Decision

4 ❝For you❞


Notas iniciais
Genteeee... olha euzinha aqui depois de taaaaanto tempo! Me perdoem??? Aconteceu tantas coisas em minha vidinha que fui obrigada me afastar da Nyah! Coisas boas... mas que precisavam de minha atenção e cuidados. Mas aqui estou eu novamente e pronta para concluir 'Decision'. Espero que ainda tenha alguem aqui disposto a continuar lendo... fiquem com mais um capitulo.... Bjos Vejo vocês nos comentários

Passava do meio dia. Naquele horário, o sol estava a pino e o calor era insuportável, mas nem isso a fez sair da popa do navio e procurar um lugar mais fresco para ficar durante aquela viagem. Diferente do habitual, Lucy vestia uma calça jeans justa, uma camiseta regata preta, botas cano médio na cor preta e claro o cachecol em seu pescoço. Carregava consigo o cinto com o estojo que guardava suas preciosas chaves e seu querido chicote, Fleuve d'étoiles; e uma mochila em suas costas com poucos objetos pessoais e alguma comida.

Seu olhar mirava o horizonte, mas seus pensamentos estavam em Happy, o amigo que havia deixado em Magnólia contra a sua vontade. Não foi uma decisão fácil, mas ela tinha que pensar na possibilidade de estar errada e na possibilidade de seu palpite não dar em nada, exceto em mais uma decepção. E não queria fazer Happy sofrer mais do que já sofria com a ausência do Natsu, caso o companheiro não estivesse na ilha Tenrou, para onde ela estava indo nesse momento.

Natsu...

Fechou os olhos e pensou mais uma vez em seu amigo desaparecido, na paixão, melhor dizendo, no amor que sentia pelo Dragneel. Sim, agora ela tinha sã consciência do que sentia por ele. Respirou fundo e se deixou levar pelas lembranças dos dias que passou ao lado dele, das aventuras, batalhas, brincadeira, risos e lágrimas. Ficou ali, revivendo aqueles dias de felicidade, e nem percebeu seu nome ser chamado.

— Lucy-chan... Lucy-chan. — A maga continuava com seus olhos fechados. — Lucy-chan? – Chamou a voz masculina, agora bem mais próxima. O homem, vendo que ela não respondia, colocou a mão sobre seu obro esquerdo e a sacudiu levemente. A garota voltou a si, se assustando com o toque. – Desculpe-me, Lucy-chan, mas você não respondia!

O Homem em questão era um conhecido de longa data, desde que ela se mudou para Magnólia e passou a morar na pensão. Ele era um dos pescadores que sempre a cumprimentava quando a via passeando à beira do rio. E agora ela estava em seu navio de pesca, em alto mar, depois de lhe pedir, quase implorar que ele lhe fizesse um favor: que a levasse para a ilha Tenrou. Lucy passou-lhe todas as coordenadas que conseguiu com Levy, já que a rota era diferente da que eles usavam.

— Não precisa pedir desculpas, eu que me distraí e não escutei o chamado. Sinto muito.

— Lucy-chan, a coordenada que você me passou está certa? – ele perguntou com preocupação.

— Sim, não tem erro, Levy que passou para mim. – Lucy respondeu firme, sabendo que sua amiga nunca lhe passaria uma informação errada.

— Bom... é que estamos próximos ao lugar que você procura, mas não tem terra à vista. Não tem nada mesmo. – falou com cautela.

Lucy não pôde acreditar no que ouvia e, sem dizer nada, correu para a proa do navio para poder ter certeza daquelas palavras. Passou apressada por algumas pessoas e esbarrou em outras até chegar à frente da embarcação. Porém, quando chegou lá, se sentiu confusa. Há alguns poucos quilômetros dali podia-se ver um ponto de terra sim, e ela tinha certeza que era a ilha que estava procurando.

— Viu, não tem nada a frente. – A voz veio de suas costas e estava ofegante, provavelmente por ter corrido até ali, assim como ela.

“Ele não consegue ver ou será que estou louca? Minha nossa, será que Happy estava certo e eu preciso de ajuda médica porque eu estou vendo a ilha perfeitamente!” pensou, sem tirar os olhos da ilha à sua frente.

— Lucy-chan, tenho mais uma coisa para dizer. – Lucy virou-se para encarar o homem e tentar entender a tensão que ouvia de sua voz. – Há algum tempo nós deixamos de navegar por essa região por conta de muitos naufrágios que passaram a acontecer. O mar está cada vez mais revolto nos últimos tempos, por isso eu não posso passar daqui, onde ainda é considerado seguro.

— Entendo. – falou baixo e virou mais uma vez para o horizonte. – Me dê um tempo para pensar. — O homem já estava se preparando para deixá–la sozinha com seus pensamentos, mas, antes que pudesse se afastar, a maga pediu-lhe algo — Você pode me emprestar seu telescópio?

Ele entregou sem perguntar nada e se afastou em seguida. Lucy posicionou o objeto em seu olho para ampliar a visão da ilha e ter certeza se era realmente Tenroujima. Observou tudo ao redor e pode constatar que tinha algo fora do normal. O mar em volta a ilha tinha diversos redemoinhos, grandes e pequenos, mas o que mais chamou sua atenção foi quando notou um quase transparente campo de força com o emblema da Guilda cobrindo toda a ilha. Aquilo era muito suspeito, ela tinha certeza disso!

Oji*. — Lucy correu em direção do homem com quem falava há pouco. – Preciso ir mais adiante! Por favor, preciso que me dê um pequeno barco e me deixe mais à frente possível.

O pedido deixou o homem assustado, pois ele tinha lhe avisado dos naufrágios naquela região, mas mesmo assim ela queria prosseguir?

— Lucy-chan, aconselho que volte para Magnólia conosco. As águas a frente são traiçoeiras. Você pode correr risco de perder a vida. Sinto muito, mas não posso fazer isso. – falou de forma inflexível.

A maga, sabendo que não teria como convencê–lo a mudar de ideia, pois ele estava preocupado com sua segurança e do restante da tripulação, não tentou argumentar mais e sorriu alegremente.

— Quantos quilômetros é daqui ao ponto da coordenada que lhe dei? – Falou pegando uma de suas chaves.

O homem pensou um pouco e respondeu automaticamente. – Uns três, porque? Não me diga que pensa em ir nadando. – Assustou-se em pensar nessa possibilidade.

— Não. Vou voando. – respondeu sorrindo. – Gemini! — Invocou o espírito celestial.

Piri, piri!

— Transforme-se no Happy e me leve pra lá. – Apontou para a ilha que só ela via e, por sorte, o espírito também.

— Lucy-chan, por favor, não faça isso! Lá não tem nada! – o homem exclamou preocupado, vendo que a intenção da garota era abandonar a embarcação.

— Não se preocupe. — falou correndo para proa e pulando ao mar no momento em que Gemini se transformou no Happy e a pegou antes de tocar na água. – Muito obrigada por me trazer até aqui. Até mais! – Gritou já estando longe.

— Lucy-chan... Lucy-chan... – O grito do homem e dos outros tripulantes já ecoava longe e baixo.

Quando Lucy e Gemini começaram a se aproximar da ilha, o inesperado aconteceu: uma tromba d’água quase os atingiu. E de repente, vários outros jatos tentavam impedir a aproximação deles.

— Gemini, sobe! – gritou, imaginando que pelo alto o acesso à ilha seria fácil. Pensou erroneamente quando foram atingidos por uma rajada muito forte de vento e os jogando em direção ao mar.

O espírito perdeu toda a concentração e voltou à sua forma original, consequentemente soltando sua dona que caia em direção a um dos redemoinhos logo abaixo.

— Gemini, volte! – dispensou o espírito para seu mundo e puxou outra chave. – Aquarius!!!

A sereia aparece no momento em que sua mestra caiu na água. Aquarius nadou puxando Lucy para longe dos redemoinhos, com um pouco de dificuldade pois a correnteza daquele lugar estava muito forte e se não saíssem dali a maga se afogaria.

Arigato, Aquarius! – falou um instante depois de subir para a superfície e constatando que estavam há uma distância segura.

— O que pensa que está fazendo sua garota irresponsável, hãã?? – Perguntou enraivecida pela situação que a maga se colocou.

— Estou tentando chegar a Ilha, mas não consegui. – Franziu as sobrancelhas enquanto encarava a ilha tentando entender tudo aquilo.

— Você não vai conseguir chegar lá, Lucy. Sinto uma magia de proteção muito forte ao redor de Tenroujima. – A sereia olhava para a ilha da mesma forma que sua mestra. — Todos esses fenômenos que estão cercando a ilha são armadilhas para manter qualquer um afastado. Acho que nem mesmo eu ou outro espírito poderia te levar para lá.

— Como assim? – perguntou perplexa.

— Estou tentando acalmar o mar desde o momento em que me chamou, mas não consigo, o máximo que meu poder pode fazer foi conter um redemoinho por vez, mas logo ele volta a aparecer. – era evidente a frustração em seu rosto. – talvez se combinar meu poder mais de outros dois espíritos, possamos nos aproximar, mas ainda assim você não passaria pelo campo de força, talvez... – Ficou pensativa.

— Talvez??? – perguntou curiosa.

— Você deva usar a chave que encontrou. Quem sabe assim consiga! – sugeriu.

— Capricor falou que eu não deveria usá-la até eu terminar o treinamento. Ela requer muita magia.

— Sei que vai conseguir. Você quer muito encontrá–lo, não é Lucy? – Aquarius a encarou de forma afável, o que fez a maga corar as bochechas enquanto concordava com a cabeça. – Então tem que se arriscar.

— Certo, vou dar o meu melhor! – falou confiante.

O plano era o seguinte: Lucy invocaria Aries para usar sua lã e fazer algo flutuante, como uma balsa. Invocaria também Scorpio para fazer um tornado, que serviria como um motor para direcioná–los para a ilha. Aquarius ia nadando à frente, desfazendo as armadilhas. Tentariam o máximo chegar próximo a ilha para Lucy usar seu único trunfo. A chave de ouro branco.

Deram início ao plano logo após a explicação da sereia. Os espíritos estavam empenhados em cumprir a missão, mas não estava sendo fácil; agora, além das trombas d’aguas e os redemoinhos, enormes ondas surgiram com uma violenta ventania. Podia-se dizer que era uma tempestade, se o sol não estivesse brilhando em um céu tão azul. O mar realmente não queria deixá-los passar. Em um determinado momento, quando estavam crentes que estavam chegando ao seu objetivo, uma onda de três metros encobriu todos e quase levou Lucy para o fundo do mar se não fosse a ajuda de Aries, que a segurou antes de cair, mas sua mochila não teve a mesma sorte. A exaustão começou a aparecer nos rostos de Scorpio e Aries, e Lucy tinha certeza que Aquarius estaria do mesmo jeito. Sem pensar muito, a garota pegou de seu estojo a chave de ouro branco, e todos foram surpreendidos quando ouviram os dizeres saindo da boca da mestra:

— Chave da constelação do cavalo alado, conceda-me seu poder...

Lucy...— Gritaram ao mesmo tempo, pois sabiam que ela estava fazendo aquilo por preocupação a eles.

— Pegasus!!!- Completou os dizeres. Seu corpo começou a irradiar uma luz muito forte no mesmo momento em que os outros espíritos sumiram.

— Boa sorte, Lucy. – Ouviu a sereia desejar antes de voltar para seu mundo.

A chave de Pégaso era diferente de todas as outras, pois não tinha um espírito em si que era o portador do poder. A chave concedia o poder para o dono.

Lucy apareceu flutuando sobre o mar com enormes e belas asas brancas em suas costas e não perdeu tempo e se direcionou para ilha, pois sabia que não podia ficar muito tempo naquela forma. A velocidade que ela alcançou com aquelas asas era incrível, pois mesmo as fortes rajadas de ventos vindo contra ela não a impediram de seguir em frente. Realmente o poder de Pegasus era algo inimaginável; os obstáculos que antes impediam sua aproximação à ilha agora não eram problemas, porém ela tinha que chegar logo em terra firme. O consumo de energia exigido pela chave era enorme e a maga já estava em seu limite, já que antes havia convocado quatro espíritos.

Voou para o alto o mais rápido que pôde e, quando finalmente estava sobrevoando a sagrada ilha, sua visão começou a ficar embaçada. Sentindo-se fraca e prestes a perder a consciência, Lucy usou suas últimas forças para tentar aterrissar antes que o pior pudesse acontecer. Porém, o esperado aconteceu, com menos de 100 metros do chão, as asas de Pegasus sumiram assim como sua magia. Lucy caiu sobre vários galhos de árvores enormes, arranhando o corpo durante o percurso até o chão. Alguns ferimentos eram superficiais enquanto outros nem tanto, como era o caso da sua coxa esquerda que infelizmente foi perfurada por um galho, mesmo usando uma calça que parecia resistente. Além da pancada em sua cabeça ao atingir o chão, a deixando inconsciente.

Agora que finalmente conseguiu chegar na Ilha, o que será dela!?

Notas finais
Próximo capitulo em breve!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.