Deixe-me Entrar
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Jacob Stone foi o primeiro a acordar. Sentiu um peso sobre o seu ombro. Abriu os olhos e viu um mar de cabelos ruivos. Percebeu feliz que Cassandra dormia tranquilamente junto a ele e que o que vivenciara não fora um sonho. Sorriu satisfeito. Ela repousava a cabeça em seu ombro direito e uma de suas pernas longas e esguias repousava sobre as suas. Os brilhantes cabelos ruivos se espalhavam pelo seu ombro e braço e também por sobre o lençol branco. Era bom sentir a pele dela junto a sua e sentir o seu cheiro.
― Minha menina! Minha doce menina! Como eu te amo! – ele sussurrou.
Tudo o que falara a ela era verdade. Estava apaixonado. Perdidamente apaixonado por Cassandra Cillian. Devia confessar que se apaixonara por ela desde a primeira vez que a vira há três anos. Porém ele não teve coragem de admitir, muito menos de procurá-la para falar-lhe sobre seu sentimento. Talvez fosse medo. Mas a verdade é que se sentira extremamente magoado quando ela os traíra e teve receio de que ela pudesse cometer o mesmo erro outra vez.
Moveu-a cuidadosamente para não acordá-la e levantou-se. Vestiu uma cueca samba canção e dirigiu-se para a cozinha. Entrou no recinto, adicionou água e algumas colheres de café na cafeteira e a ligou. Sua pequena merecia um café da manhã especial. Abaixou-se e abriu o armário para pegar a baixela que usava somente em ocasiões especiais. E aquela era uma delas. Pôs-a sobre a mesa. Abriu a geladeira e pegou algumas frutas, leite, manteiga e geleia. Fechou a porta do eletrodoméstico com o pé direito. Dispôs os itens sobre a bandeja. Na parte de cima do armário, pegou uma xícara e despejou o leite nela. O alarme da cafeteira avisou que a bebida estava pronta. Pegou outra xícara e despejou o líquido negro fumegante.
Tudo estava pronto. Faltava apenas as torrada que estavam em um recipiente sobre a mesa. Pegou um pratinho e colocou uma porção de torradas e também o colocou sobre a bandeja. Pegou o utensílio e dirigiu-se de volta para o quarto. Empurrou a porta com um dos pés, pôs a bandeja em uma mesinha de estudos que havia ao lado esquerdo da porta. Seguiu até a cama. Cassie ainda dormia.
Colocou o joelho sobre o colchão e beijou-a para que ela despertasse.
― Acorde dorminhoca! – ele disse beijando-a novamente.
Ela abriu os olhos lentamente.
― Me belisque para eu saber que não estou sonhando! – ela pediu sorrindo e tapando os olhos como que envergonhada.
― Farei melhor que isso – ele respondeu, envolveu-a em seus braços e puxou-a para um beijo.
Quando seus lábios se separaram, ele enfim perguntou:
― Acredita agora que tudo é real?
Ela assentiu.
Ele levantou-se e dirigiu-se para onde deixara a bandeja com o café da manhã. Pegou-a e levou-a para cama. Os olhos de Cassandra brilharam como se ninguém nunca a tivesse tratado com tamanho carinho.
― Para mim? – ela indagou incrédula.
― Sim, é para você! – ele confirmou.
― Ninguém nunca me tratou assim, como se eu fosse alguém especial.
― Você é especial, Cassie. É especial para mim – ele sorriu.
― Aqui tem comida para um batalhão – ela comentou analisando a bandeja – Divide comigo?
― Claro! – ele concordou.
Jacob sentou-se ao lado dela na cama e os dois desfrutaram de um delicioso café da manhã, dividindo a mesma xícara. Quando eles terminaram, Jake pôs a bandeja de lado, voltou sua atenção para Cassandra, pegou sua mão e fitou seus olhos.
― Cassie, minha doce menina, você encheu minha vida de alegria e deu sentido a ela. Antes eu era apenas um homem que se escondia do mundo e se fechava para novos relacionamentos. Mas com você eu percebi que tudo podia ser diferente. Você coloriu meus dias, como um artista que lança as cores em uma tela branca. Com você eu sou melhor e sou feliz. Eu te peço que faça parte de minha vida em todos os momentos. Quero que seja minha namorada e quem sabe mais tarde minha esposa e mãe dos meus filhos.
Os olhos de Cassandra marejaram. Aquilo era tudo o que ela queria ouvir. Era a realização de um sonho.
― Sim! Sim, sim, mil vezes sim – ela respondeu e o beijou.
Permaneceram no quarto por mais algum tempo, aproveitando para namorarem. Porque agora era o que eram: namorados. Deixariam para depois pensar em como comunicariam aos seus amigos sobre o seu relacionamento. Por hora, aproveitariam o momento de que dispunham para começar a se conhecer mais.
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