Deep Inside Of You
3 The One.
Notas iniciais
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– Summer after high school, when we first met – Não importava quantas vezes repetisse a canção a seu ver nunca estava suficientemente boa – We’d make out in your Mustang, to Radiohead and on my 18th birthday, we got matching tattoos. – Parou o gravador excluindo a gravação inútil, algo estava errado. — Summer after high school, when we first met – Iniciou novamente dessa vez um tom abaixo, anotando em seguida o progresso no pequeno caderno.
– Aí está você! – O foco passou do caderno para morena à sua frente – Te procurei em toda parte, garota! – Lançou um falso olhar raivoso da porta.
– Naya! – Um sorriso brincou nos lábios de Selena que foi de encontro ao abraço da amiga. – Desculpe não ter telefonado pra você esses dias é que eu estou meio enrolada com o arranjo dessa música.
– Deixe-me ver. – Andou até o piano e observou as anotações das outra ainda confusa – Não entendi – Franziu a testa — Qual o problema?
– Esse é o problema: In another life, I would be your girl, We’d keep all our promises, be us against the world.
– Talvez se a melodia fosse um pouco mais lenta – A mão parou no próprio queixo forçando uma pose de pensador, o que fez Selena gargalhar – Que tal isso? — Iniciou a gravação – In another life, I would be your girl, We’d keep all our promises, be us against the world. – Os olhares fixos um no outros.
– Você é um gênio – A voz saiu mais rouca que o esperado, a distância entre os corpos era mínima.
– Ei, meninas! Vocês precisam ir à minha festa amanhã à noite. – Miranda entrou repentinamente fazendo-as saltar com o susto. – Na minha casa às 22hrs – Entregou os convites em um envelope rosa tão vibrante que poderia ser visto a um quilômetro de distância, logo em seguida retirou-se.
– Até parece que eu iria a uma dessas festas na mansão Cosgrove. – Naya revirou os olhos.
– Amanhã você irá. – Impôs a mais nova – Você não vai me deixar sozinha no ninho das cobras, não é? – Um bico formou-se deixando a visão da pele pálida do rosto de Selena ainda mais fofa.
– É muito simples escapar dessa, apenas não vá, Sel – Deu de ombros.
– Eu tenho que ir, Miranda é minha amiga e ficaria descepcionada se eu não fosse.
– Oh, agora pouco era mais uma no ninho das cobras – fez aspas no ar – Você é totalmente maluca, Selena. – Uma pequena risada saiu pelo nariz.
– Ah, não me faça explicar isso de novo! – Bufou.
– E o que eu ganho indo com você? – Arqueou a sombrancelha indo em direção à porta.
– Aonde você vai? – Seguia a outra.
– Hm... Biologia. – conferiu no horário em seu caderno. – Ah, e você ainda não me disse o que eu ganho.
– Que tal. – A mais nova aproximou-se capturando os lábios da “amiga” -... Outro desses? – Apenas um sorriso surgiu como resposta.
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– Naya! – A voz irritante soou aos ouvidos da morena – Espere!
– O que foi dessa vez, Miranda? – Não importáva-se em demonstrar sua insatisfação.
– Só queria saber se você vai à minha festa amanhã – Mordeu o lábio inferior fazendo uma pausa – É que tem esse meu amigo Phill e...
– Já entendi tudo, obrigada, mas eu não estou interessada – Cortou-a rapidamente.
– Está comprometida?
– Não, eu só estou gostando de alguém. – Falou corando.
– Sério? – Debochou – Porque eu não te vi com ninguém por aí.
– Você não sabe nada sobre a minha vida. – Tentou sair da conversa sendo impedida pelo braço da outra.
– Não pense que eu não sei o que está acontecendo – Desafiou-a.
– O que? – Uma corrente elétrica percorreu seu corpo ao lembrar-se do acontecido poucos minutos atrás.
– Eu não sou cega, Naya, muito menos boba. – Soltou um risinho sarcástico — Então acho que não verei você amanhã à noite a não ser que você queira que todos saibam do quem tem acontecido na sala de música – Gargalhou acenando levemente. – Tchau, tchau.
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A voz da vocalista de Evanescence preenchia cada cômodo da casa devido o volume exagerado da música. Oito da noite de sexta-feira, Naya estava jogada no sofá escutando seu álbum favorito da banda, The Open Door. Não havia nada em sua mente apenas a letra de Call Me When You’re Sober. Algumas batidas, quase inaudíveis, na janela despertaram-na.
– Selena? – Corou pensando na situação em que se encontrava, estava de pijama na frente da garota que acelerava seu coração. – Você não me avisou que viria, se soubesse teria vestido algo apresentável.
– Ah, qual é? Não é como se eu nunca tivesse te visto de pijama antes. – Socou o ombro da outra de leve. – Mas por que ainda está com ele, temos uma festa esqueceu?
– Eu não vou, Sel. – Forçou um sorriso.
– Pare com isso, você vai sim. – Puxou-a pela mão – Vamos lá em cima arranjar algo pra você vestir.
– Não, Selena! – Soltou-se bruscamente – Miranda não quer me ver naquela festa.
– Ela te deu um convite – Falou como se tudo estivesse implícito – Eu estava lá, lembra?
– Eu sei, mas ela me procurou depois que nos vimos e certificou-se de que eu não iria. E eu não vou!
– E quanto ao nosso acordo? – Fez um biquinho que foi totalmente ignorado. – Naya, você vai! – bateu os pés contra a escada de madeira – Esta noite você é minha acompanhante. – A voz firme.
– Sua acompanhante? – Os olhos saltaram da face.
– É, então vamos. – Puxou-a subindo as escadas – Temos que fazer uma transformação – imitou um barulho de trompete – de noiva cadáver à acompanhante de Selena Gomez.
– Fala como se fosse uma honra. – falou entre dentes – E também não sou nenhuma noiva cadáver.
– Para de reclamar e anda logo garota!
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O quarto de Naya era no mínimo encantador. Não como o de uma princesa dos contos de fadas, mas o suficiente para deixar os amantes da música boqueabertos. Um piano de cauda repousava no canto do quarto, enquanto um oceano de partituras o cobria completamente, o que fez pensar o quão engajada estaria Rivera em uma canção qualquer, abandonando o pobre violão em um mini puff preto.
– O que você está compondo Naya? – Perguntou a de cabelos curtos desconfiada.
– Não é nada em especial, Selena – Tentou fugir – Aém do mais, não foi pra isso que viemos aqui.
– Naya Marie Rivera! – Cruzou os braços sobre o peito empedindo a passagem da outra cerrando o olhar.
– Você venceu! – Revirou os olhos jogando-se na espaçosa cama – Mas você não vai gostar de ouvir isso. – Balançou a cabeça negativamente.
– Tudo isso por uma música? – Sentou-se a beira da cama.
– Estou reescrevendo e mudando os arranjos de uma música da Winehouse. – Parou soltando um suspiro cansado.
– E? – Incentivou.
– Olha, Gomez, eu sei o quanto aquele papel de Dorothy é importante pra você, mas eu também vou fazer esse teste. – Tapou o rosto com as mãos evitando olhar diretamente nos olhos da morena.
– Tchau. – Selena deixou o aposento de maneira inesperada. Rivera previu gritos e juras de ódio eterno, exatamente como Gomez fazia com todos que ficavam entre ela e sua música. Mas nada veio, e o silêncio era a pior das respostas.
Notas finais
-Liesel.
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