Deixe ir

13 O aviso do Larion


Notas iniciais
Demorei, mas aki estou eu o/ o cap. ficou um tanto curto mas estou guardando para o prox. hahahaha Se tiver algum erro ortagrafico, peço q me perdoem e me avisem! Eu hj postei nas pressas rsrsrsrs Boa leitura!

~Narrador

“Nada melhor do que um merecido descanso após décadas de trabalho duro”.

Proteu não podia desejar mais nada da vida naquele instante. Sua eterna existência como ser das águas tendia muitas vezes a ficar exaustiva e sem grandes novidades, o deixando entediado e com uma dor de cabeça terrível. Em razão disso e de outras coisas, ele procurara Kaleses, sua bela e deserta ilha particular. O lugar era ótimo para o livrar de problemas desagradáveis e um verdadeiro paraíso tropical. Diferente de sua irmã, que odiava todos os humanos que ousavam navegar pelos mares, Proteu os adorava, muitas vezes chegando até a protegê-los da fúria de Anfitria em alto mar quando eles rezavam desesperados, implorando sua proteção. Mas ingênuo é aquele que imagina Proteu como alguém bondoso. Da mesma forma que ele podia conservar a vida de centenas de homens, podia também matá-los sem hesitar se apenas uma dessas pobres almas fizesse algo que o irritasse.

Sua arrogância e crueldade o fazia parecer muito com sua irmã, além do fato de ambos poderem controlar o mar e serem bastante parecidos fisicamente. Tinha a mesma pela morena e os cabelos escuros de Anfitria, sendo que estes eram mais curtos, batendo nos ombros. Sua aparência de um homem jovem escondia sua verdadeira idade. Centenas de anos vividos quase que exclusivamente em alto mar, permanecendo pouco dias ou até mesmo horas quando ia a terra firme.

Uma das poucas exceções era sua atual situação, onde já se encontrava há mais de uma semana fora do navio. Infelizmente, não tinha ido a Kaleses priorizando seu descanso. Não, agora estava cumprindo um pedido da Senhora dos vulcões e esse pequeno fato estava começando a irritá-lo. Quando aceitou se juntar de bom grado aos planos de Imogen, não imaginava o quão difícil poderia ser. Não pôde prever o efeito que aquela garota estava lançando sobre ele e essa súbita atração, desde do primeiro momento em que a viu, estava o destruindo por dentro.

–Meu senhor, temos um problema no cais. –alertou Ryan, o imediato, adentrando bruscamente nos aposentos de seu capitão.

–O que foi agora, Ryan? A essa hora da manhã? -Proteu perguntou, áspero, pousando o cálice de vinho pela metade na cabeceira da cama. Ele olhou para a direita, onde sua “acompanhante” da noite passada dormia profundamente ao seu lado.

Com um resmungo irritado por ser obrigado a tratar de mais um problema, ele se levantou e tratou logo de pôr uma camisa. Por sorte, com a calça já estava. A noite havia sido curta demais, pois seus pensamentos o tinham levado novamente a outra mulher que não estava em sua cama, a mulher que ele nunca poderia ter...

–Já são, hã, duas horas da tarde, capitão. –Ryan falou, se controlando para não sorrir.

Proteu revirou os olhos e começou a calçar as botas.

–Independente da hora... –ele começou- o que aconteceu de tão sério que você mesmo não pôde resolver? Já tenho muitas coisas com que me preocupar sem precisar da conta de assuntos triviais.

Ryan hesitou antes de responder.

–São os prisioneiros, senhor. Eles tentaram fugir e já estavam no cais quando alguns dos homens os alcançaram. Estamos esperando seu julgamento, pois o senhor mesmo disse que quer resolver qualquer assunto que se relacione a eles...

–Está bem, está bem, já entendi. –Proteu admitiu, vencido e saiu às pressas do quarto, com Ryan em seguida. Minutos depois, os dois já estavam fora da grande casa que Proteu mandara construir para servir de dormitório à sua tripulação. No cais, todos os seus homens o aguardavam, junto de Anna, Kristoff e Olaf, que pareciam exaustos pela tentativa de fuga, embora continuassem de cabeça erguida.

–Você é mal, muito mal! Espera só até a Elsa chegar! Você não terá a menor chance! –exclamou um irritado boneco de neve para o recém chegado.

Proteu o olhou entretido, pensando em como uma criaturinha tão estranha e inofensiva podia ser tão áspera.

–Você me diverte, boneco. –ele falou, sorrindo.

–Eu exijo meus direitos! –Olaf exasperou- Nos liberte agora e talvez eu peça para Elsa não congelar você. –ele se debateu, tentando se libertar inutilmente da corda que enlaçava seus braços.

O capitão deu um riso de escárnio e voltou seu olhar para os outros dois prisioneiros, ambos com os pulsos amarrados. Seus pés estavam livres, mas quem tentaria fugir quando se está cercado por homens atentos a qualquer movimento seu?

–Vocês me irritam, sabiam? Irritam muito. Já deveriam saber que é impossível fugir daqui. Estou até surpreso com tamanha estupidez. É claro que... –ele olhou para os homens ao redor, acusador — ...nossa segurança foi um tanto falha. Mas me digam, estou curioso, aonde pretendiam ir? Sabem navegar? –ele perguntou, sarcástico.

–Você deveria é prestar mais atenção em seus prisioneiros, seu idiota filho de mãe. –Kristoff falou, sem hesitar.

Proteu levantou as sobrancelhas, surpreso com a coragem daquele homem.

–E você deveria tomar mais cuidado com o que fala. –ele disse, ameaçador- A linha tênue que prende sua miserável vida a esse mundo pode ser facilmente cortada se eu assim quiser.

–Ah, que poético! Então porque você ainda não me matou? Está louco para isso, não? –disse Kristof, provocador.

Proteu riu.

–Nisso eu tenho que admitir. Me satisfaria imensamente ver você sangrar... –concordou, imaginando a possibilidade.

–Não! Kristoff, pare! Você está louco? –exasperou Anna ao seu lado.

O olhar de Proteu vai rapidamente até a garota, cujo semblante maltratado pelos dias como prisioneira demonstrava coragem, apesar da sua situação. Ela podia estar com medo, mas Proteu podia sentir que esse sentimento nunca a dominaria.

–Pelo menos agora sei que um de vocês tem um pouco de juízo... –ele disse, fingindo alívio- A pergunta é.... o que farei com vocês?

Anna e Kristoff se entreolharam, preocupados.

–Entendam... –Proteu continuou- meus homens estão esperando que eu dê alguma punição a vocês. Ninguém tenta fugir de meus domínios e sai ileso disso.

–Morte aos fugitivos! – Anguns homens exasperaram, sendo incentivados por outros logo em seguida.

Nada surpreso com a ideia, Proteu deu um sorriso torto e olhou ao redor. Seus homens adoravam um espetáculo... e ele não ia perder a chance de oferecer um.

–É a morte deles que vocês querem? –ele retrucou, em voz alta.

Os homens soltaram gritos de concordância.

–Vamos torturar o menino! –disse um, apontando para Kristoff. –E deixe-nos jogar essa criatura na fogueira!

Olaf se encolheu e foi para mais perto de Kristoff, amedrontado. Proteu apenas sorriu, adorando a ideia.

–Nos dê a mulher, capitão! Vamos nos divertir muito com ela. –disse um homem de semblante rude e malicioso. Outros concordaram com ele, animados.

Anna arregalou os olhos de medo e Proteu, pela primeira vez, hesitou.

–Ninguém toca nela! –Kristoff exasperou, nervoso

–Você não está em condições de exigir nada, mortal. –debochou um marinheiro.

–Isso não e justo! –protestou Anna –Vocês são todos uns selvagens, é isso o que são! E eu os odeio. –ela disse, áspera.

Os homens riram, exceto Proteu, que permaneceu impassível por alguns segundos, imaginando a melhor desculpa para não ter que entregar a mulher que lhe tirava o sono aos vícios daqueles homens.

–Você quer justiça, garota? –ele disse finalmente, aliviado por ter encontrado uma solução.

–É a única coisa que eu quero. –Anna respondeu, receosa do que sua resposta poderia significar.

Proteu suspirou, satisfeito.

–Então, vamos fazer a sua vontade, princesa. –ele disse, sorrindo. Os homens se entreolharam, já sabendo o que seu capitão planejava e soltaram gritos de euforia.

***

~Elsa

–Você está com medo? –o Larion pergunta, entretido, minutos depois de Jack ter atravessado o portal.

Engulo em seco, mas me permito permanecer firme. Afinal, são apenas alguns minutos com um monstro assassino à minha frente. Sem problemas.

–Estou ótima. –respondo, certa de que não soara convincente.

Como forma de passar o tempo e de me manter mais segura caso aquela criatura resolvesse me atacar, me afasto em direção a sacada, olhando de cima o salão onde eu estava há pouco tempo. Os Larions agora já haviam retirado todos os corpos, mas as poças de sangue e as mesas e vidros quebrados no chão deixam marcas da carnificina que acontecera ali.

–Por que Anfitria saiu? Ela é a dona daqui, não é? Não deveria tentar controlar a confusão ou coisa parecida? –pergunto, me lembrando da minha dúvida de antes.

Assim que falo, me arrependo, com medo de que o Larion fosse me recriminar e perder a pouca paciência que ele parece ter, mas ele apenas me encara, sereno.

–Você faz muitas perguntas. –disse, estranhamente calmo.

–Já me disseram isso. –respondo, dando um sorriso fraco.

–Então você é sempre assim? –ele continua- Deve ser horrível ficar em sua companhia por muito tempo.

Surpresa com esse comentário, hesito, sem saber o que responder. A criatura percebe meu receio e sorri, o que o faz, se é que é possível, ainda mais assustador com todos aqueles dentes pontiagudos à mostra.

–Você podia apenas ter respondido a pergunta. –digo, indignada, começando a perder o medo.

–Podia... mas não queria... assim como não quero agora. –ele diz, visivelmente satisfeito com a situação.

Suspiro, impaciente.

–Ótimo, quanto menos eu souber desse lugar horrível e sua dona, melhor. –falo, sem conseguir me conter.

Mais uma vez, me arrependo de minhas palavras, mas o Larion novamente não parece se importar.

–Além de curiosa, é atrevida... Péssima combinação de qualidades, Majestade.

Arregalo os olhos, surpresa.

–Sabe quem eu sou? –pergunto.

–Eu sei muitas coisas. –ele diz, embora não soasse orgulhoso- A maioria dos seres ligados ao mar tem esse dom.

O olho, ansiosa.

–Você... pode também prever o futuro ou coisa assim?

Ele ri.

–Tenho cara de vidente? Não, não. Apenas vejo o presente e lapsos do passado. O futuro é uma visão enevoada e complexa que está além da minha compreensão. Apenas alguns raros seres têm esse poder e mesmo assim, não é algo que pode ser obtido com clareza.

–Se você vê o presente.... –começo, tímida- Então, sabe onde minha família está?

O Larion suspira, entediado e fecha os olhos.

–Sim, posso vê-la... Sua irmã, dois homens, um.. boneco de neve? –ele pergunta, em dúvida.

–Sim! –confirmo, ansiosa- É o Olaf! Sabe onde eles estão?

O monstro lentamente abre os olhos, parecendo irritado.

–Sei, é claro que sei. Mas chegar até lá é um enigma. Enigma esse que Anfitria é muito mais capaz de resolver do que eu. –ele responde, ríspido.

Depois disso, permanecemos em um silêncio sufocante por mais alguns minutos. O Larion de vez em quando lança um olhar desconfiando até mim, que eu sempre desvio por simplesmente não conseguir encará-lo por muito tempo. Penso em perguntar o nome dele várias vezes ou pedir que ele falasse mais sobre seu dom, mas logo me recrimino mentalmente. Tenho quase certeza de que ele não iria responder minhas perguntas.

Sentindo um verdadeiro alívio interior, vejo a porta dupla se abrir e meu familiar guia sair dela, parecendo mais abatido do que nunca. Ele está vestindo uma nova camisa, preta e de manga longa, então imagino que ela já tenha tratado do ferimento em seu braço. Aquele ciúme inexplicável me vem novamente a cabeça, mas me controlo. Afinal, não é hora para isso.

Assim que ele me vê, sã e salva, dá um suspiro de alívio.

–E então? –pergunto, ansiosa.

–Primeiro... –ele começa, olhando para o Larion ao seu lado, cujo semblante se torna mais agressivo. Imagino que ele não goste nem um pouco de Jack. –Vamos sair daqui.

Concordo com a cabeça e Jack começa a ir em direção as escadas. Lanço um olhar para o guardião do portal, que me responde com um aceno de cabeça, a expressão se suavizando. Quando lhe dou as costas, meu sangue gela.

“Tome cuidado com o amuleto que carrega no pulso”, ouço, assustada, sua voz em minha cabeça. Olho novamente para o Larion, mas ele apenas me devolve o olhar como se nada tivesse acontecido.

***

–É praticamente impossível chegarmos em Kaleses sozinhos- disse Jack, sério, enquanto conversamos em uma das mesas da “Enseada do Johah” que tinha desocupado.

–Então você conseguiu o nome do lugar e... só? –pergunto, frustrada.

Ele dá seu familiar sorriso torto e inclina o corpo em minha direção.

–Eu disse isso? –ele recruta, sarcástico. O que me deixa mais aliviada.

–Não há, aparentemente, jeito de chegarmos lá sem que o próprio dono nos leve. -ele continua.

–Que seria o sequestrador... –deduzo.

–Sim, Proteu. O irmão de Anfitria e outro imortal do mar. –ele responde.

–Irmão? –falo, surpresa- Então Anfitria é uma espécie de cúmplice? –acuso, irritada.

Jack balança a cabeça em negação.

–Os dois sempre viveram afastados. Anfitria me contou que eram raras as vezes que Proteu a visitava, pois o contrário não poderia ser feito já que é impossível de encontrá-lo a não ser que ele queira. Ela disse que os dois tiveram uma briga por causa da aliança dele com Imogen, e desde então pararam de se falar.

Contrariada com essa explicação, permaneço em silêncio, esperando suas próximas palavras. Jack parece perceber que não fiquei muito feliz com sua resposta.

–Quando Proteu vai ao continente, Anfitria disse que muitas vezes ele deixa um de seus homens no litoral- ele começa- Homens que já cumpriram seu prazo centenário de serventia no navio dele e que se tornaram livres e mortais de novo para seguir com suas vidas.

–Proteu lidera homens... amaldiçoados? –pergunto, descrente.

–Sim. Por vontade própria ou não dos escolhidos, Proteu recruta homens para servir em seu navio de tempos em tempos. Não é uma vida muito fácil em alto mar e muitos acabam morrendo.

Assinto, cada vez mais surpresa com as coisas que já vira ou ouvira desde que conhecera Jack.

–Aonde estou querendo chegar, Elsa.. Acho que você já adivinhou. Há um desses homens libertos aqui, em Sorayan e como ele com certeza já deve ter estado em Kaleses, pode nos dizer como Proteu chegava até ela. –ele suspira pesadamente- Não é o que eu esperava de um tipo de pista, afinal é tudo muito incerto. Mas é a nossa única chance.

–Então... –digo, mal contendo minha ansiedade- Imagino que temos que achar esse homem...

–Com isso não precisamos nos preocupar. –ele diz, mais animado.

Dou um sorriso, feliz de por fim encontrar uma luz naquela busca.

–O homem procuramos é Tiberius, rainha da neve. Exatamente, o rei de Sorayan. O problema é que Anfitria me alertou o quanto ele detesta falar de seu passado.

Notas finais
ahhh supeeer curiosa pra saber o que vcs acharam dele, sim de Proteu é claro kkkkk Ok, eu sei q esse cap. n tev mt coisa, mas estava realmente sem saber como organizar minhas ideias e acabou ficando assim mas sem problems! Só digo uma coisa... esperem o próx. Olha, como devem ter percebido meu problema é o tempo então possa ser, com foi nesse cap., que eu demore para postar, mas por favor tenham paciencia cmg ok? Terceiro ano é um inferno na terra, afeeee. Mas entendam, é serio. Volto a dizer q não tenho preguiça nem nada, é falta de tempo para organizar o cap. msm Mas eu n desisto, viu? Vou postar assim q der bjssss u.u