Declaro-me Mais Tarde!

1 Capítulo 1 - O garoto perfeito para mim


Notas iniciais
- Cap não betado
- Minha primeira fanfic sobre Fairy Tail
- Espero que gostem, e não se esqueçam de postar!

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A escola de Magnólia estava em polvorosa devido as preparações do festival de primavera. Especialmente o segundo ano A, que ficaram encarregados de decorar toda a escola para o festival. E Natsu, o representante do 2º A, era quem em meio a tudo estava se segurando para não ficar enfim louco.

Seus colegas de classe estavam ajudando, mas eram poucos que realmente faziam um serviço digno que a escola merecia, e por causa disso ele tinha que ficar no pé daqueles que preferiam usar o tempo de decorar, com paqueras e brincadeiras. Além disso, ele também estava encarregado de ajudar os demais segundos, sendo B e C, em seus próprios afazeres; e isso porque ele era o escolhido do mês para representar todos os segundos na reunião mensal com o conselho estudantil.

E única coisa que parecia que o mantinha em pé era seu amigo Loki, aluno do terceiro ano que embora estive também encarregado de cuidar dos demais terceiros e dos preparativos que a peça que sua classe escolhera fazer para o festival – ele de bom agrado ajudava seu amigo. Natsu e ele se conheciam desde o primeiro dia de aula do mais novo em Magnólia – o garoto magricela, de óculos e cabelos desgrenhados logo se tornou motivo de piadas entre os demais alunos, mas Loki – o popular garoto do segundo que gostara de Natsu de primeira, talvez por causa do sorriso que este lhe dirigiu ao vê-lo — resolveu o ajudar. E sua ajuda foi somente tornar-se amigo dele, assim que o fez todos do colégio começaram a considerar Natsu ao um ponto que este se tornou popular (não como o amigo, mas ainda sim popular suficiente para todos o deixarem em paz). Uma amizade que começara na escola e que aos poucos ia além dos muros de pedra desta... Entretanto ainda havia algumas barreiras para serem ultrapassada nesta amizade, apesar deles ainda não saberem.

Loki sorriu para o amigo quando este enfureceu-se com o representante do segundo C. novamente Natsu teria que pedir aos seus colegas de classe para arrumar a decoração na sala de aula 31 (a sala do segundo C), uma vez que os alunos deste na arrumação do café cosplay acabaram arrancando uma ou outra decoração ( que na verdade foram todas, assim viu Natsu ao verificar o estrago).

–Mas as meninas que causaram isso disseram que ajudarão no concerto. – disse-lhe o representante ao ver a expressão de poucos amigos que Natsu lhe dirigia.

–Ótimo. – cuspiu Natsu. – Assim que o pessoal que está cuidando da sala do terceiro B terminar eu peço para que eles venham aqui. E por favor, peça para o pessoal do segundo C ter mais cuidado. – disse ele contendo os xingos que estavam presos em sua garganta.

–Pode deixar. – sorriu o outro em alivio.

Natsu suspirou contrariado e saiu, ao seu lado Loki seguida ainda sorrindo.

–Pensei que você daria um soco na cara dele. – disse-lhe o ruivo quando estava na escadaria.

–Deveria, sabe o quando está difícil manter o pessoal da minha sala na decoração? Os poucos que realmente estão ajudando, é o que mais estão reclamando, e agora eu terei que ir falar com eles... Quer saber vou voltar e dar aquele soco.

Disse ele dando meia volta, Loki o segurou.

–Vamos logo falar com o pessoal que está no terceiro B, senão eles nunca terminaram isso.

Natsu voltou a suspirar e o seguiu desaminado. A concentração dos dois era tanta em seu trabalho que nem notaram na loira ao fim do corredor que tinha em suas mãos um saco preto, que continha diversas decorações faltante.

A garota do primeiro ano, a simpática Lucy, que rapidamente conquistou a todos em sua sala de aula recebendo então o titulo de representante, com o pretexto de que finalizou o trabalho em sua sala, que tornou-se uma sala de karaokê – ela ofereceu-se para ajudar nas decorações, e assim que apareceu na sala do segundo A (de onde acabara de sair), as duas garotas que ali estavam se mostraram tão felizes em ouvir a palavra ajuda que simplesmente deram á ela o saco contendo o restante da decoração e empurrou para fora da sala lhe dizendo que tinha que ir até o terceiro B. Contudo assim que se viu fora da sala de aula e seus olhos visualizaram o rapaz que sai do segundo C, seu corpo completamente se recusou a prosseguir. Ela ficou paralisada olhando a pessoa que encantara seu coração no momento que ele se mostrou o aluno mais fantástico dentro daquela escola sem graça. E embora ela já encontrara várias forma durante o ano em se declarar a este, ela sempre deixou para depois por causa de uma coisa... A falta de coragem. Seu coração enlouquecia toda a vez que ela pensava em se aproximar e deixar claro a este seus sentimentos, sem falar da gagueira que lhe atingia terrivelmente quando falava com ele. Na certa o garoto achava que ela era gaga devido a esses episódios lastimáveis.

E isso lhe fez pensar sobre seu plano, afinal como ela poderia ficar ao lado dele, sendo que nem conseguia nem falar com ele? Chegando na conclusão que estava fazendo a pior escolha de sua vida ela deu meia volta, dando de cara sua colega de classe Levy.

–Que susto! – reclamou Lucy ao se recompor e voltar a ajeitar o saco em suas mãos.

–Desculpa-me. Mas o que você está fazendo com esse saco aí?

–Humm, eu... Bem, não sei mais. Acho que vou devolver.

Levy lhe olhou confusa, e isso se mostrou tão visível ( como se houvesse um ponto de interrogação sobre sua cabeça) que Lucy resolveu explicar com maior detalhes. Afinal ela própria ficara perdida com as palavras desconexas que pronunciara a pouco.

–Eu peguei esse saco no segundo A, é a decoração que falta. Como terminamos na nossa sala, e sei que a parte de decoração é mais difícil, achei que uma ajuda seria bom. Contudo... Não sei se foi realmente uma boa idéia. – ela olhou ao redor, ninguém em vista (afinal todos estavam ocupados em suas próprias salas), mas ainda sim Lucy aproximou-se mais de Levy e lhe sussurrou.- Você sabe, ele, eu nem consigo falar um oi direito com ele, imagine trabalhar ao seu lado.

Levy revirou os olhos diante a explicação da amiga.

–Pare com essas besteiras, use isso como uma ótima oportunidade para se aproximar. Afinal lembre-se amanhã será o festival, depois de todos esses trecos dentro da escola, teremos a fogueira a noite... O grande momento do festival. Não dizem que é esse o momento perfeito para declarações? Então aproveite hoje para se aproximar dele, para perder o medo idiota que tem dentro de você e então fazer a melhor parte amanhã.

Lucy fez uma expressão de desagrado diante as palavras da amiga. Declarar-se na noite do festival, no momento da grande fogueira? Embora ela ouvisse pelos corredores histórias linda de começos de namoros, também ouvira algumas de dar dó e ela definitivamente não queria ser uma das garotas que eram apontadas como sendo a rejeitada do festival. Afinal de contas ela ainda estava no seu primeiro ano, imagina ficar até se formar na escola com aquele titulo? Ela tremeu só em pensar naquilo... Mas se no fim tudo saísse certo?

–Oh droga! Por que não podemos ter certeza de nada?

Levy sorriu e colocou a mão sobre o ombro da amiga.

–Por isso é necessário quebrar a barreira da incerteza, para que a certeza apareça. E infelizmente no seu caso, antes de se declare nada mudará.

Lucy suspirou desaminada.

–Ok, vou continuar no meu plano de ajudar. – disse por fim.

–Ótimo. Para que sala você tem que levar isso daí?

–Para o terceiro B.

–Então vamos, irei lhe ajudar.

Lucy lhe sorriu abertamente, dentre as várias amizades que ela havia feito na sua sala, sem sombras de dúvida para a loira a melhor tinha sido com Levy. A garota devoradora de livros lhe sabia muito bem lhe dar apoios. Então juntas as duas subiram para as salas do terceiro ano.

Assim que entraram deram de cara com uma revolução. Os seis alunos do segundo A que estavam arrumando a sala, estavam arrancando as decorações que outrora foram cuidadosamente colocadas para enfeitarem. Enquanto faziam aquilo com visível fúria, eles reclamavam com o representante deles. Natsu.

–Não ajudaremos em mais nada! – gritou um dos garotos ao tirar uma das flores de decoração. –Afinal nosso trabalho não vale nada!

–Por favor... – Tentou falar Natsu.

–Passamos a noite cortando essas coisas! – gritou uma menina de cabelos castanhos. – E a manhã decorando esses lugares!

–E você agora vem nos dizer que precisamos voltar e arrumar a droga daquela sala? Sabe como foi insuportável arrumar aquilo com aquelas meninas nos dizendo, ‘aí não, aquilo não fica melhor ali? ‘ – esbravejou outra menina.

–E para ajudar teremos que pegar decoração de outras salas para conseguir arrumar, NOVAMENTE, a do segundo C.

–Gente sei que estão nervosos por causa disso, mas...

Natsu levantou a mão para Loki em sinal deste parar de falar. Assim que o ruivo o fez, o garoto deu um passo á frente. Ajeitou os óculos que teimavam em cair e sorriu. O garoto do segundo ano, era conhecido dentro da escola por causa de duas coisas. Seu verdadeiro sorriso e seu temperamento esquentado. Embora ele buscasse se controlar quando ficava nervoso, havia momentos que ele não conseguia – quando mexiam com aqueles que gostava. Contudo seu sorriso sempre se mostrou mais forte que seu temperamento, principalmente em situações como aquela.

–Eu realmente reconheço o trabalho de todos. Como sei que não foi nada fácil para ninguém realizarem esse serviço que nos foi dado. Contudo há aqueles que realmente não valorizam o que fizemos, principalmente, o esforço de todos vocês. Entretanto lembro que dizemos que deixaríamos impecável a decoração este ano, uma vez que todos reclamaram da decoração que o antigo segundo A fizeram ano passado. E lembro que foram vocês seis que levantaram, junto comigo, essa bandeira de perfeição. E que fariam de tudo para que atingisse esse objetivo. E por isso, e somente por isso, que peço para vocês que reconsiderem e que me ajudem. – Ele ajoelhou diante deles, fazendo com que todos os presentes ficassem surpresos. – Eu realmente agradeço os esforço de vocês, caso não fosse vocês eu teria ficado com todo esse serviço sozinho. Muito obrigado. Mas por favor ajudem-me mais uma vez. – e curvou-se.

Os seis alunos se entreolharam, envergonhados, enquanto Loki olhava para o amigo com um sorriso discreto. Lucy e Levy estavam na porta, e ambas tinham uma expressão de surpresa em seus rostos. O da loira aos pouco mudou para um sorriso, e distraída com suas emoções acabou deixando cair o saco que estava carregando.

O barulho foi suficiente para quebrar toda a cena emocionante que instalara dentro daquela sala.

Assim que Natsu viu as recém-chegadas levantou-se.

–Des...Desculpa-me. – começou Lucy pegando o saco e atrapalhada acabou que derrubando as decorações no chão.

–Decorações? – perguntou uma das meninas. – Onde as arranjou?

Lucy que começara a pegar as decorações do chão levantou o olhar para a menina.

–Eh... Na sala de vocês...Elas não disseram o nome delas, mas imagino que seja do segundo A também. Eu disse á elas que queria ajudar e ela me deram esse saco e pediram para vim para cá.

–Acho que é a Sakura e a Min. – disse um dos meninos. – Elas falaram que iriam fazer uma parte da decoração, mas achei que elas não iriam fazer isso. Afinal elas nunca ajudaram.

–Mas dessa vez elas ajudaram, e na melhor hora. – disse Natsu com um de seus famosos sorriso nos lábios.

Ele aproximou-se de Lucy que ao vê-lo se agachar para lhe ajudar, quase enviou a cara dentro do saco ao colocar os que já estava em sua mão. Logo os outros, mais animados por verem novas decorações e saberem que mais duas colegas de classe ajudará e que teriam mais duas ajudas (Lucy e Levy)- E claro revigorados pelas palavras de Natsu, foram ajudar a catar as decorações caídas.

Assim que terminaram eles seguiram para a sala do segundo C. Por alguma razão Loki e Natsu resolveram também ajudar. Os seis alunos, Levy e Lucy imaginaram que a ajuda deles vieram por causa da emocionante cena no terceiro B, mas a verdade estava bem trancada dentro do coração de Loki e Natsu. Afinal era raro aquela aproximação...


Notas finais
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