Deh e Dih
6 Marcando um encontro.
Notas iniciais
Acordo como um bobo. Somos amigos! Já é um começo. Mas o namorado dela é que me preocupa. Será que eles se resolveram?
Mais tarde decido dar uma passada no teatro. Procuro por Demi, mas ela não está. Só sua amiga. Como é o nome dela mesmo? Credo, convivo com essa garota e não sei seu nome. Que horror. Sinto vontade de ir ao banheiro, peço licença e saio. Chegando perto de lá sorrio ao escutar uma cantoria suave e logo sei quem é.
–Cause I don't wanna lose you now, I'm lookin' right at the other half of me, the vacancy that sat in my heart, is a space that now you hold, show me how to fight for now, and I'll tell you, baby, it was easy, comin' back into you once I figured it out, you were right here all along, it's like you're my mirror.
Encosto na porta e a observo cantar enquanto arruma seu cabelo. Depois começa a ajeitar-se. Está de jeans, uma blusa cinza e chinelos. Ela olha de repente para trás e me vê. Revira os olhos e pega sua bolsa.
–Você e suas surpresas.- Ela diz arqueando as sobrancelhas.
–Como estão as coisas entre você e Nathan?- Não que eu estivesse interessado, só achei aquela pergunta parte da pouca educação que tive.
–Estão bem.- Sussurra.- Dei-lhe motivos até a alma que não há nada entre nós, mas ele é pessimista. Não consigo acreditar que pense assim.
–Sinto muito se quase acabei com seu relacionamento.
–Não sinta. Eu não suporto as amigas dele, mas não faço barraco nem nada. Eu confio nele quando diz que não tem nada entre ele e elas. Só acho que ele deveria confiar em mim também.
Ficamos em silêncio por uns instantes. Decido falar o que treinei em casa para falar.
–Sem maldade e sem ofensa, joga Just dance comigo?
Ela me olha intrigada e ri.
–O que te faz pensar que eu danço?
–Nada foi só um palpite.
Segue-se um silêncio novamente.
–Não vou para sua casa.- Ela diz.
–O que? Mas é só para jogar, não tem nada demais nisso.
–Meu namorado tá nos nervos comigo, se eu for para sua casa, mesmo que seja sem segundas intenções, o que você acha que ele iria pensar?
–E na sua casa?
–Absolutamente não!
Ri suavemente. De repente me ocorre uma ideia.
–Sua amiga! Vamos jogar na casa dela.
Demi, que já estava saindo, se vira lentamente e me olha pensativa. Olho-a com expectativa.
–É uma boa ideia.
Ergo as sobrancelhas. Foi isso mesmo que ouvi? Sorrio e vou até ela, pegando-a nos braços e girando-a animadamente. Ela era tão pequenina em meus braços que parecia uma bonequinha.
–Bem, vamos falar com ela.
Pego sua mão e a puxo até onde estão todos reunidos. Disfarçadamente ela solta minha mão e corre até a amiga. Em menos de três segundos a amiga abre a boca rindo suavemente. Olha para mim e ergue os polegares. É isso ai!
Depois da aula, procuro por Demi, mas ela já se fora. Corro até lá fora e vejo as duas em cima de bicicletas rindo abertamente. Grito-as. Elas param bruscamente e me olham. Corro até elas.
–Preciso saber o dia e o horário.- Digo ofegante.
–Sábado depois do almoço, na minha casa.- Diz a amiga.
Elas então viram-se e saem. Rio com a conquista e vou para casa sorrindo como um idiota.
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