Declaro-me Mais Tarde!

7 Capítulo 7 - My Precious


Notas iniciais
- Cap não betado
-E antes de mais nada, desculpem-me pela demora de atulização, mas estava sem tempo esses dias =/ Mas aqui esta o cap novo.
-E finalmente o cap que vcs estavam esperando, não se vcs gostaram realmente do reencontro deles, mas prometo que o próximo teremos mais coisas interessantes entre os dois *-* Afinal o ponto de partida para as coisas que estão por vir é exatamente o reencontro e o almoço!!! e o almoço será que o próximo cap, e já estou finalizando ele ^.^
- Lêem esse cap ouvindo a música My Precious de Jang Keun Suk, novamente uma música corena, mas realmente não encontrei uma japones que fosse perfeita para esta parte...
Link do youtube da música: http://www.youtube.com/watch?v=C7kdGFVcask

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Aquele seria oficialmente o primeiro dia de trabalho dela na nova agencia. Embora Lucy foi trabalhar no dia anterior – mesmo que no final da tarde em diante – o dia de ontem não contara, uma vez que tudo se oficializou depois da entrega do contrato e a assinatura final. O do presidente da Fairy Tail.

A loira estava feliz com isso, no fim das contas tudo estava indo bem. O contrato, mesmo que no estado que foi entregue, foi aceito sem problemas pelo Makarov. Não encontrara com o rosado quando saiu da empresa ao lado de Loki. O que ela agradeceu a Deus diversas vezes. Afinal a situação poderia ter ficado estranha e desconfortável para os dois caso isso tivesse acontecido... E além disso ela ainda não o havia visto naquele dia. Tudo bem que este só havia começado, mas já lhe era suficiente, pelo menos sua manhã não se estragaria por vê-lo pela agencia.

Sorridente ela saiu do elevador e seguiu para o escritório de Mirajane, a encontrando enlouquecida.

-Ainda bem que você chegou. – disse a outra sorrindo de modo desesperada.

A mesa desta estava lotada de papéis e sua agenda estava caída no chão, junto com a cadeira. O telefone estava fora do gancho, e o celular dela sobre a poltrona de Fried. Lucy nunca tinha visto Mirajane tão desorganizada como naquela manhã.

-Algo de errado?

Indagou a loira colocando sua bolsa sobre a mesa destinada á ela, que com o escritório maior lhe foi possível colocar mais afastado da mesa de Mirajane.

-Tudo... E nada. – tentou explicar a mulher.

-Explique melhor. – indagou Lucy seguindo para mesa dela, colocando então o telefone no gancho.

-O presidente mandou esses papéis. – disse ela apontando para sua mesa. – A maioria deles são possíveis contratos para comercias, outros encontros com fãs e até mesmo eventos solos. – disse Mirajane exasperada. – Tudo isso para esse mês!

-Isso é ótimo! Não vejo nada de ruim nisto.

-O caso é que tenho que me encontrar com os organizadores dos eventos, dos encontros, os representantes das empresas do comercial... Sem falar que o velho! Quero dizer, o presidente, quer que os meninos façam um ensaio fotográfico para fazer novos pôsteres deles e um novo MV* e então terei que encontrar com o pessoal da produtora fotográfica e com o diretor , ou diretora ainda não sei, do MV. E adivinha!

Lucy ficara tonta só em ouvir Mirajane falar, principalmente na velocidade que esta usou para pronunciar cada palavra. E como estava ainda confusa a outra simplesmente disparou a revelação.

-Tenho que resolver tudo isso até amanhã no final da tarde. Em outras palavras, tenho hoje e manhã para me encontrar com todos!

Lucy então entendeu a razão da mulher estar naquele estado lastimável.

-Então passe o que eu tenho que fazer. – disse Lucy em prontidão.

-É tão bom ouvir isso. – disse Mirajane sorrindo.

Lucy lhe sorriu de volta.

-Então?

-Continue ligando para os números que marquei na minha agenda, na data de hoje, para marcar as reuniões... -Mira olhou ao redor. -Ah, a agenda está ali no chão. – apontou para o caderno de capa preta caída ao lado da mesa, pouca distancia da cadeira também caída.

Lucy arrumou a cadeira e em seguida pegou a agenda indo se sentar em seu lugar.

-Conseguiu marcar algum das reuniões?

-Sim, está marcado num papel dentro da agenda. – respondeu ela começando a organizar sua mesa.

-OK. Então me basearei no que marcou para marcar o restante.

-Ótimo. – suspirou Mirajane aliviada. – Você é fabulosa Lucy.

Lucy sorriu envergonhada, imaginando-se na situação do dia anterior morrendo de medo da assustadora transformação de Mira, deixando então um sorriso divertido escapar.

-Ah é mesmo! – exclamou Mira. –Tenho que descer, com tudo isso já estava me esquecendo.

- A coletiva, não é?

-Isso, os meninos foram na frente, junto com minha irmã que os ajudaria.

-Sua irmã, Lisanna? – por alguma razão pensar na irmã de Mira a fez se lembrar da garota do dia anterior.

-Ela mesma. Ela é daqui da Fairy Tail, como lhe disse quando a apresentei algum tempo. – Mira deu um sorriso. – A maluca me copiou, só para ficar diferente no novo comercial. – disse ela num tom que beirava a orgulho.

-Copiou á você?

-Sim, pintou seus cabelos de branco.

A imagem da garota de cabelos curtos e brancos saindo do elevador e gritando pelo Natsu lhe veio a mente. Aquela que chamava pelo rosado, como uma nova brincadeira do destino, era irmã de Mirajane. Aquilo poderia ficar pior?

-Bem melhor eu ir.

Mira então se retirou, deixando Lucy sozinha com seus afazeres e pensamentos. Esses últimos ganhando força e peso sobre ela.

-Ótimo.

Resmungou ela. Suspirosa ela abriu a agenda, visualizando os números que eram necessários ligar e o papel onde Mira havia marcados as reuniões.

-Que maravilha. – lamentou . – Das vinte reuniões que é necessário marcar, ela conseguiu marcar duas! – Respirou fundo. – É melhor começar!

E começou. A loira notou que seu trabalho dentro da Fairy Tail seria mais corrido do que era na Raven Tail; e o que havia de ruim nisto? Desde que as demais tarefas não fossem tão chata como aquela. Marcar reuniões com pessoas ocupadas e sem tempo para lhe atender, era sem sombras de dúvida uma tarefa cansativa. O tempo que ela levou para conseguir finalizar a agenda foi das 9 da manhã até ás 13 horas, que foi quando ele saiu para almoçar. Mas com uma imensa felicidade por saber que as vinte reuniões estavam marcadas e que Mirajane havia saído a pouco para a primeira dela, pouco depois que chegara do almoço com os meninos. Esses ainda estavam entusiasmos, principalmente Fried, pela forma como a coletiva correra. Diferente do que haviam imaginado os jornalistas não estavam lá atrás de uma razão terrível por causa da saída de uma agencia para entrar noutra; eles estavam interessados em como eles estavam se sentindo agora que estavam na grande Fairy Tail e os futuros projetos deles. Mirajane até comentara para Lucy que na certa as questões Raven Tail não entrou no assunto por que Makarov orientara os jornalista antes – afinal Fairy Tail com sua influencia conseguia manter as coisas no controle. E isso deixava a loira até que orgulhosa.

Após seu almoço e uma rápida saída até um supermercado próximo ao Fairy Tail – comprando algumas coisas para seu apartamento – ela voltou para o escritório. Fried estava preste a sair quando abriu a porta.

-Estarei na sala de ensaio. – avisou ele saindo.

-OK. – respondeu ela indo para seu lugar.

Jellal e Loki estavam ali, o primeiro sentado no seu habitual lugar, lendo um livro diferente do dia anterior, e o ruivo estava com seu violão sentando num canto, afinando este.

-Como foi sua manhã? – questionou Loki, uma vez que eles não tiveram muito tempo para conversarem quando ele voltou do almoço.

-Boa. Chata pelos telefonemas, mas isso é de menos. Afinal ao sairmos da Raven toda a agenda que havíamos feito foi cancelada, então fico feliz em saber que o Sr. Makarov conseguiu tantos possíveis projetos para vocês.

Loki levantou a cabeça e sorriu, um triste sorriso notou a loira.

-Aconteceu alguma coisa de errado?

-Nada. –respondeu tentando mostrar-se alegre, mas falhou.

-Sei. – desconfiou a loira.

-É serio. – e desviou o olhar do dela. – Estou pensando numa nova música.

-Não sendo igual ao do Fried. – comentou Jellal, ás vezes devido o silêncio desse os demais esqueciam que ele estava presente, o que causou um breve susto nos outros dois. – Pois aquela letra que ele trouxe essa manhã é realmente medonha.

Loki deu uma risadinha.

-Que música? – indagou Lucy que não sabia de nada.

-Nem queira saber. – orientou Loki. – E não esquenta Jellal, a que estou pensando certamente não é nada parecida com a música dele.

-Já é um grande alivio. – então voltou a ler.

Os dois se olharam e riram. Loki em seguida se levantou.

-Quando tiver um tempo gostaria que fosse ao estúdio, estarei lá, quero lhe mostrar uma coisa.

Lucy concordou e ele se retirou. A loira lançou um olhar para Jellal, este continuava a ler e na certa continuaria dessa forma pelo resto do dia, aproveitando confortavelmente o tempo livre que tinha. O que era bom, pois quando a agenda fosse montada tempo livre seria raro. Ao menos era isso que a loira esperava.

Ela desviou o olhar e mirou a mesa de Mirajane, para onde ela marchou determinada em organizá-la. Assim o fez, levando mais tempo do que esperava, quando olhou o relógio pendurado na parede oposta da mesa de Mira, já marcava 2 e 10.

Ela voltou-se a se sentar á sua mesa, organizando agora as suas próprias coisas enquanto atendia o telefone, na maioria de jornalistas que não puderam comparecer na coletiva (ou compareceram) e estavam interessados de uma entrevista exclusiva. Lucy apenas marcou os números desses com a promessa de retorno. Afinal ela ainda era somente uma assistente e tinha que passar tudo primeiro por Mirajane antes de qualquer coisa.

Por fim ela se viu sem nada para fazer, suspirou a se ver assim.

-Não tem alguém lhe esperando?

Lucy sobressaltou-se na cadeira ao ouvir a voz de Jellal, como de uma alma do além que estava lhe avisando que chegara sua hora. Ainda com o coração aos pulos e tentando se acalmar ela o olhou. Ele estava ainda com o livro levantado, mais seu olhar estava sobre este e a mirava. Tão concentrado nesta tarefa, como na de ler.

-Já disse que você me assustada quando faz isso. – disse ela com a mão sobre o peito. – Mas o que você disse?

-Loki não está lhe esperando? – indagou voltando a olhar o livro. Apesar da sua atitude soar tedioso, a expressão dele não passava isso. Ele, no seu jeito sério de ser, mostrava-se enérgico nas suas atitudes. Mesmo que sutil.

-É mesmo! – exclamou ela ao se lembrar das palavras do ruivo. – Obrigada Jellal.

-Não por isso.

Ela sorriu para ele, embora achasse que ele não viu e saiu. O corredor daquele andar não era muito movimentado, mas havia algumas pessoas ali. Que iam para outros escritórios do andar, ou para a sala de ensaio secundário, que ficava no próximo corredor, ligado a aquele. O principal.

Ela os cumprimentou e recebeu como respostas leves sorrisos ou balançar de cabeça. E desta forma ela chegou ao estúdio. Este como qualquer outro, havia duas partes, o local que era regulado o som e gravado este e a parte que era usado para os músicos tocarem e cantarem. Loki, como era normal, não encontrava-se do outro lado, ele estava na parte destinado aos técnicos de som.

Ao levantar o rosto – uma vez que ele estava com a cabeça baixa olhando os acordes que seus dedos tocavam no violão – viu a loira, esta tinha acabada de fechar a porta e agora lhe sorria.

-Está livre agora?

-Sim.

-Ótimo, gostaria de cantar para você a música que escrevi. Essa é a primeira música que compôs, então queria que você fosse a primeira a ouvir.

Lucy sorriu lisonjeada e se sentou diante dele. Ela sempre soube dos sentimentos do ruivo por ela, entretanto desde que ele ficou sabendo quem ela tinha no coração que Loki apenas se mantinha ao lado dela, a respeitando e a apoiando... Nada mais. Entretanto ele sempre demonstrava em pequenos gestos o verdadeiro sentimento pela loira, como aquele a pouco, em deixar claro o quão importante ela era para que fosse a primeira a ouvir aquela música.

Ele respirou fundo, mostrando-se nervoso, tocou duas notas no violão como que testando a afinação deste e nervoso olhou para Lucy. Ela não pode deixar de lhe dar um doce e encorajador sorriso. Embora ele fosse hábil no palco, era diferente tocar para uma única pessoa... Ainda mais sua primeira composição.

Respirou novamente e então começou a tocar. Ele ficou extremamente sério e concentrado. O toque era lento e contagiante, uma gostosa melodia para se ouvir na companhia de alguém.

Então sua voz, rouca e incerta no começo, iniciou a letra que entrelaçava graciosa no ritmo da música.

- sujubeun geuui soksagim seumyeodeuneun gwitgae, sobokhage ssahyeoganeun urideurui iyagi,
seororeul barabomyeo saraganeun, cham eoriseokgo yeppeun moseupdeul, tabaktabak georeoganeun najimakhan golmokgil, teum sairo bichwooneun han mogeumui haessalcheoreom,
mueotjocha al su eopdeon naege, jageun kkumhanareul simeojuneun neo

Tímido sussurro penetrando em seu ouvido, A história de nós está cobertos por mistério, se sente feliz quando olhamos um para o outro, Oh olha o quão tola ela é,más linda.As frestas brilharam como o sol, que entra para um gole, eu não conseguia nem me conhecer, Você incutiu no meu pequeno sonho.

Não era necessário ninguém lhe dizer, ela sabia para quem era aquela letra. E ela sorriu por isso. E ele estava mais lindo do que nunca tocando aquele delicado som, tirando de seu velho violão as notas que juntas lhe enchia da mais pura declaração. Junto com ela vinha aquela letra, límpida, verdadeira aos olhos de quem a compôs.

Ele ainda estava inseguro então somente olhava para o violão enquanto cantava e tocava. A segunda parte era tão mágica, senão mais, que a primeira. Lucy se viu completamente envolvida por esta, nunca ela havia se sentindo daquela forma quando via Loki cantando... Mas ele nunca cantou assim para ela, no final das contas. Tampouco uma composição sua. Sem sombras de dúvida aquele evento era único, e só seu.

- my precious (my precious), my precious (my precious), gasigatatdeon gieokdeuri heunjeokdo eobsi sarajilmankeum ttatteutage, my precious (my precious), my precious (my precious)
jageun hanareumjocha sojunghi ganjikhage doel geotman gateun ireon seolleim

Minha preciosa (minha preciosa), Minha preciosa (minha preciosa), Foi como sumir as memórias,um sentimento quente, Eu não quero que desapareça sem deixar vestígios, Minha preciosa (minha preciosa), Minha preciosa (minha preciosa), uma pequena parte de emoção como esta é o mesmo que receber o direito de um tesouro

Lucy sorria radiante, envolvida completamente na música, na letra. Nele.

- gibun joheun barame seuchineun ot git wiro, buseojineun neoui nunbit dusoneul moa dameumyeo, cheol eobsi geujeo sunsuhaetdeon maldeuri, nae gaseum wiro jeonhaejyeo onda
yunanhi ganjeolhaetdeon irheobeorin nae baraemdeul, meomutmeomut jueogida han sum jitgo doraseomyeo, honjaseoman namgyeojil geot gatatdeon, nae du soneul kkok jabajuneunneo

Eu me sinto bem com o vento,até as suas roupas parecem penas, Seus olhos, nossas mãos juntas
Os dias de vendas, apenas trabalhe duro, Se entregue enquanto o meu coração te segue
Eu estava desesperado minha esperança se perdeu, penas quebradas e ainda sim giram
Era provável que eu seria deixado sozinho, Você então segure firme apenas a minha mão

Ele ganhou mais confiança em si, em sua letra e na melodia que tocava magnificamente, tocando fundo o coração da loira. E assim sendo levantou o rosto, sem parar de tocar, cantaria novamente o refrão. E era visível no olhar dele que ele queria a olhar enquanto cantava aquela parte. E ele se mostrava tão apaixonante naquele momento.

- my precious (my precious),my precious (my precious),buseojilgeotmangatdeon gaseumeul mal eobsi sseudadeumeo jwotdeon neoui songil, my precious (my precious),my precious (my precious)
neoman gyeote itdamyeon mueotdo haenael su isseul geotmangateun ireon seolleim

Minha preciosa (minha preciosa), Minha preciosa (minha preciosa), o meu coração continua batendo alto, silenciosamente dê a mão para mim, Minha preciosa (minha preciosa), Minha preciosa (minha preciosa), E isso significa que só você pode fazê-lo sentir essa emoção

Enquanto ainda cantava o refrão, enquanto dizia o terceiro My precious do refrão a porta se abriu. Lucy estava pressa demais no encantado divino do ruivo para ouvir qualquer outra coisa, sem ser ele cantando.

Lucy o viu olhar para o lado, sobre o ombro dela. Mas ele não parou de cantar o refrão. My precious ganhando uma entonação mais forte e profunda naquele instante. Ele voltou a encará-la, e ela lhe sorriu. Alguma coisa havia mudado no olhar dele, e sem reservas sem avisos, ele foi parando de tocar, morrendo também o refrão, que ele finalizou num fio de voz. E sorrindo olhou sobre o ombro dela novamente.

-Oi Natsu.

Lucy paralisou-se.

-Desculpa-me. – disse o outro sem jeito.

-Tudo bem, eu estava só mostrando para Lucy a minha música. – Loki olhou curioso para o rosado, notou Lucy. –Lembra-se da Lucy?

A loira virou-se devagar brigando com seu coração para se manter calmo, para ser capaz de olhar para aquele rosto. Ao virar o corpo na direção dele, o viu lhe olhar. Por um segundo viu nas íris castanhas algo similar a surpresa.

-Vagamente. – disse ele desviando o olhar do dela.

Vagamente? Pensou ela soltando uma risadinha, chamando a atenção do rosado sobre ela.

-Logicamente que seria vagamente. Por que razão se lembraria de mim, não é? – questionou ela se levantando. – Não fiz nada extraordinário para que lembrasse de mim. Não foi? – apesar de sua voz sair contida, era visível o quando a loira estava furiosa por dentro.

Os dois estavam frente a frente, encarando-se. Ele surpreso, ela furiosa.

-Des...

-Desculpe-me? Quantas vezes terei que ouvir isso sair da sua boca?! – o tom da voz aumentou.

Loki imediatamente se levantou.

-Lucy...

-O que foi não posso dizer o que eu penso, o que eu quero? – indagou ela veementemente para Loki, voltando em seguida para Natsu. – Ele não o fez anos atrás? Ele não disse aquilo que queria?

Natsu abaixou a cabeça e deu um sorriso sem jeito, visivelmente encurralado diante aquela situação que se formara.

-A única coisa que tenho a dizer, infelizmente, é desculpa-me. – disse ele num fio de voz.

-Depois do ‘Vagamente’ – tentou imitar a voz dele. – Não esperava mais. – Ela virou-se para Loki. – Voltarei para o escritório.

Quando ela estava se aproximando da porta Natsu segurou a sua mão, ela automaticamente se virou para ele, surpresa.

-Realmente me desculpa. – ele abriu um largo sorriso. – Nunca fui bom pra guardar as coisas, nem mesmo as coisas mais importantes para mim. Contudo, se você me dê uma chance, só uma, eu poderei mudar isso. Eu realmente quero mudar as coisas.

Lucy sentiu seu coração dar pulos em seu peito, tudo estava ali novamente, a sensação que tinha anos atrás quando o via, estava de volta dentro de seu coração, forte e perigoso. Ela puxou sua mão da dele, com medo.

-Por que... Por que deveria lhe dar uma chance? Qual a razão disso?

Ele olhou para baixo em busca de uma resposta no chão, que certamente não estava. Ainda sim ele a buscou. Lucy continuou a olhá-lo, sentindo que toda a raiva que estava preso em seu coração evaporava tão rápido quando este palpitava em resposta ao rosado mais sensível diante de si.

‘Fuja disso’ seu pensamento a mandava.

Ela voltou a pegar na maçaneta da porta, agora ela sairia. E assim o fez, ele veio atrás.

-Por favor, só mais uma chance. Vamos recomeçar, fingir que nos conhecemos agora.

Ela deu mais dois passos antes de parar e se virar para ele. A loira estava confusa não conseguindo entender onde o róseo queria chegar com tudo aquilo, no fim das contas. A deixando completamente perdida novamente no encanto dele... ‘Não, Lucy, você está somente confusa. É isso’

-Recomeçar? – ela repetiu. – Talvez fosse o certo, assim seria mais fácil. OK, dessa forma nada daquilo nunca aconteceu, tampouco aquela conversa. – ela sorriu e estendeu a mão para ele. – Boa Tarde, Sou Lucy Heartfilia.

Natsu, notou Lucy, vacilou por um segundo diante a firmeza da loira, ele a olhou incerto, para em seguida abrir um de seus sorrisos e segurar a mão dela.

Lucy o olhando daquela forma lembrou-se do tempo da escola, o tempo que queria apagá-lo de sua memória, mas desde que colocou o pé naquele lugar aquelas vinham se enraizando em sua mente, fortificando tudo que havia acontecido. Mas era estranho ver ele diante de si como o aluno rejeitado do segundo ano. Natsu havia mudado radicalmente, sua aparência era do típico ídolo musical. Corte de cabelo e cor excêntrico, corpo que tirava qualquer mulher do sério, olhar sincero , voz melodiosa e palavras certas... Contudo ele não tinha culpa de que ela guardou cada segundo daquele dia em sua mente, enquanto ele não. Na certa ele realmente deixara tudo de lado pela música como falara naquele dia... Até as lembranças.

Neste momento Loki saiu do estúdio, encostando-se a porta. Lucy lhe olhou.

-Prazer Lucy, Sou Natsu, conhecido no mundo musical como Dragneel. – isso a vez voltar lhe olhar.

Ela sorriu para ele.

-Prazer.

Neste instante Loki andou na direção dele, parou rente a Lucy.

-Desculpa-me Dragneel, mas estou precisando da Minha assistente. – enfatizou ele a palavra minha ao pegar no braço dela.

Natsu soltou a mão dela e encarou Loki, Lucy olhou de um para outro, sentia uma tensão no ar, algo denso demais para ser atual.

-Claro. –relaxou o rosado.

Loki virou Lucy e segurou a mão dela a puxando dali, ela simplesmente se deixou levar, ainda perdida pela cena que se formou a pouco entre os três...

Notas finais
-Não esqueçam de comentarem!!!!