Debaixo Das Terras Sagradas

19 Capítulo 18 - Sangue Amaldiçoado


Notas iniciais
Bem, adiantei o capítulo de presente da Anacasali e pro meu primo Thiago querido que finalmeeeeente deu o ar da sua graça e me presenteou com um review!
Pessoal, o capítulo foi digitado no Ipad, então deve estar cheeeeio de erros, qualquer palavra que não tiver haver com a frase me digam por favor! Eu revisei um trocentalhão de vezes, mas não sei se saiu tudo :/

Pelo o que eu consegui rastrear ele foi para uma clareira a pouco tempo daqui, consegui enxergar uma cachoeira e depois o clarão, ele deve ter entrado no reino dela, lá eu nao consigo ver nada, só sentir.

E eu senti medo.

Nada bom.

Ela não é tão burra quanto eu pensei que fosse.

Transformei-me em fumaça e fui com o vento, apesar de ter asas quando uso o poder da Lilith, não sei voar além de que devem ser muito lentas. Cheguei relativamente rápido, uma ventania batia então eu dei sorte. Avistei a cachoeira e passei por ela, dei de cara com o outro mundo ainda de noite, as luas estavam lindas e o castelo brilhava conforme a luz da lua refletia em seus cristais lindamente lapidados.

Odeio a energia deste local, ela parece que drena o meu poder.

Mal podia esperar para ter aquele castelo em minhas mãos, com certeza aquele rio deixaria de ser límpido, poderia ser um mar se sangue não? A cor vermelha sangue sempre me chamou a atenção. Mas eu gostaria que o lago fosse negro...

Depois penso em futilidades, vou me infiltrar naquele castelo, só não sei como, não trouxe Lucis comigo, ficou um pouco difícil, mas nada impossível.

Vou tentar na sorte.

Fui andando mesmo, queria sentir novamente a grama daquele local, era tão verde e macia que me dava nojo.

- Quia hoc beatus? Esse tristis.*

Essa terra é por sangue totalmente minha. A terra na verdade era para ser igualmente dividida entre o reino da luz e das trevas, mas eu sou um princesa que possui ambos os sangues, portanto mando muito mais do que essa meia tigela que só tem o sangue celestial.

A grama em que eu pisava ficou totalmente morta e a morte se propagou, tudo, ao menos que dava para ver, desde as colinas até as beiradas dos rios ficou morto. Do lago abaixo do reino brotaram peixes mortos, os comerciantes que passavam em uma estrada próxima ficaram assustados com a mudança repentina.

Humnnnn... Que delicia o cheiro da podridão se espalhou! Existe coisa melhor?

Os campos floridos de repente murcharam e as árvores que estavam sempre em primavera perderam as suas flores, coitadas deviam estar cansadas de ter sempre aparentar serem tão bonitas, elas tem de dormir, a época da primavera vem, assim como vai as darei o descanso necessário.

- Gratias... - ouvi um sussurro da natureza a minha volta. Realmente estavam cansados, deixe que tudo morra para que depois reviva, a maldade não vive sem a bondade assim como a vida sem a morte.

Olhei para a lua vermelha que estava apagada e triste, ela simboliza a parte da morte, da maldade e estava muito apagada quase sumindo do céu. Deixei que meus olhos ficassem vermelhos e olhei para ela sorrindo, ela brilhou em resposta. A luz da lua azul ficou um pouco mais fraca deixando ser dominada pela luz vermelha que agora iluminada tudo muito macabramente.

A minha presença altiva naquele mundo realmente deixava tudo muito mais feliz!

Agora deixe de enrolação, mais tarde eu cuido do resto... Agora tenho que ir ao encontro de meu servo.

Transformei-me em fumaça novamente e deixei-me voar livremente para cima, onde estava o reino, materializei-me perto do rio.

As pessoas que estavam em volta do mesmo me olharam assustadas. Algumas gritaram e saíram de perto para que os guardas pudessem me cercar.

Não me assustei...

Aquela água do rio estava tão convidativa, abaixei-me um pouco e tomei de sua água, era realmente muito gostosa, mas estava muito pura, quase sem sais minerais.

Os guardas ameaçaram avançar mesmo ainda estando um pouco vacilantes.

- Vocês querem me atacar? Mas que grande piada! — Ri com as parte de trás da mão em minha boca e uma mão na cintura, jogando a cabeça para trás e depois os olhei assassinamente com meus olhos novamente vermelhos. — Eu sou a verdadeira rainha, vocês devem obediência somente a mim.

- A nossa rainha é a senhorita Natsu-sama!

Alguém no meio da multidão de guardas se manifestou.

Como eu odeio esses fanáticos.

- Mate-os! Seja o que você realmente é Katsugo, uma assassina.

Soltei um sorriso de escárnio e quando olhei novamente para eles, os mesmos já estavam todos decepados. Uma dor de cabeça fraca bateu em minha cabeça, isso que da usar muito poder de uma vez. Quantos deveriam haver ali? Dez batalhões de seiscentos homens? Deveria ser algo parecido... Celestiais brotam que nem ervas-daninhas, irritantes e devem ser mortos assim que vistos para impedir a multiplicação.

O mar de sangue se estendeu até o rio e o tingiu de vermelho escarlate. Agora sim devia estar com bastantes sais minerais.

Eu rastreio minha história

Árvore genealógica sangrenta queimada

Sangue nativo corre em mim

Tendências assassinas

E agora... Como faria para tirar as almas de cada um deles? Perderia muito tempo! Mas já que eles são meus... Eu poderia convocar suas almas? Passei a minha mão na frente de meu corpo com os olhos fechados para puxar as almas de seus corpos, foi um pouco difícil, alguns lutavam para ficarem grudados, mas a minha força era muito maior. Quando abri os olhos vi varias almas voando e gritando. Fiz-as ficarem em formato de uma bola e as amassei a ponto de parecerem uma bola de basquete. Parecia uma pedra de ônix agora, só que ela gritava. Fui comendo aos poucos e me deliciando com o doce gosto... Humnnnn... Delícia!

Melhor café da manha do que aquele não existia.

Tirei meus sapatos altos e levantando com a mão esquerda a barra do vestido pisei nos corpos para passar para o outro lado. Pude ver ao longe pessoas correndo, mães com suas crianças que olhavam sem nem saber o que fazer. Calmamente passei pelo que antes eram batalhões de celestiais, acho que suas peles dariam um ótimo tapete, estavam fazendo uma massagem incrível em meus pés. Apesar de um pouco tonta dava para andar.

Aquele chão de porcelana perfeitamente lisa agora estava cheio e sangue, ficava muito mais bonito com certeza. Enquanto passava por cima do meu mais novo tapete massageador automático vi alguns arcanjos me cercando e logo percebi que eram muitos.

- Ei! Saiam daí! Estão tapando a luz da lua! — Observei preocupadamente fazendo-os ficarem com raiva. Se eles esperavam que eu fosse ficar com medo, estavam muito enganados.

- Apontar! — ouvi uma voz de trás do batalhão mandando e assim todos os arcanjos que estavam em formato de meia lua atrás de mim apontaram seus arcos e flechas. Não eram simples armas, eram flechas extremamente poderosas, muito mais do que a pior arma feita por seres humanos. — Preparar — Aquela baboseira estava me irritando! Virei as costas e continuei comendo a minha bolinha doce. — Fogo! — A voz imperativa anunciou e eu simplesmente levantei a minha mão direita e fiz um escudo, nenhuma flecha passou, elas ricochetearam e voltaram contra os que atiraram, não vi se morreram ou se simplesmente caíram, realmente não me importava a vida daquelas coisas.

Oh! Mas que coisa chata! A barra do meu vestido se sujou com o sangue!

Agora sim eu fiquei com raiva!!!

Meu vestido! Meu lindo e charmoso vestidinho! Era um tipo de vestido estilo era vitoriana, sua parte de cima pressionava muito o meu busto fazendo os seios saltarem, essa parte era preta com fitas vermelhas, a cintura era bem fininha com uma faixa vermelha de seda pura, o resto do vestido eram babados encima de babados, pretos com as bordas vermelhas e com pequenos filetes dourados. E agora a borda estava toda suja de sangue que por infortuno secou e ficou uma camada cobrindo o meu lindo bebê.

Ainda com a mão levantada, desacoplei o escudo de mim e fiz como se fosse uma bola envolta deles, tirei todo o oxigênio dali e eles morreram asfixiados. Simples! Todos caíram ao chão como galinhas abatidas.

Ouvi o relógio dar doze badaladas.

Oh! Hora do chá!

Farei como Maria Antonieta e comerei brioche.

Oh! Pensamentos e pensamentos... Devo para de divagar infamemente. É desgracioso!

Ao longe, em uma parte mais acima do prédio vi um palanque montado e alguém sendo posto para a guilhotina.

Uhhh! Execução essa eu quero ver!

O castelo era tão gigante que não me admirava que as pessoas lá em cima não soubessem o que estava acontecendo, talvez não tivessem nem idéia sobre o que estava acontecendo. Infelizmente lá debaixo eu não conseguia ouvir nada, então não teria graça ver a execução, mas eu não queria estragar aquele momento então fui sorrateiramente até lá em forma de fumaça.

Sangue, sangue, sangueee! Adoro esses tipos de mortes! Eu poderia até mesmo salvar esse tal traidor, mas não estava com vontade.

Fiquei atrás de todas as pessoas que ouviam assustadas a sentença.

- ... O réu foi condenado por: Desacato a autoridade, traição de vossa senhora, desinclinação a submissão, renegação do sangue nobre, exclusão do dever com a família real, mudança de vertente e por fim submissão a um demônio. Fuyuu Utsukushisa será condenado por esses entre tantos outros crimes. Que assim seja em nome de vossa Rainha Natsu.

Que... Baboseira!

Eu estava toda feliz ao ver uma execução e teria de ser justo a do Utsukushisa? Que saco!

Esperei ele subir no palanque e colocar a cabeça na parte curva da guilhotina. Queria fazer uma pequena surpresa. Vi ao longe a princesinha sentada no trono do rei, que ultrajante! Ela sentada no meu querido trono? Que feio!

Ela fez um sinal para que a execução prosseguisse como o planejado e então a lamina foi baixada e... Nada.

Utsukushisa estava ao meu lado enquanto eu lambia os dedos terminando de comer minha bolinha doce de almas, estava me sentindo cada vez mais poderosa, que orgulho!

Todos nos olhavam assustados, alguns corriam de medo e outros nos apontavam armas, mas então a princesinha resolveu dar o ar de sua graça e apareceu na frente da multidão. Eu a olhava de cima do palanque, assim como deveria ser: eu soberana a olhando com a dignidade que deveria ser tratada, ou seja, nenhuma.

- Imaginei que viria demoniazinha. — Projetou-se com sarcasmo.

- Não perderia a festa, aliás o banquete de almas celestiais estava um delicia! — mostrei-lhe os dedos lambuzados de liquido preto extremamente doce e depois lambi com escárnio, logo mostrando um sorriso macabro com grandes caninos. — Obrigado por ter me dado tão grandiosa recepção! Mas você sabia que a sua alma me faria ficar muito mais feliz? Em uma bandeja com cerejas e morangos, a sua alma como prato principal e uma maçã na boca. Humnnnn delicia! — Terminei juntando os dedos e dando um beijo estalado na ponta deles como um francês ao preparar um prato: Magnifique!

Percebi que esta ficou com raiva, precipitada como Denachi! Como seria maravilhoso irritá-la! Ela era desgraciosa, do tipo que sabe se vestir bem, mas não tem porte... Como poderia explicar?

Suas roupas eram lindíssimas, mas ela não possuía classe, sim classe era a palavra certa; para utilizá-las. Não era convidativa e pelo contrario ela me dava repulsa. Era muito bonita, mas algo nela emanava fanatismo.

- E você me vem com uma surpresa dessas, baixa classe? O que são alguns batalhões de celestiais, poderia por uma milhão a trás de você agora mesmo e por que não faço isso? — Pronunciou-se tentando me provocar, mas isso era algo que eu sou quase imune. Quase.

- É né? Fazer o que... Assim como você surge com mais um milhão deles eu posso matá-los assim — estalei os dedos — como um passe de mágica. Puff! — Fiz algo como uma explosão em minhas mãos. — E é claro que você não os põe agora atrás de mim porque sabe que irei matá-los sem nem mesmo olhar para eles. Você sabe que EU tenho o sangue celestial e demoníaco, portanto sou a deusa que realmente rege esse mundo e portanto todas as almas nele nascidas pertencem a mim. — Apontei para mim e em seguida pulei um pouco batendo palmas. — Me desculpe, mas agora estou um pouco cansada, salvar o meu chevalier de um bando de fanáticos me deixou exausta, mas nada que eu não possa resolver comendo mais algumas alminhas. Beijos minha queria meia irmã. — Mandei-lhe um beijo que ao assoprar saiu a marca de meus lábios flutuando até chegar em seu rosto e bater em sua bochecha. Ao encontrar da fumaça e sua bochecha a sua pele se derreteu e ela começou a gritar de dor. Gargalhei e transformei-me em fumaça novamente, dessa vez levando o meu novo chevalier comigo.

Notas finais
- Quia hoc beatus? Esse tristis.*
Isso ai significa: Por que está tão feliz? Fique triste!
Bem pessoal é isso ai, acho que os próximos 3 capítulos nem vai ter Katsugo direito, aliás acho que o capítulo 22 vai ser um pouco adiado por causa da explicação da maldição que eu to bolando aqui ~~
Beijos e quero reviews o/