Notas iniciais
Gente, mais um capítulo, provavelmente só vou postar novamente no fim de semana, prova, vocês sabem. Achei que esse capítulo um pouco fora da história, mas vcs decidem se está bom.

Isso estava muito bom, mas o ar nos traiu, saindo de súbito de dentro de nossos pulmões. Nos separamos ofegantes. Eu estava muito feliz.

- Desculpe Erza, eu não tinha intenção...

- Diz isso com esse sorriso enorme na cara?

- Bom, é que...

- Chega.

Quando percebi estava novamente no chão com Erza por cima de mim

- Chega, você não me engana mais, Jellal, diga logo!

- Dizer?

- Sim, diga o que eu quero ouvir!

- Que coisa constrangedora de se pedir!

- Rápido, antes que eu desista de uma vez.

- Certo, um... Aishiteru.

- Mais alto, não ouvi direito!

Ela não tem jeito mesmo. Ela já sabe, só quer que eu diga por capricho. Minha Erza mimada.

- AISHITERU, ERZA SCARLET!

- Não grita, baka!

Adoro esse sorriso!

- Sua vez.

- Minha? Como assim Jellal?

- Diga. O que eu quero ouvir.

- Baka!

Dizendo isso ela colou nossos lábios mais uma vez, dessa vez com mais calma. Aproximou sua boca da minha orelha e sussurrou bem baixinho “te amo”. Meu Deus! Ela sabe me deixar louco!

Abracei-a novamente como se nunca mais fosse soltá-la e ela correspondeu, como se não quisesse ir embora. Me senti o homem mais feliz do mundo.

POV/Natsu

Droga,sabia que estava esquecendo alguma coisa.

- Happy, esquecemos do cartão da Lucy!

- Meu cartão?

- Sim, onde está Happy?

- Perto da bolsa da Lucy, no balcão.

- Vou lá buscar.

Ainda bem que me lembrei, assim o ânimo dela vai lá em cima. Are? O Happy disse que estava aqui e... O que é isso? Uma carta? Deve ser o cartão, o Happy deve ter colocado em um envelope. Vamos ver, vamos ver... Ah, é uma carta da Lucy, para a mãe. Será que ela vai ficar chateada se eu ler? Só um pouquinho não faz mal né?

POV/Lucy

O Natsu tá demorando... O que será que ele está fazendo? A festa já está acabando, o pessoal começando a ir embora. A Erza já foi? Não vi ela saindo, que estranho... Ah, ele está voltando.

- Oi Natsu, é esse o cartão?

Ele não respondeu, seu cabelo estava escondendo os olhos, estava com uma expressão triste. Parece que o Happy também percebeu.

- O que foi Natsu? Está doente?

- Não Happy. Fique um pouco mais na festa sim? Eu vou levar a Lucy em casa. Depois você vai para lá, ela deve estar cansada, né Lucy?

- Na verdade eu gostaria de ficar mais um pouco...

- Vamos.

- Hai.

O Natsu está estranho, o que aconteceu com ele?

POV/Natsu

Como fui tão idiota, porque não percebi como ela estava se sentindo? Porque eu estou tão irritado comigo mesmo, nem eu sei. Sei apenas que não vou me perdoar por fazê-la sentir-se daquele jeito. Nunca mais.

- Então Natsu, porque me arrastou com você para fora, queria ao menos me despedir do pessoal.

- Desculpe, precisava falar com você.

- Então, o que foi?

Como ela consegue dar um sorriso desses logo depois do que escreveu? Ela é incrível.

Peraí... Como não percebi isso antes? E ela sempre esteve aqui comigo. Huh. Eu sou o idiota no fim das contas né? Só me toquei que tudo que eu fazia era por esse motivo.

- Huh, forte, bonito, engraçado, legal...

- NATSU! NÃO ACREDITO QUE VOCÊ LEU! IDIOTA! QUEM DISSE QUE PODIA? BAKA BAKA BAKA BAKA BAKA BAKAAA!

- Você acha?

- Claro que é idiota!

- Não, falo da carta, você realmente acha isso de mim?

Precisava saber, agora já sei porque preciso.

Agora sabia porque ficava triste quando ela não aparecia, ou quando falava com o Loke. Porque não conseguia fazer nada quando ela ficava doente, porque entrava em choque quando estava em perigo, porque me sentia no dever de fazê-la feliz.

- Saa, isso não se deve perguntar assim sabia?

- Mas eu quero saber

- Não é importante, muito menos da sua conta!

- Pra mim é importante, e acho que é mais da minha conta que qualquer outro.

- Eu escrevi, não escrevi? O que você acha? Baka!

- Não sei, você quem tem que me dizer, Lucy.

- Sim eu acho! Feliz? Mas se lembre da parte do lesado e idiota!

- Hihihihihihi, claro. Mas diga, a outra parte que você escreveu também é verdade?

- É-é, mas não precisa se preocupar, já estou bem melhor por causa da festa.

Aproximei-me do seu pescoço.

- Desculpe.

- Ah, não precisa se preocupar, Natsu, eu sou uma idiota mesmo, ficar chateada por causa dessa besteira...

- Lucy, o que você diria se eu estivesse gostando de você?

- Não sei. E você? O que diria?

- Que te amo.

- Hum. EHHH? NANI?

- Acho que você não sente o mesmo né? Ao menos me deixe fazer isso uma vez.

Uma única vez.

- Fazer o que?

Aproximei meu rosto do seu pescoço e depositei um beijo de leve lá. Coloquei meus braços em volta do seu corpo de cintura fina, apertando. Como eu esperava, ela não respondeu meu abraço. Encostei meu nariz em sua testa, sentindo sua respiração acelerada em minha boca. Suspirei.

- Desculpe, você realmente não quer né?

- Não sei. Desculpa.

- Não precisa, não foi um não. Mesmo que fosse.

- Posso testar uma coisa, sabe. Pra tirar a prova.

- O que quer fazer?

De repente senti meus lábios tomados por outros quentes, curiosos. Um par de mãos atravessando meus cabelos. Ela encostou mais seu corpo no meu, mas nada fiz. Estava estático, apreciando a sensação. Nem parece eu.

Finalmente tomei uma atitude e pedi espaço na sua boca, mas ela recusou e se afastou.

- É só um teste.

- Claro. Chegamos

- Você vai dormir aqui hoje não é?

- Como sempre

- Como sempre

Entramos e fui direto para a cozinha, estava morrendo de fome, e o fogo do fogão dela é bom. Ela se dirigiu ao quarto. Quando acabei com o gás fui pelo corredor e ao abrir a porta do quarto encontrei-a deitada, ocupando apenas a metade da cama, deixando um pequeno espaço em seus pés, provavelmente para o Happy. Sempre atenciosa.

Aproximei-me da cama e retire a franja dos seus olhos, ela estava com um pequeno filete molhado e frio no rosto.

POV/Lucy

Senti uma mão gentil afastar os cabelos que incomodavam meu rosto. Não conseguiria mais esconder. Ele já leu mesmo. A carta.

Segurei sua mão, abri os olhos e sorri.

- Acordou, hihihihi.

- Desculpa. Eu já sabia a resposta.

- SÉRIO? Me diz!

- Mou! Só se deite logo.

- Com você? E não vai reclamar?

- Vou desistir da idéia!

- Lucy! Você com certeza está melhorando.

- Chega, pro chão.

- Não, eu vou parar.

Ele tratou de se deitar rapidamente, com o maior sorriso do mundo.

Notas finais
Sejam sinceros e críticos, se vcs n gostarem, digam please, posso até reescrever.
Xau pudins!