Deh e Dih

15 Os problemas.


Notas iniciais
Os seus problemas, Você deve esquecer. Isso é viver, É aprender. HAKUNA MATATA.

Olho para o céu e gemo de frustração. O céu está com um tom assustador de cinza. Começa então a trovejar. Estremeço. Meu telefone toca, me fazendo pular em cima da cama. Vejo o rosto de Dimitri fazendo uma careta e sorrio me perguntando quando ele tirou essa foto. Atendo.

–Cinco minutos.

E ele desliga. O que?

E exatamente cinco minutos depois eu escuto a moto de Dimitri parando. Corro para a porta, abrindo-a quase completamente. O vejo saltar com elegância e caminhar até mim. O deixo entrar, sendo logo em seguida enlaçada por seus braços. Respiro fundo seu cheiro.

–Oi grandão.

–Oi pequena.

Pegamos a poltrona e a viramos de frente para a janela. Me acomodo em seu colo e logo a chuva inicia.

–Dizem que essa será a chuva do ano.- Murmurou Dimitri com o rosto enterrado no meu cabelo.

–Vamos aproveitar o show, então.

Esse era um daqueles momentos em que não precisávamos falar nada, só ver e ouvir. Fiquei me perguntando se a moto dele iria aguentar aquela chuva violenta. O vidro parecia embaçado por causa da água, e logo ficou frio. Me enrosquei em Dimitri e ele me envolveu mais, me esquentando com seu calor interno. Enterrei meu rosto na curva do seu pescoço e fechei os olhos, ouvindo o som das gotas batendo fortemente na janela, como se quisessem entrar.

Uns minutos depois, com a chuva um pouco estável, decido preparar um café. Cutuco Dimitri, que até então estava quase dormindo. Sussurrei ''café'' em seu ouvido. Fomos em silêncio até a cozinha. Estremeci com o frio.

–Estou precisando do meu cobertor.- Sussurro.

–Que tal eu ser seu cobertor hoje?

–Seria ótimo.

Sorrio e Dimitri me envolve num abraço caloroso. Levanto a cabeça em busca de seus lábios. Ele me beija profundamente e logo o calor já é quase febril. Minhas mãos voam para seu casaco, e as dele para os botões da minha blusa. E uma pequena parte de mim grita em sinal de recusa. Me implorando para parar. Eu não queria parar, mas o logo o medo se tornou tão grande que chegou a doer. Parei bruscamente, me afastando pouca coisa de Dimitri.

–Desculpe.- Ele murmurou.

–Não. Essas coisas vem acontecendo por iniciativa minha.- Esperei ele me olhar.- Eu estou te devendo uma explicação.

–Pequena, eu entendo que você tem medo disso acontecer, é normal ter medo da primeira vez.

–Não é disso que o assunto se trata.

Dimitri adotou uma expressão confusa.

–Eu preciso falar com você sobre isso.

Notas finais
Comentem pessus!!