Deep Inside Of You
1 Dont worry about me.
Notas iniciais
– Mais uma vez e vocês poderão ir. – Iniciou a contagem do tempo para que as vozes entrassem compassadamente na melodia. Os graves eos agudos eram entonados habilidozamente pelos integrantes do coral. A medolodia foi ficando mais suave indicando o final da canção e as vozes antes reunidas ém uma só agora tomavam rumos diferentes formando um turbilhão de palavras incompreensíveis.
– Ah, Senhorita Gomez, peço que aguarde um instante. – Anunciou enquanto recolhia as partituras espalhadas pela ampla sala acusticamente isolada.
– Pois não, Mr. Bloom. – Aproximou-se a garota recebendo um sinal para que setasse – Isso é muito importante? – Seu estado de impaciência era visivelmente ignorado pelo jovem professor. – Tenho outras coisas a fazer, se puder ser breve eu agradeço.
– Olhe só para você; não te reconheço – Deixou o olhar dos papéis sobre a mesa voltando-o para a garota. – Você era realmente a aluna mais dedicada a quem já instrui, seu potencial é incrível, Selena, e seu amor pela música é inegável. O que está acontecendo com você? Tem faltado aos ensaios e quando se faz prsente praticamente sai correndo além de apenas dublar toda a canção. Onde foi parar o seu amor pela arte?
– Por que deveria continuar me esforçando se o máximo que vou fazer é cantar com esses babacas, sem sonhos, do coral?
– Senhorita Gomez, eu...
– Se me permite, tenho mais o que fazer. – Retirou-se de imediato.
A expressão de desapontamento permaneceu no rosto de Derek e continuou alí por algum tempo antes que seu telefone o despertasse. Observou o nome na tela atendendo em seguida.
“– Demi! Como está? – Falou animado.
– Onde diabos você se meteu? Os patrocinadores já estão aqui! – Aquelas palavras geraram um estalo na cabeça do homem, tinha esquecido completamente do compromisso no teatro.
– Droga! Como pude esquecer-me disso? – Ouviu Demetria bufar do outro lado da linha. – Chegarei em dez minutos.
– Você tem cinco. ”
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– Vos apresento Derek Bloom, nosso colaborador, crítico e diretor musical. – O rapaz de pouco mais de vinte e oito anos cumprimentou os executivos à mesa.
– Desculpe o atraso. – Falou entre dentes ao posicionar-se ao lado da bela loira.
– Diga issso aos senhores. – Respondeu usando a mesma tática do amigo.
– Mil perdões pelo atraso; tive um imprevisto e o transito dessa cidade não ajuda. – Assentiram em sinal de compreensão.
– Bem, como eu estava dizendo, o teatro necessita de recursos para o novo musical; Os cenários de O Mágico de Oz são bastante elaborados e o custo dos figurinos é elevadíssimo, em compensação o sucesso será estrondoso.
– Quanto a isso considere resolvido, iniciem os testes para o elenco, queremos levar essa produção a nível nacional. – Pronunciou-se o mais alto dos três homens engravatados. – Pagaremos tudo que for necessário para que seja um sucesso, apostamos em você Lovato.
– Agradeço o voto de confiança, prometo que não se arrependerão.
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– Não acredito que você conseguiu convencê-los a patrocinar um musical como esse, O Mágico de Oz é uma peça simples, nós mesmos poderíamos produzí-la sem nenhum dano à nossa condição financeira. – Exclamava Derek.
– Talvez a versão original seja simples, mas a minha versão é muito mais elaborada, abandonei a trilha sonora original e dei um ar contemporâneo a história. – Gabava-se de seus feitos. – A propósito, precisamos de um elenco jovem.
– O que? – Era muita ousadia da parte de Demetria arriscar toda a produção utilizando-se de um elenco inexperiente.
– Você não espera que eu produza uma adaptação contemporânea de um musical clássico com atores de meia idade ou espera? – Bloom permaneceu em silêncio. – Amanhã iniciaremos a divulgação dos testes.
– Como você quiser, Demi. – Não parecia muito confiante sobre a ideia da diretora. – Você manda.
– Não se preocupe, dará tudo certo.
~
– Classe, para hoje temos... – Mr. Bloom foi interrompido pelas batidas na porta seguidas pela entrada repentina de Selena na sala.
– Desculpe o atraso, Mr. Bloom. – Desculpou-se tomando seu lugar.
– Continuando... – A linha de raciocínio foi cortada quando encarou a garota de cabelos castanhos ao fundo da classe, o movimento de seus lábios repassando a canção da aula passada, lembrou-se do timbre suave da mesma; a solução parecia ter caído do céu, a ideia de Demi finalmente parecia ter algum sentido. Selena. Ou ainda melhor Dorothy. – Vocês estão liberados hoje, apenas revisem a canção.
Os alunos pareciam confusos, comentavam entre si sobre a mudança repentina de atitude do professor e seu olhar fixo em Selena. Os cochichos vinham de todos os lados, até que sobraram na sala apenas Senhorita Gomez e Mr. Bloom.
– E então? – Perguntou a menina franzindo o cenho.
– Quero que faça esse teste – Entregou-lhe um dos panfletos sobre os testes para o musical. – Dorothy.
– O que? – Gargalhou devolvendo o papel – Isso é uma peça infantil.
– Não, não é. – Explicou com um semblante sério – É uma produção nacional, Selena, uma oportunidade única, na versão atualizada de Demetria Lovato e eu quero que você protagonize.
– Olhe para mim, eu tenho apenas dezesseis anos, que diretor em perfeito estado mental me deixaria protagonizar um musical à nível nacional? – A vontade que tinha era de rir.
– Em primeiro lugar pelo seu talento e em segundo porque todo o elenco terá mais ou menos a sua idade. – Novamente entregou-lhe o panfleto. – Pense nisso, tudo bem? – Partiu deixando a garota sozinha da sala de música.
– Hey, Selena! – Acenou a menina de cabelos negros sorrindo em direção à amiga.
– Oi, Miranda! – Cumprimentou-a com um beijo na bochecha. – Jennette – Acenou com a cabeça.
– Olá, Selena. – Forçou um sorriso. Apesar de toda a encenação era possível perceber as faíscas quando os olhares das duas garotas se encontravam; as duas não eram as melhores amigas do mundo. Não mais.
– Você viu Mr. Bloom por aí? Eu preciso falar com ele. – Passou o olhar por todo o corredor.
– Era exatamente sobre isso que eu queria falar. – Miranda sussurrava – O que está acontecendo, Sel? Estão todos comentando sobre os ultimos ocorridos.
– Como assim ultimos ocorridos. – Simulou aspas no ar.
– Digamos que você está passando tempo demais com Mr. Bloom após as aulas. – Sorriu maliciosamente
– Vocês só podem estar malucos. – Revirou os olhos.
– Ah, qual é Sel, vai dizer que ele não é um gato. – Suspirou alto.
– Era sobre isso que ele tem conversado comigo, se é isso que tanto quer saber – Mostrou o panfleto que havia recebido anteriormente – Agora pare de inventar bobagens sobre mim.
– Ei, eu não inventei nada. – Defendeu-se.
– Todos nós sabemos quem começa todos os boatos nessa escola, Miranda.
Notas finais
- Liesel
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