XXXIII-Delírio

Nota: Esta carta foi dada como música, em junho de 2010.

Quando o céu tocar o chão,

Assim fará rogar.

Toda a prece que eu puder rezar

Até o fim.

Faça tom e fala luz

Eterna e sem cessar!

Todo o orgulho e todo o brilho,

Assim sempre será.

Pois conte à outras forças,

Singela solidão;

Que o frio dos espelhos,

Não lhes diga não...

Som da escuridão vem cantar,

Pois todos vão te ouvir,

Enquanto o sol não raiar

A melodia irá surgir.

Vejo o chão desmentir

E minha alma chorar!

Se você soubesse

Que o amor destruiria,

Faria dos seus sonhos

A realidade de algum dia.

Faça paz ou faça dor

Enquanto não acabar,

A vontade de sentir

O vento e flutuar.

Reflexos no espelho,

A me incriminar,

Perdido em devaneios,

Jamais irei me achar.

Voz, oh voz que me guia tão bem

Pra me dizer o que há,

Veja os erros que fiz

Por nada além de amar.

E a esperança, se há,

Corre atrás deste som.

Paz, a paz que foge de mim

A luz que torna a apagar

E todo o céu a cair,

Com nada mais a ficar.

Tenhas piedade até o fim

Pois já não mais quero morrer!

De dor, de amor?

Pois vejo além de um sonho,

A luz, pra mim, voltar

Sorrisos inocentes,

Não devem cessar...

Jamais.

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