Debaixo Das Terras Sagradas

26 Capítulo 24 - Glória


Notas iniciais
Olááá
Desculpa pela demora gente >.< Além de eu estar com um bloqueio imenso na cabeça ainda tinha um troçentalhao de trabalhos e o The Sims pra roubar o tempo UHAUHAUHA
Ai está gente, esse foi meio calminho mas o próximo vai ser mto foda *-* Espero postar até domingo
Pessoal aqui tá o vestido da Kastu, eu tentei descrever. Sei que é chato ficar colocando assim mas eu acho que fica um pouco melhor hehe.
vestido da katsu: http://www.google.com.br/imgres?q=vestido+de+noiva+antigos&start=81&hl=pt-BR&sa=X&gbv=2&biw=1390&bih=751&addh=36&tbm=isch&tbnid=SHbiKIH_nV23_M:&imgrefurl=http://wwwmaayracaroline.blogspot.com/2010_09_01_archiv

Hamburgo 15 de maio de 1898.

Era meu aniversário de dezesseis anos, eu finalmente seria apresentada à sociedade como uma jovem em amadurecimento e pronta para se casar. Acordei ainda de madrugada eufórica com a festa que estava por vir, haverá banquetes e musica a noite toda! Espero que todos os convidados se divirtam muito. A festa estará em tons de rosa e branco, estamos no mês de maio, o mês do amor e dos pecados carnais.

Devo parecer surpresa ao ver Utsukushisa na festa, pois lá mesmo ele me pedirá a mão em casamento e eu aceitarei, com o pressuposto de termos nos conhecido somente naquela noite. E de, é claro, eu nunca ter dormido com ele ou mais ninguém.

Meu vestido já estava disposto em minha cabeceira, exatamente como pedi. Segundo a tradição as debutantes devem entrar de branco, portanto o farei, meus cabelos lisos negros ao extremo darão um belo contraste com o branco de seda. Estarei com um vestido singelo e ao mesmo tempo muito bonito de seda e renda branca. Tomara que caia branco coberto por uma renda branca que passa por cima do busto inteiro, recobrindo meus seios saltitantes e indo, desta vez, até meu pescoço preso por uma fita que ali ficará instalada.

Na altura da cintura há uma fita totalmente bordada a diamantes que dividirá a parte de cima com renda branca e a parte debaixo bordada com alguns diamantes.

Fiquei rodeando o quarto um pouco enquanto me excitava cada vez mais com a festa que estava por vir. Por fim decidi ir à cozinha e comer algo, desci descalça somente com uma camisola e rumei para a cozinha muitos metros dali. A casa estava totalmente entregue à escuridão, eram ainda cinco horas da manhã e estávamos em plena primavera. As cerejeiras do lado de fora da casa já haviam deixado as flores caírem no mês de abril e assim deram lugar aos bordos que consigo ver conforme as grandes janelas.

O piso estava infinitamente frio e quanto mais eu andava, mais parecia que eu viraria um cubo de gelo. Quando pus os pés no tapete da escada sorri internamente por não estar tão frio quanto o chão de porcelana. Praticamente corri em direção à cozinha e lá me deparei com várias empregadas já começando a preparar o banquete da festa, estavam em grande número preparando as massas e essas coisas.

Percebi que cada vez chegavam mais coisas do lado de fora da casa, mais ingredientes. Parecia que a cidade inteira havia acordado de madrugada somente por este evento, e que os convites das festas de Nagai eram disputados quase até a morte.

Comi alguns biscoitos e fiquei conversando com as empregadas, contado algumas coisas engraçadas e assim passei o resto da madrugada, simplesmente apreciando a companhia das simples mulheres a minha volta.

Quando eram oito da manhã eu não compareci ao café da manhã, estava sugada na atmosfera envolvente de Shakespeare em Romeu e Julieta. Logo me descobriram na biblioteca e me forçaram a ir para meu quarto iniciar os tratamentos faciais e o spá para que ficasse linda antes da festa.

O dia inteiro foi assim, fiquei recebendo massagens e lavagens de pele maravilhosas, cheguei a dormir o que não tinha conseguido durante a madrugada.

Logo era tarde e o crepúsculo colorido pairava no céu de uma primavera quente, o clima e o dia não poderiam estar mais lindos, logo eu ouvia o tilintar de taças, musica e fala de humanos. Já era noite quando fui fazer minha aparição para o público.

Cabelos presos em um coque acima da cabeça e alguns fiapos soltos, minha franja crescida na frente do rosto enquanto uma grande coroa de diamantes pairava encima de minha cabeça. Maquiagem leve com alguns tons de pele e marrom, batom como sempre vermelho e pele extremamente branca. Usava meu vestido branco e luvas de algodão, os sapatos eram altos e fechados como os de uma moça.

Cheguei ao topo da escada completamente encabulada com a quantidade de pessoas desconhecidas me admirando. Os móveis da sala haviam sido tirados e agora o espaço era ocupado por grandes mesas com oito lugares e um espaço para a porta de entrada que estava aberta, além de um grande espaço entre as mesas para os casais dançarinos. Desci majestosamente no meio exato da escada, subindo com as suas mãos o vestido e assim dando o vislumbre de meus sapatos.

Ouvia sussurros intermináveis enquanto descia. Mulheres invejosas e homens luxuriados, como sempre a minha aura me condenava. Assim que cheguei ao final da escada Nagai fez uma pequena apresentação de minha pessoa que como pude notar foi totalmente o contrário do que realmente sou. Minha avó estava perfeita em um vestido lilás claro, pouco decotado e com uma Sharpe de mesma cor para tapar os ombros do lado de fora, seus cabelos estavam enrolados e esplendidamente brilhantes, assim como seus olhos azul-púrpuros.

Assim que sua declaração terminou, fui bombardeada por diversos homens convidando-me a dançar. Velhos, idosos semimortos e até mesmo crianças na pré-puberdade, um bando de concupiscentes. Mas finalmente meu Utsukushisa apareceu, e eu não poderia ficar mais surpresa do que já estava. Ele estava completamente lindo, aqueles olhos tão parecidos com os de Nagai me inebriavam. Não pude deixar de perder o fôlego enquanto admirava suas vestes bem polidas e a espada que este abrigava ao lado da cintura e tudo mais que estava vestido nele. O quanto eu não daria para ser aquela roupa e estar sempre em contato com sua pele macia e cheirosa...

Mas eu não o amo.

Sou o pecado.

Tudo o que sinto por ele é carnal.

Dei minha mão para ele, o único a qual cedi a minha mão para dança durante toda a festa. Os homens, coitados, foram jogados as moscas. Uma vez ou outra percebia que meu acompanhante dava olhadelas para estes babacas, as vezes de ciúmes por estarem me olhando, outrora somente para tirar vantagem e lhes instigar raiva. Finalmente sua aura celestial o estava deixando, após a perda de suas asas ainda demorou bastante para que ele se tornasse um pouco mais malvado.

Dançamos mais algum tempo até que ficamos cansados, quase na metade da festa Utsukushisa fez uma pequena surpresa aos integrantes da festa. Ele me puxou até o meio do salão, e minha tia pediu atenção dando pequenas batidas de colher na taça de cristais. Kushi se ajoelhou a minha frente e me festa a proposta de casamento.

– Yamino Katsugo, você aceitaria ser minha esposa?

Neste momento todos pararam de falar perplexos com a situação. O homem já havia vindo preparado com um anel de rubis e ouro. Parecia que se uma brisa leve batesse naquele local faria mais barulho do que a respiração dos convidados.

– É claro que sim meu amado Fuyuu Utsukushisa! – E assim que aceitei, tirei minhas luvas e dei a mão para que ele colocasse o tão precioso anel.

– Sabe Katsugo, esta é uma jóia de família que vêm desde os anos 700 antes de cristo segundo o calendário europeu. Enquanto um dos meus tataravôs estava em sua terra natal pintando uma paisagem, uma águia deixou cair este rubi que está preso em suas mãos, na época foi símbolo de bom presságio e riqueza para eles.

Dei uma pequena risada inocente em gratidão a sua explicação. Enquanto ele voltava a sua posição ereta e quase vinte centímetros maior que eu a sala se encheu de aplausos de pessoas emocionadas e inebriadas com a situação.

Logo senti a presença de Emily e Thiago, estes haviam acabado de chegar e estavam entrando ainda. Emily veio me parabenizar com um abraço caloroso e falou alguma coisa em sumério que não pude decifrar, Thiago deu a Kushi um olhar bem subjetivo e me parabenizou com um beijo na mão e algumas palavras em sumério também.

– Obrigada por terem comparecido e pela parabenização que eu não entendi nada! – Agradeci rindo normalmente. Logo eles me acompanharam na risada que foi abruptamente parada por Denachi.

Ela vestia um vestido azul escuro um pouco rodado com rosas azuis envoltas em um tipo de pano branco brilhoso que a dava cada vez mais o tom angelical. As pequenas mangas revelando seus braços brancos um pouco corados a deram certa meiguice. Contudo sua aparência facial estava horrível: Maquiagem borrada e cabelos bagunçados misturados com um péssimo bafo de bebida revelavam que ela estava completamente bêbada.

– Ô pessoal? Seus humanos imprestáveeis!! Antençãããão! – Gritava Denachi enquanto batia fortemente com uma colher na taça até finalmente quebrá-la e fazer sangrar suas mãos, e nem ao menos percebeu o ferimento. – A Katsugo é uma demônia! De-mô-ninha, ela é minha irmã e quer tomar o meu trono sabiam? – Gritou Denachi enquanto soluçava de tanto beber, eu continuei estática com a declaração da mesma. – Sabe, eu sou a RAINHA do Inferno, mas também sou do céu! E a Kattyzinha aqui quer me roubar. Além disso, ela pratica bruxariiiia!! – Disse ela dando ênfase a bruxaria de modo horripilante.

– Meu Deus, alguém tire essa bêbada daqui por favor? – Perguntei ao vento enquanto começava a ficar irritada com as acusações de minha irmã.

– Não! É verdade! Essa daí mata um monte de criadas pra fazer as magias negras dela! E esse maridinho ai... – Deu uma pausa pra outro soluço enquanto andava cambaleante. – Esse daí era um anjo que ela corrompeu! É verdade!!

Não pude mais agüentar as difamações de minha irmã bêbada e fui atrás da mesma enquanto ela tinha seu momento de show.

– Denachi chega! – Sussurrei com os olhos semi-serrados de raiva e os dentes da frente trincados de ódio.

– Ou o que ó toda poderosa Katsugo? Você vai me matar na frente de toda essa gente? Duvido muito! – Debochou Denachi quase caindo zonza.

Chegando perto dela mirei-a com o olhar vermelho que provavelmente ela foi a única a vislumbrar, bati uma pequena palma e toquei em seu ombro discretamente.

– Acho que você está bêbada demais. – Disse a ela enquanto a mesma caia em sono profundo no chão branco da casa.

Era um pequeno feitiço adormecedor, nem uma parcela ínfima de meu poder foi utilizado. Pus novamente as luvas para que ninguém percebesse a luz dourada que emanava da ponta de meus dedos, enquanto ela estivesse ali, Denachi estaria inconsciente. Lys levou-a prontamente para seu quarto e ficou por lá. O resto da festa foi somente o falatório da noite e suspeitas sobre mim, todos sabem que quando um bêbado fala, ele quer botar para fora toda a verdade angustiante que lhe assola a mente e alma.



Notas finais
Espero que tenham gostado. Quero reviews o/