Deixe-me Amar Você

4 Uma Conversa Quase Civilizada.


Notas iniciais
Olá pessoal!
PRIMEIRAMENTE NÓS QUEREMOS DESEJAR A TODOS UM FELIZ NATAL *-*
Well, nós adoramos escrever esse capitulo, e esperamos que vocês gostem tanto quanto a gente.
É isso ai,
Enjoy ^^

Lílian Luna.

Aquele dia na casa dos meus avós foi intercalado em meio a olhares entre mim e Hugo, e Hugo e Phillipe, a Miss Simpatia Julieta passou o dia todo bajulando tio Ron.

É. Essa garota me irrita. E eu nem sei direito o por quê.

Nesse momento já passava das dez da noite, e todos nós estávamos na sala, conversando e contando as novidades, que pareciam nunca acabar.

_Está tão quieta amor, o que houve? – perguntou-me Phillipe.

_Nada amor, nada. – disfarcei, acariciando uma de suas mãos. – Vamos deitar? – propus.

_Claro. – ele disse sorrindo.

_Gente, eu e Phillipe vamos nos deitar. – anunciei para o pessoal na sala.

_Podem ir para o antigo quarto de Ginny, queridos. – falou minha avó, e eu sorri.

Olhei em direção a Hugo, que nesse exato momento se inclinava para Albus e dizia algo em seu ouvido, não dei atenção, peguei na mão de Phillipe e comecei a caminhar em direção as escadas.

_Lílian! – a voz de Albus me parou, virei-me lentamente em sua direção. – Você irá dormir com Julieta. – completou, deixando-me perplexa.

_O quê?! – eu quase gritei.

_Albus tem razão, você e Phillipe ainda não são casados, não podem dormir juntos. – completou James, que estava sentando ao lado de meu pai.

_Vocês estão sendo idiotas, eu e Phillipe somos noivos! – protestei.

_Não importa, vocês não vão dormir juntos, Phillipe dorme com Hugo no antigo quarto do tio Ron – falou Albus.

_Pai. – falei, esperando que ele dissesse algo em meu favor.

_Seus irmãos tem razão, Lily. – disse ele.

O que é isso agora? Eles não confiam em mim?

Olhei para Hugo que tinha uma sombra de riso no rosto. Ah, isso com certeza tem dedo dele, óbvio que era sobre isso que estava cochichando com Albus.

Eu ia protestar quando Phillipe me parou.

_Tudo bem amor, são só alguns dias. – disse ele – Eu vou para o quarto de seu tio, boa noite – falou dando-me um selinho de leve e subindo as escadas.

_Eu também já vou dormir. – falou Hugo se levantando – Boa noite pra vocês.

_Boa noite. – responderam em coro.

_Boa noite, Lílian. – falou mais baixo quando passou por mim, e eu posso jurar ter sentido um tom de riso em sua voz.

_Você vem Julieta? – perguntei ríspida.

_Ah não, vou ficar um pouco mais, depois eu subo para te fazer companhia, Lily. – falou ela, em seu tom simpático e cínico em minha opinião, e ainda me chamando pelo apelido que só as pessoas mais próximas a mim chamam.

_Boa noite. – falei, e sem esperar resposta, subi as escadas.

xx-xx

Julieta já havia subido para o quarto e nesse momento ressonava tranquilamente, porém eu ainda não havia conseguido dormir.

O que significa tudo isso afinal? O fato de Hugo tentar me manter afastada de Phillipe, o fato deu odiar Julieta, sem nenhum motivo aparente, pois a garota não me destratou uma vez sequer... O que tudo isso quer dizer?

Cansada desses pensamentos decidi descer um pouco na cozinha, tomar meu costumeiro leite quente, para ver se o mesmo trazia de volta o sono que parecia fugir de mim.

Assim que cheguei à cozinha, peguei um copo e logo coloquei o leite que eu havia esquentado.

Sentei-me à mesa e fiquei pensativa enquanto degustava o leite que se encontrava em meu copo. Passado uns cinco minutos ouvi passos vindo do corredor, e confesso que torci para ser qualquer pessoa, até mesmo Julieta, menos meu querido primo. Ai eu vejo como o destino é uma droga.

Hugo Weasley.

Realmente eu não posso dizer que sou um cara de sorte. Tentei a todo custo deixar Lílian longe de Phillipe, e o que acontece? Meu primo, idiota, nomeado de Albus, coloca Phillipe para dividir quarto comigo, acho que ele quer a terceira guerra mundial, só pode. Ah não ser que eu o mate enquanto dorme, a ideia é um tanto boa não é mesmo?

Hugo Weasley. Respire. Não seja idiota.

Acho que estou ficando louco, quem sabe se eu pedir não me internam em um manicômio e eu fique lá o resto da vida? Pelo menos não terei de ver minha prima se casar com aquele alemão, que acha que minha prima é um coelho.

Se eu continuar assim, pensando neles, vou acabar não dormindo.

Olhei para o meu lado e o maluco, nomeado Phillipe, roncava, parecia um porco, não sei como Lílian o aguenta. Suspirei e levantei-me, talvez uma ida até a cozinha para beber um suco de laranja ou um suco de maracujá possa me acalmar e faça com que eu durma mais tranquilamente.

Assim que cheguei à sala, observei e percebi que vinha uma pequena luz da cozinha, deve ser alguém com a mesma sorte que a minha de não ter sono, pensei.

Dei alguns passos e logo notei uma cabeleira ruiva, poderia ser qualquer Weasley, visto que a maior parte é ruiva, mas por felicidade do destino, ou infelicidade, era ela.

Minha querida prima, que me ama, e que eu poderia considerar como minha melhor amiga, até o momento em que ela veio e trouxe aquele ser imbecil da Alemanha.

_Hey Lílian sem sono também? – perguntei enquanto ia à procura de um copo.

_Ah, é você Hugo – sorriu fraco.

_Sim, sou eu. Esperava alguém mais importante? – indaguei.

_Não, não – respondeu apressadamente – Apenas me assustei.

_Sou algum tipo de assombração agora? – disse me sentando a sua frente.

_Não seja burro Hugo, você não é um monstro. – riu – Apenas aquela vez, em que você queria dar um susto em Albus e em James e acabou por se pintar de verde, lembra?

_Claro que lembro, eles quase me bateram.

_O pior foi sua mãe, quase surtou quando viu seus cabelos cheios de tinta verde.

_Sim, mas ai depois você me encobriu, e minha mãe achava que você era uma santa.

_É bons tempos. – suspirou.

_Realmente. – sorri – E ai, então quer dizer que temos uma jornalista na família?

_É o que parece – brincou – E agora temos um cara que fotografa bebês? – riu.

_Sim.

_Uma pergunta. – disse me olhando. — Você não fotografa mulheres de biquíni não é mesmo? – perguntou séria.

_Claro que fotografo, é meu trabalho – ri e ela me olhou – O que foi?

_Nada, não. – olhou para o copo em suas mãos — Espero que nenhuma dê em cima de você, pelo que percebi Julieta é ciumenta e gosta muito de você.

_Ela não é ciumenta, de onde tirou isso?

_Hugo, por Deus, qualquer garota sentiria ciúmes de você. – ela disse.

_Você sente ciúmes de mim? – perguntei divertido e ela me olhou, parecia surpresa.

_Eu? Não... Sabe sou sua prima, onde já se viu. Eu sentir ciúmes de você? – perguntou rapidamente.

_É você disse que qualquer garota sentiria ciúmes de mim. E você é uma garota.

_Fico surpresa de você saber que eu sou uma garota. – ela riu sarcasticamente.

_Ah, mas o seu noivinho também sabe que você é uma garota, e depois daquele papo de encher a casa de filhos, achei melhor mantê-lo afastado de você ─ soltei e imediatamente me arrependi do que dissera.

_Eu sabia que tinha sido coisa sua! ─ ela afirmou ─ E o que diabos você tem a ver com a minha vida pessoal com Phillipe? ─ perguntou com o tom de voz mais elevado.

_Eu? Eu não tenho nada a ver, mas essa a casa dos seus avos. ─ falei, tentando arrumar um argumento válido para minha atitude.

_Você sabe que não faríamos nada enquanto estivéssemos aqui. ─ ela disse, visivelmente irritada.

_Quer dizer que farão quando saírem? ─ perguntei arqueando uma sobrancelha.

_Ele é o meu noivo e você não tem nada a ver com a gente. ─ ela sibilou ameaçadoramente, levantando-se da cadeira e me encarando com raiva.

_Eu não estou nem ai para vocês ─ falei me levantando também ─ faça o que quiser com o alemão idiota, Lílian.

_Você não é o Hugo Weasley que foi meu melhor amigo. ─ ela afirmou, fazendo seus olhos azuis perfurarem os meus.

_Quer saber? Foi você quem começou ─ explodi ─ eu não pedi para você voltar, enquanto você estava lá, tudo estava bem. Ai você chega como se tudo já estivesse certo, apresenta seu noivo para todos, e age como se tudo fosse excepcionalmente normal. Mas não é, ok?

_Oras, e você acha que eu estou feliz por ter voltado? Preferia mil vezes ter ficado lá. – disse brava.

_Se é assim, por que não volta? – perguntei.

_Ótimo vou voltar, e darei graças a Deus por não vê-lo nunca mais, pois pretendo não voltar.

_Ótimo. Faça o que bem entender.

_Eu... Eu vou subir. Até algum dia Hugo Weasley. E boa noite. – disse brava e saiu apressadamente, murmurando algo que eu não entendi.

_Boa noite esquentadinha. – resmunguei.

Lílian Luna.

Dormi um sono inquieto, tive sonhos estranhos, onde eu abraçava Phillipe e de repente ele virava Hugo, até que acordei com a claridade que entrava no quarto.

_Quem diabos abriu essa cortina? ─ resmunguei me sentado.

_Bom dia Lily, abri as cortinas, o dia está lindo, tomara que não se incomode! ─ falou Julieta, entrando no quarto, com seu tom cínico de sempre ─ Estão te esperando para o café.

_Estou indo ─ falei ríspida e me levantei, indo em direção ao banheiro.

Fiz minha higiene matinal, sai do banheiro troquei minhas roupas e peguei meu celular que estava em cima de uma bancada, reparei que havia uma mensagem e abri, a sms dizia:

"Fiquei sabendo que está na Inglaterra, estou morrendo de saudades, quando podemos nos ver?"

Quem me enviara era minha amiga de infância, Alice Longbottom, ela estudara comigo e com Phillipe na Alemanha, porém era um ano adiantada, por isso voltou para a Inglaterra antes de nós, e eu estou morrendo de saudades.

Peguei meu celular e respondi:

"Almoço em família hoje, por que não vem passar o dia comigo na casa dos meus avos?"

Ela aceitou de primeira, e assim ficou combinado que depois de quarenta minutos ela chegaria, então desci as escadas em direção a cozinha, muito mais feliz do que antes.

_Bom dia família. ─ cumprimentei todos, sentando-me na mesa.

_Seu humor melhorou, prima? ─ alfinetou Hugo, que estava sentado na outra extremidade da mesa.

_Claro que sim Hugo, estou muito melhor, para sua sorte. ─ respondi.

_Perdemos alguma coisa? ─ perguntou Julieta.

_Nada, coisa de primos, não é? ─ ele diz.

_Do que ele está falando, Lily? ─ pergunta Phillipe.

_Ah, isso é normal, Hugo e Lily sempre se provocando... ─ disse Rose, que estava sentada ao meu lado, com uma gargalhada um tanto forçada ─ É bom ver que voltaram ao normal.

Claro que isso era mentira, eu e Hugo nunca nos provocamos. Mas isso foi o bastante para acalmar os nervos de Phillipe, que logo ingressou em uma animada conversa com meu avô. Senti Rose apertar de leve minha mão em cima da mesa, e eu sabia que isso queria dizer que eu tinha muito o que explicar.

"Uma palavra posta fora do lugar estraga o pensamento mais bonito" - Voltaire

Notas finais
E então?
Bom, comentem falando o que acharam!
Provavelmente o próximo vai demorar um pouquinho mais a sair, pois nós estamos viajando e tals, e se torna muito difícil escrever, mas tentaremos ser breve!
Beijos