Degausser
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Eu fiquei mais alguns minutos tentando assimilar o fato de que minha vida havia dado um giro de 360º. O fato de que o impossível se tornou realidade e de que o momento que eu havia sonhado durante todas aquelas noites obscuras e tempestuosas havia acontecido.
Era bastante óbvio que eu não conseguira dormir aquela noite. Tive que ir acordar meu pai e pedir para ele me dar algo para acalmar meus ânimos. Contei a ele toda a história e ele logo se alegrou. Depois de ter tomado um calmante, consegui finalmente entrar no mundo de Morfeu.
No outro dia acordei lentamente às 11h 30min, correndo ao notar que estava em cima da hora. Arrumei-me, e quando faltava 15min para o horário que eu havia marcado com Harry, saí de casa.
Fui a pé até a Starbucks, dando leves saltinhos pela rua. Eu nem estava nervosa quase. Imagina, supernormal sair para almoçar com Harry Styles.
Eu estava praticamente sem unhas.
Ainda não sabia ao certo o que fazer quando chegasse lá. Ele nem sabia como eu era!
Mas todas as minhas preocupações acabaram quando eu vi ele. E quando eu vi aquele sorriso.
- Oi... Então, eu sou a Elisa. – falei tímida, aproximando-me lentamente dele.
- Oi Elisa! Hmm, imaginei você diferente sabia? Mas você é bem mais bonita do que eu pensava. – ele disse soltando um risinho. – Vamos nos sentar? Creio que você tem muitas coisas para me contar.
Sentei-me de frente para Harry. Apesar de termos combinado de “almoçar”, tomamos apenas um café.
- Comece. – ele gesticulou para eu falar.
- Bom Harry, como você sabe, me chamo Elisabeth Pevensie (N/A: eu sou uma narniana e casada com Edmund, tenho que honrar esse sobrenome!), tenho quatorze anos e sou daqui mesmo. Meu pai se chama Gregory, ele é professor, e como nós sabemos, não é o emprego mais luxuoso do mundo, mesmo na Inglaterra. Minha mãe... Bem, ela faleceu no parto sabe? Foi bem difícil para o meu pai. Ainda sinto falta dela, apesar de nunca a ter conhecido. Mas sei que vou encontrá-la algum dia... Enfim, eu acabei, digamos que, como você sabe... – eu hesitei.
- Você entrou em depressão. – Harry completou, absorto em minhas palavras enquanto segurava em minhas mãos acima da mesa.
- Exato. – concordei baixinho.
- Qual o porcentual da minha culpa em tudo isso?
- Digamos que uns 60%.
- É, parabéns Harry. – ele falou consigo mesmo. – Desculpe.
- Como se você tivesse culpa de eu ser assim! Relaxe Harry, até ontem você não sabia quem eu era.
- Verdade, e me culpo mentalmente por não ter conhecido você antes. – ele disse dando um olhar significativo.
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