Notas iniciais
Oi, gente. Adorei o feedback de ontem. Perina ontem foi tão perfeito

Um novo dia iniciou-se. Pedro finalmente entendeu, na pele, o que Karina sentira quando viu Bianca e Duca. Mas o pior era que não tinha outra pessoa com quem contar. A única pessoa que o ajudava com seus "draminhas adolescentes" era João ou Tomtom. João estava ocupado pensando em como conseguiria conquistar Bianca e Tomtom ainda estava no acampamento. Estava sozinho, sem ninguém para contar.

Levantou-se da cama. Pegou as primeiras roupas que viu e vestiu-as. Saiu de casa sem nem mesmo olhar para seus pais. Levava consigo o seu skate, mas não tinha um destino. Decidiu decidir enquanto ia na rua.

Karina acordou bem disposta. Apesar de ter seus sentimentos destruídos no dia anterior, finalmente poderia começar a realizar seu sonho. Não sabia como se sentir, mas estava ansiosa para começar seu treino. Abriu a janela do quarto e de lá, pôde ver Pedro. Ele caminhava na praça com o skate em suas mãos, até que soltou um grito que até mesmo K conseguiu ouvir e jogou seu skate no chão, sentando num banco, com as mãos no rosto.

Karina sentiu pena e se sentiu tão mal quanto ele. Logo quando ela achou que poderia ser feliz e ter um romance decente. Ela amava o garoto, mas antes mesmo dele aparecer em sua vida ela já queria perseguir aquele sonho. A garota nem ao menos tinha saído para a academia e já começava a se arrepender de sua escolha. Decidiu ir ao seu banho e partiu para a academia, evitando o rapaz frustrado. Não queria magoar-se ainda mais.

Pedro ficou olhando para o chão durante algum tempo, até que uma velhinha de cadeira de rodas veio se aproximando.

– Meu filho, foi você que apanhou do Duca ontem, não é? — disse a idosa.

– Nossa, até a jornaleira já sabe disso? — reclamou o rapaz.

– Não é isso, menino. É que o Duca é meu neto. Saiba que eu já dei uma bronca nele e ele lhe pediu desculpa.

– Ah, que bom, dona…?

– Dalva, meu filho. E você, como se chama?

– Eu me chamo Pedro.

– Então, Pedrinho, agora que eu já te disse sobre as desculpas, você não precisa mais chorar. Seca esse rosto.

– Não é pelo seu neto que eu tô assim. Conhece a Karina, filha do Gael?

– Claro que conheço. O que que tem?

– Bom, é que eu e ela estávamos tendo um negócio muito bom. Não era exatamente um namoro, mas a gente ficava, não tava rolando brigas. Eu tava me apaixonando cada vez mais por ela, dona Dalva. Aí ela vem pra mim e diz que não quer mais nada comigo. Eu me senti muito magoado em relação a isso, sabe?

– Pra vocês estarem de bem é porque admitiram que se gostam. Mas e aí, por que ela fez isso?

– Ela não disse. Simplesmente disse que queria distância.

– Olha, aí tem coisa. Não se preocupa que tudo vai se resolver.

– Você acha?

– Eu sei, meu filho.

Pedro sorriu. Apreciava o apoio da senhora. Levantou-se, pegou seu skate e foi para a Ribalta, mas na porta, Gael bloqueava a passagem.

Notas finais
Comentem, lindos.