Declaro-me Mais Tarde!

4 Capítulo 4 - Contrato do destino


Notas iniciais
-Cap não betado
-Estava escrevendo os próximos capitulos dessa fanfic, mas resolvi parar para atualizá-la kkkkkkkk
-Para quem pediu o reencontro do Natsu e Lucy, ou quem está mega curioso para lê-lo... Bem verá algo neste cap, contudo estou ainda preparando algo melhor xDD e provavelmente esse tão esperado reencontro realmente acontecerá no cap 7 ( sim daqui tres caps u.u) mas prometo em fazer algo realmente legal para esse reencontro * - *
-Bem agora fiquem com o cap e espero que gostem!!!
-Não esqueçam de comentarem!!! xDD

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O emblema da agencia estava timbrado no papel do contrato. Qual agora encontrava-se na mão da loira. Ela estava relando umas das clausulas do contrato, uma que falava dela.

Lucy era uma das poucas exigências que o grupo fizera á agencia, que de bom grato aceitara. Ela continuaria ao lado deles... Ao lado dele, como ele prometera.

Sorrindo ela pousou o papel sobre a mesa de mogno e suspirou. A tarde estava quente e tediosamente parada. E ela era a única que ainda se encontrava no velho escritório da empresária do Angel Style; como pedido desta ela havia ficado ali para arrumar as últimas coisas, e agora só o que faltava era levar a mesa, enquanto a cadeira na qual se encontrava sentada ficaria naquele lugar.

O restante do lugar estava completamente vazio, nem mais as caixas que havia colocado sobre o chão mais cedo se encontravam ali. E ver aquele lugar tão vazio lhe dava certa tristeza. Afinal de contas sua segunda casa havia se tornado aquele escritório no segundo andar do prédio da Raven Tail, a agencia que deu ao grupo Angel Style a chance de buscar a fama e a mesma que sufocou o vôo mais alto deles. Era até mesmo por isso que naquela semana, assim que o velho Makarov – presidente da agencia que estavam indo e ironicamente (ou por causa de uma força do acaso) pai do presidente da Raven Tail – entrou em contato com a empresária Mirajane com o interesse de contratar o grupo, que eles praticamente fecharam acordo. Somente não o fez de imediato por causa de Lucy, primeiro eles queriam garantir que a equipe toda poderia ir para Fairy Tail – a maior agencia artista no mundo do entretenimento japonês – e a resposta positiva saiu naquela manhã.

Para o bem de todos.

E agora que ela olhava aquele local vazio, lembrando do tempo que ali viveu, as reuniões tediosas e ao mesmo tempo legais que tivera ao lado de Mirajane, as festas de comemorações, os shows marcados... Tudo que ali viveram não estaria a partir daquele dia mais gravado naquele lugar, somente em sua memória e de todos que vivenciaram as mesmas coisas. Afinal agora eles teriam outro lugar para viverem tudo aquilo... Um lugar que Lucy sempre almejou desde o dia que Loki lhe chamou para fazer parte da pequena equipe do Angel Style. A Fairy Tail.

E qual artista não buscava por aquela agencia dentro do Japão? E finalmente eles haviam conseguido.

-Com licença. – um rapaz bateu na porta, embora essa já se encontra-se aberta. Despertando completamente a loira de seu devaneio.

-Sim.

-Sou o carregador do caminhão, vim buscar o que falta.

Lucy suspirou aliviada, enfim poderia sair daquele lugar.

A mulher levantou-se da cadeira e indicou o único móvel como sendo o objeto faltante, e assim que ela o indicou o rapaz se mostrou não estar sozinho, ele entrou e atrás dele outro o seguiu. Ela os observou pegarem a pesada mesa, que Mirajane ganaha de seu irmão mais velho, e seguir para porta, apesar do sufoco de passarem pela porta, eles o fizeram como profissionais que eram. E enquanto eles levavam a pesada mesa, Lucy pegou a sua bolsa sobre a cadeira e retirou o seu celular de dentro desta.

Não era mais necessário discar o número que chamou a seguir, como ele pedira ela o havia colocado na discagem rápida. Estranhamente como o número 1.

-Já estou saindo daqui, já vieram buscar a mesa. – disse ela contente.

-Ótimo. E você encontrou o contrato?

-Sim, ele estava numa das gavetas da me... Oh droga!

-O que foi?

-Depois eu ligo para você, tenho que resolver uma coisinha aqui.

Ela nem esperou que ele se despedisse, assim que disse as palavras ela desligou o celular e o devolveu em sua bolsa, para em seguida sair correndo de dentro do escritório. O corredor estava vazio, tão morto quando o cômodo que deixava apressadamente para trás.

Ela parou diante do elevador, apertando então o botão deste. Impaciente ela não o esperou e correu para a escadaria. Até porque ela se encontrava no segundo andar, e assim sendo não havia problemas em ir por essas.

Mesmo com salto alto, ela desceu em dois em dois degraus. Quando chegou ao térreo, os carregadores ainda brigavam com a mesa para tirá-la de dentro do elevador, que apesar de ser grande, não parecia realmente facilitar 100% o serviço deles.

Arfante a loira se aproximou dos dois, olhando com certo desespero para o tampo da mesa, que estava vazio. Ela praticamente se enviou entre os dois olhos para aproximar mais e olhar melhor sobre a mesa, o que não adiantou nada, esse continuou vazio. Em meio ao seu desespero, ela se jogou sobre a mesa, pedindo para que os carregadores parassem. Algo que eles estavam preste a fazer devido a intromissão anterior da loira.

-O que foi? – gritou o mais alto.

-Vocês não viram nada em cima da mesa? – perguntou ela olhando de um para o outro, ainda jogada em cima da mesa.

-Não! Agora saia daí de cima, já está difícil levar essa mesa e você em cima dela não estar ajudando em nada!

Lucy desceu contrariada, ela lançou um olhar breve para a recepção do prédio, como esperava ali era o único lugar que mostrava ainda alguma alma viva, e todos que estavam ali – entre convidados e outros agenciados a Raven Tail – a olhavam com ar de riso. Mas isso não importava, o importante era pegar o quando antes o contrato de volta, claro se conseguisse descobrir onde ele estava.

Ela suspirou nervosa olhando os dois carregadores lutarem com a porta do elevador, e os olhando daquela forma pensou na possibilidade do contrato ter caído no chão do elevador, com sua esperança renovada ela embrenhou novamente entre eles, os atrapalhando novamente no trabalho. Em meio aos xingos deles e risadas daqueles que assistiam a cena hilária da loira, Lucy passou por cima da mesa, pisando até mesmo na mão de um dos carregadores – o que aumentou os xingos – para então entrar no elevador.

Assim que se viu dentro do cubículo, com parte da mesa tomando conta deste, ela não viu nada, a não ser papeis de balas jogadas. Nada, além disso. Ela fechou os olhos ao constatar isso e xingou-se em pensamento. Mirajane era a pessoa mais doce do mundo, desde que você não fizesse nada errado com ela. E aquilo certamente seria mais uma razão da outra gritar em plenos pulmões...

Lucy só conseguiu soltar um suspiro desaminado.

E da mesma forma que entrou ela saiu de dento do elevador, o que causou mais resmungos por parte dos carregadores, que visivelmente estavam pensando seriamente deixar aquele serviço de lado.

-Desculpa-me. – disse ela gentilmente, ou tentou ser, curvando-se para eles. – Mas o que estou procurando realmente é importante.

-E já pensou em ver no escritório? – disse o carregador mais baixo, segurando-se para não soltar novos palavrões, principalmente porque ainda sentia dor em sua mão, qual ela pisara.

Lucy sorriu para ele, não era uma má idéia no fim das contas. Agradecida, e enfim deixando-os em paz, ela seguiu para as escadas, voltaria e olharia o escritório. Afinal com o desespero que abatera nela quando se lembrou do contrato em cima da mesa e a falta desta, ela simplesmente saiu correndo sem nem verificar nada.

Ao chegar no corredor visualizou a porta do escritório fechado – algo que não tinha sido ela que o fez, uma vez que saiu apresada — e por isso ela seguiu correndo para esta. Constatando que a mesma estava trancada. Ela forçou a maçaneta duas vezes, desesperada. Então ela ouviu um barulho de chave.

-Ren-san?! – gritou ela.

Desesperada ela voltou a correr, passou diante do elevador e virou o corredor indo para o outro, onde mais a frente viu o zelador do prédio, um alto careca que tinha uma eterna expressão severa no rosto. Mas que incrivelmente possuía um gentil sorriso. E foi com essa gentileza que ele cumprimentou a loira ao se aproximar.

-O que aconteceu senhorita? – indagou ele bondoso.

-Eu preciso que o senhor abra a porta do escritório da Angel Style.

-É que o senhor...

-Por favor. –implorou ela juntando a mão diante de seu rosto.

-Bem... Será rápido?

-Sim, será bem rápido.

Mesmo que a sorte estivesse ao lado dela na questão de encontrar o zelador para abrir a porta, não estava em relação de encontrar o contrato. O chão desprovido de qualquer móvel, ou material, era demasiado visível aos olhos desesperado da loira, dando-lhe a cruel certeza de que os preciosos papéis não estavam ali.

A cadeira, entretanto, continuava no seu mesmo lugar. A única coisa que ainda continuaria ali dentro, como Lucy queria que no lugar daquela estranha cadeira de três pernas e estofado verde, fosse o contrato que ali estivesse.

-Então? – falou o zelador a olhando.

-Não encontrei o que estava procurando.

-O que era?

-Alguns papéis...

-Papeis. Humm... E vocês não levaram tudo mais cedo?

-Sim, mas ficaram esses papeis para trás, eles estavam sobre a mesa e imaginei que ele havia caído quando os carregadores a levaram, mas acho que estou enganada...

-Humm... E eles não caíram no corredor?

Lucy olhou para o zelador com expressão de boba. ‘Como não pensei nisso antes?’

Rapidamente ela deixou para trás o escritório vazio e foi para o corredor. E em passos lentos seguiu o caminho até o elevador, porém nada.

-Eles evaporaram no ar. – resmungou ela encostando a testa na porta do elevador.

Assim que Ren fechou a porta do escritório ele aproximou-se de Lucy.

-Então?

-Nada.

-Que pe... Oh é mesmo, a Aisaka-san passou por aqui pouco depois que fechei o escritório.

Lucy afastou-se da porta do elevador num pulo.

-Aisaka-san, a faxineira?

-Isso. Caso ela viu os papeis, na certa os pegou.

Lucy agradeceu á ele e saiu mais que de pressa dali e seguiu para o primeiro andar, onde ficava a área destinada para limpeza.

O quartinho onde era guardado os produtos de limpeza era duas vezes menor que o escritório, qual Lucy passara seus três anos dentro durante seu tempo como funcionaria. E ainda sim Aisaka já estava exatos quinze minutos procurando o saco de lixo semi-vazio, onde jogara os papeis que achara no corredor.

-Peço desculpa novamente. – disse humildemente a mulher. – Mas quando vi aqueles papeis naquele estado achei que era lixo.

‘Naquele estado?’ Lucy se perguntava qual estado estaria os papeis, embora tivesse medo só em pensar nisto.

Minutos depois a mulher encontrou o saco, Lucy segurou a respiração enquanto a mulher o abria. Não que o cheiro estivesse ruim – afinal havia somente papeis dentro deste – mas sim porque estava nervosa com duas coisas. Primeiro o estado do contrato, segundo e mais terrível, os papeis encontrados não serem o contrato.

Para sua sorte – ou azar – era o contrato. O estado realmente era lastimável, havia marcas de pegadas neles, pés que passaram sem cuidado algum sobre eles. O que adiantara encontrá-lo se Mirajane iria lhe matar de qualquer forma?

Ela agradeceu o trabalho da mulher e se retirou dali. Com o contrato na bolsa ela entrou no elevador, ao sair no hall de entrada o lugar já estava vazio, como era de imaginar.

E desaminada ela seguiu para frente do prédio. Ela o olhou mais uma vez e então fez sinal para um táxi.

Minutos depois ela estava defronte ao seu novo ‘segundo’ lar. O grandioso e impotente prédio da Fairy Tail. Ela não pode deixar de sorrir ao ver o prédio. Devagar, como que saboreando aquele momento, ela seguiu para dentro deste.

Ao entrar no hall notou ali a diferença de uma agencia para outra, nesta o hall era três vezes maior, como também o balcão de recepção. Este ficava mais ao fundo, ao seu lado havia a escada que levava ao primeiro andar, e numas das paredes laterais, que seguia para a escada, ficava os elevadores. Sorrindo Lucy seguiu para a recepção, e ali mostrou para a garota do outro lado, o crachá que Mirajane havia lhe entregue mais cedo, e sendo assim a garota a autorizou subir para o quinto andar. O andar que ficava o novo escritório de Mirajane, o estúdio e sala de ensaio. Lucy empolgada seguiu para um dos elevadores – outro fator diferente da agencia anterior, nesta havia três elevadores e não um.

Ela apertou o botão do elevador do meio, e enquanto esperava o seu celular tocou. Rapidamente ele o tirou de dentro de sua bolsa e o atendeu.

-Onde você está? – indagou um Loki irritadiço.

-Não precisava ficar nervoso. Acabei de chegar no prédio, estou entrando no elevador agora...

-É que...

-Conversaremos quando eu chegar aí. – disse ela sorrindo.

Enquanto guardava o celular a porta do elevador se abriu, sem nem olhar a pessoa que sai deste, ela entrou no mesmo. O perfume amadeirado do mesmo continuava no elevador e Lucy teve até vontade de enviar a cabeça para fora e verificar quem era, e assim o fez. O rapaz que saiu a pouco seguia despreocupado para a porta de saída, Lucy ouviu a porta do elevador ao lado se abrir e alguém – uma garota de cabelos curtos e brancos (?) – saiu correndo. Ela não soube o porquê, mas continuou ali parada olhando a garota correndo em direção ao rapaz que lhe parecia tão familiar...

-Natsu-Kun! – a garota chamou.

Lucy arregalou os olhos ao ouvir aquele nome. O rapaz virou-se para a garota que lhe chamava e então deu a esta o seu radiante sorriso... Desmoronando completamente o mundo de Lucy.

Notas finais
-Não esqueçam de comentar xDDD