Death of a Monarchy

5 Something for you, part 1


Notas iniciais
ta bem curtinho esse, sorry.

Ao entardecer levantei-me e fui ao salão de jantar. A mesa estava posta, com toalhas finas bordadas em dourado, cadeiras acolchoadas em veludo vermelho. Havia uma banda disposta no canto do salão. Estava prestes a me sentar, quando ouvi alguém me chamando. Virei me para onde o som vinha, e vi que Henrique estava escondido por detrás da cortina, ele fez menção para que o acompanhasse. Eu então o fiz. Atravessei o salão até a cortina. Quando cheguei perto Henrique ele me puxou para uma pequena e escondida sala.

– Majestade. —

– Anne! — ele segurou meu rosto e me beijou, mas o impedi dando um leve tapa em sua cara.

– Acha que eu sou boba? —

– claro que não meu amor. —

– pensei que me amasse! —

– eu não entendo! —

– Por que me entregou como esposa daquele homem!?-

– mas eu quero seu bem, acho que merece o melhor, ter a chance de gerar um herdeiro. —

– mas eu queria um herdeiro seu! —

– meu amor, e se o papa não me der o divorcio? —

– não me chame de "meu amor" —

– Não dê ordens ao Rei. —

Me irritei e sai daquela sala. Ouvi Henrique gritando!

– ANNE VOLTE AQUI! EU SOU O REI DA INGLATERRA! -

não respondi, apenas continuei andando. Sentei-me ao lado de Vlad.

– Olá Vlad. —

– Olá Anne.- ele deu um enorme sorriso

– conseguiu descansar? — perguntei. Quando olhei para o lado, vi que Henrique me observava.

– O suficiente, e quanto a você? -

– muito bem. E gostaria de me desculpar por ter sido rude. —

– imagina, eu lhe peço desculpas por te assustar. —

– também gostaria de lhe agradecer pelo belo anel que me destes. —

– que bom que gostou. —

– eu amei! é muito bonito. -

Vlad se aproximou de meu ouvido e cochichou.

– Quero lhe entregar mais presentes, mas são muito valiosos, e não posso mostrar a mais ninguém. —

– E quando isso vai acontecer. —

– em breve, mas eu a avisarei. —

– tudo bem. —

Começamos a jantar. Saboreamos uma boa e deliciosa refeição. O prato principal era cisne, e estava maravilhoso. Um jantar dignamente real.

Conversei com Vlad quase o jantar todo. Ele é um homem muito interessante, ele tem muito em comum comigo. Acho que o casamento não é tão ruim assim.

Conversávamos sobre diversos assuntos, desde a comida do jantar até tipos de dança.

– Senhores. Hora da dança. — Henrique disse interrompendo nosso assunto.

– senhorita, gostaria de dançar comigo? — Vlad pediu.

– adoraria. —

todos já se dispunhama dançar. Henrique começou a dançar com a rainha Catarina. Ele somente observava eu e Vlad dançando.

A dança era um pouco lenta naquela hora. Precisava fazer com que Henrique sentisse ciúmes, talvez assim ele fizesse para com que o divórcio dele saisse mais rapido.

Vi que ele e Catarina dançavam calmamente. Até que vi Henrique beijando Catarina. Aquilo encheu-me de raiva.

Quando terminou de beijá-la ele olhou diretamente para mim.

– Vlad, posso te pedir um favor, é um pouco bobo. —

– claro, o que quiser querida. — ele sorriu.

– me beije. — olhei para seus olhos.

– com prazer. —

Ele me beijou intensamente, conseguia sentir os olhares das pessoas presentes, mas pouco me importei, só queria que Henrique visse.

Logo, faltou-nos ar, e paramos o beijo. Em seguida, Vlad fixou seus olhos nos meus.

– obrigada. — disse corando.

– gostaria que me pedisse mais isso. —

Rimos.

– Quando estivermos casados, não vou mais precisar pedir. — eu disse.

– quero que se sinta a vontade para pedir o que quiser, e me falar o que quiser. Tudo o que quiseres eu darei. —

– eu agradeço. —

– não precisa agradecer, um sorriso seu já me deixa contente. —

Beijei sua bochecha. Então Henrique mandou mudar de musica e a musica era entre casais com uma melodia mais rápida. Todas as mulheres da corte se posicionaram, e começaram a dançar, durante a dança tinhamos que trocar de par constantemente. Comecei com Vlad, em seguida Charles Brandon, e por último Henrique. Quando comecei a dançar com Henrique ele disse.

– O que foi aquilo? — disse baixo.

– Aquilo o que? — perguntei.

– você beijando o Vlad. — ele sussurou.

– não posso beijar meu noivo? — perguntei sinica. — está com ciumes? —

– eu com ciúmes? — Henrique disse.

– claro! Aliás, também vi você beijando Catarina e olhando para mim em seguida. —

– Então você beijou ele para me fazer ciúmes. —

– Céus Henrique, ele é meu noivo, devo me preocupar somente com ele. —

– Acho que se preocupa comigo. — ele disse sorrindo.

– Não seja louco! —

– Está mentindo. — ele disse.

– Com licença. — me retirei do salão. Quando cheguei perto da porta, corri até o labirinto do jardim.

Notas finais
REVIEWWSS