Decadência
1 Prólogo
Notas iniciais
O Sol se pusera, não havia mais luz nas vastas e escuras províncias de Mantyssia, sombras se avultavam rapidamente no fim da estrada, imponentes, rápidas e gélidas anunciavam o fim da era.
O que restava ao povo? A eterna noite se instaurara naquele lugar, não cabia a nenhum deles ou a nenhum humano salvar o mundo...
“Mas isso foi há muito tempo atrás...” dizia o velho homem mexendo em sua barba com a ponta dos dedos. “Coube a mim, e a alguns outros, lutar contra a fúria obscura dos Cavaleiros do Fim, nossa vila foi queimada, o povo foi exilado e eu recebi essa marca...” acrescentou o velho passando a mão por uma figura cravada em seu deformado e ossudo rosto.
A menina então se levanta e limpa a roupa suja de poeira, o lugar podre e fedido em que estavam ressaltava apenas o que o mundo se tornara, os castelos abandonados, a escuridão tomou conta, e apenas os fortes sobrevivem nesse mundo perdido e deturpado que ela chama de lar, embora ao norte ainda se encontre uma monarquia, em Mantyssia a falta de regras prevalece e desonra a todos os seus moradores.
Embora ainda pequena, aprendeu nas ruas como um andarilho que a vida não era bela, e embora, não sentisse as dores do mundo podia sentir que a vida se esvaia a cada instante que se passava. Era a hora de mudar tudo aquilo, e por meio de sangue e vinho botar Mantyssia de volta ao mapa.
Anos se passaram e o dia chegou, agora restava a ela reavivar a nação que a fez crescer do pó ao ouro.
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