Delicadamente Intocável

30 A pequena morte!


Notas iniciais
N/A: Esse capítulo volta ao tempo normal, quando Lylian apenas entrou em coma e tudo aconteceu, é narrado pelo Scorpius em um momento da vida dele e de Rose que eles finalmente perceberam que tinham um ao outro para sempre. Eu teria um aviso para fazer agora, mas posso estragar toda a surpresa, espero que me perdoem, mas não acho justo não avisar, afinal alguém pode não gostar. Beijos
ps: Há NC.

POV Scorpius

Eu fiquei sentado na cama olhando de um lado para o outro enquanto Luke se movia pelo quarto em busca de todas as suas coisas. Eu ainda não acreditava que ele estava saindo dali seu eu estar junto. Era diferente de tudo o que pensamos para nós.

- Você já sabe as notas que recebeu? – perguntei com a voz contida

Nesse momento eu voltei a ser aquele garoto mimado que entrara em Hogwarts junto com ele, aqueles dois manés que queriam dominar o mundo bruxo só para enchê-lo de doces grátis. Nossas idéias eram tão idiotas.

- Minerva disse que minhas notas sairão junto com a de vocês, não importa se fiz as provas antes! – ele se voltou para mim, sério demais

Quando eu disse que ele era mais adulto do que todos nós, eu acho que mentia. Ele era um garoto que pensava antes de agir, agora sim ele era um adulto. Mais velho, mais decido. Não parecia mais o meu amigo, pelo menos não o que eu conheci e cresci junto.

- Eu pensei em uma coisa...acho que seria legal... – ele sorriu de lado de forma forçada, ele não sorria desde que tudo aconteceu

- O que foi? – eu devolvi o sorriso e finalmente me levantei, estava na hora de eu ajudá-lo não importava se era para ele sair de Hogwarts para sempre

- Você e Rose...Lylian também gostaria que fossem os padrinhos da Lana! – ele colocou a mão sobre meu ombro, agora seu rosto relaxava e ele finalmente sorria de verdade

- Eu acho isso o máximo! – sorri – Vou adorar mimar ela! E a Rose vai pirar, sabe disso! Mas...Luke? E os pais da Lylian? Eles já estavam fazendo planos para a Lana!

- Lana vai ficar mais um mês no hospital pelo que me disseram, ela é pequena demais e fraca, mas vai melhorar. E quando sair de lá, ela virá morar comigo, na casa que vou comprar para a gente! – ele voltou a arrumar as suas coisas, parecia resignado agora, zangado – Eu tenho minhas economias desde pequeno, não vou conseguir comprar uma mansão como a casa dos Potter, mas posso comprar nossa casa, depois vou trabalhar e vou conseguir viver. Lana ficará comigo.

- Você vai precisar de ajuda. – eu me aproximei dele e o ajudei a fechar o malão que estava estourando de presentes para a Lana – Eu não vou poder estar lá o tempo todo, nem o Alvo, na realidade nem sabemos onde o Alvo se meteu! Quem vai ajudar você?

- Não se preeocupe. – ele se voltou para mim sorrindo – Você já fez muito por mim e eu sei que quando eu precisar, você vai estar lá...mas eu tenho que me virar sozinho, isso iria acontecer um dia.

Ele puxou o malão sem dificuldades pelo quarto e atravessou todo o castelo em silêncio, ninguém se atrevia a falar nada por onde falávamos, mal nos olhavam. De alguma forma aquilo mexera com todos, magoara a todos, fizera com que pensássemos na vida.

- Oi Rose. – Luke sorriu para a ruiva que nos esperava diante do portão

- Minha família é meio difícil, mas eles vão aceitar qualquer coisa que escolher e estarão lá para ajudar você! – ela indicou para além do portão, James Potter estava ali esperando-o – Pode confiar, James sabe que Lylian jamais deixaria a filha com outra pessoa que não fosse você!

- Obrigado. – Luke assentiu e a abraçou apertado

Pensei que Rose não corresponderia, mas ela não só retribuiu como também deixou escapar uma lágrima pela bochecha. Luke não me abraçou, nem sequer se aproximou, só acenou com a cabeça como se dissesse estou indo para casa e volto amanhã. Então eu o vi partir da escola sem olhar para trás.

- Estamos sozinhos agora. – sussurrei quando Rose entrelaçou a mão na minha

Nós voltamos a andar pelo jardim em direção ao castelo, começou uma chuva fina, mas não nos importávamos em nos molhar. Estavamos lavando nossas almas de tudo o que aconteceu nos últimos dias.

- Teve notícias do Al? – perguntei enquanto subiamos até o sétimo andar

A Sala Precisa se tornara nosso refúgio, o canto só nosso onde podíamos pensar e chorar em paz, nos acalmar, sorrir. Fazer tudo o que não conseguiamos fazer em público depois das coisas que aconteceram.

- Não. Ele só deixou o bilhete dizendo que tinha de ir ou perderia a Alyss. – ela se aconchegou em meu ombro molhado – Ele estava certo.

- Nunca imaginei que ele pudesse amar tanto aquela loira. – eu sorri passando três vezes pela frente da parede de pedra

Adentramos uma sala pequena com estantes de livros, candelabros com velas, um tapete felpudo e um enorme e confortável sofá em frente a lareira acesa. A sala ficava escura diante das poucas luzes das velas e do fogo da lareira, mas estava quentinha e eu me senti como se estivesse em casa esperando que minha mãe me levasse uma xícara de chocolate quente.

Rose não secou as roupas com a varinha e nem nada parecido, ela estava mais interessada era no calor que o fogo emanava. Então ela retirou o casaco pesado e as sapatilhas e sentou-se perto da lareira sobre o tapete. Eu sorri vendo o modo como a luz brincava com os cabelos dela, tão vermelhos quanto o fogo.

Fiz o mesmo que ela e me sentei ao seu lado sem parar de olhá-la, seria possível que eu a amasse ainda mais?

- Tão linda. – sussurrei tocando seu rosto de leve

Ela corou sorrindo e me encarou, seus olhos estavam mais escuros, pareciam o mar à noite, pontuado de estrelas. Perfeita.

- Eu vou beijar você. – avisei sem nem saber por que, foi algo involuntário

Eu me aproximei devagar e a beijei com carinho. Parecia que não nos viamos há anos, porque estávamos cheios de saudades um do outro, cheios de vontades desconhecidas.

- Scorpius? – ela sussurrou quando colei minha testa a dela

- O que foi minha Rosa? – permaneci de olhos fechados, minhas mãos abraçando sua cintura, eu gostava de tê-la bem perto

- O que falamos quando você estava ferido, ainda se lembra? – eu apenas acenei afirmando – Você realmente quer que eu viaje com você para documentar os jogos?

- Eu não vou viajar o tempo todo, os treinos serão aqui mesmo e só em época de campeonatos que ficarei viajando, então eu acho que você podia ir comigo sim. – eu abri meus olhos e me afastei um pouco – Você não quer?

- Quero sim, será bom sair daqui por um tempo. – ela sorriu baixando o olhar – Só acho que falarão demais sobre isso.

- Eu sei. Não importa o que nossas famílias pensem sobre nós, a sociedade sempre vai nos taxar pelos nossos sobrenomes! – eu segurei seu rosto – Mas não me importo desde que esteja comigo!

Ela sorriu e me beijou os lábios de forma casta. Então respirou fundo e se afastou completamente, eu fiquei a olhando sem entender.

- Eu quero tentar algo diferente. – ela fixou seus olhos nos meus – O que eu sinto por você é muito forte Scorpius, mesmo estando há tão pouco tempo juntos. E você sente o mesmo por mim não sente?

- Eu amo você. – eu sussurrei calmamente, mesmo sem entender onde ela queria chegar

Ela sorriu, sincera, feliz e então levantou as mãos e começou a desabotoar os botões da blusa, ela foi abrindo calmamente mostrando seu corpo bem delineado, a pele molhada de chuva brilhando pelo dourado proveniente da lareira. A blusa deslizou pelos braços deixando-a apenas com o sutiã de renda branco que mal escondia os seios fartos.

Ela era linda.

Seu peito subia e descia arfante, ela ficou parada me olhando, sorrindo, corando ao mesmo tempo. Eu engoli em seco emocionado, com medo. Era tantas emoções passando pela minha mente e pelo meu coração que eu não consiguia focar em uma só.

- Eu estou ficando com vergonha. – ela baixou o olhar para o próprio colo

Eu sorri e me aproximei ficando ajoelhado em sua frente. Rose era perfeita e eu não podia estragar essa perfeição, então eu a amaria com doçura, com paixão, com amor. Ela merecia o melhor, e ela teria.

Comecei a desabotoar minha camisa do mesmo modo que ela fez com a dela, calmamente, sem tirar meus olhos dos dela. Deixei que caisse atrás de mim para que ficassemos iguais perante o outro. Os olhos de Rose expressavam uma emoção imensa.

Ela estendeu a mão para as cicatrizes esbranquiçadas em forma de cruz em meu peito, mas parou antes mesmo de tocá-las. Olhando-me, pedindo permissão. Eu apenas sorri e senti ela contorná-las com a ponta dos dedos. Isso me lembrou a cena na cabana no Natal, quando ela me mostou as cicatrizes dela. Éramos iguais afinal, nós dois tinhamos nossas cicatrizes e nossas experiências de vida. Éramos perfeitos um para o outro.

- Dói? – ela pediu baixinho

- Não mais. – eu sorri para ela

Ela se afastou e levou as mãos as costas para abrir o sutiã, mas eu a impedi com carinho.

- Ainda não pequena. – sussurrei enquanto segurava sua cintura e a deitava no tapete

Deitei-me ao lado dela e apoiei-me no cotovelo, eu gostava tanto de observá-la. Abaixei-me calmamente e a beijei, primeiro com calma e vagarosamente, depois houve paixão, um calor que passava de um corpo para o outro, sensações que nos elevava.

Abri sua saia calmamente e deslizei pelas suas pernas. Ela virou o rosto com vergonha, sorri diante disso e beijei calmamente seu tornozelo, seus joelhos, suas coxas. Senti ela estremecer e me olhar de forma quente, temi ver medo em seus olhos, mas tudo o que vi foi surpresa pelo que estava sentindo.

Beijei sua barriga lisa e seus seios por cima do sutiã, seu pescoço e sua bochecha e finalmente cheguei a seus lábios me deitando por cima dela. Rose estava tensa, mas calma ao mesmo tempo. Mordisquei sua bochecha e fingi um rosnado brincando, ela riu de forma cristalina e leve.

- Está tudo bem? – pedi baixinho, a ponta de nossos narizes brincando uma com a outra

- Eu confio em você. – ela sussurrou sorrindo

Beijei-a novamente sentindo-a se entregar em meus braços de forma completa, baixei meus beijos descendo para seu colo e desabotoei calmamente o sutiã em suas costas deixando-o de lado. Quando beijei seu seio e me ocupei do outro com a mão, Rose arfou sob mim, observei-a fechar os olhos e morder o lábio, mas seu rosto era de puro prazer.

Segurei suas mãos entre as minhas e levei até o zíper da minha calça, deixei que ela decidisse como e quando tirar. Suas mãos tremiam ao tocar em minha pele enquanto fazia minha calça deslizar por minhas pernas, seus olhos estavam abertos olhando para mim, sorrindo para mim.

- Eu te amo. – sussurrei beijando sua barriga e mordiscando a lateral de sua calcinha abaixando calmamente

- O que vai fazer? – ela pediu segurando minhas mãos que estavam em sua cintura

- Não vou machucá-la... – eu sorri olhando para ela – Você vai gostar.

Beijei sua intimidade com leveza, ela gemeu meu nome em uma súplica, querendo que eu parasse e ao mesmo tempo que não parasse nunca. Tocá-la de forma tão íntima não era somente pelo prazer dela, mas pelo meu também. Eu a queria descontroladamente, mas queria que tudo ficasse tão calmo, tão perfeito.

Senti seus primeiros espamos ainda beijando-a daquela forma, ela segurava os gemidos, mordia o lábio. Eu voltei a deitar sobre ela agora completamente nu e a vi abrir seus olhos escuros como a noite, cheios de desejo.

- Não quero que se segure meu amor, quero ouvir você. – beijei seus lábios carinhosamente

- Isso tudo é...estranho... – ela suspirou, mas um sorriso se formava no canto de seus lábios

- E é bom? – pedi sorrindo também

- Muito. – ela me puxou pela nuca para um beijo

Eu senti seu corpo ondular ao contato com o meu, ela gemeu entre o beijo quando me posicionei entre suas coxas.

- Vai doer... – sussurrei acariciando seu rosto

Ela prendeu a respiração, mas acenou afirmando. Penetrei-a lentamente, mas parei assim que ouvi seu gemido de dor, seus olhos estavam vertendo lágrimas. Beijei suas pálpebras fechadas sentindo o gosto das lágrimas salgadas, deixei que minhas próprias lágrimas se misturassem com as dela e beijei seus lábios selando nosso amor, e então comecei a me movimentar calmamente. Só aumentei o ritmo quando senti ela se agarrar em mim em meio a um ofego.

- Scorpius... – senti suas unhas fincarem em minhas costas

A magia da sala estava nos envolvendo, nossos gemidos estavam se perdendo dentro daquele aconchego, nossos corpos suavam e nossos beijos eram tão envolventes que tudo demorou muito a acontecer, mas pareceu uma pequena fração da eternidade. Quando senti seu primeiro espasmo diante do clímax deixei-me levar em direção a ele também, senti como se fosse ao céu, descesse ao inferno e nunca mais quisesse retornar. A pequena morte. Era isso que eu sentia, deixar o físico para viver só o espiritual. Ela foi a primeira garota que fez eu me sentir assim, seria a última com toda a certeza.

Nossos corpos descansavam na mesma posição, nossas respirações voltando ao normal, calmamente. Levantei meu olhar para ela. Havia lágrimas em seu rosto.

- Você está chorando. – entrelacei minha mão na dela

Rose simplesmente sorriu e com a mão livre colheu uma lágrima do meu próprio rosto.

- Você também.

Notas finais
N/A: Comentem! XD