Dele.

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
Oiie, genten, voltei, haha. Como prometido no último capítulo de "Contos dos Heel", tá aí a one, sei que demorei, mas as aulas nem começaram e a faculdade já tá sugando o meu tempo D: Obs: As falas estão em itálico. Boa leitura e leiam as notas finais! ♥

Mogami Kyoko coçou os olhos âmbares e olhou ao redor, aquele quarto não era seu, mas o conhecia muito bem. Ainda grogue pelo sono, levantou de uma grande e macia cama de casal, ela sentia um pequeno incômodo entre as pernas, que aumentou assim que passou a andar pelo cômodo.

Com os pés descalços no chão frio, ela se dirigiu até um espelho ao lado de um enorme armário de madeira escura. Tudo ali era desproporcionalmente grande, inclusive o dono.

Ela então olhou atentamente para o próprio reflexo no espelho: Vestia uma blusa marfim masculina de botão, a numeração era muito maior que a dela — Diria que cabiam três de si dentro. —, a barra chegava ao meio das coxas torneadas e a manga até seus cotovelos. Os três primeiros botões estavam desabotoados, o que deixava à mostra o vale entre os seios. Estava completamente nua por baixo, seu sutiã e calcinha deviam estar jogados em algum canto do quarto.

Kyoko subiu o olhar e encontrou os próprios olhos: Suas pupilas estavam dilatadas e o dourado das íris pareciam reluzir, era como se fossem feitas de pepitas de ouro. Já seu cabelo curto estava desgrenhado e as maçãs do rosto coradas. Duas grandes marcas roxas se sobressaiam na pele alva; uma no pescoço e outra acima do seio direito.

Ela inspirou e expirou o ar em seu peito, precisava se acalmar. Porém só de lembrar que o que fizeram naquela madrugada não tinha volta, seu coração falhava uma batida, os ombros duros feito pedras. Não era como se estivesse arrependida, queria tanto quanto ele, mas não eram sequer casados, aquilo era suposto acontecer na lua de mel.

Com os pensamentos a mil, Kyoko se virou e encarou a cama desarrumada, onde tudo tinha acontecido, então viu uma pequena mancha vermelha escura no lençol branco. Amaldiçoou mentalmente enquanto corria para remover o cobertor, a rápida fricção nas pernas fez a dor voltar. Ele não podia ver aquilo.

Já estava puxando o lençol para fora da cama quando ouviu a porta se abrir, junto com um cheiro de café.

— Kyoko? — Kuon estava sem camisa e com um pano de prato jogado sobre o ombro direito, a calça que usava fazia conjunto com a blusa que ela vestia. — Bom dia, não sabia que estava acordada — Então olhou para o que ela fazia. — Anjo, não precisa arrumar a cama... — Falou enquanto caminhava até ela, a voz rouca e amorosa.

A mais nova tentou esconder a mancha, mas não foi rápida o suficiente, os olhos verde esmeralda logo notaram.

— Desculpa, — Ela pediu com a cabeça baixa. — talvez não saia... — Se referiu a mancha de sangue.

Ela estava constrangida, não só com a mancha, mas com o que fizeram noite passada e com toda aquela situação, sentia que não conseguiria mais encará-lo.

Os olhos do Kuon nublaram. — Kyoko, em primeiro lugar, se não ficou claro ontem, quero que saiba que me sinto o homem mais honrado do mundo por ter tido o privilégio de ser o seu primeiro... E culpado também, não mereço tudo isso. — Aquelas palavras cortaram seu coração e ela finalmente levantou a cabeça. Olhos dourados nos verdes.

Ela ia falar, mas o loiro se adiantou. — E em relação ao lençol, desde ontem eu estou na expectativa de que não saia, nunca. — Colocou uma grande mão em sua bochecha e a acariciou com o polegar. — Pensa comigo, anjo, será uma ótima lembrança.

— Hizuri Kuon, eu vou colocar o lençol na máquina e você não vai me impedir! — Disse com as bochechas coradas e, após uma troca de olhares, os dois caíram na gargalhada. Naquela madruga, Kuon conheceu todos os tons de vermelho que ela conseguia atingir, desde o mais claro — Quase rosa. — até o carmesim. Mesmo depois de tanto tempo juntos, era incrível como sempre descobria algo novo sobre ela.

Kyoko não soube quando, mas a tensão em seu corpo já não estava mais presente. Era impressionante como ele conseguia entendê-la e, com algumas palavras, mudar por completo seu estado de espírito.

Então o loiro a abraçou apertado, embrulhando-a com seu corpo grande. Um cheiro de sândalo logo invadiu as narinas dela, era o sabonete que ele sempre usava. Devolveu o abraço circulando os braços finos em seu torso duro, mas assim que o fez, percebeu inúmeras marcas em suas costas, as acompanhou com o toque e percebeu que eram arranhões. Corou.

— Você foi muito má comigo ontem... — Ele sussurrou em seu ouvido e soltou uma risada gostosa, Kyoko se arrepiou por inteira. Mas então, de repente, notou que ele endireitou a postura. — Está sentindo alguma dor, princesa? — Perguntou sério. Naquela manhã, ou tarde, ela não sabia a hora — E nem queria saber. —, era a primeira vez que Kuon usava aquele tom.

Com o rosto enterrado no peito desnudo e quente por causa da vergonha, ela balançou a cabeça de um lado para o outro em negação, e não estava mentindo, assim que o mais velho atravessou a porta, sua dor se desfez como se fosse mágica.

Kyoko expirou e o ar quente bateu contra o peito duro e voltou para ela, fazendo assim um ciclo. Amava a posição em que estavam, não conhecia algo mais confortante que ouvir o coração dele bater, além de que daquela forma não via nada ao redor, só sentia cada parte de seu corpo colado ao dele.

— Tem certeza? — Afastou um pouco o corpo pequeno do seu, apenas para colocar seu polegar sob o queixo fino, fazendo-a o encarar. — Uhmm. — Ela resmungou pela repentina perda de contato e Kuon sorriu com aquilo.

— Absoluta. — Respondeu com duas esmeraldas a examinando. Kyoko então aspirou fundo e, dessa vez, sentiu o cheiro característico do shampoo dele; bergamota — E você... Dói quando eu faço isso? — Perguntou com pesar enquanto alisava as costas marcadas, suas unhas estavam enormes, ela devia ter pensado naquilo antes de arranhá-lo. Na verdade, nem se lembrava de tê-lo feito... Tudo foi tão novo e intenso.

— Nem um pouco, anjo, aproveitei todas as vezes que você cravou a unha na minha pele. — Riu safado, os dentes brancos e o olhar radiante. — Provam que eu sou seu. — Então colocou as mãos por baixo das coxas torneadas e costas e a pegou no colo como se não pesasse mais que um saco de arroz.

Kyoko deu um tapa leve no braço musculoso, suas bochechas coradas, então sorriu, o sorriso de uma mulher apaixonada pelo seu príncipe. Estava impregnada com o cheiro dele, vestia a blusa dele, seus pensamentos eram dele e, depois daquela madrugada, ela podia por fim dizer que seu corpo era completamente dele.

Então sentiram um cheiro de queimado e Kuon correu com sua pequena embalada nos braços, ele esquecera os pães na chapa! Os dois gargalharam e, mais tarde, comeram outra falha tentativa do loiro de cozinhar.

Pensando bem, Kyoko não deveria se importar com o fato de que fizeram sexo antes do casamento... Era sua noiva, afinal. Em breve seria Hizuri Kyoko.

Notas finais
Como fui, gente?? Preciso da opinião de vcs! Admito que vomitei arco-íris enquanto escrevi essa one, hahaha. Faz tempo que estou pensando em fazer uma one +18 sobre a lua de mel deles, então se vocês quiserem que eu faça, COMENTEM, please. É muito ruim ver que tem visualização e nenhuma participação nos comentários/favoritos, sinceramente, parece que não gostaram.... Bom, é isso, beijão, povo =*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!