A jovem policial adentrou o apartamento, que estava mergulhado num profundo silêncio. A entrada só fora possível após o chaveiro abrir a porta para a polícia. Encontrou, no quarto, um corpo inerte, o qual a surpreendeu e aos seus colegas.

Era de um cantor famoso, muito badalado. Tudo indicava que ele se asfixiara. Sobre a cama, um bilhete.

Ela o leu, sentindo nas breves palavras a dor de quem escrevera aquele bilhete. Pressão, cobrança, sucesso a qualquer custo. Disfarçar sentimentos era obrigação.

Era o preço da fama.

“Eu fui bem durante minha vida, não fui? Então, agora deixem-me ir. Adeus.”

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