Declínio

6 Parte Final – O Inicio do Declínio


Uma Noite Normal de Terça Feira. As ruas da cidade vazias, talvez pela temperatura de 14graus e a garoa fina que começara a cair. Um único veiculo transitava na avenida principal da cidade, um Ônibus com apenas cinco pessoas, três passageiros, motorista e o cobrador. Olhando para os passageiros que voltavam para a casa aparentemente cansados do trabalho o cobrador pensa.

- Que bom! Hoje foi um dia calmo, nenhum baderneiro, bêbado ou qual quer tipo de sujeito mal encarado.

- Este ponto é o ultimo e depois vou para casa”. Pensava o cobrador, mas neste ultimo ponto Havia alguém estendendo o braço para entrar. O Motorista encostou o Ônibus para o seu ultimo passageiro do dia, Alam Rossô.

Alam dentro do Ônibus não olhou para ninguém, de cabeça baixa pagou a viagem e passou pela roleta. O Cobrador sentiu receio, de tê-lo dentro o Ônibus.

- Será que ele é um ladrão? Pelas suas roupas, ele não parece ser um mendigo, mesmo elas estando tão sujas”.– Pensou o cobrador. Alam ganhou atenção dos demais ao entrar, levantou desconfiança de todos ate sentar-se no ultimo banco.

– Deve ser um drogado! Aquilo dentro da sacola deve ser droga, craque, cocaína, cola...” — Pensava um dos passageiros. Mas Alam tinha coisas mais importantes para se preocupar, por exemplo os efeitos da X-19.

Alam ingeriu a X-19 assim que se sentou no ultimo banco, como conseqüência imediata ele caiu no sono, por ele ter dormido, os passageiros se tranqüilizaram um pouco mais e direcionaram seus pensamentos cautelosos a outra coisa.

- O que você tem homem? Medo do que? Tem medo de aranhas?

- Ei o que esta fazendo? Não, não, socorro! Haaaa.

“Eu estou parado no meio da rua olhando aquele homem ser assassinado por uma Aranha gigante, alem disso esta tudo normal”.

- Sabe o que eu tenho medo tio?

- Esse moleque não me deixa em paz, ei moleque sai daqui, ei o que é isso? Solta isso! Para é perigoso, para! — Barulho de tiro.

Ser assassinado por um garoto de onze anos por não querer conversar, a vida não esta valendo mais nada neste mundo.

Agora sim, entendi perfeitamente o plano do meu pai, o efeito da X-0 trás a tona o seu maior pesadelo em vida real, você se depara com ele, ou você o mata ou ele ti mata, foi a forma que meu pai achou para ver os humanos si matando pelas ruas. Um terrível sintoma que fui o primeiro a experimentar.

“A pessoa que eu mais amava se tornou em meu próprio pai. Eu tive que enfrenta-lo, reagi e o matei, sabe o pior? O pior é que a consciência volta depois de um tempo”.

A X-19 esta me fazendo lembrar de tudo o que aconteceu....

Ela só queria me oferecer um pedaço de bolo, ela adorava me ver comer o seu bolo, gostava tanto, mas eu estava sobe o efeito da droga que meu pai me forçou tomar.

Me lembro de sentir um cheiro suave de rosas, uma harmonia incomparável, com isso eu me senti mais corajoso e capaz. Ele iria me matar se me pegasse aquele dia, peguei o que estava mais perto de mim para me defender. Tive tanto prazer de me vingar de todo mal que ele fez a mim e minha mãe, não parei enquanto ele ainda respirava, ele em fim ia sumir de nossas vidas, mas, o cheiro de rosas sumiu trazendo de volta o meu medo e receio, alem de ver o que realmente eu fiz.

Um pires com meus dois pedaços de bolo ao chão, sangue e depois ela bem aos meus pés.

- Mais por que, por que você esta ai mamãe, por que? — Eu chorava enquanto meu pai olhava pela janela dando risada.

O Primeiro sintoma da X-18 fez me ver aqui, sentado neste banco em um ônibus vazio.

A X-19 tem o melhor sintoma que qual quer droga X pode causar, o de Revelação. Eu entendi toda a minha vida, ela me tirou todas as duvidas, em segundos fez mais por mim do que dez anos de psicoterapia. Eu estava fazendo a coisa certa, não sou culpado pela morte de minha mãe, agora me sinto mais aliviado e sem culpa.

Alam olha para o céu negro pelo vidro da janela, as nuvens estavam com um contorno avermelhado, então novamente sente o aroma de rosas no ar.

- É a X-0! Ela foi lançada aqui nesta cidade, talvez não cause o mesmo efeito em mim, mas, não tenho a mesma certeza quanto aos dois que estão neste ônibus.

- Garoto vai pra casa que eu quero ir para a minha.- Disse o motorista

“A X-20 é a cura, mas, eu só tenho a formula, não tive tempo suficiente”.

Alam olha para o motorista que estava parado a alguns passos de distancia, e atrás também percebe o movimento estranho do cobrador que buscava algo em um fundo falso do seu assento.

“O que este moleque esta planejando? Eu não vou esperar ele fazer o que quer, meus receios me estraçalham todos os dias neste meu terrível emprego decrépito. Não vou deixar ele brincar deste jeito com meu maior medo: o de não ver mais a minha família. Que cheiro é este? Um perfume diferente me lembra alguma flor, isto não vem ao caso, sobre este moleque, prefiro acabar de vez com este incomodo para que nunca mais ele venha me perturbar”.

Pensava o cobrador tirando uma arma de dentro do banco. O Cobrador se assustou ainda mais com o que viu ao olhar novamente para Alam, o Motorista deitado ao chão se debatendo com o pescoço cortado, muito sangue escorria pelo corredor do ônibus, Alam então se levanta, com a faca na mão que acabara de usar contra o motorista e avança com um olhar assassino indo em direção ao cobrador

O Cobrador desesperado aponta a arma, Alam percebe que o cobrador estava Infectado pela X- 0 eSorrindo elediz:

- Hoje Ninguém vai pra casa.

O Motorista de assusta quando ao olhar para trás, o Cobrador em pé no meio do corredor apontando a arma para os dois.

- Fique longe de mim, Não se aproxime.- Diz o Cobrador apontando a arma

- Ei! Abaixa isto.- Diz o Motorista andando em direção ao Cobrador

- Não, não vai fazer o mesmo comigo.- Gritou o cobrador com as mãos tremulas e molhadas de suor.

Alam se levanta sabendo o que estava acontecendo. O cobrador estava tendo uma visão do seu pior pesadelo, armado ele iria se defender de qualquer forma.

- Não faça isto, ele vai atirar.- Diz Alam para o Motorista que se aproximava do cobrador.

- Ele não vai fazer isto, somos companheiros as mais de cinco anos.- Diz o Motorista se aproximando ainda mais.

- Você não entende, se afaste dele... – Dizia Alam, mais o Motorista não pode escutar com o som dos 13 Tiros disparados dentro do Ônibus em direção aos dois.

“Mãe a vida que tivemos será recompensada agora, lembra de nosso sonho de ficarmos juntos pela eternidade? Eu estou chegando, espero que não tenha esperado muito”.

“Por fim! Pai, você venceu”.

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Um Ano depois em algum lugar do país...

“Um Gol Bola, ano 96, serve não serve? Para um aposentado usar de Táxi serve sim, ganhar um por fora, ajudar a pagar o bar e os cigarros, malditos cigarros me levam uma boa grana por mês. Mas reclamar do que? Tento parar a 40 anos, mesmo com o medico sempre me falando que meu pulmão está comprometido eu não paro, sou um fraco, não consigo vencer meu vicio, mas reclamar do que?”.

“Eu gosto de pensar enquanto dirijo, mesmo não gostando estou na estrada com meu táxi as 23:33 da noite, em destino rodoviária de Santo Alarde, cidadezinha pequena e humilde que fica ao lado da minha. Eu olho para o retrovisor, esta mulher esta quieta de mais, não gosto de passageiros mudos, eu adoro conversar, mais como ela não diz nada eu sigo apenas pensando”.

“Pronto, cheguei à rodoviária, pelo retrovisor a vejo procurando algo na bolsa, deve estar pegando o dinheiro para me pagar”.

- Aqui estamos senhorita.

- Obrigada.- Responde a Mulher lhe entregando o dinheiro e saindo do táxi.

“Agora que ela se levantou e saiu que eu senti este perfume, maravilhoso aroma de rosas, minha mulher adorava cheiros suaves como este, me lembro quando dei rosas a ela no nosso aniversario de namoro á 50 anos atrás, o que estou fazendo ainda olhando para o retrovisor? Bom por hoje já deu, tenho que ir para casa descansar”.

Antes de o taxista sair com o carro, alguém bate no vidro do passageiro, uma senhora aparentando ter 75 anos, esta pessoa queria fazer uma corrida, o senhor taxista pensa, mas aceita fazer esta ultima corrida.

- Pode me levar para a cidade vizinha, por favor?

- Claro senhora, coincidência ou não, este é o meu“ponto final”.- Diz ele sorrindo

- Que bom, assim não vou atrapalhar.- Diz a senhora sorrindo.

- É, vai ser até bom, eu não gosto de dirigir na estrada sozinho à noite, será que posso ligar o radio?- Pergunta ele

- Claro, pode ligar, é ótimo escutar musica.

- A Senhora mora por lá?- Pergunta o taxista guiando o carro.

- Não! Vou falar com minha filha, ela esta brava comigo.- Responde a senhora com um ar de tristeza

- Por que? A senhora me parece tão simpática.- Diz o Taxista fazendo a manobra e saindo da cidade.

- Ela estava precisando de dinheiro, e, eu não dei.- Diz a Senhora

- A senhora não tinha?- Pergunta o Taxista ajeitando o retrovisor para poder ver melhor a senhora no banco de traz.

- Até tinha! Mas eu precisava fazer uma cirurgia urgente, e tive que gastar.- Diz a senhora de cabeça baixa demonstrando estar triste.

- E sua filha ficou brava por você não ter dado a ela o dinheiro da cirurgia? Me desculpe falar senhora, mas, é muito egoísmo da parte dela.- Diz o Taxista

- Pois é, olha como esta estrada à noite fica perigosa não fica?- Diz a Senhora olhando através a janela lateral.

- É eu odeio esta estrada à noite, mais então, a senhora vai lá pra explicar que usou na cirurgia não é?- Diz o Taxista interessado na historia da Senhora.

- Não sei como vou explicar a ela.- Diz a Senhora de cabeça baixa.

- Por que senhora?- Diz o Taxista olhando para a senhora pelo retrovisor.

A velha senhora retira um pano de sua bolsa, enxuga suas lagrimas, engole o choro, respira tentando se acalmar e diz.

- Por que durante a cirurgia, eu Morri!

“Cheiro de rosas novamente, minha esposa adorava este cheiro suave de rosas, mas não combina muito bem este cheiro nesta estrada amedrontadora. A ultima coisa que me lembro é um olhar assustador pelo retrovisor”.

Notas finais
Espero que tenham gostado do finald este capitulo!
Me perdoem os erros, ainda estou precisando de BETA.

Aguardem, jaja, iniciais do cap 2