Declaro-me Mais Tarde!
17 Capítulo 17 - Máscara: Diferentes.
Notas iniciais
- Antes de mais nada, peço desculpas por não conseguir atualizar antes, como também pelo desenrolar da historia, algumas pessoas colocaram que não estão gostando de como as coisas estão caminhando, peço paciencia, por favor, o enredo que elaborei para ela caminha de uma forma mais lenta mesmo, embora o centro realmente é Nalu, não posso de uma hora para outra colocar os dois juntos, isso ficaria sem logica diante aos acontecimentos recentes da fanfic, mas prometo que em breve teremos mais do casal, como tbm dos demais, pois a partir deste momento inicia...
MASCARA!
-Por favor deixem seus comentarios, essa ficwritter agradece imensamente!!!
‘ Você é irritantemente pequena’
O dia estava frio e nublado, não possuía nele a alegria que da jovem mulher que andava pela calçada. Essa tinha um largo sorriso nos lábios. Encarava tudo ao seu redor com um incrível bom humor, embora fosse uma pessoa que sempre estava de bem com a vida, aquele dia se tornara diferente, ganhara um gostinho a mais.
‘Mesmo assim... Mesmo assim... Ah!’
Ela parou diante a cafeteria que combinara com sua amiga e entrou nesta com uma empolgação contagiante, aquele seria seu primeiro encontro com a loira depois de tanto tempo, devido ao tumulto na vida de ambas, aquele simples fato estava em falta. E por isso que a morena tinha muitas coisas para contar á ela, como também imaginava que a outra tinha para lhe contar.
Animada com isso ela seguiu sorridente pelo lugar, avistando Lucy ao fundo. Por um segundo quando olhou para amiga sua alegria evaporou-se, o semblante da loira não era dos melhores, havia uma tristeza palpável naquela expressão. Ela respirou fundo e voltou a sorrir, ela tinha que ser triplamente forte e alegre naquela fria tarde.
-Boa tarde, Lu-chan! – cumprimentou Levi ao se colocar diante a mesa que estava Lucy.
A loira a olhou surpresa, certamente por estar pensativa nem havia notado sua amiga se aproximar.
-Boa tarde, Levi-chan.
A morena sentou ao lado da loira e sorrindo aproximou-se dela.
-Por que essa cara tão triste?
Lucy a olhou incrédula. Claro que Levi sabia, afinal não fazia nem dois dias que a loira foi “educadamente” recebida pelas fãs do Angel Style e Fairy Law na entrada da agencia Fairy Tail, sem falar que sua imagem na mídia naquele momento não era uma dos melhores, uma fez que ela tinha sido titulada como ‘Aquela que rouba corações’, e a declaração de Natsu naquele dia, nada lhe ajudou. Na verdade Lucy estava pior que antes, por assim dizer, uma vez que até do seu novo emprego ela tinha sido suspensa por alguns dias.
-Chamou a mim para ficar tirando uma da minha cara? – indagou Lucy ofendida.
Levi sorriu sem jeito.
-Desculpa-me Lu-chan, mas achei sua expressão triste demais e queria descontrair. Não percebeu meu tom de brincadeira? – questionou a morena fingindo ofensa.
Lucy deu um leve sorriso.
-E como poderia, você sempre foi péssima em fazer brincadeiras.
-Isso é mentira! – protestou a outra. – E maldade, mas não se preocupe tem quem goste do meu humor sutil.
-Humor sutil? – ironizou Lucy. – Sei. Mas... – a loira aproximou-se mais da morena, seu humor, percebeu Levi, havia melhorado um pouco. – Quem gosta do seu humor ?
Embora ela esperasse aquela pergunta, não esperava que essa saísse tão cedo na conversa, por isso ela ficou algum tempo olhando para o rosto curioso da amiga, sentindo seu rosto pegar fogo.
-Então?
-É... –Começou Levi sem jeito. – Uma pessoa.
-Não diga. – ironizou a loira. – Nunca descobriria caso não tivesse falado... Vamos logo com isso Levi e diga, quem é?!
Levi deu um pequeno sorriso, sentindo o rosto mais quente, numa temperatura que ela tinha certeza que era anormal.
‘Até que você é engraçada, baixinha’
-Ele faz parte da banda do... – ela interrompeu suas próprias palavras, dizer o nome tabu naquele momento era estragar o pingo de humor que reacendera em sua amiga. – Faz parte de uma banda da Fairy Tail.
Levi notou que apesar de não falar o nome do rosado, Lucy mostrou-se incomoda, e para salvar aquele clima apareceu a garçonete do local.
- A senhorita gostaria de fazer o pedido agora? – questionou para Lucy.
-Sim. Eu quero um café americano e um pedaço de torta de morango.
-E a senhorita? – perguntou a garçonete para Levi, após anotar o pedido de Lucy.
-O mesmo.
A garçonete curvou-se levemente e se retirou. E embora aquele clima fora quebrado pela garçonete, ainda havia um rastro dele no ar, sufocando qualquer outra tentativa de conversa. Levi então começou a tamborilar sobre a mesa e Lucy a fazer origami com guardanapo.
-Ele... Ele parece ser uma pessoa legal. – disse Lucy após um tempo, enquanto tentava fixar num guardanapo de pano uma das dobras do origami que fazia. –Afinal tem que ser muito legal para achá-la engraçada. – e deu um sorrisinho.
Levi abriu um largo sorriso com aquilo.
-Sua boba. – e riram.
-Então, quem é?
Levi remexeu-se na cadeira e lançou um olhar ao redor, mencionar o nome dele numa conversa como aquela poderia ser perigosa, as coisas já estavam ruim suficiente para agencia e ela não queria piorar as coisas.
-É o... – interrompeu-se ao ver a garçonete se aproximar.
A garota de sorriso gentil colocou delicadamente sobre a mesa, diante de cada uma, seu pedido e educadamente se retirou. Levi ainda a olhava, pensando como ainda havia pessoas realmente boas naquele oficio, quando Lucy estalou o dedo diante dela.
-Vai me dizer agora que mudou de time. – brincou a loira.
Levi lhe lançou um olhar desconcertante, para no fim rir diante ao sorriso brincalhão da amiga. Para Levi era um grande alivio vê-la daquela forma, afinal as coisas não estavam sendo nada fáceis para ela.
-Não pense besteiras, Lu-chan, estava apenas admirada. Afinal são poucas pessoas que realmente fazem um bom trabalho. Ou em todos os lugares que você vai é sempre tão bem atendida, como essa garota nos atendeu?
Lucy fingiu-se pensativa, para em seguida sorrir para amiga.
-Sempre sou bem atendida, afinal sou bonita suficiente para todos se encantarem por mim e me tratar bem.
-Não acredito que tenho que ficar aqui ouvindo essas coisas. – brincou Levi. – Você está querendo me dizer que não sou tão bonita assim, Lucy Heartifilia? – fingiu-se de brava.
-O que importa o que eu acho, hein? Certamente há alguém que ache totalmente ao contrário, não é?
Levi novamente se sentiu envergonhada, ela não tinha culpa que isso sempre acontecia, era de sua natureza ficar tímida quando o assunto era aquele, era até por isso que as coisas estavam lentas para seu lado, não era? Sem jeito ela pegou a xícara com café e bebericou um pouco do liquido quente, este desceu suave pela sua garganta, aquecendo-a naquele dia frio.
-Realmente continuará enrolando senhorita Mcgarden?
Levi fitou o café dentro da xícara para em seguida olhar a amiga. Essa estava sorrindo, sendo a amiga que sempre foi, mesmo que aquele afastamento de meses entre elas, por causa da carreira das duas, a loira estava se esforçando para deixar o clima agradável como nos velhos tempos, embora no olhar dela gritasse por ajuda. Lucy necessitava de uma ajuda que Levi sentia que não conseguiria dar, então o que lhe restava era aceitar de bom grato todo aquele esforço e manter aquele clima jovial entre elas.
-Caso não fizer esse clima de mistério não terá graça. – brincou Levi.
-Ah! Agora entendi, então a senhorita está fazendo tudo de propósito, é isso? Então pode ficar com sua “misteriosa” informação, que eu prefiro ficar com meu delicioso café, trazido pela melhor garçonete desse país!
Ambas se olharam para voltarem a rir.
-Parecemos duas bobas. – disse Levi entre riso, recolocando sua xícara sobre o pires para evitar qualquer acidente.
-Ás vezes, acho que não só parecemos, como somos bobas. Ao menos para algumas situações. – O tom de voz de Lucy foi ficando séria conforme falava como seu sorriso foi sumindo, aquilo foi um alerta para Levi.
-Então, vai querer ou não saber quem é a pessoa misteriosa?
Lucy voltou a sorrir, no seu visível esforço para deixar as coisas suportáveis.
-Claro, eu não sai do conforto do meu apartamento para ficar somente no café e torta de morango!
-Então lhe contarei! – empolgou-se Levi. Devagar ela curvou-se sobre a mesa para ficar mais perto de Lucy.
Levi se sentiu no tempo de escola, e tinha certeza que a loira se sentia da mesma forma. Ela lembrou-se do dia que Lucy lhe contou pela primeira vez de quem gostava, o garoto que possuía duas famas na escola uma contraditória da outra. E nessa tarde de ventos gélidos e promessa de chuva para mais tarde, era Levi quem confessaria, que iria falar para sua amiga por quem estava apaixonada, ela sorriu com esse pensamento. ‘Apaixonada’ a garota tímida de Magnolia, que havia ficado somente duas vezes em seu tempo de colégio e nunca namorou estava finalmente, realmente, indiscutivelmente apaixonada.
-O nome dele é Gajeel. – disse Levi num impulso de coragem.
-Gajeel? – repetiu Lucy confusa. –Quem seria esse?
Levi ficou perplexa diante aquelas palavras.
-Não sabe quem é Gajeel?!
-Bem... Você disse que é da Banda... Mas, além do... Além do Natsu, tem os outros dois. Mas não lembro o nome deles. Então...
-Francamente! – esbravejou a menor. – Como pode ser tão descuidada dessa forma Lu-chan? Você tinha que conhecer todos!
-Calma Levi, não precisa ficar assim também. Afinal não tenho culpa se só tive contato com a banda toda uma única vez. Você poderia me dar um desconto, não é?
-Desculpa-me Lu-chan. É que ás vezes fico realmente triste quando esquecem que a banda é formada por 4 membros e não três ou dois, como normalmente as pessoas dão a entender. Gajeel é o que menos aparece na mídia. – confessou ela entretecida.
-Entendo, e qual é o instrumento que ele toca?
-Bateria.
-Compreensivo então. – disse Lucy sorrindo. – Não dizem que normalmente os bateristas são os menos visto? – Levi a olhou ofendida. – Nem me olhe assim, estou até dizendo isso para salientar um lado bom disso. Afinal dessa forma ele não ficará em evidencia para as demais garotas. – e piscou para a morena.
-Você tem razão Lu-chan. Nunca pensei dessa forma! – alegrou-se. – Embora imagino que mesmo que elas se aproximassem não sobraria nenhuma ao lado dele. – analisou Levi.
-Porque? Pelo pouco que me lembre nenhum dos outros dois são feios ou algo do gênero, na verdade os dois pareciam do tipo que qualquer garota gostaria do lado. – provocou bebericando seu café.
-Engraçadinha. O que quero dizer não é referente a aparência dele, e sim ao seu temperamento. Gajeel não é nenhuma rosa, ou sim se levar com consideração os espinhos dessas.
-E por que ficou interessada por ele, então?
-Por quê?
Um mar de memórias invadiu a mente de Levi neste momento. Lembrou-se dele lhe provocando por ser a mais baixa do lugar – como sempre foi – dele lhe olhando torto quando chamava atenção dele na gravação, para em seguida fazer exatamente como ela orientou; lembrou-se dele a ajudando nas cenas dos vários vídeos clipes que gravavam, embora ele nunca admitira isso; e principalmente lembrou-se dele sentar ao seu lado e dizer que ela era irritantemente pequena e mesmo assim... E mesmo assim ele a queria do seu lado, mas só porque ele a achava engraçada.
-Por isso mesmo que gosto dele, por ele ser dessa forma. – declarou ela.
Lucy lhe olhou com um semblante sereno, em seu olhar havia um brilho feliz, Levi sabia que aquela felicidade refletia apenas a sua alegria, uma vez que sua amiga, ainda, não havia encontrado a sua.
-Fico realmente feliz em ouvir isso. – disse Lucy com franqueza.
-Obrigada Lu-chan. Mas sabe... – disse Levi ajeitando-se na cadeira. – Caso eu fosse você iria ao baile, até porque este é de máscara, e as máscaras são ótimas para esconder suas verdadeiras intenções, e claro, para se esconder. – com uma piscadela sapeca Levi bebeu um pouco do seu café.
-Esconder...
Levi a ouviu balbuciar e sorriu, ela no fim das contas conseguira dar algum tipo de ajuda?
•••
Levi não era nenhuma celebridade da Fairy Tail, nem era funcionaria dessa e ainda sim estava defronte ao painel destinado as personalidades importante para tirar foto, pelo simples fato de que o rabugento Gajeel assim queria. Diferente dos outros e de toda a bagunça que já estava acontecendo dentro da Fairy Tail, Gajeel queria deixar bem claro para quem quisesse ver ou ouvir, que ele estava comprometido. E aquilo alegrava consideravelmente Levi.
E por isso que seu sorriso tímido estava extinto naquela noite. Levi sorria abertamente para todos aquelas maquinas e seus flashes, enquanto sentia o braço dele puxá-la, envolvendo-a de um modo beirando ao possessivo. Ela levantou o olhar e o raro sorriso que Gajeel expressava estava ali delineado em seus lábios realçando o rosto excêntrico do moreno. Vê-lo assim a fez sorrir com maior empolgação, como também a lembrança que agora brincava em sua mente. Ela lembrou-se do primeiro dia que o viu pessoalmente, e da sensação de dor que lhe passou assim que seus olhos visualizaram aquele rosto cheio de piercing, e isso lhe foi tão incomodo que nas primeiras horas de seu trabalho com ele foi desconfortável. Agora ela simplesmente não conseguia tirar os olhos daquele rosto de beleza exótica.
Tão deliciosamente diferente dela.
Com um aceno de cabeça Gajeel deixou o palanque montando diante do painel com o logo da agencia e do patrocinador da noite – uma marca famosa de bebida – e de mão dada com Levi seguiu para dentro do grande salão locado pela Fairy Tail para aquela noite importante. Levi sentia-se nas nuvens.
Gajeel não era muito de conversar, na verdade era mais do tipo de reclamar. E naquela noite ele não era desse tipo, Gajeel havia se tornado o tipo de se vangloriar, o que combinava com ele por ter mostrados algumas vezes á ela ser orgulhoso de tudo que possuía e fazia. E ele estava exatamente daquela forma, orgulhoso.
Ele ainda expressava seu sorriso, tinha a mão firmemente atada nas da pequena auxiliar de direção, quem o expiava feliz, sentindo que estava apreciando um momento que ninguém mais um dia apreciará.
Assim que desceram a escada que levava ao piso principal do baile, muitos lançaram olhares curiosos para eles. Levi sentiu a timidez fluindo em si, mas essa não teve tempo em se manifestar por completo, antes dela conseguir essa façanha Gajeel entrou em ação, a puxando para longe daqueles olhares. Ela nem conseguiu ver com precisão a decoração do local, somente sabia que estava digno de um evento para Fairy Tail. E tampouco teve tempo em se preocupar em tirar sua mascara da bolsa que tinha em mãos para colocar, Gajeel simplesmente a arrastava pelo salão, parando somente quando entraram num outro espaço do lugar. Levi somente segurou a respiração ao ver o lugar, pois sentia que não conseguiria fazer outra coisa.
O local que acabaram de entrar, protegido por um segurança que se retirou com um sinal de Gajeel, era uma replica perfeita de um cenário que um dia ela usou num MV romântico da banda.
‘Quem pensaria em algo tão brega?’ lembrou-se das palavras dele naquele dia, então um sorriso surgiu em seus lábios, ele então se lembrava?
-Vai realmente ficar em silêncio?- indagou ele em seu tom habitual.
Ela soltou a mão da dele e seguiu para perto do enorme aquário que havia no centro da sala, atrás desse estava uma mesa arrumada para duas pessoas, elegantemente preparada, como fizera para o MV, com vela e tudo.
‘-Eu pensei nisso, ao contrário de você, não acho um cenário tão romântico como este, uma coisa brega’ – suas palavras ditas para ele invadiram sua mente, ainda sorrindo virou-se para ele.
-Está tudo maravilhoso, Gajeel-kun.
-Gajeel-kun? Quem lhe deu permissão de me chamar dessa forma baixinha? – disse ao se aproximar dela. – Vamos, estou com fome.
Dito isso ele voltou a pegar a mão dela, para então guiá-la até a mesa. Tudo realmente estava maravilhoso.
-Obrigada. – sussurrou ela quando ele puxou a cadeira para ela se sentar.
-Quero deixar uma coisa claro antes de qualquer coisa. Não pense que sempre irei fazer essas coisas. Pois realmente não vou, como naquele dia, acho tudo isso muito brega.
Levi apoiou os cotovelos sobre a mesa e colocou seu queixo entre suas mãos, o fitando com intensidade.
-O que foi? Para de besteira!
-O que foi Gajeel-kun, acha isso também brega? – riu ela.
-Você realmente é irritante. – disse ele desviando o olhar. Ele tirou a tampa da bandeja que havia sobre a mesa, revelando para a morena o seu prato predileto. – E pare de me chamar de Gajeel-kun.
Levi não retrucou, estava paralisada diante aquela visão, afinal não era um prato tão fácil em se encontrar, a morena gostava daquela comida até por causa disso, pois dificilmente enjoaria dela.
-Onde você encontrou essa lasanha?
Gajeel deu um sorriso de lado.
-Tenho meus contatos.
Levi empolgada levantou-se e deu um selinho nele, só quando se afastou dele que percebeu o que tinha feito. O moreno se mostrou também surpreso, afinal aquele era o primeiro encontro deles e ainda não tiveram tempo para beijos. E Levi havia quebrado a sutil barreira do primeiro beijo e até por isso que foi com grande prazer que ela recebeu o beijo que Gajeel investiu nela segundos depois. Quem entrasse naquele instante naquela sala certamente acharia a cena inusitada para não dizer engraçada. Gajeel bem mais alto que Levi, sentando na cadeira enlaçando a cintura de Levi e essa levemente curvada sobre Gajeel. Naquele mágico momento dos dois, a diferença deles, tornaram-se iguais...
Fale com o autor