Debaixo Das Terras Sagradas
9 Capítulo 8 - Magnificência
Notas iniciais
Meu querido amiguinho que corrigia pra mim está de saco cheio de ser abusado UAHEUHEUHAE o/
Portanto, como eu sou comedora de letras nata espero que vocês me ajudem a corrigir.
Eu dei umas 5 revisadas e achei muitos erros UAHEUHAEUH. Mas ainda podem ter muitos mais :B
Beijundaaas o/ Quero reviews!
- Mamãe! Mamãe!
- Diga menina irritante – bufou impaciente.
- Porque você é tão malvada comigo? – falou choramingando a menina inocentemente.
- Você tem que aprender a ser malvada Katsugo! Nenhuma das suas irmãs se importa com isso! Aprenda a se portar como uma demoniza ou eu te colocarei no inferno!
- Eu não quero ser uma demoniza! – disse a pequena menina de cabelos negros com seus olhos marejados.
- Agora você me irritou! Venha aqui sua peste! – disse a mãe enfurecida correndo atrás da filha que tentava fugir inutilmente. – Você vai pro inferno agora!
- Não mamãe! O inferno nãao! – gritava a pobre menina enquanto se debatia no colo da mãe.
- Ta vendo pequena irmãzinha, você tem que aprender com isso! Da onde você tem tanta bondade garota? Já tem seis anos! Eu na sua idade já matava muitos!- Falava a irmã mais velha vendo a situação.
Mesmo tendo aparência de uma garota celestial, ela era o demônio em pessoa. Denachi.
- Katsugo, ninguém pode livrar-se do pecado que flui por suas veias. - e assim fechou a porta.
x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
Suando.
Estou suando e com medo.
- ninguém pode livrar-se do pecado que flui por suas veias...
Esta frase me marcava, desde minha infância lembro-me dela. O sonho fora somente uma recordação. Uma recordação tão ruim que nem me atrevia a lembrá-la. O inferno do qual minha mãe falava, lembro-me atentamente.
Quente e escuro, o cheiro de mofo era insuportável. Algumas figuras me tentavam, machucavam e torturavam. Às vezes eu passava quase um mês lá dentro, até que eu finalmente aprendi a ser “malvada”, na verdade eu somente fingia para que não voltasse àquele local.
Chega de historias tristes, vamos voltar à realidade!
Tirei o cobertor de cima de mim e me sentei na tentativa de organizar meus pensamentos. Passei a mão pelo rosto e senti algo diferente: sangue.
Corri para me ver no espelho, o sangue havia caído de meus olhos enquanto eu dormia. Eu provavelmente tinha entrado em colapso novamente. Peguei uma toalha de seda e a molhei em uma bacia de porcelana que estava cheia de água perto da minha escrivaninha, lavei o rosto e chamei algumas servas para ajudar a me vestir.
- Senhorita, a sua tia pediu para se vestir muito bem, um conde virá visitá-los. Ele tem alguns filhos e os trará para que possam conhecer você e sua irmã.
- Ora, mas que boa notícia! Tragam-me os vestidos! Os escolherei pessoalmente.
Cada serva me trouxe quatro vestidos, dos mais bonitos e caros. Mas o que me chamou a atenção foi um vermelho com detalhes dourados.
Era na verdade um corpete vermelho sangue que deixava meus seios protuberantes, por debaixo vinha uma parte vinho com detalhes folheados em ouro. Simplicidade com certeza não era a palavra que o resumia.
Pus minhas jóias de ouro junto com uma gargantilha que se ligava ao meu corpete e fiz um penteado básico, meus cabelos eram lisos, por isso quase nada ficava preso neles. Um pequeno broche dourado com minha franja que já havia crescido presa neles atrás da cabeça e o resto do cabelo solto, somente para que meu rosto nínfico ficasse à mostra.
Um lindo sapato preto, maquiagem fraca nos olhos, batom carmesim e estava pronta para descer e impressionar a todos.
O que eu menos esperava, é que havia demorado mais de duas horas para me arrumar e agora já me esperavam impacientemente na sala de estar. Tentei ir o mais rápido possível que uma dama consegue ir sem perder a pose, ou seja: lentamente.
Já começava a me acostumar com o trajeto da casa, achei sozinha as escadas e desci, logo percebi que a sala de estar era onde dava a escada.
Denachi já estava sentada tomando chá, vestia um lindíssimo vestido azul e jóias de ouro branco com diamantes.
Desci as escadas lentamente como quem quer chamar a atenção, e consegui. Todos no recinto olhavam para mim maravilhados, seja pela minha cintura fina ou elegância ou até mesmo pelo vestido maravilhoso e caro. Quando cheguei ao térreo ouvi o barulho de uma bandeja ao se encontrar com o chão. Um servo deixara a mesma cair enquanto me olhava extasiado, dei um sorriso de canto de boca, não era todos os dias que se via isso. Ao seu lado havia outro servo, um que eu conhecia muito bem, Cupitor Lucis. Continuava com sua expressão fria e nem ao menos havia se deixado abalar pela luxuria que meu corpo emana e envolvia em todos na sala encantados.
Sentei-me e logo percebi três jovens todos feiosos, diga-se de passagem, um era magrelo e parecia ser jovem demais para mim, batia os dedos com uma freqüência assustadora que me deixava atordoada, talvez seja perturbado ou maluco. O outro era um gordo e pequeno, espinhas pairavam por todo o seu rosto, havia também um troço enorme em seu rosto o qual ele chamava de nariz, ele estava suando e de pernas abertas para comportar a enorme banha que sobre saía a sua blusa, deixando parte da barriga branquela de fora. O último era menos pior, parecia ser o mais velho. Usava óculos na ponta do nariz fino e reto, suas sobrancelhas eram retilíneas e quanto a sua boca quase não apareciam os lábios, ele parecia estar no auge dos seus 25 anos com cabelos curtos bem arrumados e um corpo saudável, nada demais.
- Bem, aqui estamos! Baronesa Yami, estes são Hugo, José e Luis Du Rois – disse um homem mais velho que até agora eu não havia notado, ele vestia uma roupa estranha, cartola alta, mostrando que possuía grande poder aquisitivo e era velho, seus cabelos brancos se mostravam por toda a parte, já que este possuía cabelos até a altura dos ombros.
- Prazer! Estas são Denachi e Katsugo – falou apontando para cada uma de nós conforme nossos respectivos nomes – Minhas sobrinhas. Este homem é o Conde Du Rois, veio nos fazer uma visita e trouxe seus filhos para conhecê-las.
- Infelizmente eu não quero conhecê-los tia – disse Denachi descaradamente enquanto levantava do belo sofá, provavelmente muito caro – Olhe para eles: até o demônio é mais feio!
- Denachi! Não invoque este nome aqui! Que coisa feia! Quantas vezes o padre não já lhe disse isso? Hoje você vai se confessar novamente! – dessa vez fui eu a me pronunciar, falando assim parecia que eu era uma menininha de Akasha.
Nesse momento ouvi uma risada leve abafada vinda de um dos servos, nem virei o rosto, sabia que era ele, Lucis, que estava rindo das baboseiras que eu havia dito, até mesmo a Nagai estava se segurando para não rir. Foi realmente hilário.
- Ah sim minha irmã, desculpe-me por falar isto novamente – falou denachi forçando uma cara chorosa – eu realmente sou uma péssima pessoa – dessa vez ela jogou os cabelos para o lado, soltou algumas lágrimas de seus olhos exuberantemente azuis colocou a mão em sua testa e disse – Ó todo poderoso deus! Livrai-me de todo este mal que corre por minhas veias! Preciso de uma intervenção divina!
Dessa vez foi minha a vontade de rir, todos na sala acreditando e somente eu, Nagai e Lucis sabendo a verdade, acho que nós demônios, e anjo caído, somos realmente muito malvados. Invocando nome santo em prol de uma mentira? Ooh! Que pecado!
- Sim querida sobrinha, agora se sente. Vamos ter uma conversa depois da missa de hoje.
- Sim senhora baronesa Yami – falou Denachi como se estivesse realmente arrependida, eu devia tentar ter umas aulas de interpretação com ela, como essa capetinha era boa!
E assim continuou uma estranha e monótona conversa entre eles, enquanto os garotos ficavam eriçados com nossa presença e nós simplesmente os ignorávamos.
- Baronesa Yami, o chá está servido na sala de estar leste da mansão.
Depois de algum tempo uma criada veio nos avisar, é exatamente o que você leu... A mansão tinha partes Leste e Oeste, pena que não havia um mapa e nem nada escrito. O melhor a fazer era pedir para os criados lhe guiarem.
Acho que eu nunca tinha ido para aquela parte da mansão, ela era um pouco diferente das que eu havia visitado. Não que não fosse normal, mas tudo era bordado a ouro, até mesmo a maçaneta das portas. Quando finalmente chegamos a sala pude notar que seu teto era todo desenhado, não melhor dizendo pintado. A figura de deus com seus anjos em volta e o homem, com seus braços esticados e quase dando as mãos. Que nojo. Como eu poderia suportar uma casa tão... Santa?
A parede a minha direita possuía grandes janelas, assim dando uma boa luminosidade, as mesmas eram envoltas em imensas e pesadas cortinas brancas com laranja e alguns fios de ouro. Logo a sua frente ficava uma mesa com o chá servido, grandes sofás bem lustrados e vistosos encima de um tapete que parecia ser muito caro para que derramássemos algo nele.
As paredes eram em um tom de bege, com lamparinas de ouro penduradas, mas o que mais chamava a atenção na sala era o enorme lustre de cristais encima da parte onde ficavam os sofás. Tudo em perfeita harmonia, até mesmo os criados parados em linha reta, bem vestidos e penteados.
Logo tomamos os nossos lugares e começamos a tomar chá.
- Pois bem baronesa, quando seria o casamento de Denachi e Hugo?
- Oi? – disse Denachi sem entender nada – Como assim meu casamento? – continuou ficando com um pouco de pânico na voz – Eu não sei de nada disso!
Provavelmente ela estava tão alienada quanto eu, estava com a cabeça na lua, devia estar pensando em quanto aquela casa custava e quanto dinheiro daria para ela. É o mais provável a se pensar.
- Cara sobrinha, estávamos aqui marcando o seu casamento, precisamos pensar em expandir o sangue real. Como eu não tenho filhos preciso de outras herdeiras para minha fortuna.
- Mas eu e a Katty podemos cuidar disso sem necessariamente ter maridos. – falou Denachi se levantando enfurecida.
- Sim tia, ela não precisa disso, podemos cuidar muito bem disso. Além de que por que ela casaria com ele se nem ao menos gosta dele!
- Katsugo, você deve aprender que nem sempre nos casamos porque queremos. Mas já que ela não quer se casar, casamento desfeito.
- Mas como assim Baronesa? Isso é um insulto! – levantou-se o homem de cabelos grisalhos com muita raiva – Era você que queria este acordo para que ambos pudéssemos ficar mais ricos.
- Bem, agora eu desfaço... Pronto. – disse minha avó calmamente enquanto tomava seu chá. – Se quiser passar a noite aqui meu caro conde, pode se instalar. Sei que a viagem deve ser exaustiva e assim lhes mostrarei a boa conduta que provavelmente minhas sobrinhas não têm.
- Sim gostaríamos muito, apesar da viagem ter sido para nada – disse o homem ainda com raiva carregada em sua voz, pelo visto não era só ele que tinha interesses.- aceitamos sim a hospedagem.
Notas finais
Chatinho né? :p
esse foi só a entrada pro próximo capítulo! O 9 e o 10(principalmente *u*)estão pegando fogo o/
Beijoooos o/
Vou postar novamente tia 20, mas se derem 2 reviews eu libero pra amanha :3
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