Notas iniciais
Meu povo, minha pova rsrsrs [/momento Lula xD
Não postei antes pq estava sem inspiração para escrever esse capítulo... mas o próximo vai ser divertido HEUHSUHAUSHUASH
Fiz com muito amor e carinho s2
Boa leitura =]

Jorgen Romeno tinha total certeza de que James iria até lá para ter com ele. A conhecia desde muito pequena e certas características como a curiosidade completava encantadoramente sua personalidade. Após a ligação feita por ele no dia de ontem, senhor Romeno lembrou-se saudosamente da infância da garota enquanto olhava as fotos antigas de um álbum.

Ele se levantou da poltrona de couro italiano e pôs-se de pé em frente a enorme janela de sua sala localizada no 2° andar. Olhou um raio rasgar o céu e constatou que logo iria chover.

Não é que ela veio mesmo?! — pensou enquanto observava a menina estacionando o carro do outro lado da rua.

Um pingo d’água caiu na testa da senhorita James enquanto trancava seu carro. Correu, por causa da chuva, para as dependências do edifício sem reparar nas mudanças feitas no local. Somente quando chegou a frente de uma porta no final de um corredor com os dizeres “Diretor Romeno” foi que, de fato, refletiu durando alguns poucos segundos e pode tomar realidade de onde estava novamente.

— Entre! — soou a voz familiar de dentro da sala.

Como ele adivinhou? — pensou ela girando a maçaneta.

— Você prefere camomila ou erva doce?

O diretor estava de pé e em média há 2 metros de distância da porta na qual ela acabara de passar. Segurava duas xícaras com chás. Ele os adorava.

— Não tomo chá.

A poltrona dos visitantes era confortabilíssima e as duas já se conheciam muito bem. Por isso, a pequena James não fez cerimônia para afundar-se nela e deixar sua mochila no chão encostada no pé do móvel.

— Vejo que está cuidando muito bem desse colégio, diretor.

— É um privilégio trabalhar aqui... Mas sabe de uma coisa? Desde que você se formou há quatro anos esse lugar não é mais o mesmo e minhas tardes são monótonas.

— Pois é, né?! Não tem mais ninguém para você perseguir...

A sala era um retângulo com laterais equivalentes a 5X4 metros. Uma de suas paredes era num tom de marrom claro. Móveis de madeira de boa qualidade eram postos sobre um piso de linóleo e os únicos móveis escuros eram a mesa na qual o diretor trabalhava e as bordas dos quadros, com as fotos dos campeonatos estudantis, pendurados na parede oposta à pintada. No teto um ventilador velho que quando era ligado girava desnivelado e fazia um barulho estranho.

— Por que me ligou?

— Passou no noticiário de ontem à noite sobre um assassinato, mas os jornalistas não sabem de muitos detalhes... Esses jornais só contratam ratinho que mal investigam as coisas.

— Tá. E o que você quer? — perguntou indiferente.

— Tenho um amigo policial... Mais precisamente chefe de policia que está liderando um grupo de competentes profissionais, mas estão com probleminhas...

— Quer dizer que o homicídio publicado ontem não foi o único? — James perguntou interessada.

— Positivo. Este já é o sexto. E eu sei que você, minha princesinha fofinha do coração, é a melhor pessoa para poder ajudar a polícia a fazer a ficha desses caras. — Jorgen Romeno falou com voz de criança e ao terminar sua fala abriu um sorriso amarelado.

— E o que eu ganho em troca? — ela perguntou com as sobrancelhas arqueadas.

— Você ganhará um muito obrigado acompanhado de um aperto de mão bem generoso do policial Palmer e agradecimentos da magnífica população da cidade! — respondeu ele entre gargalhadas roucas.

— Idiota! — afirmou involuntariamente olhando-o nos olhos.

— Sei que você faz um bom trabalho quebrando algumas regras. Como naquela vez que você produziu um relatório sobre mim e enviou para minha esposa.

— Qual? Aquele que cotinha suas aventuras com mulheres 30 anos mais jovens que você, querido titio?! Que possuíam olhos azuis, coxas torneadas, peitinhos arrebitados, lábios carnu...

— Ok. Já entendi! — Romeno interrompeu a listagem da moça de forma um pouco alterada, diga-se de passagem. E não teria outra forma de estar, pois, para ele, esse assunto era, não pouco, mas muito delicado e complicado de se explicar.

Senhorita James não poderia deixar na obscuridade sua tia, fazendo, assim, o melhor em entregar o tal documento com exatas 23 páginas redigidas sobre as aventuras de seu esposo. Ela sorriu de canto e prosseguiu meigamente:

— Isso já faz seis anos. Não precisa ficar tão irritado assim.

— É verdade. — o diretor pigarreou duas vezes arrumando seu paletó. — Um dos suspeitos do bando é Marc Kuscovis que é um dos estudantes do 3° ano do ensino médio. Aqui nesse computador tens uns dados dele, você quer dar uma olhada?

James deu a volta na mesa em um pulo e sentou-se na cadeira do seu antigo diretor. Conectou um cabo do seu Vaio ao computador da escola, copiou todos os arquivos referentes ao Marc e os deixou em sua área de trabalho, para que somente quando chegasse em casa os organizasse adequadamente.

— Como você chegou ao Marc? — ela perguntou.

— Venha ver. — ele puxou sua querida convidada pela mão até a janela. — Sabe aquele banco no outro lado da rua que você estacionou próximo?! O bando senta ali todos os dias esperando por um aluno... E advinha qual é... — prosseguiu batendo levemente seu polegar no vidro da janela.

— E qual o horário da saída dele?

— Às 7h 20min.

— Se importa de eu ficar aqui nesse horário para poder observá-los?

— Não. Mas só tem um problema... Vou embora assim que todos os alunos e professores saírem da escola.

— Não me importo.

***

7h 15min.

O senhor diretor Romeno já arrumava sua pasta para poder ir embora. As únicas pessoas que possuíam as chaves do colégio era ele e a “coordenadora da limpeza”, mas hoje não era o dia dela.

O velho inspetor tocou o sinal durante cinco segundos e após isso se ouviu barulho de conversas, zíperes sendo fechados, celulares tocando. Um alvoroço.

— Já vou indo. Está na minha hora.

— Tá. — respondeu apenas isso de forma não ambiciosa.

A delicada menina estava na janela com uma caneta azul e seu moleskine preparado para qualquer tipo de P.S. imediato.

— Jasmine James, muito obrigado pela sua atenção. — falou seu tio por fim segurando suas mãos na altura de seu peito.

Notas finais
Finalmente foi revelado o primeiro nome da James o/
Que suspense, neah?
E ai, o que acharam?! Não se esqueçam de opinar!! Amo vcs ^^
P.S: tive que repostar o capítulo por causa de uns errinhos de digitação. [/teclado malvado .-.