alças do meu sutiã fazendo-o cair em meu colo

- Não é daquele jeito...não quando há sentimento! – ele me virou para ele, calmamente

Seus olhos não desceram para o meu corpo, fixaram-se nos meus. Estavam querendo me dizer alguma coisa, então ele fechou os olhos por um momento e depois me encarou novamente.

- É cedo demais para a gente, por mais que eu queira isso. – ele sorriu de lado

Eu me vesti em silêncio, ele havia voltado a deitar e eu me aconcheguei nele novamente. Os dois em silêncio agora. Mas era confortável, era o que eu precisava naquele momento. Ele sempre sabia o que eu precisava.

***

Eu pensei que me arrependeria no dia seguinte. Pensei que acordaria e não conseguiria encará-lo, mas quando o vi dormindo calmamente ao meu lado, seus braços me prendendo para que eu não saísse, eu desisti na mesma hora de ignorá-lo.

- Sabe, eu gostaria de me levantar um pouco... – eu sussurrei vendo que ele acordava aos poucos com a luz fraca que vinha da janela

- Não quero que você saia daí... – ele resmungou e me fitou com aqueles olhos azuis agora

- Seus olhos mudam de cor pela manhã. – eu falei bobamente

- Eles mudam de cor quando estou feliz! – ele me abraçou de novo e entrelaçou nossas pernas

- E por que está feliz? – eu estranhei

- Porque você confiou em mim! – ele sorriu e tocou meu rosto com a mão – Você foi muito forte ontem e me contou como se nem se importasse com o que aconteceu! Mas eu sei que você só fingiu isso!

Eu tentei abaixar meu rosto, mas ele me segurou para que o encarasse. Ali, naquele olhar e naquele momento, eu vi a minha dor refletida nele.

- Você deve estar despedaçada por dentro.

E diante daquela frase eu desabei. Eu chorei como uma criança que não tinha mais ninguém no mundo, sentida com tudo e todos. Eu quis morrer, eu quis vingança, eu quis viver. Eu o quis comigo para sempre. Porque só ali em seus braços é que eu me senti bem, segura, confortável. Em seus braços não existia dor ou aquelas cenas horríveis que presenciei. Não existia aquelas cicatrizes em minhas costas e nem as feridas em meu coração.

Com ele tudo estava bem.

- Você sabe que pode confiar em mim, que pode chorar aqui comigo. – ele limpou minhas lágrimas quando me acalmei – Mas quero que saiba uma coisa, quero que entenda uma coisa, eu não vou estar aqui sempre. Não posso ficar ao seu lado em todos os momentos, mas te amo e sempre vou estar te esperando quando precisar! Mas você precisa de amigos, precisa dos seus pais e do resto da sua família! Eu sei que conquistei sua confiança pouco a pouco e sei que sou o único que você quer confiar, mas você precisa dar uma chance a eles!

Eu olhei pela janela, depois de uma tempestade de neve, sempre vem o sol fraquinho do inverno. Sempre há uma luz no fim do túnel, essa luz, para mim, fora ele, mas eu precisava de mais um apoio.

- Pode confiar em mim? Só mais uma vez? – ele pediu baixinho beijando meus lábios devagar

- Só se me prometer uma coisa! – eu pedi e toquei seus lábios com meus dedos, ele os beijou delicadamente

- Qualquer coisa. – falou convicto, firme

- Nunca deixe de me amar. Não agora que amo você!

Ele abriu o sorriso mais lindo que eu o vira dar. Perfeito.

- Eu prometo que nunca vou desistir de você e que vou te amar para o resto da minha vida! – ele sorriu e me abraçou com força – Agora eu quero que volte para casa e abrace seus pais, entregue os presentes de Natal e seja feliz, por mim!

- Irá passar o Natal comigo não? Você está na casa do Al e...

- Eu não vou embora, nunca mais! – ele se levantou e me puxou junto

Deixamos a cabana como se ela fosse a caixa que guardava meus segredos, a caixa que guardava minhas cicatrizes e agora eu tinha um coração novo, uma vida nova, com ele. Entrei em casa sem falar com ninguém, subi as escadas, consciente dos olhares interrogativos que lançavam a Scorpius.

Peguei duas caixas coloridas, uma era de um livro em pré-lançamento ainda, o outro, continha um estojo com várias mini vassouras famosas. Desci as escadas e me aproximei da mesa do café. Peguei o embrulho azul e parei em frente a meu pai. Ele me encarou interrogativamente enquanto recebia o pacote.

- Feliz Natal papai.

Seus olhos me fitaram descrentes no início e depois encheram-se de lágrimas, emocionado. Ele se adiantou para me abraçar, mas parou no meio do caminho. Então eu o abracei com força e ele retribuiu imediatamente. Quando nos separamos, eu me dirigi a minha mãe, ela não esperou o embrulho ou minhas palavras, ela simplesmente me puxou para seus braços.

Encarei Scorpius por cima do ombro de minha mãe e o vi sorrindo. Eu derramei algumas lágrimas, mas de felicidade.

- Feliz Natal, mamãe. – sussurrei enquanto a apertava com força

- Esse já é o melhor Natal da minha vida, filha. – ela sussurrou de volta

Notas finais
N/A: Comentem! XD