Decode
2 Capitulo 2 – Com cara de “idiota”.
Notas iniciais
CrisR23710
Jo Roseti
JSchiatti
MUITO obrigada pelos comenarios, sério , é a primeira vez que posto uma fic. Eu espero qe voces deêm suas opinioes não quero despontá-las.
Capitulo dedicado a vocês, que movem esta historia.
Espero vocês nos rewiews. Bjs
xx
“A verdade está escondida nos seus olhos
E está pendurada na sua língua”
-Cara, aquele garoto é sinistro. O que aconteceu pra ele sair “correndo” da aula?
— Me fiz a mesma pergunta.
— Mas, na boa, ele é um puta cara gostoso. – Disse suspirando.
— ALICE! – Ela me olhou com uma sobrancelha arqueada. Desafiando-me a negar. — Tá legal, eu também acho.
— Então, qual o nome dele?
— Ahm, pelo que a professora disse Arthur.
— Como assim, “pelo que a professora disse Arthur.” – Falou tentando imitar minha voz.- Você não falou com ele? Pegou o número?
— Primeiro: O garoto é um grosso, mal me encarou. Segundo: Por que eu pegaria o número dele? Ele é bonito, ok. Mas não faz o meu tipo.
— Talvez você faça o tipo dele. – Ela falou apontando com o queixo para algo atrás de mim.
— O quê, pirou de vez? – Disse me virando pra ver o que ela olhava.
E adivinhe quem era? Se você pensou no garoto lindo sinistro, acertou.
A alguns metros de nós, perto da saída do estacionamento da escola. Ele estava escorado em uma moto Halley preta, as pernas esticadas e os braços fortes cruzados. Encarando-me. Ele deu um sorriso de lado, desafiador, que me fez prender a respiração. Pouco tempo depois montou em sua moto e foi embora. Espera... O que foi que acabou de acontecer? O garoto me ignora, foge de mim (sem motivos), depois sorri pra mim e depois vai embora. Que merda! E eu fico igual uma retardada tentando entender o que esse garoto tem na cabeça.
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Fazia dois dias desde o ultimo ensaio, raramente eu via o Arthur e quando o encontrava era estranho, às vezes ele apenas me encarava, às vezes sorria. Um sorriso torto perturbador. Sempre a mesma coisa. Nas ultimas noites eu via olhos cor de gelo em meus sonhos, eu estava começando a ficar com medo.
Olhei ao meu redor, só havia eu e uma garota nos fundos da biblioteca. Olhei o relógio na parede e já eram 12:23. Droga! Minha mãe vai ficar uma fera por me atrasar para o almoço, não qualquer almoço. Mas “O Almoço”, em que ela levaria o cara com quem ela tá namorando para me conhecer. Eu não gostei muito da ideia, mas minha mãe me proibiu de faltar.
Sai apresada da biblioteca enquanto guardava meus cadernos na bolsa, distraída acabei esbarrando em alguém o que fez todas as minhas coisas caírem no chão. Já falei que sou muito desastrada? Pois é, eu sou.
-Argw que droga! – Bufei irritada, abaixando-me para juntar minhas coisas.
-Você devia prestar mais atenção no seu caminho, sabe. – Disse uma voz rouca.
Um arrepio passou pela minha espinha quando encarrei aqueles olhos azuis, que estavam muito próximos aos meus. Arfei de repente nervosa, era ele agachado na minha frente com meus livros em mãos. Eu não sabia o que fazer, meu cérebro parecia não raciocinar direito. Ele tá mesmo falando comigo?
— Não vai pegar? – Ele falou estendendo meus cadernos em minha direção com um sorriso meio que irônico nos lábios. Peguei os cadernos com as mãos meio tremulas. Que merda! Por que eu tô tremendo? Agindo feito uma idiota.
— A hm... Obrigada. – Agradeci, respirando fundo para não gaguejar. E saí apresada com o coração martelando.
Fui para casa ainda desconcertada pela súbita mudança de Arthur. Ele parecia completamente diferente de dois dias atrás quando nem ao menos me disse “Oi”, parecia... gentil. Eu vou acabar pirando.
Quando cheguei em casa recebi uma bronca por estar atrasada. Na cozinha notei o homem que estava sentado ao lado da minha mãe sorrindo. Ele aparentava ter uns 38 anos, porte atlético, cabelos louros socialmente penteados e olhos castanhos.
— Filha, esse é o Geovani. – Disse sorrindo para o homem. — Geovani essa é a Valentina, minha filha.
— É um prazer conhecê-la, bambina! – Falou com um sotaque italiano, levantando-se e apertando minha mão.
No final, o almoço foi bom. Giovani é um cara legal, eu acho. Tentei prestar atenção no que eles falavam, mas a imagem de Arthur não me saia da cabeça.
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— Tá nervosa por quê? – Alice perguntou estreitando os olhos.
-Não tô nervosa.
— Não imagina sou eu. Para de bater os pés no chão Vally.
Faltavam poucos minutos para o ensaio começar, Arthur ainda não havia chegado. Eu não sei se me sentia aliviada por ele provavelmente faltar ou agoniada pelo mesmo motivo.
-Muito bem turma, posição! – Gritou a professora.
Os alunos se organizaram em seus lugares cada um com seu par. E nem sinal do Vielmönd. Eu suspirei e fui me sentar na arquibancada. Assim que o fiz, Arthur cruzou as portas do ginásio. Seu olhar varreu o local e parou sobre mim, ele sorriu torto. Vi Aline me olhar com o cenho franzido e percebi que eu também sorria, desmanchei o sorriso imediatamente. Credo! Que foi isso?!
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Sem que eu esperasse, Arthur me girou, tão rápido que acabei tropeçando em meus próprios pés resultando em uma dor enorme no mesmo.
— Aíííí. – Gritei de dor caída no chão.
— Oh MEU DEUS! O que aconteceu? – Aline imediatamente veio para perto de mim preocupada.
— Calma querida, eu acho que não foi nada grave. – Falou a professora. Ela diz isso por que não é ela que está aqui sentindo dor.
— Aí cuidado aí tá doendo. — Reclamei quando Arthur pegou no meu tornozelo, causando mais dor ainda.
— E melhor levarmos ela a enfermaria, ela pode ter quebrado algum osso. – Aline falou toda exagerada.
— O que você tá fazendo? . – Perguntei surpresa quando Arthur me pegou no colo e foi em direção à saída do ginásio.
— Um favor á você. — Ele respondeu em um tom calmo, me deixando ciente dos seus braços ao meu redor.
— Como assim um favor? Devo lembrar você que se eu machuquei o pé a culpa foi sua. – Perguntei levemente irritada com sua resposta.
— Talvez, se eu não tivesse a girado no momento que estava desconcentrada olhando pra mim você não tivesse caído. – Ele curvou levemente os lábios e olhou pra mim e piscou. — Só Talvez.
— É claro que eu não teria caído. — O fitei um pouco atordoada pela piscadela, ele fez isso de proposito? – E eu não estava desconcentrada olhando pra você.
— Você precisa melhorar seu senso de equilíbrio, e aprender a disfarçar quando está a fim de alguém.
— Isso é algum tipo de insinuação? – Ele apenas maneou a cabeça. — Isso é um absurdo, você está me dizendo que só por que te olhei por alguns minutos estou a fim de você? Esqueceu que você é meu parceiro de dança?
Ele não respondeu.
— Me coloca no chão!
-Não. – Ele respondeu, com a mesma feição olhando pra frente.
-Me coloca no chão, A-G-O-R-A. — Falei enquanto tentava me soltar dele. O que não era pra ser muito difícil, tá eu não tinha uma super -força, mas tenho certeza que era pesada. O que não serviu nada.
— Você que sabe! – Ele me colocou no chão com um grunhido de reprovação.
— Aíí! – Exclamei, quando tentei andar. Merda de dor! Arthur revirou os olhos, e em um movimento rápido me pegou no colo novamente.
— Garota teimosa!
Segurei-me para não xingar esse ser que me carregava agora, eu realmente estava precisando de ajuda. Mas quem ele pensa que é pra me chamar de “teimosa”? E por que ele me irrita tanto?
Chegamos à enfermaria e ele simplesmente me colocou em cima de uma maca que tinha ali e saiu sem dizer nada, me deixando com uma cara de idiota, denovo. Completamente confusa. Era a segunda vez em menos de uma semana que esse garoto estranho me ignorava e eu definitivamente não estava gostando nada disso. Qual era o problema dele?
— O que houve querida? — Uma senhora com um sorriso simpático me perguntou.
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