Debaixo Das Terras Sagradas
23 Capítulo 21 - O paraíso do traidor
Notas iniciais
Não ponham a minha cabeça à forca >.
Sério tive um compleeeto bloqueio de imaginação, além de pouquíssimo tempo pra escrever. Mas bem, eu tive tempo o suficiente neste feriado prolongado e mesmo assim fiz um capítulo de merda --'
Desculpa gente >.
Asas de Serafim: Coloração branco azulada, expelem aura arroxeada e nociva.
As penas da asa de um serafim possuem grandes serventias:
Tem uma capacidade incrível de absorção de maldade e inclusive podem provocar grandes queimaduras na pele de um demônio.
Podem desfazer selos de contato e sua fragrância inibe qualquer pecado que uma pessoa vá cometer.
Jogadas a natureza demoram à se decompor e quando ingeridas por um animal o dá capacidades humanas como a fala e o raciocínio lógico.
Em contrapartida as asas de um anjo caído possuem penas com o poder contrário, sendo assim a cura dos ferimentos de um demônio e o que causa igual machucado em um celestial.
Cheguei a casa novamente, cansada por ter de carregar o meu corpo e o de Utsukushisa. Passei pelas paredes e tentei entrar em meu quarto passando pela porta, mas fui barrada, havia esquecido da poderosa barreira que ali havia, materializei-me novamente junto com Kushi, este estava fraco, a maldade que exalava de mim ao me transformar o fazia ficar cansado. Seres celestiais são assim, a sua aura quer sempre purificar a de um demônio, por isso é quase que uma osmose, não conseguem controlar.
Abri a porta de meu quarto e logo vi duas criadas folheando o livro das sombras, assustadas com as coisas que diziam aquele livro. Quem tinha sido o idiota que havia mexido ali e deixado-o aberto? Mal entrei no quarto e as mesmas olharam para mim com pavor, provavelmente achando que eu era algum tipo de bruxa. Igreja maldita, falava que éramos cultuadores de satã. De certa, eu sou pois faço magia negra, mas raramente se acha alguém como eu. A maioria dos humanos que pratica magia é na verdade magia branca, muito fraca.
– Ora, não sabia que vocês sabiam ler. – Olhei com a cabeça de lado e olhar de escárnio.
– Katsu... Não faça nada com elas... – Tentou argumentar Utsukushisa ao meu lado, fraco e cambaleante enquanto se dirigia a uma poltrona ao lado da estante de livros.
Contudo, foi tudo muito rápido e ele não estava em sua melhor forma.
– Tarde demais meu querido, quando você pensou em falar alguma coisa eu já as havia matado. – Disse baixinho em seu ouvido enquanto fazia um carinho por seus cabelos. Ele apertou os olhos e jogou a cabeça de lado bufando.
– Porque tudo com você se resume a morte? – Continuou de olhos fechados e com a cabeça apoiada na mão.
– Porque é uma das únicas coisas que eu sei fazer. – Respondi solícita enquanto pegava e fechava o livro. – secreta occultare – Sussurrei e assoprei o livro, assim as letras começaram a embaralhar novamente.
Peguei os corpos das duas humanas que estavam em meu quarto e os transformei em pó, chutei um pouco ele para os lados e depois pediria para que alguma serva viesse limpar.
Peguei meu mais novo Chevalier e o pus deitado na cama, o beijei calma e coloquei minha mão em sua testa para lhe passar um pouco de energia. Foi um pouco difícil, mas eu consegui. Um serafim pede muita energia boa, o que eu tinha bem pouca. Logo saí de perto do mesmo para que não perdesse mais tanta energia.
Rumei para o quarto de minha irmã agora enfurecida, com certeza havia sido ela a tapada que deixou o livro aberto, não precisei encostar-me à porta para que esta se abrisse como se uma ventania batesse. Meus olhos já estavam fumegantes com o carmim da raiva.
–Denachi sua retardada! Você deixou o livro das sombras aberto sua besta! – Gritei enquanto entrava, esta ficou em primeiro momento assustada, mas logo depois descansou os ombros antes retraídos e colocou uma das mãos na cintura enquanto se levantava da cama.
– Esqueça isso Katsugo... Não foi nada. Agora, eu preciso de sua ajuda... O Lys está extremamente machucado, ficou um tempo lá no inferno e parece que o maltrataram bastante. – Falou com pesar em sua voz. Se eu não a conhecesse diria que estava triste, mas na verdade estava mesmo era atuando.
Andei sem dizer mais nada na direção de Lys, encostei-me a sua testa e o fiz revelar suas asas, estas estavam bem machucadas. As toquei para poder curá-las, mas minhas mãos começaram a arder.
Olhei abismada para os ferimentos que a minha mão apresentava, em tão pouco tempo parecia que já estava em carne viva. Peguei uma parte do meu vestido que estava horrivelmente destruído e enrolei em minha mão. Suas asas logo desapareceram.
– O que foi isso Katsu? – Perguntou minha irmã idiota.
– É a bondade. As asas de um serafim demonstram que são muito bons, portanto não podemos tocá-las com o nosso corpo pecador. – Expliquei o mais claro possível para que a lesada entendesse, mas mesmo assim ela pareceu não entender. Desisti de sua causa e fui logo curar os outros ferimentos do corpo de Lys. Logo ele estava novo em folha, quanto as suas asas ele mesmo teria de recuperar.
Levantei-me percebendo minhas mãos continuarem à arder, teria de fazer algo quanto à isso. A bondade pura, imaculada, corria conforme o meu sangue circulava. Por dentro de alguém com o pecado tão exuberantemente casto essa bondade faz um grande estrago.
Rumei para o meu quarto enrolando minha mão em uma parte do vestido, esta estava ficando quase totalmente em carne viva. Percebendo cada vez mais dor entrei em meu quarto de súbito me jogando encima da cadeira perto da escrivaninha onde mantinha o livro das sombras.
– Argh! – Gritei quando uma pontada de dor inopina incumbiu-se de alastrar em meu pulso.
– O que foi meu amor? – Perguntou Kushi já com os olhos desesperados ao ver a minha dor. Pegou rapidamente a minha mão e a olhou com desespero enquanto via a ferida crescer, conforme uma linha quase em chamas que subia cada vez mais rápido por meu antebraço. – Oh santo Akasha! O que foi isso? O que foi isso meu amor?
– Foi... Argh! Foi a asa de serafim! – Gritei por fim me debruçando sobre meu braço que agora sangrava descontroladamente. Já chorava e esperneava conforme a dor chegava à meu cotovelo.
– Calma meu amor! – Disse Utsukushisa mais para si do que para mim. – Deixe-me ver!
Com muito custo e depois de alguns puxões o deixei pegar no meu ferimento, mas ao toque de sua mão na queimadura de terceiro grau que estava no cotovelo subitamente pulou para o ombro, o que me fez gritar em alto e bom som para a casa inteira.
Utsukushisa se jogou no chão com medo do que ele poderia me provocar. Quando voltei à consciência depois de tanta dor percebi que Lucis estava ao meu lado perguntando o que havia acontecido, Utsukushisa logo o explicou: “Não sei como parar isso!”, “Estou desesperado!”.
O ferimento agora subia por meu pescoço quase chegando ao meu rosto, Oh não! O rosto não! E foi então que lembrei. Lembrei de uma das últimas páginas do livro.
– Lucis, abra suas asas – Falei com dificuldade percebendo o meu ferimento beirava o contato de minha bochecha com o nariz. Logo percebi uma sombra atrás de mim e sem pestanejar puxei uma das asas de forma a cobrir e entrar em contato com o meu machucado, logo senti a dor se desfazer e assim fiquei durante alguns minutos até sentir somente um formigamento na pele. Ao me olhar no espelho constatei que a regeneração estava rápida e que havia somente alguns buracos em minha pele que sanavam, não ficou nenhuma marca.
– Mas que merda foi essa Katsugo? – Perguntou-me Lucis assustado agora recolhendo as asas que tanto me fizeram bem.
– Eu toquei as asas do Lys pra tentar curar... Eu esqueci que causaria um ferimento, muito menos tão grave e nem sonhava que se alastraria. – Vociferei cada vez elevando mais o tom a cada palavra. Completamente irritada.
– Ah, então você achou serventia para a minha asa não é mesmo? – Começou a rir.
– Sim, mas infelizmente ela fede. – Disse revirando os olhos e tapando o nariz assim deixando Lucis emburrado e Utsukushisa com um sorriso sarcástico no rosto.
– Realmente, ela fede... – Comentou Kushi.
– E as suas asas são cheirosas como uma borboleta. Homossexual... Não vem pra cima de mim não. – Retrucou Lucis carrancudo.
Enquanto os dois continuavam a quase se matar eu fomentava cada vez mais a briga, na minha imaginação brotava dois Chevaliers lindos sem camisa brigando... Adoro testosterona. Era maravilhoso aquele show, se ao menos a minha avó não nos tivesse interrompido.
– Katsugo? – Perguntou Nagai enquanto abria a porta. – Ah, ai está você! Não é muito difícil te achar, vives trancada neste quarto. – Falou Nagai sem emoções enquanto gesticulava os braços.
– Ora, mas que honra... Finalmente a senhora apareceu depois de nos deixar a sós com alguns batalhões de celestiais...
– Que você fez questão de matar rapidamente cara Katsugo. – Completou com um sorriso sarcástico no rosto.
Realmente ela sabia se manter... Estava com uma roupa diferente do normal, do tipo que usamos para dormir neste mundo. Era um vestido colado que parecia somente um pano jogado em seu corpo, mas que caía perfeitamente. Era púrpura assim como a cor de seus olhos contrastando somente com os cabelos negros que caíam encaracolados de seu habitual coque.
– Vamos, preciso que você conheça alguém Katsugo. É de seu inteiro e completo interesse.
– E quem seria? – Respondi solícita enquanto resmungava sentada na cadeira pelos chevaliers terem parado de brigar com a presença de minha avó. Lucis ficou normal com o corpo estirado ao chão, enquanto Kushi ficou atônito e com o corpo enrijecido, pronto para a briga.
– Um traidor celestial, Hikari Sora... O homem que matou a sua querida irmã correspondente.
Notas finais
Agora sim o bagulho vai ficar doido *u*
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